quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Qual filme vai levar o Oscar?

No dia 27, vai acontecer a cerimônia de entrega do Oscar, o prêmio mais importante do cinema mundial. Na categoria principal, concorrem 10 produções. Algumas já estão disponíveis nas locadoras, outras no cinema. Neste ano, diferentemente de anos anteriores, o Oscar está bem equilibrado, com filmes realmente incríveis. Qualquer um dos 10 mereceria ganhar o prêmio, mas é óbvio que um só sairá consagrado na festa. Até o dia 27 serão muitas as especulações sobre quem vence. Eis os concorrentes:



Dirigido por Christopher Nolan, A Origem conta a história de um grupo de pessoas especializadas em roubar segredos. Contando com tecnologia, eles invadem o sonho de suas vítimas e, das profundezas de seus subconscientes, conseguem fazer a extração. Até que um dia, Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) recebe uma proposta para, ao invés de roubar, inserir uma ideia da mente de um poderoso industrial. Em troca, ele seria inocentado da acusação de ter matado sua mulher e poder voltar para seu país. O filme tem incríveis efeitos visuais, trucagens de câmera, cenários e traz um elenco afinadíssimo, encabeçado por DiCaprio. E temos Marion Cotillard mais linda do que nunca. Foi o primeiro grande filme que estreou em 2010 a ser considerado entre os que fortes do Oscar. Pra mim, A Origem é um dos filmes mais perfeitos tecnicamente, com uma brilhante direção e um roteiro muito original (aliás, deve brilhar nessa categoria). Uma injustiça que Christopher Nolan não tenha sido indicado a Melhor Direção.



Nesta terceira animação da série Toy Story, Andy vai para a faculdade e seus antigos brinquedos são doados a uma creche. Apenas Woody ficará com seu dono. Woody, no entanto, não abandona seus amigos e precisará, juntamente com Buzz e cia., se adaptar ao novo lugar e aos novos “donos” enquanto tentam se manter juntos. Impossível não verter lágrimas na cena em que Andy resolve doar seus brinquedos para uma criança. Um filme para ser assistido por crianças de todas as idades. (Confesso que chorei um pouquinho...)


Você tem um perfil no Facebook? Se ainda não tem, vai ter. A invenção do jovem Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg) é tema de A Rede Social. Mostra como uma ideia se transformou numa rede que reúne mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo e que transformou o jovem Zuckerberg no mais jovem bilionário da história. Só que esse sucesso todo esconde muitas complicações em sua vida social e profissional em um bastidores de intrigas, drogas e traições. Não esperava muita coisa do filme, o qual me interessei em ver por causa do diretor David Fincher que sempre é envolvente. Mas é um dos melhores filmes do ano e traz um elenco afinadíssimo, encabeçado por Jesse Eisenberg (o nerd medroso de Zumbilândia), Andrew Garfield (o novo Homem-Aranha) e Justin Timberlake (o cara que comia a Britney Spears, a Jessica Biel, Cameron Diaz) e, claro, pelo espetacular Armie Hammer que aparece interpretando os gêmeos Winklevoss, brilhando muito nas poucas cenas em que aparece. Gosto de uma frase que aparece no trailer quando o personagem principal conta sobre a criação do Facebook dizendo "eu criei uma coisa". É o modo de David Fincher dizer "criou um monstro". Afinal, as redes sociais são realmente uma força monstruosa...


Minhas Mães e Meu Pai conta a história de dois irmãos que decidem encontrar o homem que doou sêmen que os gerou. Acontece que eles são filhos de uma casal de lésbicas, que resolve atender o desejo dos filhos. O pai biológico das crianças então vai conhecer a família que ajudou a construir e o que era o paraíso em família se transforma em algo...diferente. Destaque, como sempre, para Juliane Moore.


Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpretada pela belíssima (e bota íssima nisso) Mila Kunis (quero uma pra mim). O filme faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita. Aliás, a palavra perfeição resume muito bem o que é esse novo filme do diretor Darren Aronofsky. Uma obsessão pela perfeição, que se encontra muito bem resumida na interpretação de Natalie Portman. Aliás, eu arranco meu braço direito se ela não levar o Oscar de Melhor Atriz.


O Vencedor é baseado em história real, o filme conta a inusitada trajetória do boxeador Mickey Ward (Wahlberg) até o título mundial dos pesos-leves. Ao seu lado, o irmão Dickie Eklund (Bale), um ex-lutador que se transforma em treinador e quase perde a vida para as drogas e o crime. Amy Adams vive Charlene, garçonete de bar durona que namora o personagem de Wahlberg. Melissa Leo é Alice, a mãe dos irmãos boxeadores.


