quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O novo secretário da Cultura do Estado


O governo Tarso Genro ainda nem começou, mas já estou gostando. O petista está habilmente construindo um secretariado gabaritado e profundamente conhecedor das áreas que deverão assumir a partir de janeiro (minha dúvida é a Abigail Pereira no Turismo...) No entanto, dou vivas ao Tarso pela sábia escolha de Luiz Antônio de Assis Brasil para o cargo de Secretário da Cultura do Estado. É o legítimo caso da pessoa certa indicada para o lugar certo.

Além de ser um grande e premiado escritor, autor de obras como Manhã transfigurada e Cães da Província, conhecedor dos meios culturais de nosso Estado, o Brasil (veja só, meu parente...) tem em seu currículo a experiência política: atuou como administrador cultural na prefeitura de Porto Alegre, diretor do Centro Municipal de Cultura e também do Instituto Estadual do Livro. Além disso, foi ele o fundador da Associação Cultural Acervo Literário de Erico Veríssimo (que, infelizmente, na gestão de Mônica Leal acabou indo parar no Rio de Janeiro...).

Mas sabendo do respeito que o escritor conquistou no meio cultural, não tenho dúvida de que o Luiz Antônio fará um trabalho memorável, com atenção especial para o interior do Estado. E será bom também contar com o santiaguense Júlio Garcia, do PT, lá por Porto Alegre, dando uma forcinha para atrair investimentos neste setor aqui para a nossa cidade e região.

Já encaminho um pedido ao secretário: que ajude Santiago a conseguir junto a PUC alguma parte do acervo de Caio F. Abreu, demarcando sua importância aqui em sua terra natal.

3 comentários:

Weimar Donini disse...

Márcio,

será que o Luiz Antônio é parente próximo do saudoso Ney de Assis Brasil (conhecido por dr. Ney), agrimensor, amigo de meu pai e a quem cheguei a auxiliar nos trabalhos topográficos de medição de campos? O dr. Ney residiu "solito" por muitos anos em Santiago, nos fundos do antigo estádio da Liga Santiaguense de Futebol (atual Corpo de Bombeiros), e sua família (esposa e filhos), residia em Porto Alegre.

Márcio Brasil disse...

Não sei te dize, Weimar. Mas se tiver esse vínculo com Santiago, então é bem provável que eu até seja parente dele mesmo. Eheheh.

Um forte abraço!!!

Luiz Antonio de Assis Brasil disse...

Meu caro Márcio
Fico muito grato por tuas palavras tão incentivadoras. Tentarei merecê-las. Quanto ao caso do acervo do Caio, ele está vindo para a PUC, por desejo da família. Quando estiverem de fato na PUC, poderemos falar com a família e ver como encaminhar o assunto.
Quanto ao DR. Ney, de fato: era irmão do meu pai, Amilcar.
Mas há outra coisa: Amilcar viveu em Santiago quando recém-casado com minha mãe, isso em 1937-38. Era técnico agrícola, e sempre me falavam em Santiago como seu paraíso perdido. Dizia ele que em Santiago vivera os melhores anos de sua vida. Aí foi amigo do médico e escritro Aureliano de Figueiredo Pinto.
Mundo pequeno.
Baita abraço do
Assis Brasil