quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Regras para viver


Um funcionário público que não nos atende como deveria, revolta. O caminhão do lixo que atrasa, incomoda. A fila do banco que não anda, enche o saco. O político que rouba, indigna. E qualquer prestação de serviço público que deixe a desejar é motivo para críticas. Não há perdão. Queremos as ruas limpas, os postos de saúde bem equipados, os médicos sorridentes e os políticos prestando contas todos os dias. Que bom seria se fosse assim, mas não é. Porque, por vários fatores, não tem como ser. É bem simples lançar críticas ao trabalho dos outros e se manter vigilante quanto a isso. É o princípio de uma consciência de cidadania estar ciente daquilo que os outros fazem. O difícil mesmo é estar atento quanto a nossa própria postura e assumir nossas responsabilidades perante aquilo que é público, que deveria ser respeitado por todos.

O que muita gente esquece é que o respeito ao que é da coletividade, começa com a individualidade. E aí que mora o problema, afinal, individualmente somos imperfeitos. Esquecemos de pedir licença, de dar bom dia, de colocar um papel de picolé ou uma lata de refri no lixo, de não avançar sobre a faixa de segurança ou de, simplesmente, recolher a sujeira do cachorro que levamos para passear na praça. Tem coisas que não precisam de lei ou fiscalização, precisam de consciência. E a falta disso indigna tanto quanto o funcionário público que não nos atende, o caminho de lixo que atrasa, a fila que não anda e o político que rouba. Nada do que consideramos errado aconteceria se todos tivéssemos a capacidade de compreender que a coletividade inicia na individualidade. Ou sintetizando: o bom exemplo parte de cada um.

2 comentários:

Liana disse...

Na manhã do dia 09 de dezembro, a Associação de Amigos Caio Fernando Abreu (AACF) deu entrada na junta de registros de pessoas jurídicas de Porto Alegre. No próximo sábado, às 17h, no bar Ocidente, os amigos do Caio Fernando Abreu irão se encontrar para a leitura de textos do Caio em prol da Associação. Na ocasião, os presentes e convidados poderão assinar o pedido de tombamento da casa como patrimônio cultural da cidade.
A AACF está reunindo profissionais locais e nacionais para transformar a casa onde Caio Fernando Abreu morou, no bairro Menino Deus, no Centro de Cultura de Porto Alegre.
Estarão presentes no evento:
Marcus Breda (ator)
Ivan Matos (ator)
Amanda Costa (astróloga/doutora em CaioF)
Martha Medeiros (escritora)
Claúdia Tajes (escritora)
Ana Kruger (cantora)
Deborah Finocchiaro (atriz)

Mais informações:
Liana Farias: 61-8502.0590
Lídia Oyo: 61-9955.3676

Anônimo disse...

molto intiresno, grazie