quarta-feira, 31 de março de 2010

Invadindo o banheiro feminino (ou quase...)

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Há muitos segredos no universo tais como: quem construiu as pirâmides e pra quê; o que acontece no Triângulo das Bermudas e o porquê e se Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais ou até do que é feito a Coca-Cola. Porém, um outro grande mistério atormenta os homens do mundo inteiro: por que as mulheres vão ao banheiro de parzinho ou de trio?

Tal fenômeno ocorre geralmente quando se está em algum lugar público, como lancheria, restaurante, bar ou n'alguma festa. É num repente e uma delas pega a bolsa, diz um simples "vamos" e a (s) outra (s) já entende (m) o contexto e também pega (m) sua (s) bolsa (s) e se vão.

Essa comunicação é tão perfeita e objetiva que dispensa até o "vamos" e pode ser entendido só com o ato de pegar a bolsa com a ponta dos dedos, com um olharzinho de cumplicidade, um sorriso de canto (a Mona Lisa ensina como é...) ou até o queixo apontando delicadamente na direção pretendida.

E lá vão elas naquela romaria em direção ao banheiro feminino, um território tão instigante quanto um templo da Maçonaria.

Outro dia, estava eu na lancheria e sorveteria Frescalle, no centro de minha cidade, acompanhado de minha namorada, Tainã, e de nossa amiga Paola. Como nossa mesa era próxima do banheiro, era inevitável perceber a procissão feminina até o local. Foi aí que resolvi perguntar para a Paola o motivo dessa peculiaridade.

- Geralmente as mulheres fazem isso para comentar sobre algo que não pode ser dito na mesa, perto de outros. Pode ser também para falar mal ou bem de algo ou de alguém que esteja por ali (pode ser um pretendente ou uma rival). Ou só para se maquiar, se pentear. Aliás, no banheiro as mulheres se tornam amigas de quem nunca viram na vida. Se emprestam batom, escova de cabelos...

Foi a resposta da Lola. Mas não me convenceu, não pode ser só isso. Afinal, seria impossível que uma comunicação tão perfeita entre espécimes, cheias de códigos secretos indecifráveis, resultasse no final das contas em algo tão simples.
É impossível e, portanto, acredito que exista aí algo muito maior (uma conspiração?) e que faria a resposta do mistério das pirâmides ou do triângulo das bermudas parecer uma charadinha do tipo "o que é, o que é". O motivo que conduz parzinhos, trios ou quartetos de mulheres até o banheiro segue sendo um dos grandes mistérios deste universo...

terça-feira, 30 de março de 2010

Quero ver Dilma, Serra e Ciro no Big Brother

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Que reforma política que nada. Os brasileiros não precisam de nada disso. Há uma fórmula muito melhor para fazer com que o nosso voto não se perca e tenhamos a certeza de eleger o melhor presidente para o nosso país: o Big Brother.

Nesta noite de terça-feira, 30 de março de 2010, o Brasil inteiro vai parar pra decidir se Dourado, Cadu ou Fernanda conquistam o prêmio de R$ 1,5 milhão, os 15 minutos de fama e a capa dos principais jornais, entrevistas na televisão, editoriais de moda ou fotos na Playboy e G Magazine. Não assisti o Big Brother muito além de uns poucos lampejos. Mas sempre digo que é impossível ficar à deriva do assunto quando se trata de uma das principais atrações da maior rede de televisão do país.

Mesmo sem ter assistido, tenho a certeza de que os finalistas do programa foram os melhores. E não tenho a certeza de que o melhor vencerá. Afinal, em suas dez edições o Big Brother Brasil representou um tapa na cara do ex-presidente militar João Batista Figueiredo, o qual sentenciou o seguinte, a respeito dos brasileiros:

"Um povo que não sabe nem escovar os dentes não está preparado para votar".

Estava muito enganado, o Figueiredo, quando disse isso no final da década de 70. Os brasileiros sabem, sim, votar. Talvez, não saibam eleger os seus representantes políticos. Mas o Big Brother é um exemplo da capacidade de avaliação de nosso povo, de norte a sul do país. Sejam eles sócios de clínicas odontológicas, usuários de aparelhos coloridos ou desdentados, por não saber se escovar. Pouco importa. No Brasil, todos sabem dizer quem foi o melhor no BBB e têm na ponta da língua a resposta sobre cada passo dado dentro da "casa mais vigiada do país", como costuma dizer o Bial.

É por isso que acredito: o Brasil não precisa de uma reforma política. O Brasil precisa é de mais Big Brothers.

Portanto, fica a dica: ao invés dos três meses de campanha política que se iniciarão em fins de julho, era melhor que o Serra, a Dilma, o Ciro Gomes, a Marina Silva e os demais presidenciáveis fossem colocados dentro da Casa Global, com transmissão nos demais canais, claro. Que fossem vigiados 24 horas em cada uma de suas declarações, declaratórias, peculiaridades e picuinhas. Saberíamos se a Dilma ronca, se o Serra toma banho ou se o Ciro é machista.

(Cuidado, Ciro. Não vá ratear de dizer desta vez que a Patrícia Pillar só serve para dormir contigo. Fica esperto, malandro).

Imagine nossos heróis se sujeitando a provas duríssimas só para conseguir uma cesta básica? Ou batendo boca por causa de qualquer coisa? Ou acorrentados, resultando em coligações partidárias do tipo PSDB-PT, com a Dilma e o Serra presos um ao braço do outro. E vai que surge daí um romance?

E que a cada semana houvessem paredões para que fôssemos eliminando os candidatos menos simpáticos às nossas aspirações e que, ao final, tivéssemos a certeza de estar elegendo o melhor para o Brasil.

Aliás, o Lula poderia até figurar no lugar do Pedro Bial colocando à prova nossos candidatos. E não interessa que ele manifeste sua predileção pública pela Dilma. Afinal, o Bial também faz isso com seus jogadores.

Nosso país não precisa de uma reforma política. Menos política e mais Big Brother. É isso que o povo gosta, é isso o que o povo quer. Os brasileiros sabem escolher e votar muito mais conscientes no Big Brother do que para governar sua cidade, seu Estado e seu país.

Música do Dia: Sobre o Tempo

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Música da Banda Nenhum de Nós, que fará show na minha cidade na próxima quinta-feira, dia 1º de abril (bobo será quem não for assistir...). Ingressos a R$ 15 (geral) e R$ 30 (vip). Tá a fim de ir? Ligue para a Marcinha e garanta o seu: fone (55) 9969-4943.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Um Sonho Possível

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The Blinde Side, o título original do filme estrelado por Sandra Bullock significa "O Lado Cego". Trata-se de uma alusão a uma jogada do futebol americano em que o left guard protege o quarterback, o jogador responsável pelo início das jogadas. No Brasil, o longa-metragem foi batizado de Um Sonho Possível, refletindo a trajetória do personagem principal que, por mais fantástica parece ser, se baseia numa história real, portanto, possível.

No entanto, se o filme se chamasse "Nó na garganta", faria jus à história edificante de um jovem negro que, graças a ajuda de um amigo, consegue se matricular numa escola particular tradicional, onde mais tarde chama a atenção da mãe de um jovem aluno, que o ajuda de todas as maneiras, fazendo com que ele se torne um astro do futebol americano.

Mas até que isso aconteça, acompanhamos cada triste momento da vida de Michael Oher, apelidado de Big Mike por causa de seu tamanho. Ele vive de favor na casa de um amigo, tem um só par de tênis já bastante avariado e uma única camiseta extra, a qual ele carrega numa sacolinha junto com seu material escolar. Numa noite muito fria, Leigh Anne (Sandra Bullock) reconhece o jovem que estuda na mesma escola que seu filho, caminhando só de bermuda e camiseta em direção ao ginásio da escola. O motivo: era o único local aquecido onde poderia passar a noite.

