quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sou fã do George Clooney

Sou fã do ator americano George Clooney. Não só por ele ser um cara cool e "pegar" as mulheres mais bonitas no cinema e fora dele.

Mas sou fã do artista que ele é. Tanto, que assisti mais de vinte filmes estrelados por ele (a saber: Amor Sem Escalas, Queime depois de ler, O amor não tem regras, Conduta de Risco, Treze homens e um novo segredo, Boa noite e boa sorte, Syriana - A indústria do petróleo, Doze homens e outro segredo, O Amor custa caro, Pequenos espiões 3, Solaris, Confissões de uma mente perigosa, Onze homens e um segredo, Pequenos espiões, Mar em fúria, E aí, meu irmão, cadê você?, Três reis, Irresistível paixão, O Pacificador, Batman & Robin, Um dia especial e Um drink no inferno)

Enfim, Clooney era considerado um atorzinho de quinto escalão, do tipo que participava de filmes mequetrefes como O Retorno dos Tomates Assassinos. Ele iniciou sua carreira lá pela segunda metade dos anos 80 e demorou muito para ter qualquer tipo de sucesso. Não se sabe se chegou a passar fome, mas considerando as péssimas produções em que atuou antes de chegar à televisão, não é de se duvidar. Na metade da década de 90, foi então que ele chegou até a série Plantão Médico, onde interpretava um dos personagens principais.

Já ali ele apresentava as características que o tornaram famoso, o charme arrebatador, o sorriso de canto e as meneadas de cabeça. Porém, nada disso apontava que ele se tornaria um dos atores mais influentes do cinema. Nem tampouco os filmes que veio a estrelar em seguida: Drink no Inferno foi considerado mediano e cult. Batman e Robin foi considerado um desastre.

A carreira de Clooney começou a se delinear com Irresistível Paixão, conquistou respeito com Mar em Fúria (que eu vi no cinema), divertiu com E aí, meu irmão cadê você?, arrebatou com Três Reis e consolidou-se em definitivo com Onze Homens e Um Segredo.

A partir daí, cada filme estrelado por Clooney se tornou um acontecimento. Ainda mais, com ele dando início a uma bem sucedida carreira como diretor, já lhe valendo inclusive indicações ao Oscar nessa categoria.

Mas o prêmio máximo do cinema também deu as caras na vida do ator, que venceu na categoria de coadjuvante com Syriana-A Indústria do Petróleo. Ele voltou a frequentar a festa da academia ao conquistar ainda mais respeito como intérprete com o tenso Conduta de Risco, sendo indicado a Melhor Ator. E ao que parece, George Clooney vai voltar à festa do Oscar por sua brilhante interpretação no ótimo Amor Sem Escalas. E não duvide que ele seja o merecedor do prêmio como Melhor Ator.

Escrevi tudo isso para justificar minha admiração por Clooney como artista. Agora, quero dizer que o admiro também como ser humano. Eis que não raras vezes, ele usou de sua influência na mídia para abordar assuntos que muitos outros preferem nem tocar. Clooney não. Ele costuma tocar na ferida e dar palpite sobre política, sobre guerra, meio ambiente, miséria humana e sobre a responsabilidade que todos temos no mundo em que vivemos.

Demonstrando mais uma vez seu engajamento, na semana passada ele organizou uma maratona de shows junto com a MTV americana, intitulada Esperança para o Haiti. Usou de toda a sua influência e atraiu artistas como Shakira, Madonna, Beyonce, Nicole Kidman, Jack Nicholson, Julia Roberts e muitos outros cantores, cantoras, atores e atrizes. O objetivo era de arrecar dinheiro para ajudar os sobreviventes do Haiti.

O resultado: foram arrecadados mais de U$ 57 milhões de dólares. A tragédia haitiana obteve um alento na união de tantos artistas em prol de um objetivo humanitário. E a ideia partiu de George Clooney, que ganhou ainda mais minha admiração por seu exemplo e atitude.

Um comentário:

A. R. T. disse...

"contos macio brasil " foi o Chico que pesquisou hahaha, pois afinal de contas ele fala assim! Hahahaha!!!

Um abraço, Márcio!!
Se puder dê uma olhada no meu blog uma hora, postei aquela análise da obra da vó feita por um poeta alegretense professor da PUCRS.