quarta-feira, 19 de junho de 2013

V, o personagem do momento!

"O povo não deveria temer seu governo. 
O governo é que deveria temer seu povo"

Seja nas ruas ou nas redes sociais, muitos dos protestos que estão acontecendo no Brasil são identificados com a máscara acima. É do personagem do fime V de Vingança, (de 2006) diriam alguns. É, sim. Mas a imagem surgiu primeiro na minissérie em quadrinhos escrita pelo genial Alan Moore e concebida pelo desenhista David Lloyd em 1982 e 1983. A máscara seria inspirada no rosto de Guy Fawkes, um soldado inglês que pretendia explodir o parlamento para incentivar um levante popular. A HQ ficou marcada por seu texto forte, crítico e visionário de Moore e pela paleta de cores empregadas por Lloyd, praticamente desprovidas de emoção, o que reflete muito daquela sociedade fria e apática.


A história de V de Vingança gira em torno de uma sociedade sufocada por um governo fascista (inspirado no governo de Margareth Tatcher) e que flerta um tanto com o totalitarismo representado no livro 1984, de George Orwell. Em meio à falta de liberdade e de idealismo surge uma figura controversa que lembra a todos de que a realidade só estava daquele jeito porque a sociedade permitiu e se anulou. Com seus atos de enfrentamento, "V" se torna uma figura que inspira a luta pela justiça, anarquizando com as estruturas apodrecidas e buscando tirar a sociedade de seu estado de inércia.

"Imagino que quando estava escrevendo 'V de vingança' pensava no fundo do meu coração: 'Não seria ótimo se essas ideias tivessem impacto?", diz Alan Moore, um subversivo em tempo integral e que adora ver seu personagem servindo de inspiração.


Não é a primeira vez que a famosa máscara surgiu em protestos. Em 2011, durante o movimento Occupy Wall Street o "V" estava multiplicado por lá, protestando contra o capitalismo selvagem do sistema financeiro. Mas antes, por diversas vezes, a máscara foi usada em protestos em Nova York, Londres, Moscou, em diversos países, cidades, manifestos. Foi usada por Julian Assange que bradou contra a perseguição ao Wikileaks e também se tornou símbolo dos hackers Anonymous.

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