quinta-feira, 24 de março de 2011

Tentei. Mas não deu...


Que fiasco. Que decepção. Que frustração comigo. Tentei, mas não consegui. Fui ao Hospital de Caridade para doar sangue hoje. Na verdade, já tinha ido ontem, mas fui advertido pela moça que eu deveria estar bem alimentado e que deveria ter dormido bem, senão ficaria fraco. Insisti, mas ela disse não. Que voltasse em melhores condições.

Então, me preparei e nesta quinta fui lá. Estava firme e forte e, apesar de alguns me advertirem qualquer coisa, não tenho medo de ver sangue. O problema mesmo são as agulhas. De qualquer forma, fui encará-las. A moça mediu minha pressão e disse que estava tudo bem. Me sentia forte e já estava com a certeza de que meu sangue seria capaz de curar o câncer.

Ainda fiz piada. "Se eu chorar, não conte pra ninguém", brinquei com a enfermeira que amarrou um garrote no meu braço. Até pensei em pedir que fizesse uma anestesia antes, mas isso também iria envolver agulhas, então, a situação não iria mudar muito.

Quando ela enfiou a agulha em mim, senti uma dorzinha incômoda e meu braço queria sair correndo, gritando e me deixar ali, sozinho. Mas eu permaneci firme. O mesmo não posso dizer de minhas pernas, que se afrouxaram um pouco e o suor que instantâneamente abriu suas comportas. A moça disse "não vai dar". E eu insisti para que continuasse. "Não, tu está fraco" e foi me deitando pra trás.

E eu insisti um pouco mais, pois estava ali para doar sangue e queria fazer isso. "Pode continuar. Eu aguento". E fiquei ali, de olhos fechados, imaginando o sangue saindo de minha veia e enchendo a bolsinha ao lado. Abri os olhos para ver e perguntar se faltava muito e vi que a agulha nem estava mais no meu braço. "Não vamos tirar. Tu não vai aguentar. Quer uma Coca-Cola?", disse a enfermeira, muito atenciosa.

Fiquei chateado e fui levantar e a moça delicadamente insistiu para que continuasse sentado para trás na poltrona. E fiquei. Por um minuto só e levantei, apesar dela dizer que eu não estava bem. Disse que voltaria no dia seguinte e ela me advertiu. "Volte, mas depois do almoço, bem descansado e bem alimentado". Que fiasco. Que decepção. Que frustração comigo. E o pior é que estou até agora sentindo como se aquela agulha ainda estivesse cravada no meu braço...

9 comentários:

Tainã Steinmetz disse...

Se tu tivesse contado da minha maneira teria sido mais engraçado hausuahuhaua

Depois dessa, tu nunca mais vai debochar de mim!!!

Ingrid Queiroz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
karla disse...

Que nada, pelo menos vc tentou, o que vale é a tua intenção, estamos aqui pra qualquer coisa, tu sabe né, abç meu, do Dudu, Amanda e Pasini.

Tainã Steinmetz disse...

Isso pq vocês não viram o estado dele ao sair da sala de doação hahaha

Ligia disse...

Márcio!! faz acunpuntura que tu perde o medo de agulha. É sério, eu tinha fobia de agulha, mas a dr. Vânia conseguiu me convencer e perdi o medo de agulhas nas aplicações de acunpuntura. Bjs meu amigo e que Deus abençõe teu pai! Saúde e força!

Janice Trombini disse...

Agora entendo tua matéria, sinto muito pela perda do teu pai...te considero muito Márcio, espero que saibas!!BRAÇO!!

Ivânia Garcia Felipe disse...

Tenho certeza que consegue. Não é apenas o medo da danada da agulha, o sistema nervoso também atrapalha.

Oracy Dortnelles disse...

És uma pessoa diferente. O problema foi da coloração de teu sangue. Ele não "senta" com qualquer um; é azul!!! (Oracy)

Paula Bugança disse...

Ola marcio... gostei do teu blog tbm a alguns dias venho visitando ele...Obrigada por aparecer la pelo meu. não sou *jornalista, rsrs mais gosto de escrever, quem sabe não perfeito... mais apareça... abraços !