sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

15 anos da morte de Caio Fernando Abreu


Agradeço pelo e-mail do amigo Weimar Donini, que me lembrou de uma data histórica para a literatura brasileira (e que eu estava desapercebido). Além de me lembrar, o Weimar teve a gentileza de enviar o recorte acima, publicado hoje no grande Jornal de Santa Catarina.

Nesta sexta-feira, 25 de fevereiro, fazem exatos 15 anos do falecimento do escritor Caio Fernando Abreu. Sua morte ocorreu nesta data, no ano de 1996, em decorrência da Aids.

Caio Fernando Loureiro Abreu nasceu em Santiago (RS) no dia 12 de setembro de 1948. Se estivesse vivo, completaria 63 anos. Em sua cidade viveu até os 15 anos. Depois ganhou o mundo. Morou em São Paulo, onde trabalhou nas revistas Veja, Nova, Manchete e Pop. Escreveu para os jornais Correio do Povo, Zero Hora, Folha de S.Paulo e outros. Foi perseguido pela ditadura militar e viveu um período na Europa, onde experimentou de tudo: fome, droga, prostituição. "Bebi de todos os prazeres e senti todas as dores. Me fez compreender, me fez aprender. Não me arrependo de nada", disse.

Sua bibliografia inclui os livros Inventário do Irremdiável, Limite Branco, O Ovo Apunhalado, Pedras de Calcutá, Morangos Mofados, Triângulo das Águas, As Frangas, Os Dragões não Conhecem o Paraíso e também o romance Onde Andará Dulce Veiga, que ganhou uma versão para o cinema estrelado por Maitê Proença e Carolina Dieckman.

Para quem não sabe, o famoso livro A Arte da Guerra foi traduzido para o Brasil também por Caio Fernando Abreu (Em parceria com Mirian Paglia).

Não há dúvida de que o interesse maior pelo escritor se deu a partir de sua morte. Hoje temos uma geração que abraçou a obra do escritor, que deu voz a sentimentos que muitas pessoas represam ou não sabem expressar. Caio Fernando Abreu é a voz da literatura moderna, que dialoga de forma muita franca com os jovens da atualidade, sendo possível observar isso nas redes sociais, blogs e twitters que disseminam seu pensar.

Apesar de ter nascido em Santiago, cidades como São Paulo e Porto Alegre (especialmente) abraçaram e preservam o seu legado, de maneira muito firme. Em sua cidade, existe a Casa do Poeta de Santiago que faz referência ao seu nome; um busto na Rua dos Poetas (atração turística); uma escola profissiolizante (Sistema Educacional Galileu-Instituto Caio Fernando Abreu) e a promessa de batizar um Auditório Multicultural.

É pouco, considerando que o lugar reservado a Caio F. na literatura brasileira é ao lado dos maiores escritores de todos os tempos.

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