sábado, 28 de novembro de 2009

Fui pego de calça curta...

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Você já ouviu falar dos "Cafezinhos Poéticos" promovidos pela Casa do Poeta de Santiago? Pois é. São reuniões amigáveis que acontecem quinzenalmente ali no Centro Cultural de Santiago. São encontros bem despojados, onde os participantes vão à vontade para tomar um café, conversar sobre literatura e assuntos diversos. Como é um encontro entre amigos, geralmente vou lá de camiseta, bermuda e chinelos. Bem sem frescura. Pois bem...

Nesta sexta-feira, teve uma reunião da Casa do Poeta lá na Câmara de Vereadores, para o lançamento de uma campanha publicitária e entrega duns certificados. Na boa, achei que seria uma reunião bem descontraída também e me fui para lá de bermuda e tênis All Star. Chego na porta, e me deparo com o César Braga de gravata e já estranhei. De repente, aparece o vereador Davi Vernier, também de gravata. Tá, não dei bola. O César é fiasquento e bota gravata até para jogar bolita. O Davi é vereador, faz parte do marketing pessoal.

Decido que vou entrar na reunião como tinha ido, nada a ver, tô nem aí. Mas e quando chego na porta e olho o plenário da Câmara lotada, cheia de pessoas bem vestidas. Dei meia volta rapidinho e vi minhas convicções de entrar por aquela porta irem por água abaixo. O fiasquento lá era eu.

Parecia aqueles sonhos em que a pessoa imagina estar sem roupa em público. Foi parecida a sensação. Corri para casa, botei uma calça jeans e voltei. Não sem antes ouvir uma provocação do Giovani Pasini:

- Márcio, eu tinha avisado que o traje era esporte, mas não para praticar esporte.

Prefiro a Tritícola...

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Estive no supermercado da Cooperativa Tritícola agora de tarde para umas compras, junto com a Tainã e o Cristiano. E, putz, fiquei impressionado com a variedade em produtos que tem por lá. Cada setor é bem diversificado. A lancheria é um encanto e dá para sentar por ali e saborear pizzas, panquecas, pasteis, bolo de queijo e muitas outras delícias. Há uma diversidade muito grande em cada setor e se encontra de tudo por lá.

Fora isso, é ótimo poder circular pelos corredores sem ter que desviar de outros carrinhos ou repositores, como acontece ali na Rede Vivo, onde duas pessoas num corredor já geram um congestionamento. Na Tritícola, há bastante espaço para circular e fazer as compras com tranquilidade. Falo tudo isso de forma espontânea, até porque não ganho nada da Tritícola para falar bem dela (juro, o Ruderson não me pagou para isso...). Mas realmente gosto e prefiro fazer minhas compras no supermercado da Tritícola. Porque lá, encontro de tudo mesmo.

Agora, tem um detalhe, só um detalhe: na Rede Vivo é quase tudo mais barato. É justamente por isso que a Rede vende mais que a Tritícola.

De qualquer forma, se você é daqueles (como eu) que odeia ficar horrores de tempo numa fila, pague um pouco a mais e ganhe tempo (até porque tempo é dinheiro), porque na Rede Vivo a gente padece na fila. Além de que, o atendimento na Tritícola é muito superior. Um sorriso sempre faz diferença.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Os ídolos das estrelas

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Olha só o que faz uma produção e uma maquiagem bem feita. A cantora Sandy ficou perfeita na roupa da Mulher-Gato, relembrando a personagem interpretada por Michelle Pfeifer em Batman Returns. A Sandy é uma das celebridades que estão no livro "Eu queria ser", que será lançada pela fotógrafa Prscila Prade. Ela reuniu mais de 50 artistas, que posaram homenageando lendas do rock, do cinema e até dos quadrinhos. Em destaque também, os cantores Nasi (do Ira), que ficou a cara do Wolverine e também a maravilhosa Pitty, que representou a replicante interpretada por Daryll Hanna, do filme Blade Runner. E você, quem gostaria de 'ser'?

Eu, gostaria de ser o Batman. Especialmente para fazer par com a Sandy...

Os vencedores do 13º Santiago Encena

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Encerrou nesta quinta-feira mais um Santiago Encena, festival de teatro amador, em sua 13ª edição. Realizado no GSSGS o evento foi um grande sucesso, registrando excelento público durante os quatro dias. A cerimônia de premiação consagrou o talento de grupos de Santiago e região, sendo que o grande vencedor da noite, na disputada categoria de Melhor Espetáculo foi a peça "Novas Diretrizes para um Tempo de Paz", encenada pelo grupo Nóis Gurizada, de Uruguaiana e dirigida por Paulo Resendes, que também venceu como Melhor Diretor e Melhor Ator Coadjuvante. O 2º lugar na categoria de Melhor Espetáculo foi para Irritação, do grupoDom de Semblantes, de Santiago, sob a direção de Ângela Genro, que também levou o prêmio de Melhor Atriz e Melhor Cenografia.

