terça-feira, 31 de julho de 2012

A pessoa certa, no lugar certo...

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Para que um trabalho prospere, é preciso que ele seja executado por pessoas eficientes. E em Santiago, nos últimos anos, a cultura vem ganhando um merecido destaque e sendo carro-chefe para transformações bastante positivas e que são dignos de figurar como exemplo para vários outras cidades. Para alguns pode ainda ser pouco, mas perto do que se tinha antes foi um grande avanço. Foi como se fossem plantadas muitas sementes. Se no futuro isso vai render muitos frutos, também vai depender de um esforço coletivo.

Mas não vou aqui enumerar os diversos projetos de sucesso na área da cultura. Hoje, quero simplesmente, bater palmas para o fator humano que impulsiona muitas das ações que ultimamente tem sido evidenciadas em nossa cidade: Rodrigo Neres. 

Não apenas uma pessoa que conheci a alguns poucos anos lá na casa da professora Rosane Vontobel, mas um amigo que ganhei e que já tive o privilégio de conviver em diversos momentos. Quando penso em "pessoa dedicada ao trabalho", logo me vem à mente a figura do Rodrigo, sempre tão criativo, sempre defendendo os ideais em que acredita, sempre tão cordial. Não há ninguém em Santiago tão determinado a fazer nossa cidade prosperar como Cidade Educadora, quanto ele. 

Não foram poucas as vezes em que o encontrei indo para casa tarde da noite, após dedicar-se por horas aos projetos culturais, ao atendimento na Estação do Conhecimento ou agora nas Estações do Saber. O Rodrigo não demonstra preocupação nem com o horário, nem com a distância. Se for preciso, ele está a postos para dar o seu melhor, na hora e no lugar que for preciso. Eu o encontro trabalhando do mesmo jeito na segunda pela manhã, quanto num sábado à noite ou num domingo à tarde. Incasavelmente.

Logo, se há tantas iniciativas culturais surgindo em nossa cidade e começando a ser valorizadas, muito se deve ao trabalho deste cara, que verdadeiramente ama e faz por merecer a função que tanto defende. 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Sobre o programa Cidade Educadora:

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Sou grande admirador dessa proposta de gestão pública, da qual minha cidade faz parte integrando-se a uma rede internacional de cidades. E ela nada mais é do que uma proposta de política comunitária e que, para se ter sucesso, requer o envolvimento de toda a comunidade. E isso vem acontecendo, com a participação de escolas, empresas, instituições etc. Fico triste quando vejo que usam o nome deste programa como forma de atingir a própria cidade, desqualificando-a de forma impensada.

Comparo o seguinte: se uma pessoa me recebe bem em sua casa, com toda educação, com toda a gentileza e eu cuspo no chão e saio esculhambando as coisas, a culpa é de minha falta de educação ou da pessoa que me recebeu? A resposta, você sabe. E é assim também com a cidade. Se nossa Santiago se organiza e procura oferecer uma cidade melhor, agradável e hospitaleira e algumas pessoas não correspondem à altura, a culpa é de quem? Da cidade ou de quem não faz jus ao título de cidadão?


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Santiago merece uma livraria assim:

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Se até bem pouco tempo não tínhamos onde comprar livros em Santiago, isso mudou com a inauguração da Inove Livraria, em atividade desde o início do ano. É lá que trabalham meus amigos Rayson e Mirela, que estão apostando no segmento de livros e material escolar. Já são mais de 1 mil títulos literários (Crônicas e Fogo e Gelo, Martha Medeiros, Paulo Coelho etc) e universitários (Vade Mecum) incluindo desde os badalados lançamentos até os grandes clássicos. 

E o que não tiver lá, dá pra encomendar que chega rapidinho e você paga o mesmo preço (ou até mais barato) do que encontra em muitos sites (e sem arcar com o frete). Livro é sempre um presente inteligente e uma diversão garantida. A inove (i9) fica na Rua Bento Gonçalves, 1974. O fone é 3251.6987.



