domingo, 28 de fevereiro de 2010

"Oh, Karlaaaaaaaa!!!"

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Neste sábado no Flashback teve a noite do karaokê. E houve também homenagens diversas. Primeiro, para a Tati Vier que está indo pra África. Depois, para a Karla, nossa grande amiga, que está morando em Santa Maria e de quem sentimos muita saudade. A Lígia e a Tainã subiram ao palco para cantar especialmente a canção "Carla", do LS Jack, dedicada para a Karla. Ao final, elas ainda disseram a inevitável frase "Valeu, Boi" (essa, só a Karla e o Pasini vão entender..)

Da minha parte, também fiz minha homenagem pessoal ao meu amigo Pasini: não bebi Polar e nem cantei "Astronauta de Mármore". Só faço isso quando ele está junto. Valeu, Pasini.

Despedida para a Tati...

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A Tati Vier arriscou soltar a voz no Karokê.

Os namorados, Cassio e Tati.

O quarteto César, Márcio, Lígia e Tatiane.

César, Márcio, Tati, Cassio em primeiro plano. Lígia e Tainã dando nojo no palco, cantando 'Rasgatanga'.

Tutti Gente reunida no Flashback

Neste sábado, 27 de fevereiro, estivemos no Flashback para nos despedir de nossa amiga Tatiana Vier que nos próximos dias fará as malas e partirá para a África, onde vai morar por um ano. No ano passado, a Tati esteve também na Áustria e também na Romênia. Ela é jornalista, trabalhou na RBS TV, no Centro Empresarial de Santiago e é uma pessoa superinteligente e amiga. Sentiremos falta dela por aqui, mas desejamos muito sucesso nessa nova etapa de sua vida. E esperamos ansiosos pelo seu retorno para podermos festejar juntos outras vezes. Um beijão, Tati.

Cenas do lançamento do livro de Oracy Dornelles (2)

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Oracy autografando livro para a poetisa Therezinha Lucas Tusi.

Enadir Vielmo, presidenta do Centro Cultural, dando uma de paparazzi.
Jornalista João Lemes comprando um livro de Oracy
Professora Rosane Vontobel e seu esposo, Ery Rodrigues ao lado do escritor.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Cenas do lançamento do livro de Oracy...

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Oracy Dornelles autografando livro para mim. É o oitavo livro dele que eu tenho, autografado.

Poetisa Ana Paula Sangói, concentrada na leitura da obra do mestre Oracy.

Tirei essa foto abraçado com a professora Therezinha Lucas Tusi só pra fazer cíume pro meu amigo Alberto Ritter. Ó, Alberto, eu com a tua avó.

Oracy lendo um soneto para a Fátima Friedriczewski e a Ana Paula Sangói.

Oracy, seu filho Ramatis Amon e amigos: Therezinha Tusi, Juarez Girelli, Rosane Vontobel, Vilmar Guerino Rosa, Enadir Vielmo, Eri Rodrigues, Zeca Tamiosso, Fátima Friedriczewski, Sadi Machado, Ayda Bochi e Dirce Brum.

Cena inédita: a Ayda Bochi Brum instalando o guarda-sol para o conforto do Oracy e a Enadir Vielmo mostrando o seu lado paparazzi, fazendo fotos. Fazem parte da cena, o Vilmar Guerino, a Fátima Friedriczewski e a Dirce Brum.


Na manhã deste sábado, o escritor santiaguense Oracy Dornelles lançou o seu livro "Epitáfios e Últimos Poemas", sendo prestigiado por diversos amigos. O lançamento aconteceu no calçadão, no ar livre, em frente da lancheria Ponche Verde. Confira algumas imagens.

Marcela Lima Colbeck

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Um flagra da minha amiga Marcela na manhã deste sábado, quando foi até a Caixa Federal retirar dim-dim. Depois, seguimos conversando pelo calçadão. A Marcela é uma das funcionárias mais antigas da lancheria Ponto X. Adora gato, cachorro e músicas da Shakira. Ela cursa História na Unopar e é minha melhor amiga.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Central FM contrata coordenador de programação. E ele será...

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Finalmente vai acabar o marasmo das rádios FM de Santiago com a inauguração da Central-FM, prevista para o final de março. Nos próximos dias (semana que vem, possivelmente), será erguida a antena. No final de março- tchãram- a rádio entra no ar. O coordenador de programação da rádio já está contratado e é, nada mais, nada menos que....

... Nilson Pereira!!!! O homem das mil vozes! Grande amigo, grande profissional de imprensa.

Não tenho dúvidas de que a rádio Central FM vai se destacar em nossa região, uma vez que reunirá dois dos melhores locutores do interior do Estado. E quem é o outro? Éldrio Machado, claro, o diretor da emissora, a qual funcionará na frequência 87.9.

Por que digo que o sobrinho do Sadi e do Vanderlei Machado é um dos melhores? Ele tem o dom da comunicação e realmente sabe contagiar e motivar o ouvinte. Faço esse registro porque, como amigo dele, sinto-me feliz de vê-lo realizar o sonho de abrir a rádio comunitária Central FM.

Vou até colar o botão sintonizador do meu rádio com Super-Bonder...


A foto do Éldrio, que ilustra este post, foi surrupiada de seu Orkut. Na foto, ele está na frente do Beira-Rio, sede do seu time do coração...

ADGF Vídeo Produções

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Hoje de manhã tive a satisfação de visitar meu amigo Arami Fumaco, grande cinegrafista santiaguense, proprietário da ADGF Produções. Conheço o Arami há vários anos (fizemos vários trabalhos juntos, incluindo o primeiro filme longa-metragem de Santiago, com honrosa direção de Jones Diniz) e ele sempre foi um sujeito tímido, porém, altamente profissional. O trabalho dele todos conhecem: sempre que Santiago aparece na RBS TV são através das câmeras do Arami.

Mas, enfim, o que eu queria dizer é que foi ótimo rever esse ano e passar algumas horas trocando ideias e bolando projetos que, a seu tempo, tratarei de contar por aqui. Por ora, convido aos amigos leitores para conhecerem o recém-criado blog do Arami:


E, aproveitando o ensejo, também farei uma propaganda da ADGF Vídeo Produções, especializada em filmagens de eventos, jornalismo, telão, produção audiovisuais e comerciais de TV. A empresa também faz serviço de conversão de VHS para DVD. Confira: na rua Marechal Deodoro, 791, Santiago. Fones (55)- 3251-1428 e 99269060.