Sem pestanejar, ela o leva para casa, tendo o apoio de seu esposo e filhos, aparentemente acostumados às ações de caridade de Anne. A partir daí, o filme segue o seu rumo, mostrando o choque entre o mundo pobre de Michael e a nova vida oferecida para ele. Porém, não sem enfrentar o preconceito de uns e o descaso de outros por causa disso.

Interpretando uma mulher real e não um personagem fictício, Sandra Bullock confere tridimensionalidade para Leigh Anne, com todas as nuances e detalhes em sua caracterização. Decidida, contida, corajosa, Anne é o centro da família. É ela quem toma decisões e mantém a voz ativa em todas as questões, sem jamais perder a ternura. Note, por exemplo, o sorriso velado dela quando consegue provar algo ou conquistar qualquer coisa que queira. Bullock concebeu a personagem com uma inteligência e sensibilidade incomum em sua carreira. Creio que a última vez em que ela interpretou com tamanha emoção foi mesmo em Crash-No Limite.

Por sua vez, o ator Quinton Aaron não foi lembrado nem no Globo de Ouro, nem no Oscar. Mas sua interpretação é a alma do filme. Ele concebe o jovem Michael de maneira tocante. Devido a uma infância destruida e a vida pobre, ele parece carregar uma tristeza muito grande que o impede até mesmo de sorrir. A impressão que dá é que o casulo que criou em torno de si, para evitar as drogas e a violência, o afastam também da possibilidade de ser feliz. E, com isso, desenvolveu diversas camadas de proteção, as quais vão sendo "descascadas" por Leigh Anne, que se torna sua tutora e incentivadora e que luta até mesmo contra o déficit de aprendizado de Michael.

Um Sonho Possível é um filme edificante, daqueles que contam uma história inspiradora e que faz você próprio perceber que suas dificuldades também podem ser vencidas. Mas quando assistir, esteja preparado: ou você vai chorar ou vai ficar com um nó na garganta. Afinal, é impossível não se emocionar.

O pão do Vanderlei

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O Vanderlei apresentou sua fornada de pães...

Eu pedinchei e ganhei um.

Momento exato em que o pão foi cortado na mesa do café.

Outro dia o Vanderlei Machado fez uma postagem de dar água na boca em seu blog (clique aqui para ver). Ele demonstrou seus dotes de padeiro e apresentou uma bela fornada de pães, relembrando de seus tempos como proprietário da padaria Big Pão. E, seguindo o velho ditado de "quem não chora, não mama", resolva chorar. Postei um comentário elogiando os pães e pedi um. À noite, quando estava sentado com amigos lá no Flashback fui surpreendido pelo Vanderlei.
- Eu trouxe um pão pra ti. Tá ali no carro.

Fiquei muito feliz com esse presente e, ainda ali no bar, fiz inveja para todos. Mostrando o belo pão que havia ganhado. O Taborda enchergou o pão e já foi pedinchar. O João Lemes, idem. E não faltou quem quisesse tirar um teco. Mas defendi meu pão com unhas e dentes e consegui levá-lo embora intacto.
Na manhã de domingo, o pão do Vanderlei Machado garantiu meu café-da-manhã. Então, depois de ter me exibido com meu presente lá no bar, aproveito para me exibir aqui: o pão estava ótimo, delicioso. E vamos torcer para que o Vanderlei reabra a sua padaria. Está perdendo de ganhar muito dinheiro.

sábado, 27 de março de 2010

Nenhum de Nós: falta pouco pro show

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Estou contando os dias para assistir ao show da banda Nenhum de Nós, no Clube União de Santiago. Será na próxima quinta-feira, dia 01 de abril. Os ingressos custam só R$ 15 (geral) e R$ 30 (vip). Em Santiago, o show tem produção da Marcinha Fontana. Contatos pelo e-mail meafontana@hotmail.com.

A Nenhum de Nós é uma banda surgida na melhor safra do pop rock gaúcho: da mesma época da Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso e outros. Ou seja, o show é imperdível. Imperdível. Imperdível. Imperdível. Imperdível!

PS: eu disse que é imperdível?

Renato Russo: 50 anos

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"Eu sou o Renato Russo . Eu escrevo as letras, eu canto. Nasci no dia 27 de março, eu tenho 23 anos. E sou Áries e ascendente em Peixes. Eu trabalhava com Jornalismo, rádio, era professor de Inglês também. E ... comecei a trabalhar com 17 anos e tudo. Mas só que de repente tocar Rock era uma coisa que eu gostava mais de fazer. E como deu certo eu continuo fazendo isso até hoje"...

Esse é o trecho de abertura da canção Riding Song, que faz parte do disco Uma Outra Estação, o último lançado pela banda Legião Urbana, em 1997. No entanto, a gravação foi compilada com trechos de uma entrevista da época do disco "Dois", de 1986. Neste sábado, 27 de março, Renato Russo estaria completando 50 anos, se estivesse vivo. Ele faleceu em 11 de outubro de 1996, em decorrência da aids.

Ele é considerado um dos mais importantes compositores do rock brasileiro. Destacou-se como integrante da Legião Urbana. Através da banda lançou os discos Legião Urbana (1984), Dois (1986), Que país é este (1987), As Quatro Estações (1989), V (1991), O Descobrimento do Brasil (1993), A Tempestade ou o Livro dos Dias (1996) e Uma Outra Estação (1997). Além disso, também lançou os discos solo The Stonewall Celebration Concert (em Inglês) e Equilíbrio Distante (em Italiano), fora os discos póstumos lançados. Mesmo que a banda tenha acabado ainda há uma legião de fãs que mantém viva a arte dessa banda que foi, senão, a mais importante de todos os tempos em nosso país.

Ainda hoje a voz de Renato Russo e suas ideias fazem parte de meu cotidiano, influenciam minha vida e se tornam a trilha sonora de muitos momentos na alegria, na tristeza, no apaixonamento, na desilusão. Não há um dia sequer em que eu não ouça ao menos uma música da Legião Urbana. (Minhas preferidas: Sereníssima, Teatro dos Vampiros, Love In The Afternoon, Giz, Perfeição, Quase Sem Querer e Pais E Filhos). Em meu quarto, ouvindo Legião Urbana, me torno um integrante da banda, canto junto, grito, transformo minha mesa numa bateria e até uma escova de cabelo num microfone, se a emoção extravasar. A Legião vive no coração dos fãs. Renato Russo vive imortalizado nas canções.

Faço desse post uma pequena homenagem à memória de um dos maiores pensadores modernos do Brasil.


"As pessoas acham que eu tenho resposta. Mas eu não sei qual é a pergunta..."
Renato Russo


sexta-feira, 26 de março de 2010

Não acredite em tudo o que você lê

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Recebi um e-mail repassado por alguns amigos, chamado "Kit do brasileiro". O referido e-mail diz textualmente o seguinte:

"Vai transar? O Governo dá camisinha. Já transou? O Governo dá a pílula do dia seguinte. Teve filho, o governo dá Bolsa-Desemprego. Tá desempregado? O Governo dá auxílio-desemprego. Vai prestar vestibular, o governo dá o bolsa-cota. Não tem terra? O governo dá o bolsa-invasão e ainda te dá aposenta. Mas experimenta estudar e andar na linha pra ver o que é que te acontece".

O e-mail é ilustrado com várias figuras e termina com um cidadão tendo seu bolso assaltado pelo IPVA, Imposto de Renda, CPMF, ICMS, IPTU etc, finalizando a ilustração acima, de um palhaço na bandeira do Brasil.

