sexta-feira, 7 de maio de 2010

A (equivocada) arte de subestimar os adversários...


...E foi dada a largada na campanha pela direção da URI Santiago. Na última vez em que houve troca de direção, em 2003, o clima era de união, pacificidade e consenso. Agora, não. Há duas chapas disputando o cobiçado posto da direção desta importante universidade, que nesta semana configurou entre as cinco melhores segundo a pesquisa Top of Mind, da Revista Amanhã.

Se em 2003, Ayda Bochi largou a direção de mão beijada para Clóvis Brum, hoje a mesma Ayda volta querendo o antigo posto, sem facilitar a aspiração de Francisco Gorski, que encabeça a chapa de situação. A eleição será no dia 16 de junho. Quem vence?

Se você perguntar para algum apoiador de Chico Gorski, a resposta é que será ele o vencedor. Se perguntar para alguém do lado da Ayda Bochi, a resposta talvez seja "vamos tentar". E nesse ou um ou outro, quem eu penso que pode vencer?

Em princípio: sou "peru de fora" e não tenho paixão ideológica nem por um lado e nem por outro.

É difícil dizer, mas é provável que a situação esteja bem mais equilibrada do que o Clóvis Brum gostaria. E, aliás, até acho que essa disputa seja como aqueles jogos da Copa do Brasil, onde uma das equipes pode perder por 1 a 0 que ainda vence o adversário. Nesse caso, eu diria que a vantagem estaria com a Ayda Bochi Brum.

E por quê? O simples fato de existir uma chapa de oposição, surge de uma falta de consenso. Ou seja: há pessoas descontentes (funcionários, alunos, professores) com os atuais rumo da URI e querem uma mudança. Não dá para se enganar que está tudo lindo e maravilhoso, pois há pessoas que pensam que não e a sua opinião não pode ser desconsiderada.

Em sendo assim, não se pode de forma alguma desconsiderar a possibilidade de que Ayda possa vencer essa disputa. Se eu integrasse a equipe/chapa/grupo de apoio de Chico Gorski iria tirar o salto alto e não contar com a vitória antes da hora. É inegável que os apoiadores dele estão subestimando os adversários, acreditando que a eleição já está resolvida.

Me parece que o conteúdo do produto está bem diferente do que nos conta a embalagem. Posso estar redondamente enganado, mas penso que se existe alguma vantagem para algum dos grupos, não seria para os situacionistas, que tanto acreditam nisso.

Simplesmente porque não há um consenso, como em 2003. Simplesmente porque há professores e funcionários que esperam uma mudança. Simplesmente porque há estudantes que estão dispostos a empregar seu idealismo em prol desta causa. E simplesmente porque nunca se pode subestimar um adversário. Eleição, meu amigo, é que nem futebol: nada está definido até que o placar esteja encerrado.

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