terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Nem tudo que brilha...

Outro dia entrei no supermercado e tinha uma pilha de panetones em promoção pela metade da metade do preço que custava antes do Natal (custava a metade logo após o Natal). Daqui há alguns meses, vem a Páscoa. E, cuidem só o preço dos chocolates e das latas de sardinha antes e depois da data. O que sobrar (ou estiver quase vencendo) vai para a promoção. E você, faceiro, vai lá e compra. O mercado faz isso para oferecer a sobra do estoque ou, simplesmente, aquilo que ninguém quis.

É uma estratégia do mercado e, dentro de sua política, isso está correto. Porém, cabe ao consumidor avaliar se quer ou não o que está sendo oferecido. É a mesma coisa em relação a cursos pelo Brasil afora. Durante sua palestra no Fórum de Literatura, a escritora Aledir Bristot comentou sobre as universidades que oferecem cursos mais baratos, atraindo pessoas que ficam satisfeitas em pagar menos por um curso superior. Mesmo que elas não tenham, muitas vezes, a menor vocação para a área escolhida. Resultado: o mercado ganha profissionais pouco habilidosos.

O erro está nas cursos que oferecem desconto ou nas pessoas que compram panetone pela metade da metade do preço (mesmo que, nem gostem muito de panetone)?

Tudo é uma questão de estratégia. A estratégia do curso e a estratégia pessoal. Tipo: o que eu vou fazer com isso que eu estou comprando? Vai ser realmente útil? Eu tenho vocação para isso ou para aquilo? Se tiver, abrace com todo o amor pela profissão que um dia terá. Se não tiver, desista. Não se iluda. Não insista, porque já sabe: insistir num erro... (como diria o Humberto Gessinger: ouça o que eu digo, não ouça ninguém)

Não engrosse a lista dos profissionais desiludidos e que jogam suas frustrações em cima de alunos ou clientes. Aproveitar algo que está sendo oferecido é bom, mas também é preciso analisar de cabeça fria. Pois nem tudo que brilha é ouro, diamante ou rubi.

Falando nisso, tem panetone a R$ 1,99 na Rede Vivo...

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