Novos livros de 4 escritores santiaguenses

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Neste sábado, 27, acontece o lançamento do livro "Epitáfios e Últimos Poemas", de Oracy Dornelles. Trata-se do 11º livro de sua carreira. Ele apresenta poemas publicados no Expresso Ilustrado durante anos e também trabalhos inéditos. O lançamento será ao ar livre, em frente do lancheria Ponche Verde, no calçadão de Santiago, a partir das 10 horas. Preço de R$ 10. Vou lá comprar um livro e dar um abraço no velho Ora.
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O escritor Giovani Pasini lançará o livro "A Espiral e o Caracol", no próximo dia 05 de março. Será no Centro Cultural, a partir das 20h. Este é o sétimo livro da carreira do escritor e aborda as diversas filosofias, ao mesmo tempo em que demarca importantes momentos de sua vida. O blog do Pasini é http://giovanipasini-educacao.blogspot.com
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No dia 19 de março, meu amigo Alessandro Reiffer vai lançar “Poemas do Fim e do Princípio”, seu segundo livro, desta vez, de poesias. Ele é também autor de livro “Contos do Crepúsculo e do Absurdo”. O blog do Reiffer é o http://artedofim.blogspot.com
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“Vozes e Vertentes” é o nome do segundo livro de poesias do escritor e colunista do Expresso, Froilam Oliveira. A obra será lançada no mês de março (data a definir). A capa trará pinturas da artista Ana Cristina Damian. Acesse o blog do Froilam: http://froilamoliveira.blogspot.com

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Para vender Santiago

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Brilhante o artigo "O turismo de eventos na Terra dos Poetas" que o Rodrigo Neres escreveu em seu blog. Ele analisou a construção da identidade cultural de Terra dos Poetas, relacionando com a expectativa de fazer disso um atrativo turístico. Porém, de forma muito corajosa e consciente, o Rodrigo questiona das dificuldades de fazer algo assim, quando a própria população sequer sabe valorizar a produção literária local ou se importa com isso. Ele aponta que:

"Mas assim como o Turismo, as mentalidades e as identidades são construídas ou alteradas em processos longos e não imediatos. Por isso é necessário se criar políticas públicas que vislumbrem a construção dessas bases, incentivando as ações em prol do fortalecimento do Turismo, da Educação Patrimonial e, sobretudo da valorização da História Local.

A história da humanidade nos relata que desde os primórdios o ser humano cultiva o espírito turístico, seja por curiosidade do desconhecido, necessidade de arriscar-se, de desbravar, de ampliar margens econômicas, ou até mesmo em questão de sobrevivência...."

Leia o artigo na íntegra, acessando http://acasadasmusas.blogspot.com. O Rodrigo Neres é o coordenador do Departamento Cultural de Santiago.

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Agora, falando sobre a questão turística, sempre que a gente vê um seminário ou um debate sobre turismo, os mesmos exemplos são citados: Gramado e Canela, na Serra Gaúcha; Foz do Iguaçu, no Paraná; Florianópolis ou Itapema em Santa Catarina e por aí vai. Em verdade, sempre acho esses seminários sobre turismo uma coisa muito entediantes como busca de ferramentas de atitude, de seguir modelos que deram certo.

Afinal, como disse o sábio anônimo, cada caso é um caso. O que se aplica na Serra Gaúcha ou no litoral catarinense, não se aplica aqui. É óbvio que cada cidade precisa enxergar além do óbvio para descobrir como se desenvolver, considerando as suas limitações e até tirando proveito disso.

No caso, nossa cidade não é muito rica na questão do turismo geográfico, de exploração de serras, morros ou rios, a não ser claro, o distrito de Ernesto Alves. Em sendo assim, o turismo de eventos seria a melhor alternativa de consolidar uma identidade cultural e, resultado final, de atrair turistas (dinheiro de fora). Porém, não podemos esquecer que os maiores clientes no caso de um turismo de eventos são justamente os moradores da cidade, o que não torna a cidade mais rica. Afinal, o dinheiro apenas circula de uma mão para outra. Compreende?

Bom, se eu começar a escrever tudo que é ideia que tenho aqui, vou fazer um post enorme. Então, para não ficar enchendo o saco dos leitores com dissertações, vou falar de forma breve. Para começar (e terminar) vendemos mal o nosso peixe.

Se temos atrativos importantes (e dispersos), precisamos reuní-los num pacote e acreditar nele. Uma sugestão que faço é de dar um jeito de se fazer um convênio (ou coisa que o valha) lá com a Estação Rodoviária.

Seria preciso que ela tivesse painéis, outdoors ou o que fosse com fotos dos principais pontos de Santiago, dos lugares mais bonitos. Mapas gigantes da cidade que saltassem aos olhos de quem chega na rodoviária. Para que já ali, na chegada ou na saída, o visitante ou o próprio morador da cidade ou do interior soubesse um pouco do que é Santiago. E sabendo, desperte o sentimento bairrista no sentido de defender aquilo que é de todos. (Ou seja, queridos: fazer cultura e turismo com teatro e dança e feira é muito fácil. O aspecto cultural mais difícil é penetrar na mente do público-alvo...)

Que já ali na rodoviária, ele soubesse que temos Ernesto Alves, que somos a Terra dos Poetas, que temos universidades, que soubesse quais os eventos desenvolvemos e em que época, onde ele pode comer, onde ele pode dormir, o que ele pode ler, o que ele pode ouvir, que lugares ele pode visitar.

E não só lá na rodoviária, mas nas paredes da galeria Fortes, dentro do Shopping Ilha Bella, nas paredes da Tritícola, da Rede Vivo, na entrada da cidade, na URI, na Ulbra etc. Demanda tempo e dinheiro? Sim. E demanda estratégia e investimento. E mexe com o inconsciente coletivo e ajuda ao próprio cliente interno saber o que a cidade tem para vender. Afinal de contas, a ideia é vender Santiago? Então, pra início de conversa é preciso que os próprios moradores comprem essa ideia....

Tá.Parei por aqui. Falei pouco, mas falei demais.