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Coisas que escrevi sobre Amizade

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Amizade, pra mim, é como um título de nobreza, a ser honrado com lealdade e sinceridade. Existem muitos amigos com quem a gente convive. E aqueles, especiais, sem os quais a gente não vive.
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Aos amigos, não somente um abraço por causa de um dia. Mas a fidelidade, a confiança e a força de todos os dias.
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Amigo solar: independentemente que ele apareça, você sabe que ele está lá. Quanto menos se espera, faz teu dia brilhar.
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Amigo de fé: é o cara que é parceiro até pra dar um coice na bunda do diabo.
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Amigo "china" é aquele que, depois que não convive mais contigo, fica se fresqueando, boicotando, falando besteira. Ou seja: se chineando.
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Fazer amigos hoje em dia virou add e acc.
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Amigo falso é aquele...bom, essa é óbvia: que nunca foi amigo.
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Amigo lunar: ele surge e traz algumas horas de escuridão junto: se queixa da vida, se queixa da morte. É um fodido.
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Amigo social: aquele que vem cheio de abraços e ai, ai, ai meu querido. Tu vira as costas, o cara fala de ti.
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Nunca me queixei de ter “amigos falsos”. Se os tivesse, não seriam amigos. E, afinal, uma coisa é sempre reação da outra.
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Um abraço a todos os meus amigos reais e imaginários.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Política no Facebook: eu curto!

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Desde o início do mês os candidatos já estão em campanha à cata de votos nas eleições municipais. E desta vez, com um aparato a mais: o Facebook. Por meio da rede social mais acessada no mundo, os candidatos estão divulgando suas mensagens e fotos, atingindo um universo muito amplo de pessoas. E, claro que isso gera controvérsia, pois muita gente costuma dizer que não gosta de política. E mais: já existe no Facebook aquelas famosas montagens de fotos compartilhadas por milhares reclamando justamente da propagação de candidatos na internet. Penso que tudo é uma questão de democracia, de se respeitar a opinião do outro. E acredito que os candidatos tem, sim, o direito de expressar as suas ideias, de tentar dialogar com os eleitores. 

Mas, infelizmente, se propagou essa ideia de “não se gostar de política”, já que a vida comunitária se dá através dela. Desgostar da política é algo perigoso. E, verdade seja dita, esse pensamento só favorece aos maus políticos. E, pense bem: o “Face” tem coisas legais, divertidas, mas também traz muita baboseira. E, sendo assim, que mal há em dedicar um minuto refletindo sobre política? Numa eleição municipal, vemos pessoas amigas, parentes, vizinhos, conhecidos, em busca do voto, de uma oportunidade. E essas pessoas merecem nosso respeito, merecem ser ouvidas. E, penso, que o mínimo de cidadania é acompanhar atentamente o que cada um propõe, pois isso pode influenciar na minha cidade. E eu quero o melhor para ela. De minha parte, a política é bem-vinda. Seja na minha casa ou no Facebook. 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Uma luz na escuridão

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Nesta semana o Brasil deu exemplo de honestidade, honra e dignidade. Foi uma notícia tão positiva, que mereceu os compartilhamentos via Facebook, curtições, retuítes, comentários nas ruas, nos bancos de táxi, nos jornais, nas rádios. E, veja só, esse exemplo não partiu de nenhum político, de algum milionário jogador de futebol, nem de poderosos empresários brasileiros. Veio do lugar mais improvável, de onde menos se esperaria algo do tipo: um casal que morava debaixo de um viaduto de São Paulo encontrou um saco com mais de 20 mil reais. Valor que tinha sido roubado de um restaurante e abandonado pelos bandidos, durante a fuga. E o que fez o casal, que vive de trocados? Chamou a polícia e entregou a pequena fortuna.

Qual dos políticos de Brasília faria o mesmo? Afinal, somos todos sabedores das tantas maracutaias e roubalheiras que muitos de nossos dignos representantes políticos já se envolveram. O dinheiro foi devolvido e os catadores se tornaram os heróis do momento. Diante da proposta de ganharem as passagens para voltar à sua terra, Maranhão, ou trabalhar para o restaurante, optaram pela segunda oferta. Outra prova de dignidade.

O motivo para terem devolvido o dinheiro, em vez de usar em proveito próprio, o que seria compreensível observando a triste realidade em que viviam? "Minha mãe me ensinou que não devo roubar. E que é preciso ser honesto", disse o catador Rejaniel, uma prova viva incontestável de que o mundo pode ser melhor se os pais souberem passar valores morais para os seus filhos.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

domingo, 8 de julho de 2012

Parabéns, Gelson!

