sexta-feira, 19 de abril de 2013

Cada dia, um pouco mais...


Como é ter uma filha? Como é amar uma filha? Para mim, assimilo que as coisas se comparam exatamente como se desenrola uma relação de amizade (ou de namoro). Ninguém se torna melhor amigo de alguém logo de cara, no primeiro contato. Tudo depende da afinidade, da convivência, das descobertas, das momentos que fazem chorar, dos momentos que fazem rir e por aí vai. 

Com a Selina tem sido assim. Nos primeiros dias, ela era apenas uma pessoa que, eu sabia, tinha uma ligação sanguínea comigo e a mãe dela, a Tainã, e que tínhamos que cuidar dela da melhor maneira possível. E, assim, aquele pequeno ser de poucos centímetros, frágil, necessitava de que agíssemos com muita delicadeza. E, desta forma, fomos nos refinando, nos adaptando a ela, lapidando a delicadeza de nossos gestos e aprendendo a apreciar os seus mínimos gestos. (Que são comemorados como se fossem o máximo...)

Com o passar dos dias, das semanas, dos meses, você vai conhecendo aquela pessoínha cada vez mais. E, tal qual como se dá numa relação de amizade, você já conhece bastante dela a ponto de ir gostando cada dia um pouco mais. E mais e mais e mais.

As afinidades se afloram, os sorrisos te conquistam, os choros te desesperam e os abraços te fazem esquecer do resto do mundo. Até que um dia, um belo dia, você olha para aquela pessoa e se vê completamente apaixonado. Nem sabe quando foi que aconteceu. Amanheceu assim.

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