Música brega é arte

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No meu computador, tenho várias pastas de músicas. Algumas estão nomidas como "músicas legais", "nacionais bacanas", "músicas iradas" e por aí vai. Uma de minhas pastas preferidas, mas nem tão visitada é a pasta "músicas bregas".

É ali que guardo verdadeiras pérolas musicais que muita gente conhece, mas poucos admitem gostar. Justamente por serem músicas ruins, mas que de tão ruins se tornam boas. E é isso que define algo brega, creio eu. Aquilo que é belo só aos olhos de quem ama.

Ser brega requer personalidade e autenticidade. Não se cria uma música brega, assim por querer criar. A breguice nasce a partir da vontade de ser tudo, menos de ser brega. É que nem um bolo abatumado: você não gasta tempo, ingrediente e gás querendo deixá-lo assim. O bolo abatumado acontece e mesmo assim dá para achá-lo gostoso e comer com café. Mas se você tentar fazê-lo dessa forma, o sabor não vai ser o mesmo. Não vai ser autêntico.

Pois bem, assim é a música brega. Ela é gostosa igual ao bolo abatumado que você come, mas não oferece pras visitas. Assim, música brega é feita para ser apreciada solitariamente ou, vá lá, com alguém que saiba compreender que esta é uma forma de arte inimitável. Taí as bandas Dejavu, Calipso e Calcinha Preta que nem brega conseguem ser, de tão ruins, extrapolando os limites da breguice (até para ser brega existe um limite...)

A música brega surge a partir de letras exageradas, adocicadas demais ou dramáticas ao extremo. Ou ainda, através de um tom de voz nada a ver. Vejamos algumas músicas bregas que valem a pena ser ouvidas:


"Meu Primeiro Amor", do José Augusto, conta a história de um amor de infância. Confira quatro canções (assista os vídeos)



(Trecho)
Foi numa festa outro dia
Que eu te encontrei a dançar
Namoradinha de infância
Sonhos da beira do mar
Você me olhou de repente
Fingiu que tinha esquecido
E com sorriso sem graça, me apresentou ao marido

E o resto da noite dançou pra valer
Se teus olhos me olharam fingiram não ver
No meu canto eu fiquei entre o riso e a dor
Lembrando do primeiro amor



Poucas músicas são tão dramáticas quando "No hospital", de Amado Batista:



(Trecho)
No hospital, na sala de cirurgia
pela vidraça eu via
você sofrendo a sorrir
E seu sorriso
aos poucos se desfazendo
Então vi você morrendo,
sem poder me despedir


A interpretação "poderosa" de Júlio César em "Tu"



(Trecho)
Quando tu partiste, me deixaste
Teu olhar
Triste aqui dentro de mim
Tu estás longe
Mas posso dizer
Que ainda vives aquiiiiiii
Tu que sabes
Quanto eu te ameeeeeeei
Tu que sabes
Que choreeeeee---eeeeei


O amor entalado na garganta de Márcio José em "O telefone chora"



(Trecho)
O telefone chora e ela não quer falar
Pra quem dizer te amo
Se ela não vem me escutar
O telefone chora compreende o meu penar
Pois sabe que ela não vai perdoar
E quando você esta de férias no hotel da praia
Você gosta do mar?


Outras dicas de canções bregas:
"Sonho de Ícaro" e "Te Amo", do Biafra. "O Portão", Roberto Carlos. "Liguei pra dizer que te amo", Alan e Aladin. "Impossível acreditar que perdi você", Márcio Greick. "Aline", de Agnaldo Timotéo. "Sandra Rosa Madalena" e "Tenho", de Sydnei Magal. "Pare de tomar a pílula", de Odair José. "Secretária" e "Princesa", de Amado Batista. "Como uma Deusa", da Rosana. "Oh Carol", Neil Sedaka e por aí vai, todas as do Falcão, do Tiririca, do Gian e Giovani, do Christian e Ralf, da Perla, da Rosana, do Gilliard, do José Augusto, do Biafra, do João Mineiro e Marciano e por aí vai...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Qual a melhor atuação da década?

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Antecedendo a premiação do Oscar 2010, que vai acontecer em março, confirá esse vídeo que mostra vários atores famosos, como George Clooney, Sandra Bullock, Tobey Maguire e outros apontando qual foi o ator/atriz que teve a atuação mais marcante no cinema na última década. É um vídeo interessante (só o cabelo esquisito da Sandra Bullock já merece uma conferida. O que fizeram com ela???). Para mim, os dois melhores atores da década foram Heath Leadger em O Segredo de Brockebak Mountain e Kate Winslet em O Leitor.

Vende-se CDs de música clássica

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Oportunidade para os amantes de música clássica. Vende-se CDs originais, semi-novos, alguns foram escutados poucas vezes. São mais de 100 CD's e tem de tudo: Chopin, Beethoven, Mozart, Vivaldi, Bach e muito mais.

Tratar com a Tainã pelo fone (55) 8422-1772. Ou pelo e-mail taina.steinmetz@bol.com.br.

Bianchini: com a certeza do dever cumprido

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Ontem recebi ligação do vereador Miguel Bianchini, que nessa semana entregou o cargo de presidente da Câmara para seu colega Davi Vernier. O Bianchini estava muito feliz com o resultado de seu trabalho em um ano à frente do Poder Legislativo local. Além de ter concretizado um projeto antigo de ampliação do espaço físico, foi ele quem tomou à frente e pelejou pela construção do Auditório Multicultural da Câmara, como já foi comentado em postagens anteriores. O Bianchini demonstrou grande satisfação de ver esse projeto bem encaminhado, observando que procurou fazer uma administração enxuta, economizando e garantindo recursos para que essa obra fosse viabilizada.

No ano passado, a Câmara fez um repasse de mais de R$ 100 mil para a prefeitura, auxiliando no momento em que o Executivo decretou contenção de despesas e, mesmo assim, ainda sobrou dinheiro para deixar comprado tijolo, tesouras, cobertura e palco do auditório. Agora, depois de haver encaminhado o Auditório, o Bianchini se dá por feliz. E agora vai se dedicar a uma outra construção, mas essa particular. Disse-me que está construindo uma casa numa pequena propriedade que possui no interior. E que está fazendo isso sozinho. Aizá, Bianchini.
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Deixem-me fazer uma correção: numa postagem anterior, considerei que o vereador Nelson Abreu, quando foi presidente da Câmara em 2008, teria deixado uma quantia de R$ 130 mil para o auditório da Câmara, mas devo corrigir a informação. Tal economia, em si, aconteceu durante o período em que ele foi presidente, porém, disso aí não foi possível aplicar um centavo na construção do auditório iniciada no ano passado.