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Um grande abraço ao meu amigo Gelson Weschenfelder, autor do livro Filosofando com os Super-Heróis. Ele venceu o prêmio de livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores, na categoria Não-Ficção. O Gelson já esteve em Santiago por duas vezes e estará de volta em outubro, em nossa 14ª Feira do Livro.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

...Lá na escola Criança Feliz.

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Hoje à tarde participei de um momento especial com alunos da escola Criança Feliz. Fui convidado pelas professoras para falar de alguns temas pelos quais tenho grande paixão: cultura, Santiago, Terra dos poetas, Casa dos Poetas, escritores santiaguenses (Caio, Oracy, Aureliano, Therezinha, Alessandro, Pasini, Lígia, Froilan, Camila e por aí vai...). Os alunos foram muito legais, receptivos, interativos. Gostei muito de ter compartilhado desses instantes com eles e com as professoras. 

Fico muito à vontade falando com alunos de escolas municipais (afinal, sou cria lá do Sílvio Aquino, ex-aluno preferido da prof. Sônia Brum). E se tenho muita satisfação em falar das coisas boas da escola Criança Feliz, que tanto brilho deu à nossa cidade, mais felicidade tenho ainda em desfrutar da energia daquela galerinha.

Maldade humana

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Aconteceu na minha cidade: uma pessoa levou uma criança para passear, acomodou-a no carro e a levou para os lados da estrada que vai para o Capão do Cipó. Em certo trecho, o motorista parou o carro. Pegou uma corda e levou a criança até a beira de uma cerca. Amarrou a corda em seu pescoço e ali a deixou. Seria uma brincadeira? Não. A pessoa voltou ao carro e foi embora, deixando aquele pequeno ser ali mesmo. A criança não conseguia se desamarrar e nem tinha força para vencer a corda. Ficou ali. Quantas horas, você diria? Não foram horas. Foram dias! Mais de 10. Pegando sol. Frio. Vento. Poeira. Nada para comer, nada para beber. 
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Ali aquela indefesa criança foi deixada à míngua, sem qualquer possibilidade de sobrevivência. Deixada para sofrer durante cada segundo desses 10 dias. Sentindo também a dor de ter sido traída, abandonada e deixada para morrer de maneira lenta e terrivelmente cruel. Mas alguém achou essa criança, num estado físico deplorável. Desidratada ao extremo e com as paredes do estômago grudadas de tanta fome. Esquelética. Quase morta. Mas foi levada e salva por profissionais dedicadíssimos que não pouparam esforços e salvaram a criança, abandonada lá por aquele ser humano. 
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Você se colocou no lugar da criança? Ficou triste? Ficou revoltado com a crueldade desse homem? Agora, releia o texto e pense na criança como sendo um “cachorro” e a tal pessoa como “animal” (irracional). A história é verídica, infelizmente.


Dedicado a Arlindo Disconzi, Fátima Friedriczewiski, Eva Müller e a todos humanos (na melhor concepção da palavra) que verdadeiramente amam a natureza.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Vida: em três letras

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Vida uma palavra em quatro letras que resume toda a existência humana, animal ou vegetal. Inclui-se aí uma gama infinita de emoções, sensações, paixões, decepções, sonhos, contas para pagar, saldo negativo no banco, pneu furado, almoços em família, chuva, sol, rio ou mar.

V-i-d-a. Quatro letras que resumem toda a existência, através da ciência gramatical. É possível sintetizar ainda mais diante da escrita ou da pronuncia da palavra "mãe". Substantivo feminino. Três letras que incluem uma gama infinita de emoções e sensações. Mãe é, certamente, uma palavra de valor infinito, um ode ao próprio criador, Deus (ou Deusa), numa maneira de definir algo tão vasto. Às mães, Ele/Ela concedeu a energia criadora que as torna muito mais do que seres humanos. As torna celestiais. Divinas. Angelicais.

Ser mãe é como ser o próprio Deus (a), sentindo o coração dos filhos como se fosse o seu próprio. Dignas guardiãs da essência do verdadeiro amor, que ultrapassa fronteiras, que acalenta, que amamenta, que ensina, perdoa, que se preocupa, que enfrenta, que dignifica. Seres humanos responsáveis pela concepção e preservação de vidas. Supermulheres. Superpoderosas. Supermães.