quarta-feira, 14 de julho de 2010

Leitor comenta candidatura de Chicão

O blog recebeu um comentário do atento leitor Weimar Donini, que fez considerações pertinentes e inteligentes sobre a candidatura do ex-prefeito de Santiago, Chicão Gorski. Confira:

"Olá Márcio.

É de fundamental importância que a comunidade apóie um candidato que se identifique com ela. Melhor, muito melhor se dela for nativo. E ainda melhor, ideal mesmo se fez sua carreira política ao lado da Comunidade, galgando ali seus passos principiológicos. Vivendo e convivendo com seus representados.

Neste sentido, embora não seja adepto dos princípios (nem dos exemplos públicos), do PP (ex-Arena, ex- PFL, presidido nacionalmente por Maluf), vejo no ex-prefeito Chicão o perfil ideal para melhor representar nossa cidade na Assembléia Legislativa. Neste sentido trabalharei junto a meus familiares e a meus amigos.

Pena que a região esteja dividida em nomes que, embora exemplares pais de família, ótimos cidadãos, ótimos cristãos, não tenham como objetivo principal a defesa de Santiago já tão maltratada politicamente. Até pode ser que a gente mereça isto, pelas más opções feitas por nós no passado.

Vejo outras comunidades da região bem melhor representadas, bem mais aquinhoadas em recursos públicos estratégicos de desenvolvimento industrial, educacional, cultural. O Estado (União, Estados e Municípios) é o principal indutor das transformações. Estes entes políticos serão tocados pelos representantes que elegermos (ou não elegermos).

O território santiaguense foi deliberadamente fatiado em muitos pedaços. Criaram-se municípios inexpressivos, sem importância alguma a não ser o de servir de curral eleitoral para alguns. Penso que o município somente será forte, respeitado e influente se conseguir parir de seu meio um legítimo e verdadeiro representante. Se estiver maciça e concretamente envolvido neste ideal, neste objetivo. Agora me diga, que outro representante, nascido, criado e bebido a água de outros córregos, de outras regiões, de outras cidades poderá nos representar? Balela! Me enganem, que eu gosto!

Um abraço. Continua nesta luta justa.

Weimar Donini

Um comentário:

Weimar Donini disse...

Márcio.

como podes notar, política não é a minha praia. Não sou nem nunca fui filiado a nenhum partido político. Descarto, por óbvio, algumas correntes partidárias mais à direita do espectro social por defenderem privilégios indefensáveis (má utilização da terra, desrespeito ao meio ambiente, utilização de mão de obra escrava, etc).

Com a proliferação das coligações partidárias (salutar à vida democrática, diga-se), assistimos às mais esdrúxulas alianças imagináveis. Em tese, os programas dos partidos políticos são muito parecidos. Na prática, não (é claro que não fazem questão de divulgar que ramo do estrato social os financia, lhes põe o cabresto e que interesses prioritariamente irão defender nas Casas Legislativas ou no Executivo).

Outra questão que me preocupo em analisar são as diversas correntes internas. Cada sigla partidária abriga alas que estão em contínua e permanente luta interna para cooptarem apoios e se tornarem majoritárias, ditando, assim, os princípios que lhes serão prioritários.

Posto isto digo que aguardo as alianças partidárias se definirem, a poeira baixar para só então definir, em sintonia fina, meu voto.

Outra questão que confunde meu entendimento é o de como o município de São Borja (corrija-me se eu estiver errado), com população pouco maior que a nossa, consiga eleger 2 deputados federais (Ibsen e Heinze). Que eu lembre, Santiago nunca teve, nem no passado, nem no presente, nenhum representante no Congresso Nacional. Será que eles são mais competentes politicamente falando? Ou eles trabalham melhor estas estratégias? Ou são questões de aliança mesmo, tipo: nesta eleição v. me apóia, na próxima, eu te apóio (não há nada de anormal nisso. Isto é Política - com maiúscula, e não, política - ou politicagem). Pois é. Parece que nesta eleição o candidato Heinze irá se reeleger e colher uma montanha de votos por aqui.

É isto. Perdoe-me por cansá-lo (e a seus leitores), com minhas dúvidas e divagações.

Um abraço politicamente correto.