É que essa devolução de dinheiro ocorreu de forma natural quando do retorno do orçamento legislativo ao Executivo. Como não deixou nada empenhado ou reservado, o dinheiro entra no bolo todo, tornando-se novamente peça orçamentária do município. Resumindo: a economia e a devolução aconteceram, mas não ajudou em nada na construção do auditório.

Dívidas geram lucro$ (não pra você, claro...)

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Toda hora a gente vê a imprensa divulgando os números do SPC e Serasa, informando como anda a inadimplência no mercado. "Esse mês diminuiu/aumentou em relação ao período tal". E, sempre, por mais que aumente o número de devedores no mercado, se percebe que também cresce o lucro dos bancos e instituições financeiras. Não soa como um paradoxo? Se as pessoas não estão pagando aquilo que tomaram emprestado ou financiaram, como podem os bancos estarem lucrando mais? Para entender isso, seria preciso conhecer um pouco mais de economia. Mas, ahhhh, economia é um assunto muito chato e difícil. Coisa que só um especialista como o professor Rogério Anése é capaz de entender e explicar.

Mas, será que realmente a economia é algo difícil de entender ou é mais simples do que parece? E, sendo assim, será que aqueles amontados de gráficos, sequências de números, planilhas e termos monetários não teriam o intuito único de complicar algo que é muito fácil?

Não só o intuito de complicar, mas também de não fazer você perceber que aquilo que recebe como salário é realmente aviltante, em comparação ao seu esforço. (Aqui, aplica-se a máxima marxista da mais-valia...)

Meu pai nunca teve conta no banco. Desta forma, nunca conheceu problemas com limite estourado, cartão especial ou cheque voltando. O interessante é que toda vez que precisei de dinheiro e pedi a ele -tilim, tilim- lá vinha ele com a quantia solicitada. Meu pai, que tem o sobrenome de Brasil, tem o seu próprio banco: o Banco do Brasil. Guarda o seu dinheiro em latas, em fronhas de travesseiro, em sacos plásticos, em bolsos de casacos e, às vezes -acreditem- até em sua carteira. Ressalto seus diferentes locais de guardar dinheiro para mostrar que ele confia seus valores a qualquer espaço que esteja ao alcance de seus olhos. Menos nas agências bancárias. (Ele não se sente nenhum pouco atraído em converter seus níqueis em dígitos...)

Da mesma forma, o velho Brasil é incapaz de "fazer uma prestação" de qualquer coisa. Se ele não tiver o dinheiro todo para comprar o que queira à vistaço, pode esquecer. Nem adianta oferecer produtos em dez vezes sem juros, que ele não quer saber e não cai nessa. Assim é o meu pai que acha a maior bobagem do mundo essa história de Banricompras. Uma vez, lembro, ele me censurou por eu usar de tal benefício oferecido pelo Banrisul. "Mas guri, como é que tu vai comprar uma coisa para pagar em 30 dias ou em três quatro ou vezes? Tu tá gastando um dinheiro que ainda não tem. Como é que é isso?".

Eu achava que meu pai era atrasado por pensar assim. Qualé, meu, são as facilidades do mundo moderno, do crédito rápido pá-pum, tomá-lá-dá-cá. Que nada. Meu pai é que tava certo. Depois de me ferrar com essas coisas de cartão de crédito, cheque especial, Banricompras e caixa eletrônico, retrocedi meus procedimentos monetários para o tempo do Ariri de Pistola (como diria minha mãe). O banco dos cofrinhos de lata não oferece cafezinho e nem ar condicionado. Mas pelo menos, não complica com a vida financeira de ninguém.

Meu pai, que é aposentado, está toda hora recebendo cartinhas dessas financeiras fodedeiras espalhadas por aí. Fora que o próprio banco pelo qual recebe também dá as suas tentiadas, oferecendo dinheiro fácil para pagar em suaves prestações que, ao final, fazem o dinheiro dar cria (no cofre deles, claro).

Ainda dúvida da real intenção dos bancos? Então, aprenda uma Matemática muito simples: faça um título de capitalização de R$ 100 em qualquer banco e depois deixe uma dívida de R$ 10 no limite em outro banco. Conte até três anos e descubra quem ganhará mais...

No Brasil, se fala Português. Nos EUA, o Inglês. No Japão, o japonês. Mas os bancos de qualquer lugar tem uma só linguagem: a financeira. E eles adoram conjugar o verbo "dever": eu devo, tu deves, nós devemos...

E os bancos? Lucram, claro...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Chove sobre Santiago

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Na verdade, no momento dessa postagem, não está chovendo sobre Santiago. O sol já dá umas espiadelas por detrás das nuvens e lança seus raios sobre a Terra dos Poetas. O propósito dessa postagem é meramente bairrista. É só para dizer que em minha cidade até a chuva é melhor. Ela vem, molha, refresca, abastece, aviva e não causa estragos, nem faz desabrigados.

A chuva que cai por aqui é uma chuva amiga, alentadora. E nos brinda com imagens típicas de uma pequena (grande) cidade do interior do Rio Grande do Sul, como a foto acima, que fiz há algumas horas. Que bom que nossas ruas não são asfaltadas. Assim, a água da chuva é mais facilmente absorvida pela terra e abastece os lençois freáticos, além de aliviar a sensação nesses dias de calor. Assim é Santiago, uma cidade linda, onde até a chuva é mais bonita. Se eu não morasse aqui, ia querer me mudar pra cá...

Música do Dia: Beautiful Day

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U2 (gravado ao vivo, em Slane Castle na Irlanda)

Joss Stone...

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...além de cantar muito bem, ela encanta melhor ainda.