Demais prêmios na categoria Adulto: Melhor Ator- Rafael Brites; Melhor Sonoplastia- Paulo Resendes na peça Triad, do grupo Quem vem pra cena, de Itaqui; Melhor Figurino: Grupo Tio Pedro, de São Francisco, com a peça "Uma Vendedora de Recursos". Melhor Atriz Coadjuvante: Bruna Guedes. Prêmio especial do júri: Lohana Maidana, pelo espetáculo "Laysa Taylor, a história de uma Diva", da Academia de Artes Cênicas Valentina, que também conquistou o prêmio de Melhor Maquiagem.


Categoria Infantil
Os grupos de Santiago tiveram grande destaque na Categoria Infantil. A peça "O Galo Tião e a Dinda Raposa", do Teatro Artemágika levou o prêmio de Melhor Espetáculo. Do elenco, foram premiados também Dilnei Chagas, como Melhor Ator; Adriana Machado, Melhor Atriz. A peça, dirigida por Renato Polga, também conquistou os prêmios de Melhor Figurino e Melhor Maquiagem.
O2º lugar nesta categoria foi para "A Bruxinha que era Boa", do grupo Fazendo Cena, que também rendeu os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Ator Coadjuvante para Divaldo Souza (foto). A jovem Estefânia Martins levou o prêmio de Atriz Coadjuvante e Terezinha Canterle o prêmio de Melhor Cenografia.

A Melhor Iluminação foi para Eder Freu, do Grupo Tio Pedro, de São Francisco de Assis, pela peça João e Maria, premiada também com a Melhor Sonoplastia. A comissão julgadora do 13º Santiago Encena foi formada por Nara Maia, Valéria Minuzzi e Angélica Ertel. Na noite de encerramento, houve show com Júlio Saldanha. O Santiago Encena foi coordenado pelo Departamento de Cultura da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, tendo o apoio de empresas locais.
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Update: Liguei há para o meu amigaço Divaldo Souza para cumprimentá-lo por sua conquista como Melhor Diretor e Melhor Ator Coadjuvante, além dos outros prêmios que sua peça levou. Em Santiago, o Divaldo hoje tem uma importância muito grande, pois trabalha pelo amor à camiseta e à arte com teatro na escola Thomás Fortes, mantendo viva as artes cênicas no meio estudantil e formando público. Parabéns, Frugufinha!

Tudo junto e misturado...

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E hoje tem a inauguração do Flashback Bar. Trata-se de um ambiente pra lá de agradável, estilo bistrô, e que só vai rodar músicas dos anos 60 aos 90, proporcionando uma viagem musical. Será aquele bar ideal para encontrar os amigos ou ir com a esposa. Namorada, até pode levar dependendo da idade dela, porque se ela for da geração shopping center (não o nosso, claro), vai odiar as músicas. Não vai ter fank por lá e nem sertanejo universitário. E é por isso que vai ser muito legal. O Flashback Bar é de propriedade do meu bródi Ânderson Taborda.

Casa do Poeta
Nesta sexta-feira, 27, a Casa do Poeta de Santiago fará o lançamento oficial do I Fórum Latino-Americano de Literatura/II Encontro de Escritores do Mercosul. Será na Câmara de Vereadores a partir das 20h. O presidente Giovani Pasini informa que o evento vai acontecer de 22 a 24 de janeiro, com o apoio de empresas locais e da prefeitura. Quem quiser ir lá para aplaudir meu talento, meu carisma, minha beleza, sabedoria e, principalmente, minha modéstia E humildade está convidado. Vou recitar a crônica "A Raiz no Pampa", de Caio Fernando Abreu. Na saída, darei autógrafos. Levem papel. Ovos não serão permitidos e o pessoal será revistado na entrada.
(Meus amigos, não levem a sério o que estou falando. Isso tudo é uma arte chamada ironia...)

Formatura da Ulbra
No dia 09 de dezembro a Ulbra vai formar a sua segunda turma de Pedagogia. Serão 28 acadêmicas recebendo o seu diploma de formação de curso superior respeitado, como é o da Ulbra. Parabéns às formandas e também para a professora Cleonice Azevedo. Que a Ulbra cresça cada vez mais na nossa cidade e região
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Turismo com a Pirâmide
Momento merchandising: O Jorginho Machado tá fazendo sucesso com a sua Pirâmide Turismo. Toda semana tem viagem para tudo que é canto. Há poucos dias, um grupo de santiaguenses, assisenses e outros "enses" viajaram para Foz do Iguaçu. Já estive lá. É muitcho legalzinho. Em breve, a Pirâmide Turismo vai iniciar seu roteiro de viagens para o litoral gaúcho e catarinense. O fone do faraó Jorginho Machado é o 3251-1750. (Hã? Não entendeu a piada do faraó?).


