sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Marcelo Diello: artista humilde mesmo

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Há um ditado que sentencia: "O artista vai aonde o povo está". Mas em Santiago (minha cidade) não há quem siga isso mais ao pé da letra do que o cantor Marcelo Diello Moro. Aos finais de semana ele se apresenta nos palcos da região. Nos demais dias ele sai de porta em porta vendendo o seu disco. "Já vendi centenas de CDs assim. Não tenho vergonha de fazer isso, pois esse é o meu trabalho, meu ganha-pão. Tenho orgulho de vender meu CD", ele diz.

Marcelo já vendeu centenas de cópias de seu CD, "Nova Estação", no qual interpreta canções românticas escritas por ele. Há alguns meses, quando anunciou sua participação na Garagem do Faustão, obteve reconhecimento maior pelo seu trabalho, lembrando do carinho com que foi recebido em Jaguari, onde vendeu mais de 70 CDs em apenas num dia.

A carreira do músico iniciou aos 15 anos, quando aprendeu a tocar teclado e violão. De lá para cá, foi se aprimorando e hoje é também professor. Ajudou no coral da Terceira Idade e ensinou música para crianças. Marcelo também teve diversas profissões: deu aulas de biscuit, foi recepcionista de hotel e vendeu carros, entre outras atividades. Mas é na música que ele se sente completo. "Gosto muito de cantar. Seja para um público grande, para uma só pessoa ou para mim", ele diz.

O Marcelo já se apresentou em quase todos os bares de Santiago, sendo que há pouco foi a atração no Flashback. Também fez shows em São Luiz Gonzaga e no shopping Monet, em Santa Maria. Para contratá-lo, o número é 9922-2532.


Conheça o trabalho do cantor acessando: www.myspace.com/marcelodiellomoro

Homens que Encaravam Cabras

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Um general encara uma parede fixamente. Tamanha é a sua concentração que ele chega a suar. Ele levanta, sem tirar os olhos de seu objetivo. E avisa: "Vou até o escritório ao lado." E sai em disparada de encontro a parede. Tamanho é a batida que o militar cai no chão, decepcionado. A tela escurece e surge a frase "há mais verdade nisso do que você acreditaria..."

São os primeiros segundos do filme Homens que Encaravam Cabras, que trata sobre a existência de uma unidade militar que tinha por objetivo desenvolver poderes paranormais. Homens que fossem capazes de atravessar paredes, mover objetos, "quebrar" nuvens ou, simplesmente, matar uma cabra só com a força do olhar.

Foi um dos melhores filmes que vi neste ano (tudo bem que o ano recém começou...) e conta com um elenco excelente. A começar por George Clooney (de quem já me declarei fã), Ewan McGregor, Kevin Spacey e Jeff Bridges.

Trata-se de uma sátira que revela, mesmo que através de uma comédia, uma operação que realmente teria sido desenvolvida pelo exército americano. Só que é aquele tipo de coisa que parece um boato, se torna lenda e, por fim, é tido como mentira. A certa altura do filme um personagem militar explica para outro que os russos teriam criado um programa para desenvolver um exército de soldados super-humanos. Só que os russos só fizeram isso porque acharam que os americanos é que teriam feito um semelhante. E é, então por isso que os americanos decidem fazê-lo, porque os russos o fizeram e seria inconcebível que alcançassem êxito nisso antes dos americanos. (Como disse, é uma sátira. E inteligente.)

Para quem não sabe, durante a II Guerra Mundial, o líder militar Adolph Hitler fez inúmeras experiências tentando fazer uso da paranormalidade, de forças sobrenaturais e foi incansável para tentar descobrir vidas em outros planetas. Tais forças não são descartadas pelo Exército americano, que também desenvolve programas específicos. Porém, não o fazem de forma aberta, claro. São coisas desacreditadas pela maioria das pessoas e obviamente condenadas pelos religiosos.

Voltando ao filme, Ewan McGregor é Bob Wilton, um jornalista fracassado, que decide ir para o Oriente Médio em busca de grandes histórias (e especialmente para recuperar o respeito da ex-esposa). Lá, ele se descobre pouco corajoso para ser correspondente de guerra. Mas acaba conhecendo Lyn Cassidy, um militar interpretado por George Clooney, que diz possuir poderes psíquicos (ou melhor, afirma ser um guerreiro Jedi) e parte numa missão, sendo acompanhado pelo repórter Bob (Lembrem: McGregor foi Obi-wan Kenobi, um jedi, na saga Star Wars. Eheheh)

O filme é ótimo e é uma grata surpresa. Numa época em que mais se vê adaptações de livros, HQs ou remakes, Homens que Encaravam Cabras surge com uma história diferente e criativa. Justamente porque não se baseia em ficção, mas em fatos verdadeiros.

O elenco está espetacular, a começar pelo brilhante Clooney, que sempre se dá muito bem fazendo comédia. E há também Jeff Bridges, que está incrível como o líder dos soldados paranormais e Kevin Spacey, que faz um soldado invejoso. Homens que Encaravam Cabras carrega no humor negro, na crítica política, e nas interpretações exageradas.

Por fim, gostei tanto do filme que vi ele passar rapidinho e pensei que poderia render muito mais história. Me fez pensar, até minha cabeça doer. Aliás, foi como se uma parede tivesse batido na minha testa e dito: "acorda. Tem mais verdade nisso do que você acreditaria"...


Assista o trailer:

O que trouxe alguns internautas até aqui? (2)

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Como já disse, gosto de conferir as expressões de busca que trazem leitores distantes ao blog. São pessoas que, em algum lugar nesse pequeno grande planeta, digitaram alguma coisa no Google e- vualá- vieram parar aqui. Confira, abaixo, algumas expressões, mantidas em suas grafias originais (o que estiver dentro de parênteses, é coisa minha):