Guernica, de Pablo Picasso

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Essa pintura expressionista é tida como a mais famosa produzida pelo artista espanhol Pablo Picasso, um dos últimos grandes gênios da pintura contemporânea, falecido na década de 70. Polêmico e controverso em sua vida pessoal. Criativo e inquieto, artísticamente. Sua obra apresenta diversas fases e faces, destacando-se o estilo chamado cubismo, apresentando diversas figuras em planos paralelos, experimentando uma profundidade diferente (assemelhando-se ao 3D, talvez).

Guernica, a obra, retrata a violência e o massacre sofridos pela população da cidade de Guernica, que foi bombardeada pelos nazistas durante a Guerra Civil Espanhola.

A vida e mais ou menos a obra de Pablo Picasso foram temas de um filme estrelado pelo ator Anthony Hopkins, chamado "Os Amores de Picasso", de 1996.

Consumo de carne estimula a violência?

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Até os 20 anos, eu não comia carne vermelha. Quando digo que não comia quero dizer que não comia mesmo e não era por vegetarianismo adquirido e, sim, de nascença. Por incrível que possa parecer, simplesmente não conseguia manter um pedaço qualquer de carne na boca. Me dava ânsia de vômito. Era algo muito muito natural. Sentia um nojo que eu não sabia explicar. Quando criança, era um saco ir almoçar na casa dos parentes. Na mesa, na hora de servir, lá vinha alguém me oferecer carne e, diante de minha natural recusa, tornava-me o centro das discussões. "Mas como, não come carne. Que tipo de gaúcho tu és". Era um s-a-c-o. Tanto que odiava ir almoçar na casa dos parentes que me consideravam o "cheio de parte", como dizia uma amiga de minha mãe. Eu não era cheio de parte. Comia qualquer coisa, menos carne. Até evitava atender aos convites amáveis de amigos meus para ir almoçar aos domingos, pois sabia que, inevitavelmente haveria churrasco e eu já estava traumatizado de tanto negar carne.

Motivos para isso? Não sei. Só sei que foi assim. Logo que comecei a trabalhar no Expresso Ilustrado, aos 19 anos, eis que um dia acompanhei o João numa coletiva lá no aeroclube onde estaria um figurão. E é claro que, para meu azar, tinha churrasco por lá. Nem adiantou inventar a desculpa de que eu já havia jantado. O pessoal insistia para que eu pegasse um prato para me servir. E acabei botando só pão no meu prato, pois a outra opção era carne. Logo, algum gaiato já tratou de saber se eu era vegetariano. Fiz que sim com a cabeça e, exatamente como acontecia quando eu era criança, me tornei o centro das atenções (e das gozações...)

Pois bem. Eis que, aos vinte anos, estava com minha namorada da época participando de um jantar lá na Casa da Amizade (lembro a hora, o local e a razão, veja só...) e no cardápio o inefável churrasco. Eis que para não fazer desfeita e não virar motivos de piada, acabei pegando carne para comer. Com certa estranheza via aquele feixe de nervos se romper diante da ação conjunta do garfo e da faca. Levei até a boca e comi a carne. Ao contrário de quando era criança, não me veio aquela ânsia de vómito terrível. Apenas uma estranheza ao experimentar algo que nunca havia provado (porque não queria...). Pois bem, cometi o pecado da carne pela vez primeira. E, depois disso, outras tantas vezes. Descobri que estava "curado" de meu vegetarianismo de nascença e, afinal, poderia participar dos churrascos com os amigos, sem fazer cara de nojo.

Pois bem. Devo dizer que, apesar de poder comer carne hoje em dia, daria tudo para voltar à época em que ela era algo totalmente rejeitado pelo meu organismo. Eis que acredito que a carne é bastante prejudicial aos seres humanos. Não apenas porque a produção de bovinos tornou-se um dos maiores problemas mundiais na questão da poluição e desmatamento, mas por outros fatores de saúde e ainda comportamentais.

Quando se leva um pedaço de carne à boca, estamos absorvendo uma série de toxinas terríveis (além de resíduos de pesticidas e vários outros elementos químicos), as quais no decorrer dos anos, tornam-se responsáveis por inúmeras doenças que desenvolvemos. Além de quê, lembre-se, consumir carne é degustar o cadáver de um animal morto e que está em decomposição. Quando ingerimos qualquer pedaço de carne, é preciso levar em conta que ela vai demorar um bom tempo para ser digerido dentro de nosso organismo e, durante o período que for, a carne segue em seu processo de deterioração.

Mas, afinal, meu propósito nessa postagem não é o de levantar bandeiras pelo vegetarianismo, como faz a organização Peta. Apenas fazer uma constatação: antes de começar a ingerir carne (coisa que não faço com muita frequência, de qualquer forma), eu era extremamente pacífico, sempre em paz, sempre mais leve. Após, me tornei mais afeito às pequenas irritações, estresses etc. Portanto, talvez seja devido a grande quantidade de zinco, ferro e certas proteínas, mas creio que as proteínas contidas na carne são estimuladoras de um comportamento mais agressivo no ser humano. Ou, sentenciando: creio que as proteínas contidas na carne ajudam a despertar um comportamento mais violento no ser humano, ao passo que pessoas vegetarianas ou que consomem pouca carne são mais calmas. Minhas declarações não estão sustentadas em qualquer embasamento científico, é coisa da minha cabeça apenas. Mas, sim, estou convicto disso.

Talvez seja loucura da minha parte, mas é uma reflexão que me cabe como um ex-vegetariano que cometeu o pecado da carne e procura se regenerar disso.


A foto acima é só para ilustrar essa postagem. E se nós fôssemos alimento para outros seres?

Atenção, prefeito Júlio Ruivo!

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A foto que ilustra essa postagem não existe. Trata-se de uma montagem, onde recortei uma foto do protótipo de Maria-Fumaça que está localizada no Distrito Industrial de nossa cidade (monumento que muitos nem sabem que existe) e inseri numa imagem junto da praça em frente ao prédio da Viação Férrea.

Mas e o que é que tem a ver uma coisa com a outra? Tudo. Acontece que a Prefeitura de Santiago está reformando o antigo prédio da RFFSA (a saber, a estação de trem, que esteve abandonada durante anos) e pretende estruturar no local a Casa do Conhecimento, que agregará diversos espaços culturais, como exposições de fotos, museu, salas de vídeo, artefatos diversos etc.