Tudo bem que o e-mail propõe alguma graça e é bem humorado, mas esconde reais intenções politiqueiras que não são notadas por quem o passa adiante, reforçando essa corrente. Existem aos montes e-mails como esse que querem fazer crer que a culpa disso e daquilo está no governo. Só que tais mecanismos (bolsa-família, cotas raciais, distribuição de camisinha etc) são criados para amenizar problemas sociais históricos. E, se pagamos pelo bônus, também temos a parcela do ônus: o remédio existe porque também somos como o vírus que disseminou quaisquer doenças sociais (desemprego, aids, violência e Big Brother Brasil)

Imagine, então, que o governo cortasse tais benefícios. Que não se distribuísse camisinha, que não fosse concedido o auxílio-desemprego, que não existissem cotas para negros ou deficientes. Argumentos para criticar tais mecanismos existem vários, mas os benefícios que eles propõe também. No pesar da balança, é preciso perceber que os prós são muito maiores que os contras. Portanto, caros amigos, criticar é uma arte maravilhosa e que pode ajudar a levar a um caminho melhor. Porém, é preciso criticar de forma construtiva de apontar caminhos.

As cotas para negros semeiam o racismo? Tá bem. Então, proponha outra maneira de proporcionar que eles possam estudar e abandonar o grupo dos desfavorecidos sociais, em comparação com os brancos que, é inegável e histórico, fazem parte do grupo de favorecidos.

É errado pagar seguro-desemprego para quem perde o emprego? Então, quando você ficar desempregado faça a sua parte: abra mão desse direito. É contra o bolsa-família porque acha que há emprego para todos e oportunidades iguais? É contra os sem-terras, todos uns vagabundos, safados e aproveitadores? Muito bem.

Então, sejamos contra também esses grandes fazendeiros que conseguem financiamentos milionários, depois conquistam prorrogação ou anistia de suas dívidas e que gozam de diversos outros benefícios, além de poder colocar seus filhos para estudarem nas universidades públicas (as mesmas onde você não pode estudar por ser pobre ou preto).

São tais burgueses que, no final das contas, são os autores de e-mails que criticam o Governo por oferecer à população mais pobre benefícios que "eles" estão pagando. Então, amigos meus: não acreditem de cara em tudo o que vocês lêem. Se receber um e-mail desse ou qualquer outro, leve ao seu senso crítico. Pese, analise, duvide, perceba: pense. Não banque o palhaço de acreditar em tudo o que lê.

Para Alessandra Souza...

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Nem sempre o sol brilha no nosso céu. Há dias nublados. Há dias de chuva. Mas o sol está sempre lá em cima, aquecendo este planeta. Assim são os amigos. Nem sempre a gente os vê. Nem sempre estamos com eles. Mas também são responsáveis por luz e calor em nossas vidas. E, quando estamos distantes dos amigos, surge aí um outro fenômeno: a saudade.

Essa vontade louca de estar perto de alguém e de abraçar esse alguém com tamanho força que nos faça perder o fôlego. A saudade nos faz sentir a energia das pessoas que amamos de uma forma inexplicável.

E neste dia, Ale, sinto a saudade de teu sorriso, teu riso, tua amizade. Resta-me dizer o quanto gosto de ti e o quanto o teu exemplo de vida, tua força, teu caráter e teu exemplo humano foram (e são) determinantes em minha vida. Nem sempre o sol brilha. Nem sempre estamos perto das pessoas que amamos. Nem por isso o sol deixa de aquecer. Nem por isso deixamos de amar.

Feliz aniversário, Malinha.

Beijos mil

Música do Dia: Lenha

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By Zeca Baleiro

"No love for the Guns?"

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Cena do show da Dream Theater, em Porto Alegre.

Há poucos dias, minha namorada, Tainã Steinmetz, foi para Porto Alegre onde realizou o sonho de assistir um show da banda Dream Theater. Em seu blog (clique aqui para conhecê-lo) ela escreveu um relato sobre toda a viagem, bem coisa de fã mesmo. Mas um trecho que achei legal sobre o show foi quando o guitarrista John Petrucci tocou alguns acordes de Sweet Child O'Mine, do Guns'Roses e, em seguida, James Labrie disse para a platéia: "No love for the Guns".

Achei engraçadíssimo: ele tirou um sarro do Guns, ao mesmo tempo em que fez uma pequena homenagem para a banda que, naquela mesma noite, fazia o seu show em Porto Alegre. Bem, exagero dizer que foi naquela mesma noite. Afinal, segundo ficou demarcado pela imprensa, o Dream Theater iniciou seu show exatamente no horário em que estava programado, enquanto que a banda de Axl Rose tocou com quatro horas de atraso...

Paulo Pinheiro e o Pink Floyd

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Ontem amanheci com o computador ligado baixando episódios de uma série que estou assistindo. Meu MSN estava aberto e indicando que eu estava ouvindo U2. Quando acordo, vejo um recado do amigo Paulo Pinheiro, da Rádio Santiago, comentando sobre tal preferência musical e, em seguida, revelando que no dia anterior ela gravara os dois CDs do disco "The Wall", do Pink Floyd. Fiquei contente de saber que ele também apreciava o som dessa banda genial do rock progressivo, a qual marcou época na música mundial e que, eu tenho a convicção, ainda terá o mesmo peso para a música como tiveram Mozart, Beethoven e outros grandes nomes. Parabéns pelo bom gosto, meu amigo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Papagaios de Bíblia...

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Você conhece o sujeito: ele vê uma notícia sobre um terremoto e diz que estamos vivendo o final dos tempos e que é um sinal do Apocalipse. Se você inventar de dar trela, ele vai recitar algum salmo. Se não fugir do chato, ele é bem capaz de abrir a sua Bíblia de bolsa e ler o trecho exato onde está escrito isso. Empolgado por você ter dado atenção, ele vai seguir mostrando outros trechos e vai falar o quanto Deus é glorioso e o quanto devemos nos ajoelhar perante ele e se arrender de usar saia curta, jeans rasgado, tatuagem ou de jogar videogame. A Bíblia condena tudo e todos, se não formos iguais aos crentes. Esse sujeito (a) é o Papagaio de Bíblia, daqueles que decoram longos trechos e recitam João, Marcos, Matheus e Lucas como se estivesse declamando o Soneto da Fidelidade, do Vinícius de Moraes.

Com toda a evolução tecnológica e científica que a humanidade experimentou resulta num paradoxo impressionante que a Bíblia ainda esteja por aí a ditar comportamentos através desses papagaios bíblicos. Na verdade, nem acho que a Bíblia seja um problema. É apenas um livro com histórias tão verossímeis quanto a saga Crise nas Infinitas Terras, da DC Comics ou tão criativa quanto Harry Potter ou o Senhor dos Anéis. A única diferença, porém, é que Harry Potter o Senhor dos Anéis ou Crise nas Infinitas Terras não pregam o preconceito, a intolerância, o ódio e a fé cega, o que a Bíblia faz escancaradamente. Além de quê, quem lê tais livros sabe que se tratam de histórias fictícias. E quem se torna fanático pela Bíblia acredita realmente que Moisés abriu o Mar Vermelho ou que Jesus tenha nascido de uma virgem (sem ser no signo...). Mesmo que tais coisas sejam impossíveis no mundo real.

E não me peça para apontar trechos em que acredito serem visíveis tais afirmativas. Afinal, tudo está ali como sempre esteve e só vê quem quer. Quem não quer, vai me condenar ao fogo e ranger de dentes por ousar questionar as intenções da Bíblia.

Por fim, ainda que a Bíblia tenha sido uma disseminadora de tantos conflitos urbanos e desagrações familiares, também representou o contrário.

Conheço muita gente que consegue extrair amor de suas páginas e também aplicá-lo na prática. Há muita gente boa que encontra alento na religiosidade e são capazes de espalhar uma mensagem positiva. Tenho vários amigos que são sinceros nesse pensamento e os admiro por isso.

