quinta-feira, 4 de março de 2010

A terapia do karaokê

Mariana e Carla...

Giovani e César, no Karokê sempre divertido na casa dos Pasini.

Lígia e Tainã rasgando tímpanos com "Ragatanga"...

Clientes do Flashback no palco

César e Lígia.

Fernanda e amigas.

Tudo bem que essa postagem possa soar com propaganda, mas foda-se, vou escrever. Quem ainda não foi ao bar Flashback não sabe o que está perdendo. O ambiente é agradável, os petiscos servidos por lá são excelentes e, melhor, o atendimento é eficientíssimo. Uma das coisas boas desse barzinho santiaguense é a "noite do karaokê", que agora acontece todos os sábados (antes, era as sextas). É uma atração muito legal onde as estrelas são os próprios clientes que sobem ao palco para interpretar canções de sua preferência.

Não importa que se cante bem, se cante mal ou se tire nota alta ou baixa. O importante mesmo- fazendo uso daquela velha frase clichê- é participar. E todos sempre aplaudem efusivamente, não importa o resultado.

Por incrível que pareça, o karaokê do Flashback não nasceu dentro do Flashback. E, sim, dentro da casa dos amigos Karla e Giovani. Muito festeiros, eles costumam reunir os amigos para horas agradabilíssimas, regadas a petiscos, cervejadas e muita música. E sempre é muito legal. Foi que um dia eu disse pro meu amigo Anderson Taborda, dono do Flashback, para ele abrir espaço para karaokê no seu bar. E foi o que ele fez.

Sendo assim, há cerca de dois meses o karokê do Flashback faz muito sucesso. No início, as pessoas eram tímidas para querer se arriscar no palco. Aos poucos, todos vão se soltando e vendo que se trata de uma brincadeira muito sadia e divertida. Eis que, agora, todas as noites em que tem karaokê fica aquele clima de "tomara que comece logo".

Vejo que há clientes ali ansiosos para escolherem suas músicas e subir ao palco e disputando a tapas as pastas pretas com o número das canções. É como se isso os libertasse por alguns minutos. Cantando bem ou cantando mal, mas espantando quaisquer males.

Isso me fez lembrar o filme Duets-Vem Cantar Comigo, estrelado pela Gwyneth Paltrow. Conta a história de seis cantores amadores, de diferentes classes sociais, que sufocam diante dos problemas do cotidiano e fazem dos microfones dos bares de karaokê uma terapia de libertação.

Como disse antes, não importa cantar bem ou mal. Importa ter a coragem de se mostrar e cantar o que seja e do jeito que for.

Assim tem sido o karaokê do Flashback: uma terapia de libertação, de diversão e também do surgimento de amizades. Foi lá que tive a satisfação de conhecer o Vanderlei, tio do meu amigo Éldrio. Foi lá também uma noite, já tontos de tanta Polar, que o Pasini e eu ficamos dizendo um para o outro coisas do tipo "eu te admiro", "não, eu é que te admiro", "não, não. Sou eu" (papo de quem já tava "alto", claro).

E lá dei muita risada vendo o Éldrio cantar "Florentina", me diverti com o César cantando "Infinita Higway" e com a Carla cantando "Meu Vaqueiro, Meu peão", com a Tainã e a Lígia cantando "Ragatanga". Também muito cantei "Astronauta de Mármore" com o Pasini e vi tantos outros escolherem e cantarem suas canções preferidas da melhor maneira possível fosse Legião Urbana, Raul Seixas ou até Amado Batista.

Nem sempre com uma boa voz ou timbre, mas sempre com todo o coração, de peito aberto e de alma liberta.

Na noite do karaokê, não há artistas consagrados. Há anônimos que somos, libertando nossas emoções através dessa mágica chamada música que é, também, uma das melhores terapias que já foram inventadas.

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