Portanto, eis que teria tudo a ver tirar o protótipo da locomotiva que está perdida lá no Distrito Industrial e colocá-la aí, onde despertaria maior interesse dos visitantes, tornando-se um atrativo a mais nesse complexo cultural que a Prefeitura pretende conceber.

Vejamos: pode ter quem diga "ah, mas pra quê tirar a Maria-Fumaça lá do Distrito Industrial". E eu respondo "porque sim". Aí no largo da Estação Férrea ela faria mais sentido.

Até mesmo porque, onde está atualmente localizada serve como um mero adereço para quem cruza pela movimentada BR 287.

Então, paro de falar por aqui. Alô, prefeito Júlio Ruivo, olhe pra fotografia acima: a imagem diz tudo o que tentei dizer até aqui, com o propósito de fazer essa sugestão.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Revista em quadrinhos é leiloada por U$ 1 milhão de dólares

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E quem foi que disse que revistas em quadrinhos não valem nada? Num leilão nesta semana, a primeira edição da revista Action Comics, lançada em 1938, alcançou a estratosférica quantia de US$ 1 milhão de dólares!!!!!!
Mas o que tem essa revista para valer tanto? Foi justamente essa publicação que revelou ao mundo o Super-Homem, personagem criado pelos jovens Jerry Siegel e Joe Shuster, que o venderam por uma bagatela para a editora. O personagem, como todos sabem, se tornou propriedade da DC Comics e mais tarde da Warnes Bros, tornando-se o mais popular de todos os tempos e rendendo muito dinheiro em diversas mídias (cinema, televisão, DVDs, livros, jornais, revistas, camisetas, brinquedos etc).

Informações nerds:
No cinema, foram quatro filmes estrelados por Christopher Reeve e um por Brandon Routh. Há poucos dias, a Warner contratou o diretor Christopher Nolan (de Batman Begins e o Cavaleiro das Trevas), para ser o consultor criativo do próximo filme do Super-Homem, que tem até o ano de 2013 para estrear ou nada feito. Acontece que, após essa data, os direitos do personagem no cinema serão integralmente revertidos para os herdeiros de seus criadores.

No filme Superman o Retorno, de 2006, tem uma cena que homenageia a capa do primeiro número da Action Comics. É quando o Súper apanha um veículo descontrolado, dirigido por uma personagem e o coloca suavemente no chão em meio a multidão, sendo fotografado por um garoto, que saca o telefone celular.

Auditório Cultural Caio Fernando Abreu

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Quem me conhece - e talvez quem acompanhe meu blog- sabe que eu não sou o tipo de "coruja que gaba o próprio toco". Ou seja: não sou de ficar falando o que eu fiz de bom ou de bem e blá, blá, blá. Portanto, me perdoem: esse post será uma excessão - (atualização: o blogueiro Júlio Prates me alertou do erro que deixei, despercebido. O correto é exceção. Mantenho o erro e faço a correção aqui nas entrelinhas)- porque quero demonstrar minha felicidade de ver uma ideia minha se tornando concreta.

A foto acima, que ilustra essa postagem, foi retirada do site da Câmara de Vereadores de Santiago e mostra uma obra sendo feita. Ocorre que o prédio que aparece na foto está localizado ao lado do prédio da Câmara e estava em desuso há um bom tempo. Lá em 2007, esse mesmo prédio esteve em vias de ser demolido, de ser colocado abaixo, meramente para se tornar um estacionamento...

Pois bem. Na epoca, eu sugeri aos vereadores (e isso isso foi publicado no jornal Expresso Ilustrado e também comentado na Rádio Santiago) que o referido prédio não fosse demolido e, sim, reformado e adaptado para que se transformasse num auditório multicultural. E ainda sugeri que fosse colocado o nome de Caio Fernando Abreu, escritor santiaguense que até então, pouco reconhecimento obteve de seus conterrêanos.

Ocorre que nossa cidade possui um déficit de espaços para apresentações de teatro, dança, palestras, reuniões etc. E o prédio em questão se tranformaria na melhor localização possível para um ambiente cultural.

Enfim, resumo da ópera: Os vereadores Nelson Abreu e Miguel Bianchini foram os únicos que me deram ouvidos em 2007 e somarem-se a essa proposta. Bem como o prefeito na época, o Chicão.

Calhou a sorte do Nelson Abreu se tornar presidente da Câmara em 2008 e do Bianchini o sucedê-lo em 2009. E ambos tiveram papel decisivo para que o auditório multicultural viesse a se tornar uma realidade. O Nelson Abreu economizou mais de R$ 130 mil reais de seu orçamento para essa obra. E o Bianchini também não mediu esforços e nem economias para que esse projeto saísse do papel, tendo o apoio e a sensibilidade de nosso atual prefeito, o Júlio Ruivo.

Graças ao trabalho deles, eis que o Auditório Multicultural Caio Fernando Abreu vai se tornar uma realidade em Santiago, com seu palco e seus mais de 200 lugares. E eu não posso esconder a minha felicidade de ter sido um dos idealizadores dessa ideia, que mostrou-se boa, afinal. Porém, devo ressaltar: de nada adianta uma boa ideia, se não há pessoas sensíveis e com visão de futuro à frente de algum empreendimento.

Nesse sentido, ao mesmo tempo em que relembro (feliz, devo dizer) minha participação nesse processo, é preciso render mesuras para os vereadores Nelson Abreu, Miguel Bianchini e Davi Vernier (que acaba de assumir a presidência da Câmara e é um atuante líder e incentivador cultural) e também ao prefeito Júlio Ruivo e ao ex-prefeito Chicão.

Nossa cidade ganhará uma maior identidade cultural com esse Auditório. E o escritor Caio Fernando Abreu terá, afinal, o reconhecimento merecido de sua gente com uma obra que fincará o seu nome em nosso solo.

Me perdoem os amigos que lêem esse blog, acaso eu esteja demasiadamente "gabola" em minhas reminiscências. Mas sou humano e, como tal, não posso deixar de me sentir feliz por ter sido, de alguma forma, útil e contribuído com minha cidade através de uma simples ideia.

O Nascimento de Vênus

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Essa é uma das pinturas que eu mais admiro e, apesar disso, nunca consegui encontrar uma reprodução satisfatória para ter. Me mordi de raiva por ter perdido uma edição da excelente coleção Pinacoteca Caras em que foi oferecida essa obra, intitulada o Nascimento de Vênus e que é de autoria do artista italiano Sandro Boticelli.

