segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Quem quer pão?


Gosto de pão cacetinho (aos amigos de outros estados: aqui no sul a gente chama pão francês com esse nome empulhativo). Mas, putz, não dá para querer comer os pães que são vendidos na Rede Vivo. Como diria a minha mãe, são pães "esbruguentos". Na primeira mordida, o pão se despedaça todo, virando um monte de farelos. E também que, ao ser aberto, o pão se revela praticamente oco.

Mas façamos justiça: os pães da Rede Vivo (e da Tritícola e Padaria Fronteira também) só ficam bons a partir do segundo dia, quando já não se quebram.

Mas no terceiro já não dá para comer, porque ficam borrachentos. Você morde e aquilo vem espichando igual a queijo derretido (mas sem a mesma consistência, claro). No quarto dia, os pães estão perfeitos para serem usados como arma (se jogar na cabeça de alguém, é nocaute certo...)

Por que isso acontece? Bom, não tenho conhecimento de padaria para saber, mas acho que o excesso de produtos (bromato etc) para deixar o pão mais crescido o transforma nessa massa "dura" e oca. Mas descobri uma pequena padaria que vende pães cacetinhos perfeitos logo no primeiro dia.

É uma padaria caseira ali na rua Osvaldo Aranha, na mesma quadra do Mercado dos Guris. Nem nome tem a padariazinha. Só sei que é de uma senhora chamada Cleusa. Os pães cacetinhos são de tamanho generoso e quando você abre, é pura massa por dentro. Não quebram, não esbrugam e são deliciosos. Não sei qual é a receita dela, mas os pães são ótimos.

2 comentários:

Renan MG disse...

Um descrição perfeita do que acontece com os pães! Ótimo!!!

José Andrade de Oliveira disse...

Em Marília SP, minha terra, a gente falava "desbruguento", usado para bolos sem consistência, que ao cortá-lo se desmanchava.

O jeito de falar do interior paulista e do RS tem muita semelhança!