quarta-feira, 30 de junho de 2010

O passado me salvava...


Sabe aquela frase "o passado condena?" Não no meu caso. Veja só, para quem dizia que eu só usava roupas pretas porque tinha um pacto com o coisa-ruim. Eu, um anjinho, todo de branco (um mini-pai de santo), no dia em que fui batizado pela Igreja Católica Apostólica Romana, ali na igreja Santo Antônio, no bairro Belizário. Lembro que minha madrinha, a Angélica Manzoni da Silva (mãe do meu mano Marcus Vinícius), comentou que depois do batismo as pessoas ficavam limpas dos pecados anteriores.

Eu me sentia leve e queria disseminar a paz, plantar flores, dar milho aos pombos. Chegava até a apartar as brigas da gurizada durante os jogos de taco e de futebol. Fiz o curso de catequese e... larguei dessa vida de santo. Comecei a usar só preto, ouvir Guns N' Roses e me aprofundei na leitura da Divina Comédia, revistas de ufologia, ocultismo e tinha certa obsessão pela Playboy da Luíza Brunet.

Foi por pouco tempo, mas eu quase fui para o céu. Estive lá na porta...

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