Ressalto portanto, que minhas considerações são direcionadas para quem faz da Bíblia um refúgio de lamentações e o equivalente a um Código Cívil, com suas leis e punições. Tomam para si o manto da sabedoria e da justiça e saem condenando aos outros.

Na verdade, a Bíblia não é boa e nem tampouco má. Assim como uma arma não é boba ou má. Depende de como se use. Depende como será manejada. Depende da mão em que ela esteja.

Alguns, no entanto, a lêem simplesmente em busca de um conforto ou de acreditar em algo que nem sequer está ali (e, sim, dentro de si). Outros, a lêem como papagaios, decorando palavras e trechos e saem propagando leis de ordem e arrependimento. Dizendo como se deve viver e como se deve fazer. São papagaios que, muitas vezes, são uns dissimulados que mais conseguem ver erro na vida dos outros do que em suas próprias (talvez se tirassem a Bíblia da ponta de seus narizes pudessem observar os outros não como mundamos, mas como irmãos do mesmo planeta).

Se é verdade que ler a Bíblia significa ter o conhecimento sobre o bem e o mal, então prefiro não ler. Justamente porque se eu tiver conhecimento sobre o bem e o mal e ainda for capaz de errar, ser intolerante, discriminador ou disseminador de discórdias e mesquinharias, não vai haver desculpa para mim, não é?

Não condeno quem leia a Bíblia, apesar de que quem lê de forma fanática condene quem não a lê. E até acho que tem muita gente boa que lê e pratica coisas boas, mas o contrário também é verdade, se não forem em número maior. Há muita gente que lê e guarda para si. Já outros, a lêem e saem iguais uns papagaios evangelizadores, não importando se você é budista, umbandista, espírita ou ateu.

Os papagaios de Bíblia batem suas asas e seus bicos e repetem sem questionar. E até sem perceber que, muitas vezes, nem papagaios são: alguns são umas aves de rapina.

United States of Tara

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Que eu assisto muitos filmes, os leitores do blog já sabem. Mas outro pequeno vício são as séries de TV. Depois de ter acompahado Lost, Heroes, Desperate Housewifes, Gilmore Girls e outras tantas acabo de descobrir uma série muito bacana.

Chama-se United States Of Tara e conta a história de uma mulher que tem múltiplas personalidades. Tara é uma dona-de-casa, mãe de dois adolescentes que decide parar de tomar seus medicamentos controlados e acaba sofrendo transtornos de identidade dissociativa. Basta sofrer algum abalo emocional para perder sua própria identidade e assumir outra, que pode ser T, uma adolescente rebelde e sexy; Bucky, um homem de poucos modos e bebedor de cerveja ou Alice, uma dona de casa exemplar, boa de cozinha e zelosa.

A família de Tara vive a rotina de conviver com essas personalidades todas, tentando fazer com que isso pareça normal, apesar de Kate, filha de Tara, morrer de vergonha disso. No papel principal, a maravilhosa atriz Toni Collete, que ficou famosa após o sucesso de "O Casamento de Muriel" (Sabe, né, aquele filme prá lá de querido cheio de músicas do Abba), se bem que ela é mais famosa ainda por ter feito o Sexto Sentido, como a mãe do guri que vê gente morta. E outra: a série tem produção do Steven Spielberg. Fechou o selo de qualidade?

Se você quiser assistir United States of Tara pode sintonizar na Fox ou, sinta-se à vontade para fazer o download. Baixe sem culpa: a TV não cobra ingresso.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Música do dia: Knocking On Heavens Door

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By Avril Lavigne

Parabéns, Carlinha!

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Fiquei muito feliz por minha amiga Carla Albuquerque ter conquistado a sua carteira de advogada, há poucos dias, durante jantar da OAB. Quem lhe entregou a carteira foi a advogada Roselaine Esmério, de quem a Carlinha é braço direito lá no escritório. Parabéns, minha amiga. Beijos mil!

terça-feira, 23 de março de 2010

5º Salão Gaúcho do Turismo

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Santiaguenses no 5º Salão Gaúcho do Turismo, em Caxias do Sul

Uma visão parcial do Salão Gaúcho do Turismo
Fazendo pose de paz e amor no morro da Festa da Uva, tendo ao fundo o cenário urbano de Caxias do Sul.
Jéssica, Bianca e Lígia divulgando a Terra dos Poetas.

Só assim para eu atender o telefone...

Eu e as meninas, posando com as divulgadoras da Festa da Uva.
A gente fazendo pose numa cantina.

As meninas posando na cantina de produtos coloniais.

No sábado passado, junto das amigas Lígia, Jéssica e Bianca viajei para Caxias do Sul, onde participamos da 5ª edição do Salão Gaúcho do Turismo, a convite da secretaria de Indústria, Comércio e Turismo (em especial da simpaticíssima Mônica Vargas). Saímos daqui por volta de 1h e chegamos lá pelas 9h de sábado. Durante a viagem nos divertimos muito, contando histórias, rindo e relembrando causos. Ao chegarmos em Caxias do Sul, fomos direto para o Parque de Exposições da festa da Uva, um complexo gigantesco que, calculo, daria umas seis vezes (senão, mais) a área do Ginasião Municipal de Santiago, onde acontece a ExpoSantiago. Toda aquela estrutura aparenta ter custado alguns vários milhões de reais e é realmente impressionante. Não é a toa. Afinal, a Festa da Uva costuma atrair cerca de 1 milhão de pessoas durante as duas semanas em que movimenta a cidade.

Durante o Salão do Turismo, tivemos a oportunidade de conhecer os atrativos de cada uma das cidades e regiões turísticas de nosso Estado. Sei que eu recolhi uma sacola de fôlderes, mapas e roteiros de viagens para estudar cada recanto de nosso Estado e o que é oferecido.

Mas nossa missão por lá era ajudar a divulgar a Terra dos Poetas. E isso, fizemos de estande por estande, falando sobre Santiago e oferecendo uma amostra do que é produzido por aqui em termos de cultura, além de divulgar o projeto "Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem são". As meninas e eu recitávamos e entregávamos poesias para as pessoas que, muito educadamente, se interessavam pelo assunto e queriam saber mais sobre nossa cidade. Também recitei pela enésima vez a crônica "A Raíz no Pampa", do Caio Fernando Abreu.

Por fim, nossa cidade e também o Caminho das Origens foram bem representados e o estande foi bastante visitado. O que fica como lição é que, em comparação a outras regiões, possuímos bons atrativos. Porém, claro, a distância dos grandes centros é o que nos desfavorece. A oportunidade de vender melhor o nosso peixe será no ano que vem, quando o Salão do Turismo acontecerá em Santa Maria. E, graças a boa impressão que tive deste evento, já me escalo para ir de novo em 2011.

Percy Jackson e o Ladrão de Raios

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Quando vi o trailer desse filme no cinema, juro que fiquei empolgado. Parecia uma divertida aventura juvenil, bem ao estilo de Harry Potter, que misturava elementos da mitologia grega com a tecnologia do mundo moderno resultando num filme inédito. Não sabia nada sobre sobre o personagem Percy Jackson, sequer que se baseava numa série de livros. E, muito menos sabia que essa adaptação era dirigida por Chris Columbus, o pai de Harry Potter no cinema, diretor dos dois primeiros filmes da saga do bruxinho criado pela escritora J.K Rowling.

