terça-feira, 26 de março de 2013

Fato ou fofoca?


Fato: um acontecimento real, verídico, comprovado, com provas ou testemunhas.
Fofoca: relato fantasioso, distorcido, maldoso, irreal sobre a vida alheia.

O fato é algo a ser debatido, discutido, verificado, analisado, cientificado. Já a fofoca nasce com o malévolo objetivo de prejudicar o seu alvo, criando mentiras descabidas e que não se sustentam diante da mínima análise reflexiva. 

Ter opinião é algo bonito. Admiro as pessoas que se apresentam de cara limpa e defendem suas ideias, brigam pelo que consideram, criticam o que acreditam que deva ser criticado e o fazem de maneira a inspirar o diálogo. 

Gostar de alguém não significa ser conivente quando a pessoa age errado. Não gostar de alguém jamais deve resultar em ser injusto com tal pessoa. Se assim agimos, é porque somos fantoches da passionalidade.

É patético ver pessoas fazendo as vezes de uma comadre intrigueira, do tipo que sempre atribui aos outros as piores intenções, capaz de fazer as mais absurdas afirmativas, sem quaisquer provas sobre o que reproduz. Pois, afinal, fugiriam de qualquer debate, porque não possuem moral para fazê-lo abertamente, justamente por se basearem em fofocagem.

Opinar a respeito de fofoca é algo terrivelmente vergonhoso e quem o faz, é talvez pela incapacidade de ver o patético papel a que se presta. Já a pessoa que dissemina venenos jamais teria a dignidade de sustentar abertamente suas infâmias, justamente porque jamais poderia encarar a luz do que é verdadeiro.

Pois, o fofoqueiro foge da verdade como o Diabo foge da cruz.

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