  • cobra morre esmagada no capo do carro (Como é que esse bicho foi parar no capô do carro? É uma cobra voadora?)
  • hoje num tô a fim (Seria uma esposa procurando uma desculpa para dar ao marido, ou melhor, para não dar?)
  • site de sexo disfarçado (Deve ser daqueles que você clica num bichinho da Disney e- tcharam- aparece a Britney Spears. Sem calcinha)
  • sugestão de trotes (Pocototó, pocotó, pocotó...)
  • aperto de mãos (Há vários tipos de apertos de mãos: o do Vulmar, o do Bianchini e o do Sobrosa...)
  • nome da primeira mulher a aparecer nua no cinema do brasi (Se não me engano, foi a Norma Bengell)
  • lider de torcida (como procuram isso, hein?)
  • melhores desenhos de tatuagens de sargitarianos (Hmm. Deve ter sido alguém do signo de 'Sargitário'. Como eu)
  • bolinhos fritos (Adoraria saber fazer. Melhor coisa para comer numa tarde chuvosa...)
  • pc tattoo (Várias pessoas procuram por isso. Vou ter que ganhar uma tatuagem grátis de meu amigo PC)
  • papel de parede gay (Digita aí no Google Imagens: Robert Pattinson)
  • padroeira de Santiago (Enadir Vielmo)
  • significado mistico da cigarra (Imagino que para uma pessoa pesquisar isso é porque deve ter fumado um "daqueles" cigarros...)
  • 2012 o filme (É tão ruim quanto o fim do mundo...)
  • pc tatoo studio (Tô dizendo, PC...)
  • como fizeram as cenas de Sam Worthington paraplégico em avatar? (Simples: disseram que ele sabia atuar. E ele acreditou)
  • "pesqueiro chapadao", jaguari (Por incrível que pareça, a Cátia mudou o nome. Agora é Reserva Cerro do Chapadão)
  • como combater virus humanos (Com bombas atômicas)
  • comer raçao de cavalo (Mas que animal...)
  • em americana "secretaria de cultura" amante do diego (Viu só? Agora eu sei que em Americana (SP) a secretária de Cultura é amante do Diego. Aizá Diego)
  • contos macio brasil (RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR)
  • evolução da imprensa (Quem disse que a imprensa evoluiu? Ela surgiu da costela de um quero-quero...)
  • quero ver a cidade de santiago rs (Open your eyes)
  • como é santiago em fevereiro (Parada que nem água de poço...)
  • o pau do pablo (Seja feliz em tua pesquisa, meu amigo (a))
  • quero ver de novo na internet o dia em que passou no fantastico os videos do sol abrasador rachando o leito dos rios secos sem um pingo de agua (Troféu de mais longa pesquisa com palavras-chave)
  • flegra amadora mostrando a calcinha (Que feio olhar para as calcinha alheias)
  • mulher pelada (Certamente a conjunção de palavras mais procuradas na internet brasileira...)
  • Luiza Brunet nua gratis foto (Grátis? Eu pagaria para ver Luiza Brunet nua!)
  • pc studio tattoo santiago (Ah, PC! Eu mereço mesmo uma tatuagem grátis...)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sou fã do George Clooney

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Sou fã do ator americano George Clooney. Não só por ele ser um cara cool e "pegar" as mulheres mais bonitas no cinema e fora dele.

Mas sou fã do artista que ele é. Tanto, que assisti mais de vinte filmes estrelados por ele (a saber: Amor Sem Escalas, Queime depois de ler, O amor não tem regras, Conduta de Risco, Treze homens e um novo segredo, Boa noite e boa sorte, Syriana - A indústria do petróleo, Doze homens e outro segredo, O Amor custa caro, Pequenos espiões 3, Solaris, Confissões de uma mente perigosa, Onze homens e um segredo, Pequenos espiões, Mar em fúria, E aí, meu irmão, cadê você?, Três reis, Irresistível paixão, O Pacificador, Batman & Robin, Um dia especial e Um drink no inferno)

Enfim, Clooney era considerado um atorzinho de quinto escalão, do tipo que participava de filmes mequetrefes como O Retorno dos Tomates Assassinos. Ele iniciou sua carreira lá pela segunda metade dos anos 80 e demorou muito para ter qualquer tipo de sucesso. Não se sabe se chegou a passar fome, mas considerando as péssimas produções em que atuou antes de chegar à televisão, não é de se duvidar. Na metade da década de 90, foi então que ele chegou até a série Plantão Médico, onde interpretava um dos personagens principais.

Já ali ele apresentava as características que o tornaram famoso, o charme arrebatador, o sorriso de canto e as meneadas de cabeça. Porém, nada disso apontava que ele se tornaria um dos atores mais influentes do cinema. Nem tampouco os filmes que veio a estrelar em seguida: Drink no Inferno foi considerado mediano e cult. Batman e Robin foi considerado um desastre.

A carreira de Clooney começou a se delinear com Irresistível Paixão, conquistou respeito com Mar em Fúria (que eu vi no cinema), divertiu com E aí, meu irmão cadê você?, arrebatou com Três Reis e consolidou-se em definitivo com Onze Homens e Um Segredo.

A partir daí, cada filme estrelado por Clooney se tornou um acontecimento. Ainda mais, com ele dando início a uma bem sucedida carreira como diretor, já lhe valendo inclusive indicações ao Oscar nessa categoria.

Mas o prêmio máximo do cinema também deu as caras na vida do ator, que venceu na categoria de coadjuvante com Syriana-A Indústria do Petróleo. Ele voltou a frequentar a festa da academia ao conquistar ainda mais respeito como intérprete com o tenso Conduta de Risco, sendo indicado a Melhor Ator. E ao que parece, George Clooney vai voltar à festa do Oscar por sua brilhante interpretação no ótimo Amor Sem Escalas. E não duvide que ele seja o merecedor do prêmio como Melhor Ator.

Escrevi tudo isso para justificar minha admiração por Clooney como artista. Agora, quero dizer que o admiro também como ser humano. Eis que não raras vezes, ele usou de sua influência na mídia para abordar assuntos que muitos outros preferem nem tocar. Clooney não. Ele costuma tocar na ferida e dar palpite sobre política, sobre guerra, meio ambiente, miséria humana e sobre a responsabilidade que todos temos no mundo em que vivemos.

Demonstrando mais uma vez seu engajamento, na semana passada ele organizou uma maratona de shows junto com a MTV americana, intitulada Esperança para o Haiti. Usou de toda a sua influência e atraiu artistas como Shakira, Madonna, Beyonce, Nicole Kidman, Jack Nicholson, Julia Roberts e muitos outros cantores, cantoras, atores e atrizes. O objetivo era de arrecar dinheiro para ajudar os sobreviventes do Haiti.

O resultado: foram arrecadados mais de U$ 57 milhões de dólares. A tragédia haitiana obteve um alento na união de tantos artistas em prol de um objetivo humanitário. E a ideia partiu de George Clooney, que ganhou ainda mais minha admiração por seu exemplo e atitude.

