quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Politização e polinização



Outro dia enquanto conversava com o amigo Rodrigo Smolareck, acerca da importância da politização, observei um canteiro da Rua dos Poetas, onde as abelhas que voavam de flor em flor, sorvendo o néctar e, ao mesmo tempo, sendo agentes da polinização das plantas. E me dei conta de que, no Português, a semelhança estrutural nas palavras politização e polinização, exercem um significado semelhante também na essência do que sugerem. 

Acaso as abelhas, as borboletas, os morcegos, as mariposas, vespas morressem ou, por quaisquer motivos, deixassem de fazer a sua parte, como agentes polinizadores, transportando o pólen de plantas, o impacto ambiental seria muito grande e a agricultura perderia com isso, as florestas perderiam com isso. A produção de alimento diminuiria absurdamente.

Comparando, o fato de as pessoas serem desinteressadas de política e terem permitido que os maus elementos se propagassem como erva-daninha, fez com que a nossa sociedade virasse a bagunça que é. A falta de politização das pessoas é que trouxe a corrupção, a violência, a depravação social.

Eis a grande lição que teríamos a aprender com as abelhas. Compreender que a polinização de pequenos ideais e de ética social nos trariam a tão necessária politização.

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