No entanto, bastou ver os primeiros minutos de Percy Jackson para ver que se tratava duma cópia descarada de Harry Potter, mas sem a metade da metade da metade da criatividade. Vejamos: o personagem-título é um garoto aparentemente comum que, certo dia, descobre que é filho de um ser poderoso. Num repente, ameaças sobrenaturais começam a persegui-lo por conta de um poder que ele possui, mas que ainda não sabe como funciona. Para aprender a lidar com isso, ele entra numa espécie de escola, sendo monitorado por mestres de notável poder e sabedoria e, até mesmo, participa de disputas desportivas. Após, descobre que um perigo muito grande ameaça a todos e só ele pode colocar um fim nisso. É a sinopse de Harry Potter? Não é Percy Jackson riscando seu nome por cima do roteiro e surrupiando ideias que todos já conhecemos.

Os diálogos dos personagens são muito infantilóides e me lembraram os livros da coleção Vaga-Lume. Por sua vez, os efeitos especiais prejudicam ainda mais o filme, já que as criaturas que o personagem-título enfrenta mais parecem gráficos de um videogame, o que não dá para entender se pensarmos que há 13 anos Jurassic Park, por exemplo, já apresentava efeitos especiais bastante realistas. Em nenhum momento o espectador se preocupa com o destino do personagem, porque a cada perigo enfrentado se reforça a ideia de que ele sairá ileso do que se apresentar pela frente.
Quem se destacaria no filme, na minha opinião? Bem, o ator principal, Logan Lerman, é carismático e cumpre com louvores o roteiro que lhe foi confiado. Enquanto isso, o veterano Pierce Brosnan, em participação especial, parece constrangido no papel de um minotauro. Por sua vez, Uma Thurman preenche a tela com muito charme e beleza, ainda que seja interpretando a perigosa Medusa. Aliás, foi justamente a cena em que ela apareceu que ficou marcada na minha mente, sendo o restante é facilmente esquecível. Não fosse isso, eu só me lembraria deste Percy Jackson e o Ladrão de Raios como sendo um irmão bastardo de Harry Potter...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Eleições 2010 e as peças no tabuleiro

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Apesar de centralizar meu blog em torno de questões culturais, hoje vou quebrar essa regra e falar um pouco de política, um assunto que eu gosto e que não interessa muito para a maioria dos visitantes deste espaço. Até mesmo porque uma parcela destes visitantes surge de vários outros lugares do Brasil, muito além de nossas delimitações regionais. Então, peço a licença desses amigos para fazer algumas considerações bairristas.

2010 é um ano político, graças às eleições para presidente, governador, senador e deputados estadual e federal. É um assunto que já ocupa a pauta da maioria dos jornais e telejornais de nosso país. Sendo assim, vou fazer algumas considerações sobre o que vai acontecer em minha cidade de Santiago neste ano.

Para breve deve acontecer o lançamento da candidatura de José Francisco Gorski, o Chicão, para deputado estadual. Ex-prefeito de minha cidade, ele é um nome fortíssimo do PP. Foi vice-prefeito por quatro anos, depois elegeu-se e reelegeu-se para prefeito comandando nossa cidade por um período de oito anos. Ele centralizou suas ações em torno das questões sociais, procurando solucionar problemas históricas na área de habitação, criando o projeto Minha Casa (construindo conjuntos habitacionais para famílias pobres) e empreendeu um projeto educacional modelo com o Criança Feliz, que dá atendimento educacional, cultural, esportivo e nutricional para alunos da rede municipal. Além disso, muitas outras áreas tiveram a sua atenção. Em minha cidade, Chicão é um semi-Deus da política, para se ter uma ideia. Prova disso foi que na sua reeleição em 2004 conquistou perto de 20 mil votos, totalizando quase 70% do percentual de votos.

Mas eleição para deputado estadual é outro papo. O Chicão hoje está afastado do poder, ainda que sua aura seja fortíssima. Mas vamos considerar que ele mantenha-se na preferência de, pelo menos, 60% das pessoas que votaram nele da última vez. Isso significaria em torno de 12 mil pessoas. Consideremos, então, que o Chicão por si só tenha esses 12 mil votos na mão hoje. Mas vamos lançar o olhar também sobre a Câmara de Vereadores. Dos seis vereadores do PP, cinco já declaram apoio aberto para Chicão. São eles, o Miguel Bianchini, o Davi Vernier, o Cláudio Cardoso, o Pelé e a Mara Rebelo. Na soma de votos que eles conquistaram em 2008, o resultado é de 7.267. Digamos que, somando forças, eles consigam transferir para a conta do Chicão esses votos todos. Juntando com os 12 mil, chegaríamos a 19.267.

Então, considerando apenas os votos que o Chicão teria por si e os que seriam conquistados pelos vereadores chegariamos a esse número. Essa seria, numa análise superficial, a votação que o ex-prefeito conquistaria só em Santiago, descartando outros fatores. Um deles é de que cada criança (e suas famílias) atendida pelo projeto Criança Feliz em todos esses anos possa se transformar num cabo eleitoral em potencial. E Chicão pode passar, tranquilamente, de vinte mil votos.

Mas o Chicão não será o único candidato a deputado em nossa cidade. O ex-vereador Sandro Palma já declarou que pretende disputar uma vaga na Assembleia, através do PTB. Em 2004, Sandro concorreu a prefeito e obteve sozinho 5 mil votos, sem apoio de partido nenhum e de ninguém mais. Tomando por base, ele arrancaria já com esses 5 mil e digamos então que ele consiga chegar a 8 mil votos só em Santiago e mais, sei lá, uns 5 mil pelo Estado (lembrando que ele é natural de Alegrete, onde morou e tem muitos amigos). Sandro teria só no Vale do Jaguari uns 13 mil votos (por baixo). Considerando que o Zambiasi vai concorrer a deputado estadual e, com isso, pode fazer uns 300 ou 500 mil votos, não seria de imaginar que Sandro garantisse uma vaga na Assembleia graças às sobras de voto da legenda.

E os demais candidatos que chegam de para-quedas na época da eleição? Ah, esses temos aos montes. Um deles será Pedro Westphalen, deputado lá de Cruz Alta. Caso o leitor não tenha percebido, não contabilizei para o Chicão os 2.516 votos que o Marquinhos Peixoto fez na última eleição. Isso porque o Peixotinho não iria botar a cara na rua para pedir votos pelo ex-prefeito. Sua máquina eleitoreira estaria à serviço, na verdade, do candidato de Cruz Alta. Mas considero que seu apoio será comandar de longe, sem botar muito a cara na rua. Até para não se queimar por completo com o Chicão e nem para não comprometer o seu pai, que é conselheiro do Tribunal de Contas. Afinal, ter o Peixotinho numa campanha seria o mesmo que o Peixotão. Sendo assim e considerando que Westphalen nunca deu as caras em Santiago, é possível deduzir que ele não chegue a 800 votos por aqui.

E o Jerônimo Goergen? Quando concorreu em 2002, ele fez uns 800 votos em Santiago. Em 2006, aumentou a votação para 1.100 votos. E para 2010, vai aumentar a votação? Esqueça: Gorgen não vai chegar a 400 votos por aqui neste ano. Tudo por conta de seu afastamento, sua atuação pífia e também a falta de apoiadores, especialmente na Câmara.

E a Mônica Leal? Bom, é preciso observar que ela já está em campanha, através de sua atuação política como secretária (devendo entregar o cargo dia 31 de março). Ou seja: quando iniciar (e emendar) o período eleitoral, ela terá feito a campanha eleitoral mais longa de todas: durante os três anos e meio como secretária e somando mais os três meses regulamentados pela Justiça Eleitoral. Quantos votos ela faria na minha cidade? Possivelmente mais que 300 e Certamente menos que 1.000. Por que tão pouco? Primeiro, porque ela não tem apoio sequer entre os vereadores de seu próprio partido por aqui (como você percebeu nas linhas anteriores). Vamos ver se a estratégia de tornar-se a melhor amiga virtual de todo mundo vai surtir efeito...

