terça-feira, 30 de março de 2010

Quero ver Dilma, Serra e Ciro no Big Brother


Que reforma política que nada. Os brasileiros não precisam de nada disso. Há uma fórmula muito melhor para fazer com que o nosso voto não se perca e tenhamos a certeza de eleger o melhor presidente para o nosso país: o Big Brother.

Nesta noite de terça-feira, 30 de março de 2010, o Brasil inteiro vai parar pra decidir se Dourado, Cadu ou Fernanda conquistam o prêmio de R$ 1,5 milhão, os 15 minutos de fama e a capa dos principais jornais, entrevistas na televisão, editoriais de moda ou fotos na Playboy e G Magazine. Não assisti o Big Brother muito além de uns poucos lampejos. Mas sempre digo que é impossível ficar à deriva do assunto quando se trata de uma das principais atrações da maior rede de televisão do país.

Mesmo sem ter assistido, tenho a certeza de que os finalistas do programa foram os melhores. E não tenho a certeza de que o melhor vencerá. Afinal, em suas dez edições o Big Brother Brasil representou um tapa na cara do ex-presidente militar João Batista Figueiredo, o qual sentenciou o seguinte, a respeito dos brasileiros:

"Um povo que não sabe nem escovar os dentes não está preparado para votar".

Estava muito enganado, o Figueiredo, quando disse isso no final da década de 70. Os brasileiros sabem, sim, votar. Talvez, não saibam eleger os seus representantes políticos. Mas o Big Brother é um exemplo da capacidade de avaliação de nosso povo, de norte a sul do país. Sejam eles sócios de clínicas odontológicas, usuários de aparelhos coloridos ou desdentados, por não saber se escovar. Pouco importa. No Brasil, todos sabem dizer quem foi o melhor no BBB e têm na ponta da língua a resposta sobre cada passo dado dentro da "casa mais vigiada do país", como costuma dizer o Bial.

É por isso que acredito: o Brasil não precisa de uma reforma política. O Brasil precisa é de mais Big Brothers.

Portanto, fica a dica: ao invés dos três meses de campanha política que se iniciarão em fins de julho, era melhor que o Serra, a Dilma, o Ciro Gomes, a Marina Silva e os demais presidenciáveis fossem colocados dentro da Casa Global, com transmissão nos demais canais, claro. Que fossem vigiados 24 horas em cada uma de suas declarações, declaratórias, peculiaridades e picuinhas. Saberíamos se a Dilma ronca, se o Serra toma banho ou se o Ciro é machista.

(Cuidado, Ciro. Não vá ratear de dizer desta vez que a Patrícia Pillar só serve para dormir contigo. Fica esperto, malandro).

Imagine nossos heróis se sujeitando a provas duríssimas só para conseguir uma cesta básica? Ou batendo boca por causa de qualquer coisa? Ou acorrentados, resultando em coligações partidárias do tipo PSDB-PT, com a Dilma e o Serra presos um ao braço do outro. E vai que surge daí um romance?

E que a cada semana houvessem paredões para que fôssemos eliminando os candidatos menos simpáticos às nossas aspirações e que, ao final, tivéssemos a certeza de estar elegendo o melhor para o Brasil.

Aliás, o Lula poderia até figurar no lugar do Pedro Bial colocando à prova nossos candidatos. E não interessa que ele manifeste sua predileção pública pela Dilma. Afinal, o Bial também faz isso com seus jogadores.

Nosso país não precisa de uma reforma política. Menos política e mais Big Brother. É isso que o povo gosta, é isso o que o povo quer. Os brasileiros sabem escolher e votar muito mais conscientes no Big Brother do que para governar sua cidade, seu Estado e seu país.

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