Visitante emocionada

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Na semana passada, aconteceu em Santiago o I Fórum Latino Americano de Literatura, promovido pela Casa do Poeta. Participaram escritores da Argentina. Paraguai e de várias cidades do Rio Grande do Sul e Brasil. Os escritores santiaguenses que deixaram de ir perderam um grandioso evento. Confira, a seguir, um depoimento emocionado da escritora Marilene Teubner, que veio de Urânia, interior de São Paulo, especialmente para o evento em Santiago. Suas palavras:


"Santiago terra dos poetas
Recebi o convite da Casa do Poeta de Santiago no dia 05 de janeiro de 2010. A primeira reação ao ler o convite foi... Não poderei ir. Menos de 15 dias para levantar verbas e providenciar passagem para um lugar tão distante de minha realidade.

Dias depois e aquele convite permanecia vivo em minha mente.

E eu pensava porque Santiago, porque quero ir para lá?

Num impulso, faltando apenas uma semana, decidi que eu deveria ir e enfrentar todos os obstáculos. Pedi apoio à prefeitura e arrecadei com meus irmãos e através de rifas o suficiente para completar o dinheiro das passagens.
Eu tinha que ir, estava decidido.

Depois de alguns imprevistos e mais de 20 horas de viagem chego a Santiago cansada e intrigada com minha decisão.

Primeiro dia de fórum, nada mais inspirador do começar alimentando a alma com o som de violinos e conhecer o jornal Letras Santiaguenses que a 14 anos circula levando aos leitores páginas e mais páginas de poesias. Giovani Pasini, presidente da casa do Poeta dá inicio às atividades da noite e apresenta sua nova diretoria, jovens compromissados com a literatura, visivelmente exposta na interpretação emocionante de Márcio Brasil no texto “ Raiz do Pampa” de Caio Fernando Abreu. Deixando bem claro que é necessário buscar nas próprias raízes a energia para superar limitações.

Naquele momento, entendi o porquê eu esta em Santiago.

Fernanda Ramos, uma linda gauchinha, entra com tarjes típicos mostrando seu talento e amor por sua terra em uma dança regional.

Giovani e pura emoção e segue com sua proposta do intercâmbio cultural. A noite e encerrada com a conferência do poeta argentino Esteban Adab.


Segundo dia de fórum:
Eduardo Galeano fala em nome da (CILAM) Centro de Integração Latino-Americana agradecendo a presença de todos e acentuando a importância cultural do I fórum Latino-Americano de Literatura.

A mulher poeta em evidencia
A psicóloga Nilza Terezinha Capiem de Figueiredo leva ao fórum um tema emocionante através do livro Cooperativas Sociais Alternativas para Inserção

Sua luta é pela inclusão. Mostrando capacidade e limitações dando oportunidades através da cooperativa.

A menina Ellen Barbosa Ramos mostra que não há idade para ser poeta..ela iniciou seus primeiros versos aos 8 anos e aos 14 lança seu primeiro livro “Pra não te esquecer, meu Rio Grande.

Inspirada na guerra dos farrapos descreve em versos a batalha dos heróis de sua terra.

Brigido Bogado, escritor paraguaio. com sua voz calma inicia sua palestra em guarani homenageando assim seus antepassados.

Não há um som a mais em todo o auditório. apenas ele com seu olhar meigo, verdadeiro de uma transparência envolvente transmitindo a importância da alma.

Sua mensagem final e para que as pessoas aprendam como seu povo a descobrir a simplicidade do viver que envolve “amor, alma e coração” equilibrando e dando harmonia a natureza.

Uma pausa, e todos saem do auditório querendo uma cópia do depoimento de Bogado. As atividades da tarde é aberta por apresentação musical atual de MPB

Em seguida Sr Joaquim Moncks, coordenador Executivo da POEBRAS, fala do povo gaúcho, suas lutas e tradições, de sua paixão pela poesia,suas andanças lembrando aos colegas escritores da importância de se ler sempre mais e mais. E deixa claro que todos os poetas são condenados a pensar e que o poeta nasce poeta e o escriba se faz.


O Sr Miguel Angel Ferreira, argentino, apresenta seu livro e diz que “Não se deve escrever por escrever, a poesia tem seu papel social.”


Aledir Bristot professora, escritora e presidente da casa do Poeta de Passo de Torres abre sua palestra ao lado de seu marido, Valter Roxo cantando a musica que fez para homenagear a cidade de Santiago levando o publico ao delírio.

Em seguida fala do papel da mulher das limitações da diferença entre o homem e mulher.

Fala que é necessário se assumir e não ter vergonha de falar sozinha anotando o que vem a mente...é assim que nasce a criação poética.


Novamente a mulher poeta é representada e desta vez apresentada pelo vereador de Virasoro, Argentina. Geraldo nos fala que não é o rio que nos separa e sim a ponte que nos uni. Deixando a palavra com Celinas Perez e Maria Del Carmen que falam do grupo de 14 mulheres unidas pela arte da escrita que se encontram uma vez por semana para realizar atividades culturais. Mostrando a garra e determinação da mulher argentina
Aledir Bristot novamente é convidada a se apresentar e com uma canção italiana leva Giovani Pazini às lágrimas e junto com ele todos os presentes.

Giovani ainda emocionado agradece e explica o motivo das lágrimas...era a musica que seu pai “falecido há poucos meses” mais gostava de cantar.

Ao som das palmas e comoção geral Giovani se retira por alguns momentos voltando em seguida para encerar o segundo dia do fórum convidando os participantes para um jantar de confraternização.

Antes do jantar um passeio cultural e desta vez conheço a rua dos poetas, prefeitura, centro, museu e viajo na historia de Santiago na voz de Rodrigo Neres, e nem percebo o avançado da hora.


No hotel apresso o passo num banho rápido, arrumo a mala, deixo tudo pronto pois sei que não tarda a hora de partir.
Entre tantos novos amigos me sinto enriquecida. Observo um a um procurando gravar em minha mente seus sorrisos.
Com o coração apertado não pude deixar de me emocionar com os versos do Sr Joaquim Moncks, e o carinho e todos os presentes.


E chegada há hora, e deixo Santiago lamentando não ficar para o enceramento do fórum. Em Porto Alegre sou recebida por Andréa, Cecília e malhada e fecho minha visita ao Rio Grande do Sul com a hospitalidade e energia do povo gaúcho.


Da raiz de Santiago trago para Urânia exemplos de como se iniciar uma Casa de Cultura.E necessário amor pelas tradições, vontade de conservar a historia, determinação de toda uma equipe, cooperação da população não temendo as pedras do caminho. Sou uma sonhadora que veio de fora, mas que acredita que a Casa de Cultura de Urânia será possível.



Marilene
28/01/2010"

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes

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Madonna dá azar. Foi o que concluí depois de ter assistido Sherlock Holmes. Explica-se: acontece que o diretor Guy Ritchie foi anunciado como um talento muito promissor depois dos filmes Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch-Porcos e Diamantes, onde apresentou um estilo refinado, interligando vários personagens em tramas cheias de reviravoltas cronológicas e montagem acelerada. Depois disso, ele casou com Madonna e sua carreira degringolou (leia-se Destino Insólito, estrelado por sua então esposa e depois o mediano Revólver)

Mas se houve um recomeço para Sean Penn (ex-marido da cantora), que depois se consagrou no cinema, o destino também fez o mesmo com Guy Ritchie. Depois de se separar da cantora, que nunca foi levada à sério no cinema, o diretor reencontrou seu caminho. Primeiro, com o movimentado Rocknrolla e agora com Sherlock Holmes.


O filme traz de volta o famoso personagem criado por Arthur Conan Doyle, buscando ser fiel às aventuras literárias do detetivo inglês. A história acompanha Holmes e Watson num caso envolvendo o temível Lorde Blackwood, vilão que lida com magia negra, espalhando o medo por uma Londres na era vitoriana, numa reconstituição de época que simplesmente nos transporta para aquela época. Watson e Holmes precisam descobrir o que está por trás de uma série de assassinatos ligados a estranhos rituais, ao mesmo tempo em que descobrem que o vilão que prenderam (e que é mandado para a forca), voltou do mundo dos mortos (ou nem foi) e é responsável por vários outros crimes.

Em primeiro lugar, devo dizer que, como espectador, fiquei muito empolgado com o filme. Portanto, não farei aqui uma análise mais crítica. É uma afirmação de fã: achei o filme simplesmente perfeito.

Robert Downey Jr. é Sherlock Holmes. E se existia alguém que fosse contra um americano interpretar um personagem inglês, esqueça. Downey Jr renasceu (em todos os sentidos): neste filme ele se tornou um ator inglês, com sotaque e fleuma, não devendo nada ao colega Jude Law, que é inglês, e interpreta o dr. John Watson, assistente e amigo do detetive. Aliás, não é nada elementar constatar que Watson é tão protagonista do filme quando Holmes. E a interação entre os dois atores é muito dinâmica.

Não foi à toa que Robert Downey Jr. conquistou o Globo de Ouro de Melhor Ator. Ele realmente está incrível no filme, com uma interpretação minimalista. Ele interpreta não apenas com palavras, mas com olhares, trejeitos, tiques e gestos mínimos. Seu personagem é um homem inteligentíssimo, observador e capaz de fazer brilhantes deduções. Sua mente não para nunca e Holmes está sempre inventando ou estudando algo. Ou, até mesmo, se autodestruindo em lutas de boxe ou semanas a fio sem sair do quarto, pouco se alimentando.

A trama é envolvente. Me vi torcendo pelos personagens e temendo seus destinos. Sinceramente: me empolguei mais com Sherlock Holmes do que com Avatar, por exemplo. Do início ao fim, prendeu minha atenção. E se o filme trouxe de volta um dos personagens mais retratados no cinema (mas que estava esquecido), também nos brinda com uma brilhante interpretação de um astro redescoberto (Downey Jr) e também com o trabalho de um diretor que faz as pazes com o sucesso, comprovando que o brilhantismo demonstrado em seus primeiros filmes não foi uma questão de sorte. O problema mesmo era que a Madonna dava azar.


Veja o trailer:

5 perguntas para: Giovani Pasini

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Na foto, Giovani e sua cara-metade, a Karla.

Meu amigo Carlos Giovani Delevati Pasini é escritor e educador. Se declara um defensor da universalização da literatura e da cultura. É casado com a Karla e é pai do Eduardo e da Amanda. Autor de sete livros, lançou sua mais recente obra na semana passada. E ele é também o presidente da Casa do Poeta de Santiago, uma instituição recente, que marcou o cenário cultural regional de forma muito positiva no ano de 2009, promovendo 17 edições de seu Cafezinho Poético, uma Maratona Cultural e também um concurso literário. E inicia o ano de 2010 com o sucesso do I Fórum Latino Americano de Literatura. Com a palavra, o presidente Giovani Pasini:


1- Qual foi a ideia ao criar a Casa do Poeta de Santiago e as dificuldades?

A ideia surgiu na reunião de alguns escritores, no Centro Cultural, para a organização da Feira do Livro de Santiago, do ano de 2008. Na oportunidade, o professor Renato Polga disse a seguinte frase, que ficou na minha cabeça “Os escritores de Santiago não conversam e não se reúnem!”. Realmente eu percebi que aquilo era verdade e pensei: por qual motivo Santiago não possui uma Casa do Poeta, se é a “Terra dos Poetas”?

Eu já havia participado duma reunião cultural da Casa do Poeta de Canoas e resolvi sair atrás do que era necessário para a fundação em Santiago, ou seja, estatuto, ata de fundação, filiação na entidade que coordena as casas do poeta, que é a Casa do Poeta Brasileiro. Finalmente, em 13 de dezembro de 2008, num sábado, fundamos a Casa do Poeta de Santiago, num auditório lotado, com mais de 70 pessoas.

As dificuldades foram muitas, vou citar duas: no início houve uma falta de credibilidade sobre as verdadeiras intenções da Casa do Poeta, até com uma tentativa de “boicote”, articulado por algumas pessoas. Porém, com o tempo a instituição foi comprovando a sua seriedade e a sua maior doutrina – difundir a cultura e ser “aberta” ao público.

Outra dificuldade foi a financeira. Iniciar do zero, sem dinheiro, requer muita criatividade e esforço. Entretanto, no começo, graças a pessoas como Karla Pasini, Lígia Rosso, Márcio Brasil, Maristane Pedroso, César Braga, Alessandro Reiffer e Tide Lima, pudemos difundir o trabalho, superar obstáculos e crescer. A Casa do Poeta é como um filho para nós...

2- Como tem sido o trabalho da Casa do Poeta de Santiago?

Um trabalho intenso, fervoroso e feliz. A literatura faz parte de nossas vidas. O melhor de tudo é poder trabalhar com uma diretoria eficiente, prestativa e unida. Os diretores, acima de tudo, são bons amigos e vestem a camiseta. Quando é assim, qualquer atividade “homérica” se torna fácil de executar.

Além dos nomes supracitados, juntamos os esforços com pessoas fantásticas como: Janice Trombini, Rodrigo Neres, Tainã Steinmetz, José Adilmo de Lima, João Matheus Gham e Luiz Paulo Milani. Uma diretoria jovem e eficaz.

3- O que a entidade projeta para o seu futuro?

