quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

5 perguntas para: Giovani Pasini

Na foto, Giovani e sua cara-metade, a Karla.

Meu amigo Carlos Giovani Delevati Pasini é escritor e educador. Se declara um defensor da universalização da literatura e da cultura. É casado com a Karla e é pai do Eduardo e da Amanda. Autor de sete livros, lançou sua mais recente obra na semana passada. E ele é também o presidente da Casa do Poeta de Santiago, uma instituição recente, que marcou o cenário cultural regional de forma muito positiva no ano de 2009, promovendo 17 edições de seu Cafezinho Poético, uma Maratona Cultural e também um concurso literário. E inicia o ano de 2010 com o sucesso do I Fórum Latino Americano de Literatura. Com a palavra, o presidente Giovani Pasini:


1- Qual foi a ideia ao criar a Casa do Poeta de Santiago e as dificuldades?

A ideia surgiu na reunião de alguns escritores, no Centro Cultural, para a organização da Feira do Livro de Santiago, do ano de 2008. Na oportunidade, o professor Renato Polga disse a seguinte frase, que ficou na minha cabeça “Os escritores de Santiago não conversam e não se reúnem!”. Realmente eu percebi que aquilo era verdade e pensei: por qual motivo Santiago não possui uma Casa do Poeta, se é a “Terra dos Poetas”?

Eu já havia participado duma reunião cultural da Casa do Poeta de Canoas e resolvi sair atrás do que era necessário para a fundação em Santiago, ou seja, estatuto, ata de fundação, filiação na entidade que coordena as casas do poeta, que é a Casa do Poeta Brasileiro. Finalmente, em 13 de dezembro de 2008, num sábado, fundamos a Casa do Poeta de Santiago, num auditório lotado, com mais de 70 pessoas.

As dificuldades foram muitas, vou citar duas: no início houve uma falta de credibilidade sobre as verdadeiras intenções da Casa do Poeta, até com uma tentativa de “boicote”, articulado por algumas pessoas. Porém, com o tempo a instituição foi comprovando a sua seriedade e a sua maior doutrina – difundir a cultura e ser “aberta” ao público.

Outra dificuldade foi a financeira. Iniciar do zero, sem dinheiro, requer muita criatividade e esforço. Entretanto, no começo, graças a pessoas como Karla Pasini, Lígia Rosso, Márcio Brasil, Maristane Pedroso, César Braga, Alessandro Reiffer e Tide Lima, pudemos difundir o trabalho, superar obstáculos e crescer. A Casa do Poeta é como um filho para nós...

2- Como tem sido o trabalho da Casa do Poeta de Santiago?

Um trabalho intenso, fervoroso e feliz. A literatura faz parte de nossas vidas. O melhor de tudo é poder trabalhar com uma diretoria eficiente, prestativa e unida. Os diretores, acima de tudo, são bons amigos e vestem a camiseta. Quando é assim, qualquer atividade “homérica” se torna fácil de executar.

Além dos nomes supracitados, juntamos os esforços com pessoas fantásticas como: Janice Trombini, Rodrigo Neres, Tainã Steinmetz, José Adilmo de Lima, João Matheus Gham e Luiz Paulo Milani. Uma diretoria jovem e eficaz.

3- O que a entidade projeta para o seu futuro?

Várias atividades. A organização do II Fórum Latino-Americano de Literatura, o lançamento de obras de santiaguenses, pois criamos a “Editora da Casa do Poeta de Santiago”, com um fundo editorial de auxílio aos novos escritores; a criação do Projeto “Literatura no Bairro” (ideia do Juarez Girelli) que levará livros e concursos literários para todas as Associações de Bairros de Santiago e em entidades assistenciais.

Pretendemos conseguir, junto ao governo municipal, uma sede para a Casa do Poeta de Santiago, pois várias pessoas de fora do município nos perguntam onde é a nossa sede, na “Terra dos Poetas”? Dizemos que contamos com o apoio do Juarez Girelli e do Tide Lima, na Livraria Santiago. Estamos realizando um “abaixo-assinado” para levar ao governo municipal, que também já manifestou o interesse em nos apoiar, em relação ao assunto.

4- Qual tua avaliação deste I Fórum Latino-Americano de Literatura?

Um sucesso absoluto! Isso ocorreu graças à diretoria e a todos os parceiros do evento, principalmente a Prefeitura Municipal, a Câmara dos Vereadores e o Exército Brasileiro. Também pelo esforço da comunidade local, que estava envolvida na organização. Contamos com a participação de escritores e leitores do Brasil (Santiago, Uruguaiana, São Paulo, Porto Alegre, Passo de Torres, Santa Maria, São Francisco, entre outras cidades), da Argentina e do Paraguai. Lotamos o auditório da Câmara dos Vereadores.

Quem trabalha com a cultura sabe que isso é difícil. Além disso, o conhecimento transmitido pelos palestrantes, em poucos dias, tornou o fórum algo fantástico. Um verdadeiro sonho realizado. A tendência será sempre melhorar e vamos trabalhar para isto.

5- Como foi a receptividade ao teu novo livro, lançado durante o Fórum?

Melhor impossível. O livro vendeu muito bem e o relacionamento com o público foi lindo. Pude dar vários autógrafos, ouvir opiniões e escutar frases carinhosas. Poder falar com o leitor é o desejo de quem aspira ser um escritor conhecido e reconhecido.

O livro “A Espiral e o Caracol” é o sétimo “filho” que escrevo. Ele tinha que surgir no Fórum, pois era o local ideal de seu nascimento. Um berço esplêndido. Um fato emotivo e histórico. Estou muito feliz...

2 comentários:

Giovani Pasini disse...

Agradeço a postagem do amigo Márcio Brasil.

Fiquei muito feliz em poder responder os questionamentos...
Grande abraço!

Anônimo disse...

Ah! Irmão...rsrsrs

Você sempre tão atencioso com a gente. Adorei a cara-metade...
O evento foi ótimo mesmo.
Abraços.

Karla Pasini