quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Filmes para ver, livros para ler

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Desde que o cinema surgiu, há mais de 100 anos, muito se alimenta da literatura para contar histórias. Basta dar uma passada nas locadoras e ver a quantidade de títulos disponíveis, baseados em grandes obras da literatura. É o caso, por exemplo, do ótimo Os Miseráveis, que foi lançado há pouco com Hugh Jackman e Anne Hathaway, mas que já foi adaptado do livro de Victor Hugo mais de 10 vezes no cinema. Conta a história de um homem que vai preso por roubar um pão e, quando é solto anos depois, precisa reconstruir a sua vida e fugir da perseguição de um inspetor. É interessante ver que os filmes também ajudam a atrair audiência para os livros, que são descobertos e saboreados por novos leitores. Após ler e assistir (ou assistir e ler) fica impossível não fazer aquela inevitável comparação entre a obra original e adaptação. Muitas vezes, gosto de ler o livro antes de ver o filme para ter uma ideia expandida sobre a ambientação e os personagens. Mas muitas vezes também fui levado a conhecer a obra original literária após conhecer o filme e gostar da história. Dá pra comprar o filme na cabeça (de quando a gente lê), com a produção cinematográfica.


Livros, filmes e séries
Algumas obras literárias que viraram bons filmes: Grandes Esperanças, de Charles Dickens; Orgulho e Preconceito, de Jane Austen; Doutor Jivago, de Boris Pasternak; O Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris; Drácula, de Bram Stoker; Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice; Harry Potter, de J. K. Rowling; O Iluminado, de Stephen King; O Senhor dos Aneis e O Hobitt, de J. R. R. Tolkien; Jogos Vorazes, de Suzanne Collins; O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna;  Onde Andará Dulce Veiga, de Caio Fernando Abreu; Diário de uma Paixão, de Nicolas Sparks; As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky; O Lado bom da Vida, de Matthew Quick; O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald; As Aventuras de Pi, de Yann Martel; Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago; Na Estrada, de Jack Kerouac; Bilionário pro Acaso: A Criação do Facebook (de Ben Mezrich, livro que originou o filme A Rede Social); Comer Rezar Amar, de Elizabeth Gilbert; O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini; O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux; Uma Mente Brilhante, de Sylvia Nascar; O Homem Bicentário e Eu, Robô, ambos Isaac Azimov; Carrie-A Estranha, de Stephen King). 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Grupo Artemágika: 25 anos

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É um orgulho para Santiago ter um grupo que há 25 anos trabalha muito pela arte e mantém sempre viva a mágica do teatro. É o grupo Artemágika, que encanta crianças e adultos com seus espetáculos, de lirismo e literatura. No último sábado, na premiação do Santiago Encena, o Artemágika recebeu um prêmio especial do júri por sua contribuição à cultura regional. Merecidamente.

Muitos foram os atores que fizeram parte da história do grupo, como Volnei Sarturi, Dilnei Chagas, Catiane Bertazzo, Simone Santos, Mare Perez, Luciele Bonoto, Jordana Ben, Adriane Pizoloto Machado, Nevinton Valli e outros tantos, que integraram elencos de dezenas de peças. Mas o diretor é sempre Renato Polga, que continua firme por lá, orientando, acompanhando e fazendo a mágica acontecer para a arte encantar. Parabéns, Renato Polga. Parabéns, Artemágika.

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Contatos imediatos...

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Aproveitando que estava lá em São Francisco de Assis, evidentemente que não poderia deixar de dar uma passadinha na praça e ver os bugios que habitam a copa das árvores. Vê-los desta vez teve o sabor de primeira vez, porque era assim que a minha filha, Selina, estava vendo-os. Ela apontava e, creio eu, achava semelhança com os gatos lá de casa, quando sobem nas árvores. No entanto, bastou chegar um pouco mais perto de um bugio para ela perceber que aquilo não era gato, não. E ficou um pouco assustada quando viu um deles chegar pertinho para cheirar um pêssego em minha mão. Mesmo assim, a guriazinha não deixou de ficar com os olhos grudados nos hábeis movimentos dos macacos nas frondosas árvores.

