domingo, 10 de março de 2013

Os últimos 10 bons filmes que assisti

Eu amo cinema. Quando tiver a oportunidade de fazer um curso nessa área, simplesmente por aprender mais sobre a sétima arte, ainda farei. Por ora, me delicio em ver ótimos filmes e, vá lá, outros não tão bons. Mas a mágica do cinema nos permite mergulhar fundo nas emoções dos personagens, compreender o que está sendo dito e o que está nas entrelinhas, o que o diretor apresenta e o que as nossas emoções sugerem, o que nossos olhos captam e o tanto que deixamos de perceber. A seguir, breves comentários sobre os últimos filmes que assisti, retirados de meu perfil do Filmow.

As Sessões

Antes de completar 40 anos, um homem que vive imobilizado por causa de poliomielite contraída na infância, decide contratar os serviços de uma terapeuta sexual. Ele só consegue mover a cabeça (para o lado esquerdo), mas é uma pessoa culta e cativante, numa interpretação sensível de John Hawkes. Sua terapeuta é vivida com muita competência por Helen Hunt, que o ajuda a conhecer os prazeres do sexo (e o filme mostra isso de maneira linda e poética). Me fez sorrir bastante no começo. Me fez chorar no final...


O Vôo
Conta a história de um experiente piloto de avião que se envolve (ou causa...) um acidente que põe em risco a vida de mais de 100 pessoas a bordo, quando algo dá muito errado. A única chance é fazer algo impossível de dar certo, mas a perícia do piloto consegue tal proeza e ele se transforma num herói...até começaram as investigações. "O Vôo" é mais um filme espetacular de Robert Zemeckis (diretor também de Forrest Gump, o Náufrago, a trilogia De Volta para o Futuro) e foi indicado a Melhor Roteiro, mas quem voa alto é Denzel Washington, em mais uma interpretação estupenda.

Moonrise Kingdom
Doce e melancólico, o filme apresenta personagens que parecem habitar o mesmo mundo de Os Excêntricos Tenembauns, obra-prima dirigida pelo mesmo Wes Anderson. Um cineasta autêntico, que criou o seu estilo único de compor imagens pitorescas, com ambientações que parecem complementar os saborosos diálogos. A tocante história acompanha duas crianças tidas como "estranhas" por familiares e colegas, que fogem para ficar juntas. Inicia-se uma pequena e inocente aventura que envolve e emociona neste despretensioso (mas majestoso) retrato do princípio da adolescência.

007: Operação Skyfall

James Bond nunca esteve tão elegante quanto sob a elegante direção de Sam Mendes. Pra mim está no mesmo patamar do excelente Cassino Royale. Roteiro bem desenvolvido, bom ritmo nas cenas de ação, os enquadramentos são belíssimos e o vilão de Javier Bardem foi magistralmente bem construído pelo ator, nos fazendo compreender as suas motivações e querendo saber mais sobre aquele cara. Daniel Craig está muito seguro com seu Bond. A trilha sonora é um espetáculo à parte. Os 50 anos da franquia cinematográfica 007 foram brindadas com louvor e muita competência.

Argo

A carreira de Ben Afleck como diretor está com um aproveitamento de 100%. Até agora foram três ótimos filmes, cada um superando o patamar atingido pelo anterior. Em Argo, ele demonstra firmeza como cineasta, apresentando os fatos históricos, os personagens, o drama e mandando ver no clima de suspense, dando ao público a mesma sensação de medo e incertezas vivido pelos personagens, tornando muito atraente uma história baseada em fatos reais. Se merecia ganhar o Oscar, é uma discussão que acompanhará Argo para sempre e cabe à Academia responder. Mas os méritos do filme em si são indiscutíveis. "Argo, fuck yourself!!"

O Hobbit

Amei a trilogia O Senhor dos Anéis, como quando a gente ama um grande amigo. E assisti O Hobbit como quem está louco de saudade de rever e de abraçar um grande amigo. Mas ele chegou pra mim como alguém que um dia eu conheci, mas que perdeu boa parte de seu encanto. É uma pessoa que traz algumas semelhanças com o que era, mas isso até soa de forma melancólica. Aquela amizade não é mais a mesma...

As aventuras de Pi

Uma história simples, com imagens deslumbrantes e uma mensagem de perseverança, ainda que tudo pareça perdido. Quem não se apaixonou pelo tigre Richard Parker? Há duas formas de ver a história, mas eu prefiro a do tigre.

O Mestre
A sinopse diz que o filme trata sobre a criação de uma organização religiosa, chamada A Causa (em que o líder e suas pregações se assemelham à Cientologia). No entanto, a trama do filme acaba não tendo tanta importância e, sim, as impressionantes atuações dos atores Joaquim Phoenix e Philip Seymor Hoffman. Realmente não dá pra desgrudar o olho de cada cena que eles dividem, tamanha a entrega, a técnica, o talento de ambos os atores. Em especial Phoenix que interpreta um personagem cheio de conflitos, que encontra um pouco de paz nas palavras (e no afeto) oferecido pelo Mestre. As melhores cenas: quando ambos acabam se envolvendo numa confusão e acabam indo parar atrás das grades e quando acontece um reencontro.

O Lado Bom da Vida

Sabe quando a gente está caminhando elegantemente e, num repente, torce o pé e sai mancando para, em seguida, recuperar o caminhar? Mais ou menos como o roteiro e a direção deste filme que começa muito elegante e dá uma resvalada, umas enroladas. Mas a dupla central de atores segura bem e é a razão de ser deste filme. Bradley Cooper está muito bem em seu papel e Jeniffer Lawrence vai, cada vez mais, se fiirmando como a grande estrela que o cinema contemporâneo deve aos cinéfilos. É um talento excepcional que interpreta nos suspiros, nos olhares, nas nuances e até na sua sombra. Robert De Niro e Jacki Weaver dão aqui um bom suporte, mas são os atores centrais que brilham e são o lado bom do filme.

Django Livre
 
Enquanto há diretores que fazem filmes em 3D para se aproximar da plateia, Quentin Tarantino trabalha à moda antiga (e homenageando o cinema de antigamente), mantendo as suas características tão essenciais: desenvolvendo os mais inteligentes roteiros, criando personagens icônicos, misturando deliciosas trilhas sonoras, escalando atores que parecem ter nascido para viver aqueles personagens e entregando os diálogos mais sensacionais do que quaisquer efeitos especiais. 

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