Várias atividades. A organização do II Fórum Latino-Americano de Literatura, o lançamento de obras de santiaguenses, pois criamos a “Editora da Casa do Poeta de Santiago”, com um fundo editorial de auxílio aos novos escritores; a criação do Projeto “Literatura no Bairro” (ideia do Juarez Girelli) que levará livros e concursos literários para todas as Associações de Bairros de Santiago e em entidades assistenciais.

Pretendemos conseguir, junto ao governo municipal, uma sede para a Casa do Poeta de Santiago, pois várias pessoas de fora do município nos perguntam onde é a nossa sede, na “Terra dos Poetas”? Dizemos que contamos com o apoio do Juarez Girelli e do Tide Lima, na Livraria Santiago. Estamos realizando um “abaixo-assinado” para levar ao governo municipal, que também já manifestou o interesse em nos apoiar, em relação ao assunto.

4- Qual tua avaliação deste I Fórum Latino-Americano de Literatura?

Um sucesso absoluto! Isso ocorreu graças à diretoria e a todos os parceiros do evento, principalmente a Prefeitura Municipal, a Câmara dos Vereadores e o Exército Brasileiro. Também pelo esforço da comunidade local, que estava envolvida na organização. Contamos com a participação de escritores e leitores do Brasil (Santiago, Uruguaiana, São Paulo, Porto Alegre, Passo de Torres, Santa Maria, São Francisco, entre outras cidades), da Argentina e do Paraguai. Lotamos o auditório da Câmara dos Vereadores.

Quem trabalha com a cultura sabe que isso é difícil. Além disso, o conhecimento transmitido pelos palestrantes, em poucos dias, tornou o fórum algo fantástico. Um verdadeiro sonho realizado. A tendência será sempre melhorar e vamos trabalhar para isto.

5- Como foi a receptividade ao teu novo livro, lançado durante o Fórum?

Melhor impossível. O livro vendeu muito bem e o relacionamento com o público foi lindo. Pude dar vários autógrafos, ouvir opiniões e escutar frases carinhosas. Poder falar com o leitor é o desejo de quem aspira ser um escritor conhecido e reconhecido.

O livro “A Espiral e o Caracol” é o sétimo “filho” que escrevo. Ele tinha que surgir no Fórum, pois era o local ideal de seu nascimento. Um berço esplêndido. Um fato emotivo e histórico. Estou muito feliz...

Fofoca da hora...

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Recebi um comentário no blog, devidamente ignorado, questionando o porquê de não ter abordado sobre um não sei quê de escândalo sexual aí da cidade.

Olha, esse é o tipo de assunto que realmente não me interessa e muito menos me interessa ter leitor que se interesse por esse tipo de assunto. Portanto, se você chegou aqui procurando isso, tchau, vai acessar outra coisa.

Não me interessa a vida alheia, a não ser quando elas afetam a coletividade ou ferem a outros. De outra forma, estou pouco ligando.

E é óbvio que não vou falar sobre esse tipo de assunto por aqui, até mesmo porque sempre defendi que a vida sexual de cada um só diz respeito às quatro paredes em que essa pessoa estiver. Por mim, foda-se...

Novo blog: Rotação Literária

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Está no ar o blog Rotação Literária, que reúne textos de novos escritores, a maioria de Santiago. O blog é atualizado com contos, crônicas, poesias e artigos que foram publicados no jornal Expresso Ilustrado no espaço de mesmo nome. A ideia do Rotação Literária surgiu há um ano. O editor do Expresso, João Lemes, me possibilitou ampliar o espaço de minha coluna. Porém, solicitei que me permitisse aproveitar então para apresentar o trabalho de outras pessoas.

Concedida a permissão, iniciei a publicação. Desde então, dezenas de autores tiveram sua primeira oportunidade de mostrar seu trabalho justamente no Rotação Literária, que busca ser democrático. Apresentamos textos de autores de várias idades, de diferentes classes sociais e ideologias. Semanalmente, um autor diferente, num sistema de rotação.

Já publicamos textos de autores como Alessandro Reiffer, Ana Rauber, Marcus Vinícius Manzoni, Micheli Tadiello Pissollatto, Carla Albuquerque, Fernanda Fávero Alberti, Camila Canterle Jornada, Janice Trombini, Rodrigo Smolareck, Rogério Madrid, Erilaine Perez, Giovani Pasini, Clarissa Guerra e muitos outros.

Em breve, a Casa do Poeta de Santiago estará também reunindo esses trabalhos numa publicação que sairá através de sua editora. Por ora, visite o blog Rotação Literária.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Zooey Deschanel...

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...Eu adoraria passar uns (500) dias com ela.

5 perguntas para: João Pedro Peruffo

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Nova sessão do blog. Entrevistas curtas e objetivas com pessoas que gosto, respeito e admiro e que fazem um trabalho exemplar. Tenho a satisfação de começar com meu amigo João Pedro Peruffo, que trabalha como técnico da Agência do IBGE de Santiago. Mas aos finais de semana, ao invés de levantar os pés no sofá e tomar uma cerveja, ele vai para as sangas retirar todo tipo de lixo que os mal-educados jogam por aí e que poluem os rios e destroem com a vida dos peixes. Ele é o presidente da Ong Nascentes. Pode ser que Peruffo não consiga mudar o mundo, mas ele bem que tenta. Saiba mais.

1- Qual o objetivo da Ong Nascentes?
A retirada de lixo dos rios e nascentes de nossa cidade, despoluição da água, desassoreamento dos leitos, recuperação da mata ciliar, repovoamento de peixes e preservação das nascentes e sangas.

2- Quantas pessoas participam?
Somos em torno de 15 integrantes voluntários, das mais diversas profissões. Além disso, temos o apoio do Exército, da Prefeitura de Santiago, da Patrulha Ambiental, Conselho Municipal de Proteção ao Meio Ambiente. E de empresas como o Grupo Batista, a Nicola, Centro Empresarial. Nosso trabalho acontece todos os sábados à tarde e durante o verão, também às terças e quintas após às 18:00 horas.

3- Há quanto tempo a Ong Nascentes está em atividade e quanto de lixo já tirou dos rios?
Estamos em atividade há quatro anos. Nesse período retiramos mais de duzentas toneladas de lixo das nascentes de Santiago.

4- Que sensação tu tens ao chegar numa nascente e vê-la cheia de lixo?
A gente fica com uma sensação de tristeza, decepção, pois se depara com a falta de consideração das pessoas em relação ao meio ambiente. Mas a gente trabalha firme com o propósito de ajudar. E depois do trabalho feito, o lixo retirado, a gente vê aquela limpeza e nos sentimos felizes. Mas é um trabalho que não para.