Especula-se que tenha sido produzida por volta do ano 1483, sob encomenda para um burguês da época. No quadro, a deusa Vênus emerge de uma concha. De um lado, dois anjos voam abraçados, sendo que um deles está soprando sobre Vênus. Do outro lado, uma mulher "corre" para cobrir-lhe a nudez com um manto bordado de flores.

O que acho lindo nessa pintura são os traços delicados do autor, que em todas as suas obras confere dedicação especial às personagens femininas, compondo formas sinuosas e olhos sempre marcantes. Não sou especialista em pintura e tampouco intento ser, mas sempre que pouso meu olhar sobre essa pintura, o que me encanta é a pureza na face da deusa.

Lorotas que os supermercados nos contam...

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Tem coisas que são realmente uma palhaçada. Ou melhor: há certos circos que são armados, especialmente em algumas grandes empresas, para fazer os consumidores acreditarem naquilo que é dito (ou escrito), quando o propósito é nos fazer passar por palhaços. Como eu não gosto dessa coisa vaga de dizer que "tem pessoas que" ou tem "lugares que", já vou dizer direto:

A Rede Vivo. É, sim. A rede de supermercados aí da cidade. Outro dia, entrei na Rede Vivo junto com meu amigo Sidi. Como portava meu notebook, fui deixá-lo depositado no guarda-volumes, a fim de estar com as mãos livres para fazer compras. O Sidi ainda me aletou: "tu é louco de deixar teu computador aí. Ouvi dizer que tem gente que já perdeu coisas que foram retiradas daí", disse-me.

Nesse caso, explicou meu amigo, suspeitou-se que alguém teria feito uma cópia da chave de alguns armários (afinal, é só entrar, pegar uma chave e sair para voltar a hora que quiser...) e fez a limpa num armário, enquanto o cliente fazia as compras.

Até aí, não se duvida de nada. A malandragem alheia é algo realmente criativo - é preciso admitir isso- que se não duvida que tal história seja mesmo real (ou não passe de mito urbano...). De qualquer forma não é da malandragem dos malandros que quero falar. E, sim, da malandragem do próprio supermercado (e de supermercados que fazem o mesmo....), o qual ostenta um cartaz grudado no guarda-volumes onde está escrito bem grande que "o estabelecimento não se responsabiliza pelo eventual sumiço de algum pertence", algo assim.

Façamos uma leitura, além do que nos diz o cartaz. Quando a Rede Vivo diz que "não se responsabiliza por eventual sumiço", está também dizendo que não oferece segurança para os seus clientes e reconhecendo que o serviço oferecido é falho. Tão falho, a ponto de um cartaz precisar alertar isso. Mas, fazendo um salvo-conduto para o supermercado, é também preciso reconhecer que sempre pode haver algum cliente bocaberta que carrega a chave do armário, perde e outro encontra e, assim, toma posse daquilo que estava por ali. Em casos assim, o cliente é que foi negligente. Cada caso é um caso...

Ainda há outra leitura: se um estabelecimento oferece um serviço de guarda-volumes como atrativo para que você possa fazer suas compras, é claro, é óbvio e é cristalino que ele deve sim se responsabilizar pelo que é depositado ali. Um cartaz desse tipo é uma forma de enganar o consumidor e chamá-lo de palhaço. "Esqueça, se você perder o que é seu, azar. Não temos nada que ver com isso".

Pois bem. Deixei meu notebook lá no guarda-volumes e caso ele tivesse sumido, é bem provável que eu tocaria o horror para cima do grupo da Rede Vivo. Quaisquer supercado que possui guarda-volume deve se responsabilizar pelo que está confiado ao espaço que o estabelecimento oferece. A mesma regra vale também para o estacionamento do supermercado. Se você estacionar seu carro por lá (ou em qualquer outro estacionamento de mercado) e o seu carro for roubado, o mercado é responsável e deve indenizar o consumidor.

Da mesma forma que uma empresa de ônibus ou um aeroporto é responsável, caso extravie os pertences de seus clientes. Afinal de contas, você está pagando pelo serviço que a tal empresa oferece. E esse serviço inclui a segurança dos seus bens.

Até porque, experimente quebrar uma garrafa de vinho ou um copo dentro do mercado ou qualquer outra coisa. Você terá de pagar por aquilo, mesmo que tenha sido um acidente. E, me diga, porque você assume uma responsabilidade ao entrar no mercado e ele não arca com as que lhe assiste, por lei?

Por fim, voltando ao assunto do guarda-volumes, não vou radicalizar tanto com a Rede Vivo, mas sim, dar sugestões. O Supermercado é, sim, responsável pelo que estiver depositado ali. Portanto, deveria manter um funcionário cuidado desse setor. Ou ainda: manter câmeras voltados para o guarda-volumes. Ou ainda, fazer como é feito no Big, em Santa Maria ou outros grandes mercados: ter um setor só para ensacar aquilo que o consumidor traz com ele (bolsa, sacola, mochila etc), possibilitando que ele possa andar dentro do mercado sem precisar depositar seus pertences em algum lugar. Especialmente nos guarda-volumes de supermercados que "não se responsabilizam por isso"...

O cartaz na Rede Vivo é só uma lorota de gente muita viva...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Cafezinho poético neste sábado

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Logo mais à noite, às 20h, vai estar acontecendo a 18ª edição do Cafezinho Poético, tendo por local o Centro Cultural (na rua Pinheiro Machado, próximo do Banco do Brasil). Trata-se de uma reunião aberta, onde pode ir quem quiser, para debater sobre literatura, cultura e quaisquer outros assuntos que surgirem.

O evento é promovido pela Casa do Poeta de Santiago que completou um ano e já está com um belo saldo. Foram 18 cafezinhos poéticos, 01 maratona cultural, 01 Fórum de Literatura e o lançamento de 02 livros. Para 2010, a Casa do Poeta tem muitos outros projetos e conta com a participação dos escritores locais, que são convidados indistintamente de classificação social ou literária. Todos tem voz e vez, basta participar. A Casa do Poeta é presida pelo amigo Giovani Pasini.