Outros candidatos que devem colher votos em Santiago: pelo PMDB, Édson Brum, através do vereador Diniz Cogo e Gilberto Capoani, através do vereador Arlindo Alves. Pelo PSDB, o Pedro Pereira, através do vereador Pedro Bassin, Já pelo PDT, acho que o vereador Everaldo Gavioli deva ir de Giovani Cherini ou até de Cristopher Goulart, não sei qual dois dois. E em qualquer um dos casos, são candidatos que não ultrapassam um universo de 300 votos, oscilando entre duzentos e poucos, cento e poucos cada. Talvez o Édson Brum consiga aumentar sua votação esse ano, talvez não, já que é também um dos pouco presentes por aqui. Os demais partidos, como o PT, também devem fazer campanha para um e para outro, sendo que o nome que deve despontar é o de Valdecir Oliveira, que pode conquistar aí uns 600 votos, pois terá apoio de várias alas do partido.

Mas é bem provável que tenhamos vários outros candidatos, mas acredito que os principais sejam esses citados. Em breve, iniciará a disputa pelos 30 mil votos válidos em território santiaguense.

Vamos aguardar as jogadas no tabuleiro do xadrez político.

O fim dos fotógrafos profissionais e das locadoras (menos dos carroceiros ingratos...)

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Com as inovações tecnológicas observadas nos últimos anos, muitas profissões começam a padecer por conta disso. É o caso, por exemplo, dos fotógrafos profissionais. Se há algum tempo abrir um estúdio de fotografia era uma boa para ganhar dinheiro, hoje a coisa já não é mais assim. Antes, para se ter uma lembrança de qualquer aniversário seria preciso chamar um fotógrafo. E aí, era bater fio para algum Osório, Alexandre, Marisa ou Arami. Hoje, meu amigo, as câmeras digitais estão disseminadas. Com isso, você não precisa mais de um fotógrafo profi mirando numa turma estática e com o sorriso congelado no 1, 2, 3 e diga alface.

Que nada. Com as digitais, qualquer amador consegue superar os profi de antigamente e criar fotografias divertidas e nada estáticas. Saem fora as poses posadas do filme chapado e entra em cena a expontaneidade digital. Não gostou da foto? É só deletar e bater outra e, assim, sucessivamente. Com isso e por causa disso, diminuiram os estúdios profissionais e até as revelações de fotos. Afinal, as digitais são armazenadas no computador e podem ser visualizadas até na tela da TV, via DVD. Portanto, revelar para quê? Pelo menos, é o que já pensa a maioria das pessoas...

A mesma coisa com as locadoras de filmes. Se até alguns anos elas eram as únicas opção para os amantes do cinema (principalmente os do interior, que não contam com salas de cinema), àvidos pelos próximos lançamentos, agora não são mais. Em dezembro do ano passado fui para Santa Maria assistir Avatar. Uma semana depois, um amigo me debochava porque já tinha o DVD pirata do filme em casa. "Viu só, tu viajou para Santa Maria. Gastou seis horas de viagem de ida e volta, dinheiro de passagem de ônibus, alimentação e eu só gastei 3 pilas comprando esse DVD", disse-me.

Em compensação, retruquei que o filme dele era gravado dentro do cinema, a imagem era ruim e o som era péssimo, ao que meu amigo não se deu por vencido. "É, mas deu para assistir e entender tudo do mesmo jeito". Tudo bem, a despeito dos DVDs de qualidade ruim, realmente a rapidez dos downloads impressiona. O filme que estrear nos EUA na sexta-feira, no sábado já pode ser baixado em Santana da Boa Vista, Nova Esperança ou em Santiago do Boqueirão (o lugar físico não importa: a internet é uma só nação). Com isso e por causa disso, muitas locadoras já perderam o seu espaço no mercado. Até 2006 eu planejava abrir uma locadora, mas naquela época olhei pro mercado e percebi: as locadoras estavam com dias contados.

Mas com tanta evolução tecnológica e substituição de equipamentos, fico pensando: quando os carroceiros vão se modernizar ou, sei lá, substituirem as suas práticas arcaicas por outras ou trocar de profissão? Digo isso porque fico puto da cara de ver esses condutores de carroça baixando o laço nos pobres animais. E dê-lhe chicotada no lombo dos cavalos. E dê-lhe deixá-los no sol escaldante enquanto o carroceiro passa uma tarde no boteco tomando uma pinga. E dê-lhe, de novo, chibatada no lombo do animal sem o menor resquício de culpa: "os animais foram feitos pra isso. Pra servir os homens", devem pensar esses infelizes.

Infelizmente, a evolução tecnológica não rivaliza com a evolução do próprio ser humano. Mesmo que um carroceiro tenha na mão um celular, na outra mantém as rédeas de sua carroça e o chicote para fazer arder no lombo do animal. O que deveria ser feito era proibir as carroças de circularem impedindo esses maltratos, que se extinguisse com profissões que escravizam os animais, dessa maneira. Mas aí, o homem se defende com sua condição social, justificando o seu trabalho. E dizer o que? E fazer o quê? Infelizmente, os animais não votam...

quinta-feira, 18 de março de 2010

A simples- e, por isso, impressionante- formatura da Unopar

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Na sexta-feira passada, dia 12 de março, assisti a formatura de uma turma do curso de Letras da Unopar. Entre os formandos, os amigos Giovani Pasini e Maristane Pedroso, ambos integrantes da Casa do Poeta de Santiago. A cerimônia estava marcada para as 20h. Acostumado que estou em ver a sistemática das formaturas em Santiago pensei que, no mínimo, teríamos 1 hora de atraso. Que nada: às 20h, cravado no ponteiro, a mestre de cerimônias dava início ao evento, demonstrando respeito para com o público que lotou o auditório do Centro Empresarial. Mas não fiquei só impressionado com a pontualidade, mas com a objetividade dos discursos. Tanto o orador da turma, quanto os professores falaram de "forma concisa, completa e útil", como diria o seu Gibelino Minuzzi.

Ninguém discursou com pauta na mão. Todos falaram no improviso e com o coração, conferindo uma autenticidade que envolveu e emocionou o público (bem diferente das intermináveis formaturas da URI, com suas firulas e faróis). Por fim, a diretora da Unopar, professora Karin Stallbaum fez o discurso de encerramento, descartando a velha cartilha político-educacional do blá, blá, blá e bló, bló, bló: Karin foi objetiva e emocional. Tanto, que todos percebemos o instante em que sua voz embargou com a emoção legítima em contagiar-se do orgulho no olhar de cada formando e seus familiares diante de uma etapa vencida em suas vidas. Se o ensino oferecido pela Unopar for tão perfeito quanto foi essa formatura, vale muito a pena estudar quaisquer dos cursos oferecidos por esta conceituada universidade virtual.

Foto: Sullab Produções/Marcelo Legramante

quarta-feira, 17 de março de 2010

Somos tudo, somos nada...

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Vivemos ou passamos pela vida? Talvez seja uma pergunta tão intrigante quanto "qual o sentido da vida?" Afinal, aqui estamos, frutos da relação sexual entre um macho e uma fêmea, nossos progenitores. Aqui estamos num mundo que não chegamos tanto a questionar, mas sim dar respostas e sentenciar verdades. Quem fez tudo que está aí? Ora, foi Deus. E quem fez Deus? Ora foi...o homem (?!). Existe vida fora daqui, deste planetinha perdido no universo? Claaaro que não, absurdo absoluto dizer uma coisa dessas. Afinal, se existisse vida em outros planetas, deixaríamos de ser os filhos preferidos de Deus. Teríamos irmãos, que poderiam ser tais quais como nos mostram nos filmes de ficção científica: cinzas, verdes, cabeçudos, olhos grandes, pele de sapo, ecas de qualquer jeito. Não estaríamos preparados para isso (nem mesmo estamos preparados para os negros, gays, lésbicas, judeus, deficientes físicos ou salamandras).