5- Já teve vontade de parar e o que te motiva a seguir?
Nunca tive vontade de parar. Enquanto puder, vamos continuar trabalhando nesse objetivo, esperando que os outros também façam a sua parte. Meu sonho é de que, um dia, as sangas onde eu tomava banho e pescava quando criança possam ser aproveitadas por meus filhos ou netos.


Confira fotos de uma sanga obstruída de tanto lixo, antes e depois do trabalho da Ong Nascentes:

Sanga próximo da viação Centro Oeste, na BR 287. Lixo obstruia a galeria.

Integrantes da Ong Nascentes começam a trabalhar...

Voluntários trabalharam durante vários dias para tirar todo o entulho.

O resultado final, depois de muito trabalho...nem parece o mesmo lugar.

Nem tudo que brilha...

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Outro dia entrei no supermercado e tinha uma pilha de panetones em promoção pela metade da metade do preço que custava antes do Natal (custava a metade logo após o Natal). Daqui há alguns meses, vem a Páscoa. E, cuidem só o preço dos chocolates e das latas de sardinha antes e depois da data. O que sobrar (ou estiver quase vencendo) vai para a promoção. E você, faceiro, vai lá e compra. O mercado faz isso para oferecer a sobra do estoque ou, simplesmente, aquilo que ninguém quis.

É uma estratégia do mercado e, dentro de sua política, isso está correto. Porém, cabe ao consumidor avaliar se quer ou não o que está sendo oferecido. É a mesma coisa em relação a cursos pelo Brasil afora. Durante sua palestra no Fórum de Literatura, a escritora Aledir Bristot comentou sobre as universidades que oferecem cursos mais baratos, atraindo pessoas que ficam satisfeitas em pagar menos por um curso superior. Mesmo que elas não tenham, muitas vezes, a menor vocação para a área escolhida. Resultado: o mercado ganha profissionais pouco habilidosos.

O erro está nas cursos que oferecem desconto ou nas pessoas que compram panetone pela metade da metade do preço (mesmo que, nem gostem muito de panetone)?

Tudo é uma questão de estratégia. A estratégia do curso e a estratégia pessoal. Tipo: o que eu vou fazer com isso que eu estou comprando? Vai ser realmente útil? Eu tenho vocação para isso ou para aquilo? Se tiver, abrace com todo o amor pela profissão que um dia terá. Se não tiver, desista. Não se iluda. Não insista, porque já sabe: insistir num erro... (como diria o Humberto Gessinger: ouça o que eu digo, não ouça ninguém)

Não engrosse a lista dos profissionais desiludidos e que jogam suas frustrações em cima de alunos ou clientes. Aproveitar algo que está sendo oferecido é bom, mas também é preciso analisar de cabeça fria. Pois nem tudo que brilha é ouro, diamante ou rubi.

Falando nisso, tem panetone a R$ 1,99 na Rede Vivo...

Literalmente, um sucesso...

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Plenário da Câmara lotado durante o I Fórum Latino Americano de Literatura

Participantes posando para foto, em frente da Câmara de Vereadores

Meus grandes amigos, o casal Giovani e Karla Pasini.

E, claro que a Lígia Rosso e eu estávamos por lá...

Aconteceu no último final de semana em Santiago, o I Fórum Latino-Americano de Literatura. Foram três dias de palestras, debates, troca de ideias e construção de amizades. Tudo em torno da literatura. O evento foi promovido pela Casa do Poeta de Santiago, que é presidida pelo escritor Giovani Pasini. A organização do fórum esteve impecável, altíssimo nível. Quem foi, adorou. Quem não foi, perdeu.

Bianca Martins falando sobre o projeto Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem São?

Vejam: foram mais de 80 inscritos para participar do fórum, que teve a participação de escritores da Argentina, do Paraguai e de várias cidades gaúchas.

Eu, o professor Noé Machado e o Giovani Pasini, presidente da Casa do Poeta.

A Casa do Poeta de Santiago se consolida como uma importante força dentro da cultura regional, tendo promovido diversas atividades consecutivas e de consolidação de uma identidade cultural para nossa cidade, com base no slogan de Terra dos Poetas.

E vem muito mais por aí...

Confira todas as fotos do evento, produzidas por minha amiga Márcia Fontana, acessando o link http://www.beebop.com.br/thumbnails.php?album=343.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Rosa Chock- Salão de beleza

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Uma dica para as mulheres santiaguenses que acessam este blog e que (naturalmente) cuidam de seu visual. Minha amiga Fernanda Dalosto inaugurou há algumas semanas o seu salão, o Rosa Chock, que oferece diversos serviços. Tem de tudo: corte, tintura e química em geral, hidratação, manicure, pedicure etc. A Fernanda se especializou nessa área através de cursos em Santa Maria, Cuiabá e São Paulo. "Trabalho com com ótimas linhas de hidratação, como Alfaparf, Bio Extratus, além de tinturas exóticas da Special Effects, famosa tinta dos EUA", ela contou.


O salão da Fernanda fica na rua José Caetano de Mello, 301 (diagonal a Estrela Guia-Mármores e Granitos). O fones são (55)-9632-5393 ou 8128-5818.

Música do Dia: Ando só

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Engenheiros do Havaii

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Santiaguense reclama de descaso no Pronto Socorro do Hospital

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Peço perdão aos navegantes mais costumeiros deste blog. Hoje não vou falar de filme, nem de música, nem de quadrinhos, literatura, nada disso. Mas vou falar de cultura.

Da cultura de bem atender as pessoas. De respeitar as pessoas. Uma cultura tão (ou mais) importante que outros tipos. Dito isso, quero dizer que escrevo essa postagem ainda absorvido de um sentimento de indignação, depois de haver conversado com um rapaz, um santiaguense, que reclama de descaso por parte dos profissionais do Pronto-Socorro de Santiago.

O rapaz é o Darlan Chaves Viana, que mora no bairro Guabiroba (rua Laurinda Costa, 853). Há cerca de uma semana, ele começou a sentir fortes dores na perna, sem nenhum motivo aparente. A dor foi aumentando a tal ponto que se viu impossibilitado de seguir trabalhando. No dia de hoje, 22 de janeiro de 2010, ele foi até o Pronto Socorro.

Contou-me ele que estava lá o dr. Paulo Renato Décio da Costa de plantão. Desconheço os procedimentos de atendimento no Pronto-Socorro, mas sei que há muitas pessoas que procuram atendimento às vezes por coisa pouca. E que há uma orientação de encaminhar as pessoas para os PSFs. Tudo bem.