O Discurso do Rei conta a história do homem que se tornou o rei George VI (Colin Firth), pai da rainha Elizabeth II . Após a abdicação de seu irmão, George ("Bertie") relutantemente assume o trono. Atormentado por uma gagueira terrível considerada imprópria para ser rei, Bertie envolve a ajuda de um terapeuta da fala pouco ortodoxo chamado Lionel Logue (Geoffrey Rush). Através de um conjunto de técnicas inesperadas Bertie é capaz de encontrar sua voz e corajosamente levar o país à guerra. Trata-se de uma comédia com toques de drama que recapitula um período da história da Inglaterra. O trio principal é o que move essa história com destaque, claro, para Colin Firth que deve levar o Oscar de Melhor Ator. Aliás ele já merecia ter levado no ano passado por sua interpretação em Direito de Amar. E tenho certeza de que neste ano o Oscar vai cometer a injustiça anterior.


127 Horas é baseado numa história real. Em maio de 2003, o alpinista Aron Ralston ( no filme interpretado por James Franco) fazia mais uma escalada nas montanhas de Utah, Estados Unidos, quando acabou ficando com seu braço preso em uma fenda. Sua luta pela sobrevivência durante mais de cinco dias (as 127 horas do título) foi marcada por memórias e momentos de muita tensão, relatados em um livro. A direção é de Danny Boyle de Quem Quer Ser um Milionário e a interpretação de James Franco é o que move o filme. Muitas pessoas pessoas que viram a cena da amputação não aguentaram, passaram mal, viraram os olhos ou desmaiaram. Eu assisti comendo uma torrada...


Bravura Indômita acompanha o bêbado, grosseiro e totalmente destemido comissário Rooster Cogburn. O rabugento Rooster é contratado por uma decidida garota para encontrar o homem que matou seu pai e fugiu com as economias da família. Quando a nova patroa de Cogburn insiste em acompanhá-lo na empreitada, voam faíscas. Mas a situação vai de problemática a desastrosa quando o inexperiente, mas entusiasmado, Texas Ranger entra na festa. Pelos mesmos diretores de Onde os Fracos não tem Vez. Aqui, os destaques vão para o veterano Jeff Bridges, cada vez mais frequente no cinemão, Matt Damon e pela revelação Heilee Steinfeld.


Inverno da Alma elabora o retrato da adolescente Ree Dolly, uma jovem que vive numa região montanhosa localizada na região central dos EUA, e que, mesmo com a desaprovação das pessoas que lhe são mais próximas, atravessa a região selvagem das montanhas de Ozark, no coração dos Estados Unidos, para reencontrar o seu pai, um conceituado traficante de droga.


Ok. São esses os filmes que concorrem. Meu palpite de quem ganha? Vamos por eliminação: tiramos o Inverno da Alma, que é um drama pesado; eliminamos as chances de 127 Horas, que apela para a tradicional "don't give up", de superação humana; ignoremos Minhas Mães e Meu Pai que é um filme homossexual (e desde que o perfeito O Segredo de Brokeback Montain perdeu o Oscar para Crash, sabemos que a Academia tem seus preconceitos); Toy Story 3 será brindado com o prêmio de Melhor Animação, então retire-o do páreo nesta disputa; O Vencedor conta uma história que os Oscarizados Rocky e Menina de Ouro já contaram, portanto, elimine-o também.

Nos sobra os concorrentes mais fortes: Bravura Indômita, O Discurso do Rei, Cisne Negro, A Rede Social e A Origem. Todos perfeitos e plenamente possíveis de levarem o Oscar. Destes, eu ainda eliminaria as chances de A Origem e sobram os outros quatro. Cisne Negro será consagrado com o Oscar para Natalie Portman e talvez com algum outro, mas não o de Melhor Filme.

Sobram os três mais fortes concorrentes. É uma disputa difícil de adivinhar. Desde Os Imperdoáveis a Academia não premia um faroeste e 2011 pode consagrar o gênero. No entanto, A Rede Social e O Discurso do Rei são os dois maiores favoritos, tendo os vista os prêmios que já venceram por aí (Globo de Ouro para a Rede e Bafta para o Rei). Quem vencerá? Entre o moderno filme de David Fincher e o tradicional estilo inglês de fazer cinema como a Academia gosta, creio que o diretor Tom Hooper se consagrará no Oscar discursando como um rei.

2 comentários:

Tainã Steinmetz disse...

Se 127 horas ou Toy Story ganhar, é pq compraram votos!

Anônimo disse...

Opinião palpitante neste espaço, textos como aqui vemos dão valor a quem quer que analisar neste espaço :/
Dá muito mais deste web site, aos teus cybernautas.