quinta-feira, 8 de abril de 2010

Legião, o filme

Quem acompanha o blog, sabe que eu gosto de fazer críticas sobre os filmes que assisto. É uma forma de compensar o fato de eu ser um crítico frustrado e de não ter sido chamado para fazer a cobertura do Oscar na TNT e, sim, o Rubens Edwald Filho (só porque ele assistiu uns 10 mil filmes a mais que eu. Injustiça). Mas tudo bem. Ainda vou trabalhar na revista Set, na Monet, na Sci Fi News, na Movie, na Preview ou no Diário de Santa Maria. Se nada der certo, crio um fanzine (Mas, pensando bem, para não gastar dinheiro com xerox é melhor seguir escrevendo no blog mesmo....).

Bom, entrando no assunto: Semana passada eu assisti o filme Legião, o novo estrelado por Dennis Quaid e também pelo Paul Bettany. Dito isso, vou fazer minha crítica sobre o filme.

A história poderia ser resumida assim:

Um anjo chega num bar perdido no meio do deserto e diz "óh, tigrada. Negó'seguinte. Deus tá cansado das merdas que vocês andam fazendo aí com o planeta e resolveu foder com tudo. E ele tá mandando uma cambada de anjos prá matar vocês. Mas eu resolvi me rebelar e vamos pegar junto que a gente precisa defender a vagaba dessa garçonete aí que tá grávida e mesmo assim joga carta, fuma, bebe e anda sempre bem pintada, essa bagaça. O problema é que o filho que ela tem no bucho é a salvação para humanidade. Só não me perguntem o porquê, porque no meu script não diz. E 'cês que sabem: é pegar ou largar. Então, às armas!".

Incrivelmente e sem questionar o absurdo da situação, todo mundo acredita no anjo. A partir daí, seguem diálogos cada vez ridículos (devem ter sido escritos pelos mesmos roteiristas dos filmes da Xuxa e do Fábio Barreto...). As interpretações são as piores possíveis, todo mundo fazendo cara de sério como se estivesse participando de um filme do Hitchcock (mas que não chega aos pés das trasheiras do Roger Corman). Tudo é previsível, tudo é uma canastrice. Olha só o nome do bar: Paradise Falls (Paraiso caído). Que coisa "original".

E dê-lhe brigas e (d)efeitos especiais num filme que pretendia ser sério, mas que virou um trash involuntário com direito a monólogos existencialistas por parte do anjo interpretado por Paul Bettany, que fazem o filme do Chico Xavier ser merecedor de um Oscar (é claro que isso é uma piada, Pedro . Tu não riu porque não entendeu). É um filme de anjo, mas é um inferno de ruim. Fuja de Legião que nem o capeta fugiria duma cruz. Ou não.


Veja o trailer (mas não se deixe enganar. O filme é tudo o que eu falei e coisas piores ainda. Não deixem o dono da locadora enganar vocês)



Um comentário:

Tainã Steinmetz disse...

Pior que Tarantino esse filme.