Porém, segundo me relatou o Darlan, o médico não o atendeu. Aliás, o único atendimento que ele teve foi o da recepcionista que preencheu sua ficha conforme mostra a foto abaixo. Eis a transcrição:

"Darlan Chagas Vieiro. Paciente refere dor, + ou - 1 semana, não bateu, não caiu. Encaminhado ao posto".

E vai assinado e carimbado pelo médico plantonista. Sabe, olhando a descrição, até lembrei das anotações que faço de alguma reportagem, de alguma notícia, num pedaço qualquer de papel. Porém, isso não é um pedaço qualquer de papel e tampouco se "refere" a uma notícia. O Darlan é um cidadão.

Notem: ao se buscar atendimento no Pronto-Socorro, há um cartaz exigindo carteira de identidade do paciente.

Portanto, Darlan, como qualquer outro paciente, teve de apresentar sua carteira no Posto. Mas notem, internautas e blogueiros, a diferença entre o que está escrito no documento do Hospital e na carteira de Darlan:

Documento do Hospital: Darlan Chagas Viero
Carteira de identidade: Darlan Chaves Viana.

Além de não ser atendido corretamente, em seu direito de cidadão, o Darlan voltou para casa com a mesma dor. E com um nome diferente.

Caso a direção do Pronto-Socorro, o médico ou sei lá quem decida rever essa situação, por favor, não me mandem e-mail e nem me liguem para explicar. Liguem para o Darlan Chaves Viana. Seu celular é o 9919-6460.

Peço apenas que me informem que esse rapaz será atendido. Se isso acontecer, terei o máximo prazer de divulgar.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Um Olhar do Paraíso

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Peter Jackson não precisa provar nada mais para ninguém. Afinal, se um dia ele dirigiu trashs como Fome Animal, o tempo se encarregou de colocá-lo à frente de um dos projetos cinematográficos mais revolucionários do cinema, a trilogia O Senhor dos Anéis, pela qual o arrecadou quase 3 bilhões no cinema e ganhou dezenas de prêmios, entre eles 17 oscars (incluindo de Melhor Filme e Diretor). Ou seja, ele realmente não precisa provar nada para ninguém. Tanto que os estúdios abraçaram de corpo e alma seu projeto seguinte, uma refilmagem de King Kong, que estreou em 2005 e que, além de faturar alto, também rendeu muitos elogios técnicos e artísticos a Jackson.


E eis que chegamos a Um Olhar do Paraíso (no original The Lovely Bones, algo como Os Adoráveis Ossos). O filme se passa na década de 70 e conta a história da adolescente Susie Salmon, vivida pela jovem (e linda) atriz Saoirse Ronan. Aos 14 anos, ela é uma garota romântica que sonha em beijar o rapaz por quem é apaixonada no colégio. Ela é filha do casal Jack e Abigail, vivido por Rachel Weisz e Mark Walberg.

Certo dia, ao sair da escola ela é abordada pelo vizinho George, interpretado por Stanley Tucci. Ele a convence a ir até um local que ele diz ter construido para as crianças brincarem. E precisava da opinião de alguém jovem para saber se iria agradar. Por ser tão amável e educada e também por conhecer o vizinho, Susie acaba indo. E isso se torna a última coisa que ela faz na vida.

O vizinho, George, prende Susie no local (espécie de cabana subterrânea), estupra, mata e esconde seus restos mortais dentro de um cofre no porão de casa. E é a partir daí que começa a premissa do filme, que se baseia num livro. O espírito da jovem assassinada começa a acompanhar tudo o que se passa com sua família e com seu assassino, tentando fazer com que descubram o que aconteceu com ela. Seu espírito não aceita entrar no paraíso antes que a justiça seja feita e, assim, ela fica vagando por uma espécie de limbo.


O assassino de Susie é um homem acima de qualquer suspeita. É um bom vizinho, educado, cidadão pacato e que tem o hobby de construir casinhas de boneca. Sua amabilidade social faz com que a polícia o desconsidere como suspeito durante as investigações. E isso vai deixando o espírito de Susie cada vez mais obsessivo. Tão obsessivo quanto seu pai, interpretado por Mark Walberg, que se dedica a procurar pistas que o levem a descobrir onde está o corpo de Susie e quem é o seu assassino.

O filme tem um visual fantástico, lírico e que lembra Almas Gêmeas em certas cenas (que também foi dirigido por Peter Jackson). É lindo de ver a concepção do paraíso de Susie, que acaba encontrando outras garotas que, como ela, também perderam a vida de forma violenta. Os momentos dramáticos são alternados com cenas de uma composição artística impressionante.

Só que, por mais que a trama tente emocionar, o espectador nunca se sente emocionado. É mais fácil, por exemplo, ficarmos revoltados com a impunidade com que vive o assassino de Susie do que chorar com a dor de seu pai.

Claro, há um culpado por isso: Mark Walberg. A cada cena dramática encenada por ele, eu ficava me perguntando o porquê de Peter Jackson ter escalado esse péssimo ator para interpretar um papel tão crucial. Se o personagem estivesse nas mãos de um ator mais intenso como Viggo Mortensen, aí seria outra história (bem feito pro PJ, que não costuma repetir elenco).

Há também a atriz Rachel Weisz, pouco aproveitada. Há Susan Sarandon que está muito bem numa participação cômica como avó das crianças (para quebrar um pouco o clima lírico-pesado). Mas eu diria que Um Olhar do Paraíso é muito filme pra pouca história. Tem mais de 2 horas e vinte cinco minutos. Se tivesse meia hora a menos, teria sido perfeito.

Mas, não. Peter Jackson fica mostrando as (belíssimas) cenas de Susie no paraíso e Mark Walberg se esforçando para convencer. Não dá para se identificar com uma garota morta que observa os vivos lá do paraíso. Não dá para se emocionar com um ator ruim. Se, ao invés disso, o diretor tivesse privilegiado a trama sob a ótica e as motivações do assassino, interpretado com brilhantismo por Stanley Tucci, aí sim, teríamos um filme surpreendente.

Um Olhar do Paraíso dificilmente será um sucesso, ganhará algum prêmio (exceto por Tucci, excelente) e nem mesmo ficará por muito na memória dos espectadores. Mas para Peter Jackson isso não será um problema, afinal, ele não precisa provar nada para ninguém.



Saldo positivo: os atores Stanley Tucci, Saoirse Ronan, Susan Sarandon e as cenas no paraíso.
Salgo negativo: Mark Walberg, Mark Walberg, Mark Walberg e a duração excessiva do filme.


Veja o trailer:

Emily Blunt...

