quarta-feira, 4 de julho de 2012

Maldade humana


Aconteceu na minha cidade: uma pessoa levou uma criança para passear, acomodou-a no carro e a levou para os lados da estrada que vai para o Capão do Cipó. Em certo trecho, o motorista parou o carro. Pegou uma corda e levou a criança até a beira de uma cerca. Amarrou a corda em seu pescoço e ali a deixou. Seria uma brincadeira? Não. A pessoa voltou ao carro e foi embora, deixando aquele pequeno ser ali mesmo. A criança não conseguia se desamarrar e nem tinha força para vencer a corda. Ficou ali. Quantas horas, você diria? Não foram horas. Foram dias! Mais de 10. Pegando sol. Frio. Vento. Poeira. Nada para comer, nada para beber. 
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Ali aquela indefesa criança foi deixada à míngua, sem qualquer possibilidade de sobrevivência. Deixada para sofrer durante cada segundo desses 10 dias. Sentindo também a dor de ter sido traída, abandonada e deixada para morrer de maneira lenta e terrivelmente cruel. Mas alguém achou essa criança, num estado físico deplorável. Desidratada ao extremo e com as paredes do estômago grudadas de tanta fome. Esquelética. Quase morta. Mas foi levada e salva por profissionais dedicadíssimos que não pouparam esforços e salvaram a criança, abandonada lá por aquele ser humano. 
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Você se colocou no lugar da criança? Ficou triste? Ficou revoltado com a crueldade desse homem? Agora, releia o texto e pense na criança como sendo um “cachorro” e a tal pessoa como “animal” (irracional). A história é verídica, infelizmente.


Dedicado a Arlindo Disconzi, Fátima Friedriczewiski, Eva Müller e a todos humanos (na melhor concepção da palavra) que verdadeiramente amam a natureza.

2 comentários:

Anônimo disse...

pois é Marcio, desde que comecei a ler , logo vi que se tratava de um cachorro.... as pessoas que fazem isso não tem medo de castigo, mas com certeza ele virá, d euma forma ou de outra.

Quanto mais conheço os homens, mais amo os animais!
abraço da amiga Jaque

Anônimo disse...

este texto e de um mau gostos estremo .comparar um ser humano(criança) a um animal.