quarta-feira, 16 de junho de 2010

Passinho pra frente ou passinho pra trás?


Tenho admiração pelo que representa a professora Ayda. Ela, juntamente com a professora Rosane Vontobel e outros tantos educadores e funcionários, fundaram a URI em Santiago. Mas penso que o papel de uma instituição de ensino é formar e incentivar novas lideranças.

Sendo assim, uma chapa encabeçada por uma ex-diretora-geral disputando novamente o mesmo cargo que outrora desempenhou acaba por obstruir o surgimento de pessoas inovadoras. Da mesma forma como seria empecilho se daqui há oito anos, o professor Clóvis Brum desejasse retornar. Aquilo que foi bom no passado, muitas vezes não demonstra sintonia com o presente e, assim, compromete o futuro. A nostalgia muitas vezes nos prega peças.

Portanto, seria muito mais interessante se a professora Sandra Oliveira ou o professor Pinheiro estivessem encabeçando a chapa 01, em vez da professora Ayda, que poderia bem atuar como uma conselheira, uma matriarca da instituição.

Fica difícil entender o porquê dela dispôr seu nome numa disputa, onde acaba por colocar-se à frente das lideranças junto dela (Sandra e Pinheiro) e entra em rota de colisão com uma outra liderança, o professor Chico Gorski, da Chapa 02, uma vez que isso representaria, em síntese, um retrocesso. No programa Expresso no Ar que Ayda participou, ela destacou que tanto o Chico quanto a Michele Beltrão foram seus alunos. Portanto, nada melhor e mais satisfatório para um mestre que ver os seus pupilos ascenderem, prosperarem. Seria bacana que a educadora incentivasse os seus colegas a exercer uma função executiva, em vez dela ensejar retornar ao antigo posto.

Foi lamentável que durante a campanha universitária, tenham sido usadas antigas práticas da velha política, como o uso de panfletos (e e-mails) anônimos e acusatórios. Por fim, observei que esse confronto de ideias e ideologias acabou por tumultuar algo que deveria ser salutar, que é justamente essa possibilidade de escolhas e de questionamentos. O que restou de positivo, afinal, foi surgimento de líderes entre os estudantes, algo até então inédito na URI.

Um comentário:

Weimar Donini disse...

Caro Márcio.
Discordo do teu posicionamento. Ressalto, porém, um milhão de vezes, o direito que tens ao defendê-lo. Não conheço pessoalmente nenhum dos envolvidos no processo eleitoral (como também não te conheço pessoalmente). O debate envolve ideias, pensamentos não pessoas, concorda? E se alguém acreditar que acrescenta, que agrega, que soma, melhor para a comunidade pois terá mais uma opção. Acredito ser salutar e democrático a participação de todas as pessoas de bem. Se estas não participam, aquelas outras, nem sempre bem intencionadas, participarão e levarão, infelizmente. Um abraço.
Weimar Donini.