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...E o vestido azul com bolinhas brancas mais lindo de todos os tempos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Epica em Porto Alegre

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A Epica, banda holandesa de metal sinfônico, fará show em Porto Alegre no dia 07 de abril, para delírio dos fãs gaúchos. Será no Bar Opinião, com ingressos a R$ 72. Oportunidade de ouro para quem sonhava em ver a Simone Simmons balançar seus cabelos ruivos bem de pertinho...

Aluga-se um amigo

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Sinal dos tempos: em São Paulo já existe um serviço chamado Amigos de Aluguel, onde há pessoas que se oferecem para ser acompanhantes. E não tem nada a ver com sexo e, sim, fazer companhia para sair, ir na lancheria, cinema, mercado etc. Em média, as saídas demoram duas horas e são direcionadas a pessoas idosas (parem com essa bobagem políticamente correta de dizer melhor idade) ou quem está há pouco tempo morando em São Paulo e não conhece a cidade. O serviço Amigos de Aluguel conta com quatro integrantes, que também tem outras atividades comuns: fazem teatro, trabalham em artes gráficas ou cursam universidade. Que tal?

Para saber mais : www.amigosdealuguel.com.br.

Será que sai o Grito em Jaguari?

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Estava previsto para acontecer o festival Grito do Nativismo Gaúcho de Jaguari neste final de semana no Clube de Caça e Pesca, que fica do ladinho do rio. Mas tô achando que não vai dar para ver show nenhum (vai ser adiado). Quem pretendia acampar lá para "caçar", vai ter que desistir. Agora pra pescar está bem propício...

A fotografia mostra como ficou a rua de acesso ao clube depois da chuva e da cheia do rio.

Giovani Pasini lança o livro A Espiral e o Caracol

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Nesta sexta-feira, 22, inicia em Santiago o I Fórum Latino-Americano de Literatura e II Encontro de Escritores do Mercosul, que vai até o domingo, 24, tendo por local a Câmara de Vereadores. O evento é uma promoção da Casa do Poeta de Santiago, em conjunto com o Cilan, de Santa Maria. Haverá palestras, debates e lançamentos de livros. Entre eles, o novo de Giovani Pasini, intitulado A Espiral e o Caracol.
Lembro bem quando conheci o Giovani, em 05 de dezembro de 2008. Ele veio falar comigo sobre a criação da Casa do Poeta de Santiago. A princípio, não acreditava nessa ideia, pois achava que não daria certo, mas aos poucos, fui percebendo que suas intenções eram as melhores. E ele estava disposto a fazer prosperar, não desanimando nem quando as reuniões atraiam um pingo de gente. Pasini agia sempre como um motivador, não se importando se estavam lá três, quatro ou vinte pessoas. Ele me cativou e hoje é um bom amigo por quem tenho grande admiração.

Pasini me pegou de surpresa com o convite para fazer a apresentação deste livro. Afinal, tínhamos poucos meses de convivência. Aceitei a tarefa com muita honra pois, para um escritor, oferecer a alguém os originais de sua obra é como convidá-lo a batizar um filho. A Espiral e o Caracol será para Pasini um daqueles filhos que orgulham qualquer pai.

Este livro é o resultado de uma busca incessante de seu autor que percorreu pelos caminhos da filosofia, do misticismo, do esoterismo, da religião e da Ciência. Pasini revela o que aprendeu com o pensamento de Nietzsche, Freud, Einstein, Richard Dawkins, e outros tantos filósofos, cientistas e escritores na mesma intensidade (comparando e somando) com aquilo que aprendeu com o seu pai Acir José Pasini e o seu Dirceu Amarante, avô de sua esposa, Karla.


A espiral é um importante símbolo, que representa o cosmos e o processo evolutivo da vida. Os antigos egípcios usavam da espiral para representar a relação entre a unidade e a coletividade, sendo uma força que nos une dentro do mesmo círculo: homens, animais e planetas. É como algo eterno, mas também veloz. Um processo infinito.

Já o caracol é aquele pequeno molusco que se locomove através de uma trilha viscosa. O desenho da concha do caracol é a de um espiral. Ou seja, é como se carregasse o universo nas costas. Assim somos nós, interligados às espirais da vida. Pequenos partículas que somos compondo nosso próprio cosmos.

Nesta obra, o autor propõe um mergulho introspectivo. Ele próprio, no decorrer de cada capítulo, vai adentrando numa jornada rumo às suas memórias, pontuando suas experiências alegres e tristes.

O dito popular costuma sentenciar que não há maior escola do que a vida. Porém, para aprender com ela é preciso estar atento às lições do cotidiano. Essa escola não oferece recreio, sendo necessário estar sempre atento ao que nos aplica a todo instante.

Um dos grandes feitos deste livro é o poder de nos acender- e ascender- a chama da inquietação, mergulhar em nossas próprias dúvidas e buscar respostas para elas, não se contentando com aquilo que a sociedade nos diz, através de suas instituições e subjeções.

O autor faz diversos questionamentos e instiga o seu leitor a fazer o mesmo. Porém, de forma inteligente (e isso é louvável), não se atreve a sentenciar uma verdade absoluta, evitando cair na mesma armadilha que muitos eruditos caíram.

Pasini atua como um provocador batendo à porta de nossas dúvidas e convidando-nos para o despertar da curiosidade, capaz de nos levar a descobrir que a vida não se limita somente a estudar, trabalhar, casar, procriar e morrer. Mas também compreender.

Para Caio Fernando Abreu "a literatura é boa quando alguma coisa dela se aplica na vida do leitor para torná-la um pouco melhor". Por isso, tenho a satisfação de dizer que "A Espiral e o Caracol", de Giovani Pasini é um livro atraente e surpreendente. Mais do que isso, ele é essencial.


Saiba tudo sobre o Fórum de Literatura, clicando aqui.

Música do Dia: That i Would be good

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Alanis Morissete

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Lindos pássaros. Belas imagens

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Tá corrida a coisa hoje no trabalho e não vou poder atualizar o blog. Mas convido os leitores a repousarem os olhos nessas maravilhosas imagens captadas pela lente do fotógrafo Ovídio Fiorenza que é, sem dúvida, um dos melhores fotógrafos de natureza desse país. Aliás, o trabalho desse grande amigo é de qualidade internacional. E ele não precisou ir para o Pantanal ou qualquer outro recanto ecológico distante. Simplesmente apontou sua câmera para os pássaros que voam livres pelas matas de nossa cidade de Santiago. O telefone dele é o (55) 3251-1786.

Alma-de-Gato

Garibaldi

Beija-Flor de bico vermelho

Martin pescador verde

Maçarico-de-cara-pelada

Noivinha

Papagaio Charão

Pica-pau branco

Canário do campo

Pintassilgo (Fêmea)