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Bate-papo literário em São Francisco de Assis

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Na última sexta, estive em São Francisco de Assis participando da Semana de Ações Culturais, promovida pela Prefeitura. À convite do dinâmico Herton Couceiro, coordenador de Cultura, bati um papo com um grupo de alunos destacando sobre o desenvolvimento que a leitura proporciona. Também na sexta, fui muito bem recebido no Instituto Professor Isaías, que promoveu a sua Maratona Cultural, com apresentações diversas. Nos próximos dias, estarei fazendo lançando de livros na cidade de Jaguari, Santiago e também participando da Feira do Livro de São Luiz Gonzaga.

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Já dá para conhecer a Terra Média

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Para você que é fã dos livros de J.R.R Tolkien e teve um vislumbre da Terra Média apresentada na trilogia cinematográfica O Senhor dos Anéis e também em O Hobbit, prepara-se para embarcar numa nova viagem. Em parceria com a Warnes Bros, o Google criou uma ferramenta de visita virtual à Terra Média, aos moldes do Google Earth. O internauta poderá conhecer a geografia de Valfenda, do Condado dos hobbits, da Floresta dos Trolls, cidades e de muitos outros lugares, tudo em 3D. Além das cidades há informações sobre personagens como Gandalf, Bilbo Bolseiro e Galadriel, entre outros. Para acessar, clique na imagem acima.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Estudantes degustam literatura e bolos

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Professora Rosinha Matos e alunas.

 Todos sabemos que a educação e a cultura são capazes de tornar o mundo melhor. E a professora Rosinha Matos, da escola Monsenhor Assis, é incansável na elaboração de projetos de incentivo à leitura, procurando motivar seus alunos a descobrir o universo das letras. Nesta semana, ela ficou muito feliz com a boa receptividade de seu projeto "Conhecendo nossos poetas", onde enfatizou o trabalho de escritores de Santiago. Os alunos visitaram a Rua dos Poetas, pesquisaram, produziram painéis e redescobriram obras e autores. Ao final desse trabalho saboroso, todos degustaram bolos e recitaram poesias.

Alunas degustando bolos e poesia.
Estudantes do Monsenhor Assis pesquisaram sobre autores locais.

Breno Serafini lança livro em Santa Maria

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Acontece logo mais, às 19h30, na Biblioteca Pública de Santa Maria, o lançamento do livro Millôres Dias Virão, do escritor Breno Serafini. Trata-se de uma obra literária que merece ser conhecida e aplaudida, pois lança um profundo olhar sobre parte da produção literária do cronista e humorista Millôr Fernandes, dando ênfase ao período em que atuou como colunista da revista Istoé. O livro é uma adaptação do estudo feito por Breno Serafini para a sua tese de doutorado pela PUC/RS. Millôres Dias Virão já teve lançamentos no Rio de Janeiro, São Paulo e nas feiras do livro de Santiago e Porto Alegre.

Breno Serafini em dois momentos:

 Entregando um exemplar de Millôres Dias Virão para o escritor Luís Augusto Fisher
Sendo cumprimentado pelo governador do RS, Tarso Genro.

Cinco bons filmes e um ruim

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Raul Seixas- O Início, o Meio e o Fim- Um instigante documentário que joga luz sobre o mito que foi Raul Seixas, procurando humanizá-lo, mostrando as suas fraquezas, defeitos, sua genialidade, sua bondade e o gigantesco talento. Apesar de burocrático nas entrevistas, o filme soma pontos por apresentar material inédito de imagens do cantor (ao menos do grande público). Melhores momentos: a cena em que uma mosca insiste em incomodar Paulo Coelho, que faz um discurso pacifista de "não vou matar", mas acaba matando e perdendo o raciocínio e todos os momentos em que Raul aparece e o documentário só cresce. Ao final, fiquei com a certeza de que o mito do Maluco Beleza virou uma lenda.


Wolverine Imortal- Agora entendi o porquê de X-Men Origens Wolverine (de 2009) ter sido tão ruim. Na verdade, os produtores queriam que a gente tivesse as mais baixas expectativas para este Wolverine Imortal (2013) que, se não adaptou ao pé da letra a famosa HQ (Eu, Wolverine), que ela levemente se inspira, temos aqui um filme realmente digno do mais popular dos mutantes. Hugh Jackman está animal no papel (duplo sentido, sacou?); e o roteiro foi muito bem trabalhado, as cenas de ação muito bem dirigidas, os diálogos, os personagens, existe uma trama bem amarrada e, ao menos, duas cenas antológicas: a da luta no trem bala e a do confronto com os ninjas na neve. Até o último minuto, Wolverine Imortal é surpreendente. E depois que acaba, quando sobem os créditos, o filme ainda presenteia os espectadores com uma cena apoteótica.


