terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Zumbilândia

Estreou nos cinemas brasileiros o filme Zumbilândia. Como o próprio título já sugere, trata-se de uma história que envolve zumbis, ou seja, mortos-vivos em busca de carne humana e que disseminam o vírus que cria outros monstros. Se essa temática já rendeu filmes sérios como Extermínio e claustrofóbicos como Rec, aqui a proposta é fazer rir.

O filme acompanha a história de quatro pessoas tentando sobreviver em meio ao caos dos mortos-vivos. Columbus (Jesse Eisenberg) é um rapaz acostumado a fugir de tudo. Em determinado momento do filme, ele revela que antes da praga dos zumbis se espalhar, ele fazia de tudo para ficar afastado dos humanos. Agora, tudo o que ele mais quer é encontrá-los. Muito dinâmico, o filme mostra uma série de regras que o rapaz segue para se manter vivo.

Tallahassee (Woody Harrelson) é um homem que não tem medo e adora acabar com os zumbis. A princípio, parece um personagem porra-louca, mas que revela uma motivação para fazer o que faz. Há também as irmãs Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin, a menina de Pequena Miss Sunshine), que são irmãs que fazem de tudo para sobreviver, nem que seja preciso passar os amigos para trás.

Ah, claro. Temos também a participação especial de um comediante famoso (não vou dizer quem), no papel dele mesmo, numa das sequências mais engraçadas do filme.

Zumbilândia
foi concebido para não se levar à sério. É um filme que só propõe divertir e fazer rir. Mesmo assim, há momentos em que a história acabando focando na questão dos relacionamentos humanos e, por mais improvável que seja, é possível tirar uma bela lição mesmo em cenas que se antecipam a momentos grotescos. É uma comédia de humor negro como há muito não se via no cinema. Um filme trash na linha de, digamos, Um Drink no Inferno (dito isso, certamente Zumbilândia seria um filme que o diretor Quentin Tarantino, roteirista de Drink, adoraria ter escrito).

Por fim, devo dizer que Zumbilândia é um filme debochado, nojento, sangrento, improvável, ridículo, descartável e completamente inútil. E, com tudo isso, é incrívelmente divertido.


Veja o trailer:


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