Que história é essa de dizer que o mundo existe por causa do Big Ben? O que tem que ver aquele relógio em Londres? Ah, não é aquele. Bobagem essa história de expansão do universo a partir de uma explosão há 14 bilhões de anos e que expandiu o universo, o multiverso, galáxias, estrelas, nebulosas, supernovas e os átomos de hidrogêneo. É o que dizem os crentes descrentes que só creem naquilo que não podem ver, tocar ou provar: chamam isso de fé. E fé é bom, porque traz dinheiro e um monte mulher (disse o Pastor João e a Igreja Invisível)

E mais bobagem ainda essa história de que o Big Ben ainda terá o efeito inverso, de comprimir toda a criação, implodir com tudo que está aí: Deus não vai deixar. Se bem que Deus não se mete muito nos nossos assuntos ou não está muito preocupado. O exemplo está aí com tanto terremoto, tanta poluição, guerras, desmatamentos e programas de TV e música ruim. São nossos problemas e temos que resolver, né? Afinal, foi para isso que Ele "criou" o livro arbítrio.

O homem surgiu e criou Deus. E vendo-se só, criou Deus. E tendo criado Deus, acreditou ter sido criado por ele, passando à condição de protegido, escolhido, amado. E viu que isso era bom, Deus era bom. E tendo ele sido criado à sua imagem e semelhante e vice-versa, o homem também começou a se achar bom.


E no decorrer dos séculos foi sentindo-se "o bom" em diversas áreas. Os bons no esporte, na medicina, na política, na música, no jornalismo, na psicologia, na literatura, na justiça e em todas as demais áreas. Assim como criamos Deus também criamos a tecnologia. E vendo que isso era bom, nos tornamos dependentes da tecnologia, quase toda ela baseada em energia elétrica. Porém, quando nos falta energia elétrica, nada funciona (quando Deus nos falta também dá merda...).

Há quem se orgulhe de ser um ótimo motorista, mas sem carro não tem como mostrar sua destreza. Quem se orgulha de ser bom cantor, sem voz não tem talento. Quem é bom pintor, sem pincéis nada faz. Quem se orgulha de ser um ótimo radialista, nada é sem energia elétrica. Quem se orgulha de ser um excelente médico, nada pode fazer diante desprovido de remédios ou equipamentos. Quems se orgulha de escrever bem, nada pode fazer se não tiver quem o leia. Quem se orgulha de ser um excelente chef de cozinha, nada é sem alimento para preparar seus pratos. Um bom político nada é, se não houver quem vote nele. Quem se orgulha de ser um bom jogador de futebol, nada faz se não tiver uma bola. Quem se envaidece de ser um empresário de sucesso, nada será se ao seu redor só existerem pessoas sem dinheiro. Quem se orgulha de ser um excelente soldado, nada será sem uma arma nas mãos. Nem mesmo o ladrão pode cumprir seu ofício se não tiver nada para roubar de alguém. E nem mesmo o padre ou pastor será tão bom quanto pensa se não houver pessoas que acreditem em suas palavras. Podemos ser tudo, ao mesmo tempo em que somos nada. Pois aquilo que nos orgulhamos de ser, invariávelmente depende de algo ou de alguém. Somos tudo e somos nada ao mesmo tempo. E, afinal de contas, no final das contas só podemos ser mesmo aquilo que somos em essência: seres humanos. Ou temos caráter e bondade ou não temos/somos nada.


Música do Dia: On Moment In Time

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Whitnet Houston

Rachel Weizs....

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...ssssssssssssssssssssssssssssss.....

No show da Dream Theater...

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Por volta da1h desta terça-feira, recebo uma ligação em meu celular. Era a Tainã (a moça comigo na foto). Fazia poucos momentos que ela tinha saído do Pepsi On Stage em Porto Alegre, onde assistiu o show da Dream Theater, banda de metal progressivo. Pergunto para ela como foi. "Tu não tem noção. Foi o show da minha vida. Incrível, incrível", assim resumiu, a minha namorada.

Ela contou que chegou junto com a turma em Porto Alegre pouco depois do meio-dia. Foram para a fila esperar para entrar no local no Pepsi, ao lado de outros milhares de fãs. Foram quase 08 horas de espera para assistir duas horas de show. "Meus pés estão em carne-viva", ela exagerou para em seguida concluir: "mas valeu a pena". Coisas de fã...


PS: antes de desligar o telefone ela disse: "tô com saudades. Beijos. Te amo..."

terça-feira, 16 de março de 2010

Ingressos para show da banda Nenhum de Nós já à venda

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Já estão a venda em Santiago os ingressos antecipados para o show da banda Nenhum de Nós, que se apresentará no Clube União, dia 1º de abril. A produção local do show está sob responsabilidade da Marcinha Fontana e da Paula Fank e o patrocínio já confirmado das empresas Centro da Beleza, Felice, Guilgue, Celular Shop, Fank, Cascão, Frescalle e Hotel Vila Rica. A Marcinha conta que mais empresas devem se somar, já que o show é de grande aceitação por parte do público santiaguense, que há tempos não tinha um evento desse nível. Os ingressos podem ser comprados com os promoters, patrocinadores e no Clube União. Área vip, R$ 25. Geral, R$ 15. A Nenhum de Nós é famosa por hits como Astronauta de Mármore, Camila, Camila, Extraño, Eu Caminhava e muitas outras.

E eu tô louco para ir assistir ao show e vou garantir meu ingresso desde já. A Nenhum de Nós é uma das poucas bandas que preserva o legado do período de ouro do pop rock nacional. Quando ela surgiu, tínhamos no Brasil a Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Cazuza, Titas, Paralamas do Sucesso e muitas outras. Então, só por isso o show da Nenhum de Nós é sempre- e nada menos que- imperdível.

Pérolas do Youtube

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Jesus Cristo cantando "I will survive". Final surpreendente.

O passado presente...

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Apesar de termos adentrado uma década além do segundo milênio, nossos olhos constantemente se voltam para o passado. É assim com as coisas da vida, afinal é por isso que registramos fotos ou vídeos para, em algum momento futuro, revivermos algo que marcou. E é assim também com a literatura, pois ainda se estuda e se lê aquilo que foi escrito por autores de muito tempo atrás. E é assim também com o cinema. Nos últimos anos, uma enxurrada de filmes tem promovido viagens no tempo, seja trazendo de volta histórias que já foram contadas, reativando franquias ou refazendo aquilo que já foi feito há muito tempo tempo.

Exemplos existem vários. Veja o caso por exemplo de King Kong, cujo filme original data do ano de 1933, quando o gorilão foi produzido através da técnica de stop-motion; foi refilmado em 1976, com Jeff Bridges (ganhador do Oscar de Melhor Ator 2010), quando o macaco foi criado de forma mecânica e também com um ator vestindo um traje em meio a maquetes de Nova York e, por fim, a última versão, de 2005, dirigida por Peter Jackson, que usou dos efeitos digitais para apresentar a versão definitiva dessa história, que é considerada uma das mais incríveis já apresentadas pelo cinema.

No caso dos heróis de cinema os exemplos se multiplicam. Batman e Superman, por exemplo: o último filme do Batman estreou em 2008 e em 2012 terá outro; do Superman, o último foi lançado em 2006 e até 2013 deve estrear mais um. Só que tais personagens já eram conhecidos nos quadrinhos no final da década de 30 e nos anos seguintes já apareciam no cinema e na TV. E assim foram sendo reinventados a cada nova década até chegarmos aos modernos filmes dos anos atuais.

