terça-feira, 29 de junho de 2010

Sobre a Consulta Popular...


O Corede Vale do Jaguari tinha a meta de conseguir mais de 35 mil votos na Consulta Popular 2010. Fez 22 mil, pouco mais que no ano passado. Com isso, a nossa região garantiu uma fatia do bolo de investimentos do Estado para o ano que vem, porém, não a fatia mais grossa, com glacê e cereja, que tanto desejava. Isso porque faltou liderança, faltou pegada de convencimento.

Se no ano passado, tínhamos o vereador Diniz Cogo como presidente do Corede batendo à porta de rádios, jornais, mandando e-mail para tudo quanto é blogueiro e pegando todo mundo pelo braço nas esquinas para ir votar, neste ano tivemos o professor Clóvis Brum, que ficou esperando rádios, jornais, blogs e todo mundo mundo bater à sua porta...

Há trabalhos que são feitos por técnicos, que não podem ser feitos por políticos. E há trabalhos feitos por políticos que não deslancham se forem feitos por técnicos. Foi o que ficou configurado nessa consulta popula: faltou a pegada política de correr atrás de um voto que não era obrigatório.

Por mais que o tecnicismo dissesse que "era para nosso bem, dinheiro pra região etc", na prática é preciso convencer as pessoas, que não estão acostumadas a isso de votar em demandas. Não adianta ser burocrata. Há horas em que é preciso correr atrás das coisas para fazer acontecer. Repetindo o que disse o jornalista Júlio Prates, nesta Consulta Popular, deu "saudade do Diniz"...

Um comentário:

Weimar Donini disse...

Caro Márcio.

A Consulta Popular é o meio mais democrático de participação das pessoas comuns, do povo. Ele é bastante utilizado em países mais avançados, principalmente na Europa.

A participação das agentes políticos é obrigatória, haja vista ser um evento eminentemente político.

Durante o processo Constituinte, tentou-se, inutilmente, consagrá-lo em nossa Carta. As forças políticas dominantes à época (as mesmas que continuam lá!), tudo fizeram para tirar do povo alguma espécie de participação nas decisões.

Dito isto, causa-me espanto e indignação a pouca participação em nossa cidade. Pelos meus cálculos superficiais, uma cidade de 50.000 habitantes deve ter uns 30.000 votantes aptos, no mínimo. Apenas 9.000 é frustrante.

Pelos menos o que se espera é que aquele velho jargão popular de que as coisas não melhoram por causa dos políticos, seja esquecida.

Quanta diferença do povo Argentino, não é?