quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Tão bom quanto um tapa na cara


Estou (re) lendo O AntiCristo, de Nietzsche. Na primeira vez em que li tal obra, tinha uns 15 anos e minha percepção sobre o debate acerca do cristianismo (ou cretinismo), não me envolveu de todo. Até porque, na época, estava eu influenciado pelo primeiro volume de Operação Cavalo de Tróia, que me influenciou a ver Jesus de Nazaré como uma liderança muito sábia, diferente do paspalho, descrito por Nietzsche. Hoje, com uma maior percepção consigo apreciar melhor as críticas do escritor alemão e mergulhar em seu ponto de vista. A Tainã, vendo-me debruçado na leitura, questiona-me: "Esse livro é bom?". Penso um pouco antes de responder e lembro de outro livro do mesmo autor que li, o Assim Falava Zarathustra e dou minha resposta. "Não dá pra dizer que é bom. É como um tapa na cara. Mais ou menos como é a verdade: ela não é boa, nem má. É a verdade e, em alguns casos, ela pode doer ou fazer acordar".

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