Antes da Meia-Noite- A mais linda e honesta história de amor retratada no cinema está retratada na trilogia formada por Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol e Antes da Meia-Noite. No primeiro, vimos dois jovens se conhecendo numa viagem de trem que marcou profundamente as suas vidas. No segundo, o reencontro de ambos, nove anos depois. Agora, nove anos mais tarde os reencontramos. Agora, maduros. E cada qual conhecendo o melhor e o pior de cada um. O amor é capaz de resistir? Belíssimas atuações da dupla Ethan Hawke e Julie Delpy. Difícil não se identificar, não se envolver, não se emocionar com as minúcias dessa história construída com tanta sensibilidade.
50%- Você começa assistir e pensa que vai ser um drama. Aí, o filme te envolve com algumas piadas e alivia a pesada história sobre um rapaz de 27 anos que descobre ter câncer. E pelo resto do filme temos o equilíbrio de momentos dramáticos (contatos com leveza pelo roteiro) e de instantes de riso, de melancolia e de celebração à vida. Impossível não se emocionar, ainda mais com as atuações dos ótimos Joseph Gordon-Levitt e Seth Rogen. (E me apaixonei pela Anna Kendrick).


Círculo de Fogo- Roteiro de quinta, atores de terceira e efeitos especiais de primeira. E quer saber? A premissa de monstros gigantescos sendo combatidos por robôs igualmente descomunais diverte muito. "Hoje vamos cancelar o apocalipse", entra para história das frases marcantes do cinema. Se você curte (ou curtia) Transformers, Godzila, Jaspion ou Changeman vai curtir ainda mais este Pacific Rim.

E  o ruim é...

Kick-Ass 2: A Decepção. Se o primeiro filme era arrebatador, esse aqui chega "arrebentado". Consegue desperdiçar todas as oportunidades de fazer um bom filme, desvirtuando até mesmo características marcantes dos personagens tão bem apresentados no filme anterior. O novo diretor demonstrou uma notável incompetência ao não desvalorizar a participação de um ator como Jim Carrey que, desde a primeira cena, não diz a que veio e em nada acrescentou. E dê-lhe cenas enfadonhas, ainda que bem coreografadas. O filme tem um conflito de personalidade, pois ao mesmo tempo em que é surreal por sua própria temática, tenta também evocar um realismo forçado. E é perceptível também a tentativa em imitar algumas das cenas mais célebres do filme anterior, como a de um personagem tomando um tiro de outro, durante um treinamento (mas que não tem, nem de longe, o mesmo impacto do primeiro Kick-Ass); além do uso de uma música infantil em ritmo acelerado, emulando um grande momento do filme original, em que a Hit-Girl combatia um grupo de bandidos. Só que, aqui, o recurso é aplicado numa cena de outros personagens, de maneira equivocada. Kick-Ass 2 só tem serventia nas cenas em que a Hit-Girl aparece, sendo interpretada com muita competência por Chloe Moretz, que faz o (im)possível para dar levantar a moral do filme, mesmo que a produção tenha sido ingrata em destruir a sua personagem, mostrando-a como alguém que tenta se encaixar num universo feminino fútil, em vez de justamente evidenciar que ela não tem nada a ver com aquele tipo de comportamento. Se o primeiro Kick-Ass terminava de um jeito que me fez sonhar com um segundo filme, este merece figurar na mesma galeria de péssimas adaptações de HQ (habitada por Batman & Robin, Mulher Gato, Elektra etc) e me faz rezar que não façam um terceiro filme.

E como você percebeu falei muito mais do filme ruim do que dos bons. Mas é isso mesmo. Nada se perde e, muitas vezes, até algo que não é bom pode render mais discussões.

Mais de mês....

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...sem atualizar o blog. Um pouco por envolvimentos profissionais, outro tanto por envolvimento familiar e um tanto por preguiça. Mas vamos botar as postagens em ordem.