O que trouxe alguns internautas até aqui (4)

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E, com vocês, mais algumas expressões de busca digitadas no Google e que trouxeram alguns internautas até esse blog que vos fala. Lembrando que as palavras-chave estão em negrito (mantida a escrita original) e os meus comentários em itálico. Sejam sempre bem-vindos:

  1. cem mil fotos de mulher pelada- Acho que alguém quer criar cabelos na mão....
  2. tom coelho quiz dizer com a fraseo futuro não e o lugar paraonde estamos indo- Tem gente que gosta de dialogar com o Google...
  3. robert pattinson tem nojo das partes intimas das mulheres- Eta, eta, eta!! O Robertt Pattinson não gosta é de...
  4. letra de musica que tenha esse refrão o que pensa que eu sou sinão sou que pensou do dja- Tem razão. Gostar desse tipo de coisa não é uma sina. É um sinão!
  5. joss stone calcinha- Ele tá de olho é na butique dela!
  6. borboleta gay- Esse levou a sério a gíria "borboletear"
  7. jaqueline msn- Não tenho. Mas se tivesse, eu não dizia.
  8. paozinho quente do alegrete porno- Prêmio de pesquisa mais inusitada.
  9. fantasia de lobisomem para vender- Esse aí quer ser o terror da cercania onde mora...
  10. descobri que sou gay- Parabéns. Agora, faça uma assinatura da G Magazine.
  11. cebola irmao de marcio brasil- Faca nesse cebola.
  12. eta guria chata- Eta busca de mineiro...
  13. frases de fila de supermercado- "Esse mercado é uma merda". "Essa fila não anda". "Essa funcionária é uma imbecil". "Eu vou falar com o gerente". "Eu nunca mais boto os pés aqui". "Eu não quero bala de troco". "Eu quero meu um centavo que sobra". E por aí vai...
  14. marcelo brasil e marcio brasil- Dupla 'sertanojo?'
  15. pizzaria comilona santiago- O telefone da pizzaria do Davi é 3251-9000. Ô, Davi. Me manda uma pizza!
  16. cantor marcio brasil- O que é isso, pessoal? Só porque eu arrisco no Karaokê do bar Flashback? Não é para tanto...
  17. julia 40 minutos de sexo explicito- Tá fraquinha essa Júlia, hein?
  18. a central fm 87.9, de caratér comunitário- Rádio do meu amigo Éldrio Machado.
  19. eguas tostadas avenda- Olha que interessante: o burro quer vender a égua...
  20. desperdício de água é crime- Concordo. E o Google, o que disse?
  21. mulher pelada- Uma pesquisa clássica.
  22. luiza brunet playboy- Minha eterna musa.
  23. luiza brunet totalmente pelada- Esse "totalmente pelada" seguido do nome Luíza Brunet me deu tesão. Vou achar a Playboy dela...
  24. carros decorrida tocamdo som - Santa ignorância...
  25. lobisomem sao sepe- Não deixa o Pasini ler. Ele tem medo de lobisomem.
  26. blog marcio braasil- Que bom que você achoou...
  27. melhor filme para o dia da mulher- Sugestões? Erin Brocovich, O Sorriso de Mona Lisa, Amélia ou Escritores da Liberdade.
  28. a letra da musica da balacobacu- Vou eu saber...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"Jesus Cristo era gay!"

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Preparem as suscetibilidades mundo afora. O cantor britânico Elton John será crucificado pelos próximos dias, possivelmente semanas, talvez meses. É que ele deu uma entrevista para a revista americana Parede, onde disse que, para ele, Jesus Cristo era homossexual.

- Acho que Jesus tinha muita compaixão, era um homem gay superinteligente, que entendeu os problemas da humanidade. Jesus queria que nós amássemos e perdoássemos. Não sei o que faz as pessoas serem tão cruéis. Tente ser uma lésbica no Oriente Médio- é melhor estar morto.

Foi essa, textualmente, a frase de Elton John. Agora, você já sabe: católicos, evangélicos e homofóbicos do mundo inteiro vão se ofender com a opinião subjetiva do cantor e cair na cabeça dele, sabe-se, é assumidamente homossexual.

Todo mundo vai dizer que Jesus Cristo não era gay coisa nenhuma (apesar de que ninguém estava lá para saber se Cristo era ou não ou se realmente existiu. Eis o mistério da fé...). Vai ter gente quebrando CDs e queimando fotos do Elton John e não duvide que alguns outros escrevam um bilhete com o nome dele e costurem na boca dum sapo. É o tal mundo politicamente correto, onde não dá para ter uma opinião diferente do que o da unamidade. Veja o caso aí do cantor Nei Lisboa que ousou criticar a música gaúcha e sofreu uma enxurrada de críticas.

A todos os carcereiros do livre pensar, dedico a canção Another Brick In The Wall, do Pink Floyd. (Clipe abaixo)


Cenas da minha vida...

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Já trabalhei numa locadora. (Entendeu porque sempre falo de filmes no blog?)

Já fui o último a saber de alguma coisa...

Antes de sair de casa, me olho mil vezes no espelho. Já cheguei a quebrar um espelho com a mente (e o pior é que é verdade. Qualquer dia conto essa história...)

Já fiz teatro, participei de oficinas e escrevi peças. Aliás, me criei dentro do Centro Cultural e da Biblioteca Municipal.

Adoro tomar café e ler. Aliás, tenho o hábito de comer lendo alguma coisa...

Sou meio metido a político. É por isso que adoro ficar discursando e dando ideias disso e daquilo...
Já fui bombeiro por um dia. E o pior é que verdade...

Sou exibido. É por isso que enfiei essa foto aqui...

Gosto de jogar cartas. Pôquer e canastra é comigo. Mas não sou parceiro para truco...

Já viajei por metade do Rio Grande do Sul...

Gosto de usar roupas pretas e adoro ouvir rock nacional e internacional...

Já vivi fases brabas na vida. Mas nunca roubei galinha, como sugere a foto...

Já estive no Egito (tá, isso é mentira. A foto é uma montagem...)

Gosto de falar sobre filmes, música e quadrinhos...

Estudei na escola municipal Sílvio Aquino.... (Nessa foto, eu tava fazendo uma visita)

Já fui preso pela Brigada Militar (mas de mentira. Quer saber mais: clique aqui)

Sou metido a escrever contos, crônicas e outras coisas.