quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Velhos golpes, velhos golpeados...


Já está virando uma rotina em nossa região vermos notícias de pessoas que caíram em algum golpe e perderam dinheiro. Na maioria dos casos, as vítimas são pessoas idosas. Aquelas mesmas que orientam filhos e netos a não conversarem, nem aceitarem nada de estranhos e que, no caixa do supermercado, brigam para receber aquela moedinha de 5 centavos em vez de uma bala. É curioso, portanto, ver que muitas pessoas já foram passadas para trás, perdendo 2 mil, 5 mil, 20 mil reais, como foi o caso mais recente. Como se deixam envolver por absurdas promessas de um prêmio, que será dividido com elas, caso entreguem um tanto ao golpista? É claro, é preciso reconhecer que tais indivíduos fazem uso de técnicas sedutoras, além de parecerem "pessoas de bem", que agem com a melhor das intenções, que aparecentam certa ingenuidade e, possivelmente, tenham boa apresentação. (Aliás, penso que se o diabo existisse, ele se apresentaria sempre muito elegante...)

E desta forma, conquistam a confiança de suas vítimas para dar o golpe fatal, aquele que as deixa com cara de tacho, de trouxas. Seria de ter pena, mas considerando que a natureza do golpe é o despertar da cobiça, a verdade é que a pessoa acaba traída por si mesma, deixando de ouvir a voz da razão. Ainda mais, vendo os tantos exemplos que já temos de pessoas que foram passadas para trás, seja no golpe do bilhete, da mensagem telefônica que oferece uma casa mediante um depósito ou outros, novos ou antigos. Se isso tudo não adianta pra abrir os olhos dos vovôs e vovós, a dica vai para os netos: digam pra eles não conversarem e nem aceitarem nada de estranhos.

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