segunda-feira, 9 de maio de 2011

Não acredito! É, mas pode acreditar...

Por Rodrigo Dalosto Smolareck¹


Sabe meus caros leitores, tenho feito uma “expedição” junto aos múltiplos cenários sociais que se desenham como manifestação da conduta humana acerca de valores como justiça, solidariedade, respeito, cidadania, entre tantos outros. E pasmem!

Você que acompanha essa reflexão pode não acreditar, mas a impressão que tenho, nua, crua, desvelada, passeando na frente de meu rosto é a consagração da maldade, da impunidade, da canalhice, da deselegância, do ódio, do preconceito, e não para por aí, ficaria eu fazendo um verdadeiro recital senão me controlasse.

Quanto mais opressor mais aplaudido, quanto mais inquisidor mais celebração, quanto mais fraudulento mais condolências sociais, quanto mais preconceituoso mais admirado, quanto mais usurpador mais cortejado. Socorro! As náuseas que nascem da criticidade que me fazem um sujeito do ser e estar no mundo me faz também crer que todo esse ritual de coisificação do ser humano tem data para findar.

Minha história não é nem nunca será de omissão, por isso com a elegância que me assiste preciso registrar meu alerta: todos aqueles que persistirem a exalar a maldade junto aos espaços onde se fazem deverão estar atentos, uma vez que o Universo não se apieda, apenas devolve e transfere tudo o que revelamos junto ao semelhante. Em tempo: que bom que temos pessoas exceções!


¹ Pedagogo, Psicopedagogo Clínico e Institucional, MBA em Pedagogia e Psicopedagogia Empresarial, e-mail: profpedagogia@zipmail.com.br

2 comentários:

Michele Wesz Andres disse...

Esse texto me faz acreditar ainda mais na frase que costumo repetir e repetir e repetir: "Quanto mais conheço os seres humanos, mais eu gosto dos animais". Rodrigo escreve maravilhosamente bem, mas o ideal seria que nunca precisasse escrever tais palavras acerca da conduta humana; imagina que mundo maravilhoso seria o nosso?

Anônimo disse...

Querida Michele! Fico muito feliz pelo carinho que revelas pela forma com que escrevo: realmente redijo com a alma meus pensamentos, minhas reflexões. E quero firmar tua colocação, que bom seria não ter que “puxar" as rédeas perante as posturas desumanas que se estampam e se consagram nos espaços sociais, mas é preciso, urgente que façamos de nosso olhar acerca da impunidade um propósito para com aqueles que estão à margem da história, pagando a penitência secular por não ter o formato desenhado pela cartilha da exclusão. Abração Michele, prof. Rodrigo!