terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ainda bem...


Tudo bem que veio chuva na segunda-feira e amenizou o terrível calor do final de semana, trazendo um pouco de frescor. No domingo, os termômetros se aproximaram dos 40º graus e o calor era insuportável. Fui convidado para ir tomar banho de piscina na casa de minha amiga Paola e, apesar do convite ser muito atrativo, acabei declinando por um simples motivo: teria de caminhar por algumas quadras no sol.

Diante do clima exaustivo, só pensava num consolo: ainda bem que a maior parte das ruas da minha cidade não são asfaltadas.

Afinal, os calçamentos com pedras irregulares permitem que a terra respire e favorece o crescimento de capim entre as frestas, fazendo com que a água das chuvas seja absorvida. Isso ajuda a diminuir o calor, favorece os lençóis freáticos e também evita enchentes.

Se tivéssemos asfalto nas ruas centrais, a sensação de calor seria insuportável, misturada com o cheiro de petróleo, hidrocarbonetos alifáticos, óleo etc. Fora que diminui terrivelmente a infiltração da água e favorece a proliferação de sujeira. Em verdade, o asfalto é um inimigo do meio ambiente. Muito bom para as estradas, péssimo para a área urbana.

Bom, claro. Nem de todo ruim. Afinal, o asfalto é um subproduto juscelinista (o cara que queria que 'Brasil crescesse 50 anos em 05'), que favorece os motoristas e a indústria dos combustíveis. Favorece também as corridas e os acidentes.

Uma coisa que as pessoas também esquecem, por exemplo, é que uma rua calçada com pedras requer menos manutenção que o asfalto que constantemente precisa de reparos e recapamentos. Veja o caso de duas avenidas de nossa cidade: a Pinheiro Machado, que é muito movimentada e é quase toda coberta de paralelepípedos há décadas. Raramente se vê qualquer manutenção nessa rua. E pegue o caso da Alceu Carvalho, uma avenida asfaltada que, de seis em seis meses, praticamente se vê esburacada e vira alvo de reclamações dos motoristas.

Mas fora essas discussões, durante o calor de quase 40º graus no final de semana, eu só pensava numa coisa: ainda bem que a maior parte das ruas da minha cidade não são asfaltadas.

Nenhum comentário: