quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Todo dia pode ser o fim

Vulcão San Cristobal entrou em erupção na Nicarágua.

Em agosto de 1999 o mundo aguardava o final dos tempos, conforme tinha sido profetizado por Nostradamus. Nada aconteceu naquele momento. Treze anos depois, as atenções se voltaram para a profecia (ou melhor, teoria) de que os Maias tinham previsto o fim dos tempos. E nada aconteceu. No decorrer da história, há mais do que uma dúzia de registros de profecias apocalípticas de todos os tipos, estabelecendo alguma data e, quando chega lá, nada acontece. "Decepções" à parte, uma coisa é certa: todos os dias pode ser o fim. Para uma pessoa. Para várias. Para uma cidade inteira ou para muitas. Estamos sujeitos às transformações planetárias e há perigos diversos: a erupção de vários vulcões ou de supervulcões; a disseminação de vírus; a explosão de bombas atômicas etc. No entanto, tais ocorrências seriam fatais para uma fatia da população e dificilmente significaria o fim da raça humana. 

Há cerca de 70 mil anos houve uma supererupção de um vulcão na Sumatra, que devastou boa parte da população mundial. Sobraram alguns milhões de pessoas na África, que repovoaram o planeta e, cá estamos nós, descendentes daquele povo. Há 65 milhões, um meteoro de "apenas" 10 km, e 13 milhões de toneladas, se chocou com a Terra e abriu uma cratera de 175 km de diâmetro, provocando uma explosão de 100 milhões de megatons e uma massa de poeira 100 vezes superior à massa do meteoro, que ficou projetada na atmosfera e resultou no fim dos dinossauros. No entanto, nem um evento desta magnitude foi suficiente para acabar com a vida no planeta, que se reinventou, após dissipar as grossas nuvens.

Agora, a verdade é que a vida na Terra pode encontrar seu fim num futuro distante, de uns milhões ou bilhões de anos, mas cujo destino se desenha a partir de agora. Com o deslocamento dos polos, a magnetosfera enfraquece e a entrada de radiação solar se torna mais intensa, causando inúmeras mudanças climáticas já há um bom tempo sentidas, desde um Tsunami no Japão a um temporal em Santiago do Boqueirão. A intensa atividade solar e a consquente diminuição de nossos escudos naturais irá, aos poucos, causar transformações épicas. E o que aconteceria com o nosso planeta se, um dia, não tivermos mais a proteção da magnetosfera? Bem, pergunte ao planeta Marte...

Então, todo dia pode ser fim para mim ou para o planeta. Ou um recomeço para ambos.

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