O detetive inglês Sherlock Holmes fez muito sucesso com a recente produção, com Robert Downey Jr no papel principal. Mas o personagem criado pelo escritor Arthur Conan Doyle teve também dezenas de outros filmes ao longo do século passado e, o mais incrível: o personagem, que hoje parece tão moderno, foi criado por volta de 1890. Sem citar que obras escritas por Isaac Azimov na década de 40 propagavam um futuro que ainda hoje não alcançamos, mas perfeitamente crível e que foi mostrado em Eu, Robô e também em Homem Bicentenário.


Nos últimos anos, o cinema trouxe de volta personagens consagrados na década de 70 e 80, como Rocky Balboa, Rambo e também John McLaine, da cinessérie Duro de Matar. Outros personagens dos anos 80 também voltarão a cena neste 2010, como Freddy Krugger, que volta num novo filme da série A Hora do Pesadelo; Wall Street que consagrou o ator Michael Douglas terá uma continuação; Tron, clássico da ficção científica lançado em 1982 (com Jeff Bridges...) volta também com uma segunda parte, agora em 3D; sem contar a saga Exterminador do Futuro, que iniciou na década de 80 e segue com novos exemplares ou também a cinessérie Star Trek, que foi reinventada com muito sucesso, além de muitos outros exemplos.

O livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, foi imortalizado pela Disney com o filme de 1951 e volta a atrair o público 60 anos depois com o novo filme de Tim Burton, que está em cartaz atualmente. O Lobisomem, clássico de horror da década de 30, foi refilmado e está em cartaz e nos próximos meses teremos Robin Hood de volta, depois de ter aparecido em dezenas de produções, inclusive uma versão de 1922, com Douglas Fairbanks e uma de 1938, com Errol Flynn.

Para breve devem surgir novas versões de O Planeta dos Macacos, lançado originalmente em 1968 (que já teve refilmagem em 2001); Alien-o 8º Passageiro, de 1979, sem contar a enxurrada de filmes de vampiro, que não são nada mais do que influenciados pela mitologia pavimentada pelos clássicos da década de 30, com Bela Lugosi e que foram inspirados pela obra do escritor Bram Stoker, que lançou o livro de seu personagem mais famoso em 1897.

E, assim, o cinema segue evoluindo técnicas, aprimorando efeitos especiais e ruma para o futuro. Porém, com os olhos voltados para o passado. É como diz naquela propaganda do canal TNT: "Acontece na vida. Acontece nos filmes..."

Um terço da comida que compramos vai para o lixo...

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Melhor propaganda que vi nos últimos anos. Faz uma crítica eficiente ao consumismo. Afinal, um terço da comida que compramos vai direto pro lixo.

Alessandro Reiffer lança novo livro

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No próximo sábado, 20 de março, acontecerá o lançamento do livro "Poemas do Fim e do Princípio", de autoria de Alessandro Reiffer. É o segundo livro desse notável escritor, que é um dos integrantes da Casa do Poeta de Santiago. Sua obra foi editada pela Livros Ilustrados-Editora, do Rio de Janeiro e apresenta um layout moderníssimo.

O novo livro reúne uma seleção das melhores poesias escritas por Reiffer nos últimos cinco anos.

Alessandro Reiffer é poeta, escritor e professor de Língua Portuguesa e Literatura. É formado em Administração e Letras pela URI Campus Santiago. Em 2006, ele lançou o livro "Contos do Crepúsculo e do Absurdo". Além disso, desde que o conheço (que já faz mais de 10 anos), ele edita o zine "Poemas do Término e Contos do Fim". O lançamento do livro será no Centro Cultural de Santiago, a partir das 20h.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Santiago completa 15 anos sem cinema...

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O prédio acima, onde hoje funciona o bar noturno Chaparral, abrigou um dos maiores cinemas do Rio Grande do Sul e, segundo alguns entendidos um dos maiores do Brasil. Chamava-se Cine Teatro Neno ou, popularmente, Cine Neno (anos depois enfiaram um nome politicamente correto de Casa de Cultura, desprovido do charme do original que, felizmente, era o o nome que se mantinha na boca do povo...).

Pois bem, o Cine Neno tinha capacidade para abrigar mais de 2.300 pessoas. Segundo sei, ele foi inaugurado na década de 70 e foi durante muitos anos o maior atrativo de minha cidade. Durante sua existência, o Cine Neno projetou grandes clássicos do cinema e não raras vezes via sua capacidade de 2.300 ficar insuficiente para abrigar tantas pessoas que queriam assistir as sessões dos clássicos de faroeste e também filmes de ação. As filas dobravam esquinas. Multidões se formavam em frente a esse prédio.

Quando criança cheguei a assistir alguns filmes no Cine Neno. Um deles, lembro bem, foi o Exterminador do Futuro 2. Fiquei uma tarde inteira vendendo picolé para conseguir dinheiro para comprar ingresso. Consegui o suficiente para dois ingressos. Mas como era criança não poderia assistir à sessão que aconteceria de noite. Portanto, precisava de um adulto me acompanhando. Foi então que bati na casa de meu vizinho Josimar de Souza, da Liquigás e o convidei para ir assistir ao filme comigo. Ele aceitou e fomos.

O Cine Neno, lembro bem, tinha uma característica que eu achava fascinante: antes dos filmes iniciarem, soava um gongo três vezes. Na primeira, apagavam-se as luzes da frente. Na segunda, as do meio e, na terceira, a sala mergulhava na escuridão. Em seguida, as enormes cortinas se abriam e a gigantesca tela do cinema se iluminava com o filme em cartaz. Era a mágica do cinema...

Uma mágica que atraia cinéfilos, grupos de amigos, casais de namorados ou crianças. O escritor Oracy Dornelles me comentou certa vez que até a década de 70 as pessoas tinham uma "crença" interessante com relação aos filmes dos estúdios MGM, cujo selo de abertura é identificado por um leão rugindo.

Acontece que as pessoas diziam que se o leão rugisse uma vez, é porque o filme era ruim. Se rugisse duas vezes, o filme era bom. Só que o leão da MGM sempre ruge duas vezes. Então, o filme era sempre bom (eheheheh). Parece brincadeira, mas ele me disse que as pessoas realmente acreditavam nisso.

Alguns filmes que o Cine Neno exibiu: ET, o Extraterrestre, a Trilogia Indiana Jones, De Volta para o Futuro, Exterminador do Futuro, Apocalipse Now, Django, Por Um Punhado de Dólares, Os Brutos Também Amam, Laranja Mecânica, Batman, Ghost, Superman-o Filme, King Kong, Rambo II, Uma Linda Mulher, Dança com Lobos, O Quatrilho, Pulp Fiction, Coração Valente, Forrest Gump e centenas de outros.

A tela do Cine Neno se iluminou pelas últimas vezes no ano de 1995. Não sei dizer qual foi o filme derradeiro, o último a colorir a tela branca da enorme sala de cinema. Mas é bem provável que neste dia fatídico o soar do gongo do Cine Neno tenha sido equivalente a uma marcha fúnebre, decretando a morte do cinema em Santiago.

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Foram pouquíssimos os filmes que cheguei a ver no Cine Neno, sendo que na maioria das vezes em que fui, era levado pelas professoras junto com os demais colegas de escola, geralmente para assistir alguma comédia, como Esqueceram de Mim ou algum filme dos Trapalhões. Já assisti filmes em todos os cinemas de Santa Maria, Lajeado e em vários cinemas de shoppings de Porto Alegre (Bourbon, Iguatemi, Rua da Praia, Shopping Total e Praia de Bellas). Mas em nenhum deles encontrei a mesma emoção que sentia na sala gigantesca do Cine Neno.