terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Uma vida em três meses


No final do ano passado, eu nem cogitava em ter um filho. Mas eis que a Selina resolveu surgir e mudar a minha vida e da Tainã. Hoje, essa guriazinha está completando seus três meses. E estou fechando 2012, com uma filha nos braços. Tudo bem! Sempre pensei que se fosse ter filho, seria uma menina. Mas devo dizer que recém agora estou começando a me sentir como pai. Não no sentido biológico, mas no sentido afetivo da palavra. Vou explicar: uma coisa é tu saber que deve cuidar daquele pequeno ser com todo o carinho possível e procurar fazer isso da melhor maneira possível. Outra coisa, é começar a se encantar com as pequenas minúcias e aprender a "pegar o jeito". E é esse "pegar o jeito" que, pra mim, define. 

Foi numa noite dessas, de muito calor, que a Selina estava impaciente, chorosa e com sono. Só que ela não queria teta, não queria bico, não queria carrinho, não queria colo. 

Com muita paciência, a Tainã (que é uma ótima mãe) tentava fazer ela dormir. E a tomei nos braços e disse que era preciso, primeiro, acalmá-la. E foi o que eu fiz, aconchegando-a junto ao peito e cantarolando alguma coisa que nem sei. E a entreguei para a mãe, que a colocou no berço, pronta pra dormir.
Depois, a Tainã veio até mim, com certo embaraço. "Tu tem mais jeito com ela do que eu". Não é que eu tenha e nem que eu saiba. É a Selina que está me ensinando.

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