terça-feira, 23 de março de 2010

Percy Jackson e o Ladrão de Raios


Quando vi o trailer desse filme no cinema, juro que fiquei empolgado. Parecia uma divertida aventura juvenil, bem ao estilo de Harry Potter, que misturava elementos da mitologia grega com a tecnologia do mundo moderno resultando num filme inédito. Não sabia nada sobre sobre o personagem Percy Jackson, sequer que se baseava numa série de livros. E, muito menos sabia que essa adaptação era dirigida por Chris Columbus, o pai de Harry Potter no cinema, diretor dos dois primeiros filmes da saga do bruxinho criado pela escritora J.K Rowling.

No entanto, bastou ver os primeiros minutos de Percy Jackson para ver que se tratava duma cópia descarada de Harry Potter, mas sem a metade da metade da metade da criatividade. Vejamos: o personagem-título é um garoto aparentemente comum que, certo dia, descobre que é filho de um ser poderoso. Num repente, ameaças sobrenaturais começam a persegui-lo por conta de um poder que ele possui, mas que ainda não sabe como funciona. Para aprender a lidar com isso, ele entra numa espécie de escola, sendo monitorado por mestres de notável poder e sabedoria e, até mesmo, participa de disputas desportivas. Após, descobre que um perigo muito grande ameaça a todos e só ele pode colocar um fim nisso. É a sinopse de Harry Potter? Não é Percy Jackson riscando seu nome por cima do roteiro e surrupiando ideias que todos já conhecemos.

Os diálogos dos personagens são muito infantilóides e me lembraram os livros da coleção Vaga-Lume. Por sua vez, os efeitos especiais prejudicam ainda mais o filme, já que as criaturas que o personagem-título enfrenta mais parecem gráficos de um videogame, o que não dá para entender se pensarmos que há 13 anos Jurassic Park, por exemplo, já apresentava efeitos especiais bastante realistas. Em nenhum momento o espectador se preocupa com o destino do personagem, porque a cada perigo enfrentado se reforça a ideia de que ele sairá ileso do que se apresentar pela frente.
Quem se destacaria no filme, na minha opinião? Bem, o ator principal, Logan Lerman, é carismático e cumpre com louvores o roteiro que lhe foi confiado. Enquanto isso, o veterano Pierce Brosnan, em participação especial, parece constrangido no papel de um minotauro. Por sua vez, Uma Thurman preenche a tela com muito charme e beleza, ainda que seja interpretando a perigosa Medusa. Aliás, foi justamente a cena em que ela apareceu que ficou marcada na minha mente, sendo o restante é facilmente esquecível. Não fosse isso, eu só me lembraria deste Percy Jackson e o Ladrão de Raios como sendo um irmão bastardo de Harry Potter...

Um comentário:

Tainã Steinmetz disse...

Certo que vai ter continuação. ¬¬

Piores diálogos! Fora as cenas totalmente desnecessárias!