terça-feira, 5 de outubro de 2010

Depois da eleição, a vida volta (quase) ao normal...


Após a eleição, a vida volta ao normal. Pelo menos, até se definir a vitória ou derrota de Dilma Rousseff no dia 31. Aliás, se o debate na Globo tivesse ocorrido uma semana antes da eleição, é bem provável que Marina Silva tivesse subido ainda mais e Dilma caído mais, graças ao fiasco de sua participação no debate, que mostrou que ela é nada mais do que uma almofada de Lula (que ele quer colocar na cadeira presidencial a fim de não deixar esfriar, para voltar daqui a quatro anos...).
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Marina Silva foi o elemento-surpresa. Uma mulher, num partido minúsculo (o PV), com apenas um minuto para falar aos brasileiros no horário político. E conseguiu surpreender conquistando 20% do eleitorado. Um feito e tanto.
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No Rio Grande do Sul, o partido que teve a maior derrota nas urnas foi o PMDB. Não conseguiu eleger o seu senador (Rigotto amargou a segunda derrota consecutiva, mais uma vez por causa da vaidade...), diminuiu sua bancada na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados (apesar da milionária campanha de Eliseu Padilha, que ficou de fora...) e Fogaça não encantou. 
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Os motivos para a derrota de Fogaça são inúmeros, porém, dá para destacar que ninguém do partido encarnou sua campanha com paixão. Ele era encarado como um ex-marido, que casou com outra mulher, se separou e voltou ao antigo lar. Existia a vontade dos peemedebistas de confiar nele, ainda que sempre desconfiando. Sua estratégia de campanha sempre foi patética, a começar por pedir votos a José Serra, em vez de Dilma ou ainda ficado neutro. 
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Não convenceu eleitores de um ou de outro e pagou com a derrota monumental. E outra: aquele discursinho mequetrefe que havia aplicado na campanha para prefeito, não convenceu desta vez. E também que ele encarou uma campanha dizendo que iria ter soluções para vários problemas do Estado, como a Saúde, ao mesmo tempo em que estourava a crise nos hospitais públicos de Porto Alegre, cidade que ele administrou até poucos dias antes da campanha eleitoral. Fogaça não tinha fôlego algum para vencer Tarso. Só não via quem não queria.
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A derrota do PMDB se refletiu em diversos níveis do Estado. Em cidades como Santiago, isso ficou evidente pela baixa votação de candidatos potenciais (a excessão foi Osmar Terra e Gilberto Capoani). Porém, em Santa Maria, o preço a se pagar vai ser bastante alto:
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O fiasco de Tubias Calil vai ajudar a derrubar César Shirmer da prefeitura, daqui há dois anos. Estive em Santa Maria na semana retrasada e fiquei surpreendido pela campanha milionária de Tubias. Não tinha canteiro na cidade em que sua propaganda não estivesse. Carros adesivados, banners, bonecos, outdoors, jingles. Em tudo estava o nome e o rosto do "pobre" Tubias, cuja declaração de bens chegava a dar pena. E sua campanha milionária, chegava a dar nojo. Claro, era apadrinhado também de César Shirmer, que amargou essa derrota do afilhado, viu-se chamuscado e mais perdido do que nunca.
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Querem saber qual será o próximo prefeito de Santa Maria? Anotem aí: Fabiano Pereira, do PT, apoiado pelo deputado estadual Valdeci Oliveira e pelo federal Paulo Pimenta. Estou sendo o primeiro a dizer isso e me cobrem daqui há dois anos...
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A política é mesmo um jogo de xadrez. Se você posicionar mal o seu peão ou cavalo e abrir a guarda, daqui há algumas jogadas vai ter um bispo ou rainha chegando para dar o xeque-mate.

2 comentários:

Leonardo Rosado de Souza, disse...

Bela reflexão Marcio. Concordo plenamente com a almofada. Quanto ao prefeito de Santa Maria, Fabiano é sim, o nome mais forte. Captou bem. Abraço.

Tainã Steinmetz disse...

E o Valdeci com a campanha mais "pobre" que o Tubias acabou se elegendo.