terça-feira, 18 de junho de 2013

Sobre a VI Semana Literária...

Na última sexta e sábado, aconteceu a VI Semana Literária, promovida pela Casa do Poeta de Santiago.  Na primeira noite, tivemos aí um caloroso debate sobre o atual panorama cultural de nossa cidade, com a participação de Breno Serafini, Giovani Pasini (atual presidente da Casa do Poeta), Nívia Andres, Fátima Friederidczewski, Márcio Brasil (este que vos fala), Lígia Rosso e João Lemes.

Sim, pouca gente esteve por lá. Afinal de contas, literatura nem sempre é um tema atraente. Se formos contabilizar pelo público, a Semana Literária foi um fracasso e não reuniu nem 70 pessoas nos dois dias. Mas se analisarmos pelo conteúdo, pelas ideias debatidas, pelas provocações, pelos livros lançados (dos doutores Breno Serafini e Valdo Barcelos), o evento foi um sucesso.

As discussões e sugestões foram todas muito abranjantes e tiveram sua repercussão na última sessão da Câmara de Vereadores, onde alguns legisladores comentaram vários dos aspectos abordados nas palestras.

- Em minha fala, destaquei que Santiago tinha que dar um passo adiante e ousar criar uma Secretaria de Cultura. A partir daí, poderíamos desenvolver muito mais projetos não só na área da literatura, mas da música, do teatro, da dança, do Carnaval etc. A cultura é um tema muito amplo e já não cabe só num Departamento, o qual é bastante competente, mas sofre com limitações orçamentárias.

- Tudo bem que Santiago é reconhecida como "Terra dos Poetas". Mas esse é um título que glorifica o passado. E o passado, como já disse Elis Regina, "é uma roupa que não nos serve mais". O ideal é incentivar o hábito da leitura. Formarmos uma terra de leitores e estruturar melhor a nossa Biblioteca Municipal. De preferência, tirando ela do segundo piso de um prédio e possibilitando acesso a todos.

- Que no auditório cultural Caio Fernando Abreu, na Câmara (cuja construção foi uma sugestão minha), seja colocado um letreiro que o identifique, para o reconhecimento de todos. 

Entre outras questões possíveis de falar nos sete minutos propostos...

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