segunda-feira, 19 de abril de 2010

Julie & Julia



Julie & Julia é um filme delicioso, eu resumiria. Ao contrário de tantas produções, o filme (já nas locadoras) não tem nenhuma pretensão de passar uma mensagem ou de mudar o mundo. Trata-se apenas de uma história comum e, por conta da simplicidade com que é contada, se torna especial. É baseado num livro da Julie Powell, que trabalha como secretária numa empresa e que, em 2002, decidiu encarar uma missão: preparar todas as mais de 500 receitas ensinadas por Julia Child em seu livro, lançado em 1961 e que já teve mais de 50 reedições. E não apenas isso: ela também abre um blog para registrar todas as suas experiências culinárias.

A partir daí, passamos a acompanhar duas personagens distintas: a Julie contemporânea e a Julia, de quando morava na França (na década de 50) e passou treinar receitas para ter algo a fazer. Meryl Streep, como sempre, está muito bem no papel e esbanja simpatia com sua personagem, um tanto desajeitada e de voz esganiçada (Meryl é especialista em criar sotaques diferentes para cada personagem).

Amy Adans, como a jovem Julie consegue criar empatia com uma personagem que, nas mãos de outra pessoa, poderia ser interpretada como uma "fracassada que não tinha nada a fazer de interessante em sua vida e foi tentar viver o sonho de outra pessoa". No entanto, a sua Julie é doce e nos faz acreditar em sua missão, encarada com muita seriedade (mesmo que em algo nada útil para o resto da sociedade). Ela encontra na cozinha a paz e a liberdade que seu emprego não lhe dá e, desta maneira, solta sua veia criativa.

De qualquer forma, é um filme gostoso de assistir por vários motivos - e isso inclui também uma série de cenas onde os alimentos são preparados e degustados- mas principalmente pelo talento das duas atrizes principais. Ao final, Julie & Julia nos deixa com a sensação de ter provado um prato que foi preparado com todo o requinte. E é muito gostoso de experimentar.

Um comentário:

Fernanda disse...

Filme delicado! Muito gostoso de ver!