quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Somos tão jovens

No mesmo ano, o cantor e compositor Renato Russo ganhou duas homenagens em forma de cinema. O primeiro a ser lançado e que já está nas locadoras é o Somos Tão Jovens, que conta o início da história artística da vida do cantor, mostrando suas primeiras performances no palco, com a banda Aborto Elétrico e dando início a Legião Urbana. O segundo filme é Faroeste Caboclo, inspirado numa famosa canção escrita por Renato em 1979, que a interpretou em alguns shows solo, mas que só foi lançada oficialmente em 1987 como parte do disco  "Que País é Este?", da Legião Urbana. Ainda não vi esse e estou curioso. Mas posso falar sobre o "Somos Tão Jovens".

Pontos bons do filme: o esforço do ator Thiago Mendonça em emular o Renato Russo em suas falas e trejeitos, a competente direção de arte, que recriou com esmero a Brasília do final dos anos 1970 e início dos anos 1980 e a excelente trilha sonora, claro.

Pontos ruins: roteiro travado, diálogos pouco inspirados que buscam alguma inteligência ao evidenciar trechos de canções da Legião Urbana, atores que interpretam como se estivessem numa peça de teatro (cinema é outra linguagem, não?), direção careta (que evita focar em pontos polêmicos) e enquadra como se estivesse filmando pra TV, construções de personagem pouco verossímeis e um ritmo acelerado que não se explica (o roteiro parece ter pressa para...chegar em lugar algum. Quando chega, termina). 

Sabe aquele episódio daquela programa da Globo, o Por Toda a Minha Vida, que falou do Renato Russo? Foi bem mais emocionante do que este burocrático Somos tão Jovens. A impressão que dá é que o roteiro
foi construído a partir da Wikipedia...

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