sexta-feira, 7 de julho de 2017

"Mulher-Maravilha": um espetáculo cinematográfico

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Ao final de uma sessão de "Mulher-Maravilha" exibida no Maxicine não me contive: aplaudi. E, claro, os aplausos se multiplicaram na sala lotada. O primeiro filme da heroína da DC é mesmo um espetáculo que merece ser aplaudido e visto na tela grande. É um filme que enche os olhos ao apresentar a paradisíaca Ilha de Themiscyra; que faz chorar, com as perdas sofridas pela personagem; que faz rir com a ingenuidade dela frente às diferenças de costumes da sociedade da época da I Guerra Mundial; faz vibrar quando ela diz um "basta" aos horrores da guerra que multiplicam suas vítimas e resolve encarar sozinha a ameaça que um exército inteiro não conseguia. E ela avança, com seus braceletes, com seu escudo, com a sua coragem para enfrentar o mal. E, principalmente, com a convicção no amor.

"Mulher-Maravilha" é um filme inspirador e de conteúdo. Assisti duas vezes, nas versões legendado e depois dublado, junto com a Selina minha filha de quase 5 anos. A outra filha, Diana (sim, o mesmo nome da Mulher-Maravilha), tem 1 ano e meio e espero poder mostrar esse filme também a ela, daqui uns anos.

A Selina, assim como eu, vibrou. Principalmente com as cenas iniciais, vendo as amazonas guerreiras e a pequena Diana imitando os gestos das irmãs empunhando espadas, escudos, disparando flechas e galopando. E saiu inspiradíssima querendo ser uma guerreira, usar de um laço da verdade, lutar pelo que é certo, salvar as pessoas, derrotar os bandidos. Quando um filme potencializa nas crianças (e também nos adultos) esse tipo de sentimento, ele só pode ser muito positivo. Que bom ver que uma personagem forte e virtuosa, que não se dobra a machismos e não se ilude com fantasias, é capaz de inspirar mais do que uma princesa padrão Disney que só espera ser desposada por um príncipe. 

Selina, aos 4 anos, posa ao lado de sua heroína.

Mulher-Maravilha se torna uma heroína não apenas nos grandes atos, mas nos pequenos. No respeito aos outros, na maneira que ela ouve as pessoas, entende, procura ajudar. Na forma como não aceita ser omissa, assistir passivamente o que está acontecendo de errado.

Vivemos uma época de amargura, desesperança, descrença. E aqui temos uma heroína que parece ser ingênua, mas porque acredita e persevera no que é certo e justo. Valores humanos que jamais saem de moda. E se saem, nunca deveriam.

Há muitos filmes que merecem ser vistos no cinema. E esse é, maravilhosamente, um deles. Um espetáculo que merece ser aplaudido.


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Em tempo: clique aqui para ver os dias e horários das sessões no Maxicine.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Sobre cultivar espinhos

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Que momento fatídico foi esse em que perdemos a capacidade de nos entusiasmar com a vida e de perceber mais os espinhos do que as flores?

Que momento tão infeliz foi esse em que reclamar se tornou mais comum que agradecer? Que falar mal conseguiu superar o ato de elogiar?

Por que debaixo do "céu azul" de selfies felizes das redes sociais, existe um mar de tanta amargura, revolta e opiniões tão duras, contra pessoas, instituições, cidades, famílias, crenças, times, opções, escolhas, profissões?

Por que as palavras bem ditas perderam o seu poder de inspirar, diante da influência multiplicadora das palavras mal ditas?

Por que perdemos a vontade de sermos simpáticos? Por que tantos querem desmotivar alguém a ser? Por que o ato de brigar superou a capacidade de estar em paz? Consigo, com os outros...

Por que os tantos atos bons praticados por uma pessoa não são reconhecidos pelas redes de amigos, mas uma fofoca se torna tão mais atrativa de "passar adiante" do que as verdades, a gratidão por algo de bom? 

Por que o copo pela metade se tornou tão vazio? E ser otimista, em tempos atuais, é péssimo? Por que tanta religião espalhada e tamanha falta de fé disseminada? 

Por que tanta falta de empatia? E essa incapacidade de se colocar no lugar do outro?
As redes sociais se tornaram um universo contraditório em si: a selfie teima em aparentar felicidade. Mas há um universo de palavras instigando a infelicidade.

Não tem como curtir! Não dá pra compartilhar!

Parem o mundo que eu quero descer!