sábado, 29 de dezembro de 2012

Santiago: cenário positivo para o futuro


O tema geração de empregos é sempre muito presente nos discursos políticos de quaisquer partes do mundo. Seja na disputa eleitoral de uma cidade do interior do RS ou de um país  como os EUA, como ficou marcado e prometido nos discursos do reeleito Barack Obama, que terá mais quatro anos para fazer valer suas promessas de campanha. Por aqui, em Santiago, a criação de postos de trabalho sempre é um tema muito debatido, como foi.  E uma maneira bastante possível de fazer isso está não nas costumeiras aspirações de que  "venha uma empresa/indústria de fora" e, sim, na força do empreendedorismo local. Ou  melhor dizendo: em mais força para o empreendedorismo local.

É muito positivo observar que nosso município deu passos muito importantes para que isso viesse a ocorrer a partir da assinatura da Lei Geral do Sebrae, lá em 2009, e isso abriu as portas para um cenário positivo, diminuindo a burocracia, eliminando custos e criando uma série de incentivos aos microempresários. Como consequência, em menos de dois anos, Santiago despontou com mais de mil novos empreendedores individuais, devidamente formalizados, obtendo o Alvará, contribuindo com o Simples e conquistando a seguridade por meio da Previdência Social. Fora isso, nos últimos anos observamos novas empresas abrindo, outras já estabelecidas conquistando mais espaços e umas poucas encerrando atividades. Um avanço e tanto.

Mudanças estruturais na área urbana também ajudaram a criar uma aura de modernidade e progresso, com o asfaltamento em avenidas centrais e também a criação da Rua dos Poetas. Basta puxar pela memória e lembrar como era a cara de nosso comércio ao longo da avenida Venâncio Aires há uns sete anos e o que ele se tornou hoje, com a revitalização ao longo das três quadras da Rua dos Poetas, que ganhou novas empresas, uma face nova para as antigas e novos postos de trabalho.

A recente estruturação do frigorifico R.M Sagrillo é também o prenúncio de um novo momento para Santiago, percebendo que a partir do provável crescimento deste, considerando os investimentos feitos, será protagonista de uma nova concepção, com base numa matriz produtiva. Assim, o crescimento do empreendimento será inevitável, impondo-se no mercado regional/estadual, tornando-se cada vez mais competitivo e caminhando para se tornar, muito provavelmente, um dos grandes empregadores de nossa região.

Neste final de semana, o jornal Expresso Ilustrado trouxe uma entrevista em que o prefeito Júlio Ruivo fez uma avaliação de seu primeiro mandato. E gostaria de focar num determinado trecho. A Prefeitura tem um orçamento de R$ 35 milhões para as compras públicas. E, com base em muito trabalho de convencimento, conseguiu-se fazer com que o nosso pessoal se formalizasse para vender/prestar serviços ao município e, assim, abocanhar uma fatia de 5% desse valor. A perspectiva, segundo o prefeito, é de que até o final de 2013 se consiga  chegar a 30%. Um desafio, portanto.

Imagine o que representaria ao nosso comércio se um percentual de 50% de 35 milhões destinado às compras fosse fatiado entre as empresas e prestadores de serviço locais? E porque isso ainda não acontece? Porque falta o interesse, procura, a formalização por parte das empresas locais de se prepararem para negociar com o poder público, tornando-se competitivos, participando de licitações, cartas-convite etc. Essa formalização é muito importante e cabe aí a intervenção do Centro Empresarial junto aos seus mais de 800 associados para conscientizar a respeito da conquista desse potencial cliente que é o Poder Público.

Se isso vier a se estabelecer, as perspectivas para a geração de mais empregos conquistará um importante incremento. O cenário para isso está criado por parte do Poder Público, bastando que a iniciativa privada faça a sua parte.

Um comentário:

Amábilo Alcântara disse...

É iniciativa do Governo Federal, o sistema SIMEI, no qual a desburocratização favorece ao autônomo, isso não deve ser tomado como criação de empregos, pois as pessoas continuam trabalhando na mesma função de antes porém, legalizadas. Em grande parte a legalização acontece devido ao baixo custo do INSS
Iniciativas do governo municipal são pífias, não houve empenho para trazer o Instituto Federal Farroupilha que geraria empregos e mão de obra especializada, haja visto, uma iniciativa junto com a coordenaria estadual de educação de São Borja para formação de profissionais de cozinha na EMASA não mais terá prosseguimento. Políticas municipais atravancam as obras comerciais que são impedidas de serem construídas em função de um plano diretor que não visa o crescimento, com exceções aos apadrinhados.
Mão de obra parte todos os dias em direção a serra e agora ao litoral de Rio Grande, jovens que seriam o futuro desta terra vão fazer a riqueza de outras cidades em função da falta de visão das autoridades.
Enquanto o prefeito esperar que o problema se resolva por frigoríficos continuaremos sendo carne para consumo de quem pensa em desenvolvimento com políticas e não com falácia.