Convexo Pizzaria
Momento merchandising 2: Outro dia, cheguei em casa e meu pai avisou que o pessoal da Convexo Pizzaria tinha ligado. Retornei a ligação e eles me me mandaram a melhor das cortesias: uma deliciosa pizza, preparada no capricho, sabores estrogonofe e contra-filé com alho. Muuuuito gostosa! E fica a dica para o pessoal: hoje tem rodízio de pizza por lá. Vale a pena conferir e curtir o ambiente, sempre com boa música ao vivo, às sexta-feiras. Para os que gostam de ficar por casa, o telefone da Convexo Pizzaria é o 3251-6929.

Exposição de pedras
Nos dias 05 e 06 de dezembro vai acontecer a I Exposição de Pedras de Santiago. Será no Ilha Bella Shopping, sob a coordenação do médico Arlindo Disconzi. No local, os visitantes poderão apreciar pedras semi-preciosas e de diversos formatos.


Bate papo com a Therezinha Tusi
Não dá para perder. No dia 11 de dezembro, a queridíssima escritora Therezinha Lucas Tusi (avó de meu bródi Alberto Ritter) vai ser a atração no Centro Cultural num encontro com leitoras suas, integrantes do grupo Feliz Idade. Ela vai responder perguntas, especialmente sobre as poesias publicadas em seu último livro, lançado pelo projeto Santiago do Boqueirão, seus Poetas Quem São.

Festa na creche
Hoje, sexta-feira, a Creche Lar Vó Aurora dá início a sua programação para comemorar os 23 anos. A Juracy me mandou o convite aqui para participar da abertura logo mais, às 19h. A Vó Aurora abriga e dá assistência para mais de 20 crianças.

San Marino e Ivonir Machado
Já dei o recado no blog, mas dou de novo (faca): No dia 07 de dezembro, no GSSGS, a Marx Eventos vai promover um baile duplo com as bandas San Marino e Ivonir Machado e os Novos Garotos. A festa vai ser numa véspera de feriado, portanto, dá para encarar bem a maratona do festerê. Os ingressos já podem ser comprados na secretaria do GSSGS (Grêmio) ou na Farmácia Kerpel. A festa é uma promoção do amigo Éldrio Machado.



Crack: quem é viciado se fode!
Sobre quem é viciado em crack: o fulano que usa, sabe que é uma droga altamente viciante e que vai destruí-lo. Se o faz, é porque quer, azar o dele. Tenho pena é da família e da sociedade. Neguinho viciado tem mais é que se foder, porque antes de usar qualquer droga sabe muito bem o que pode acontecer. Não adianta querer combater o tráfico ou a droga. Primeira coisa que teria que acontecer era encontrar uma cura para a doença chamada sociedade. Só que para essa aí não tem remédio. Então, é aquela eterna luta de contra Apep, a serpente que nunca morre...


E para encerrar, a charge aí debaixo é dedicada para os crepusculettes:

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Acadêmicos da Unipampa preparam documentário sobre Caio F. Abreu

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Ufs. Confesso que o dia de ontem foi de lascar para mim. Levantei cedo para cumprir compromisso agendado com uma turma de acadêmicos de jornalismo da Unipampa, de São Borja. Eles estiveram em Santiago gravando um documentário sobre a vida e a obra de Caio Fernando Abreu e gentilmente me convidaram para recitar alguns trechos de algumas obras.

Não podia declinar do convite, pois o pessoal da Unipampa é super-gente fina e me sintonizei com eles. Todos muito empolgados em trabalhar com a obra do Caio. Fizeram várias entrevistas na cidade, conheceram familiares e outras peculiaridades sobre o escritor.

Então, nos encontramos lá no Cristóvão Pereira (minha ex-escola) para fazermos a gravação usando o palco do auditório. Ficamos por lá das 10h até quase 14h (depois disso, fui para o trabalho onde permaneci até a madrugada). Como justifiquei para a Elisângela, sou um "ator" aposentado.

Há anos não decorava um texto para recitar, então estava bem enferrujado e precisei de uma forcinha básica tanto dela, quanto da Gláucia (uau, queee olhos...) para me socorrer com o texto, toda vez que eu esquecia alguma fala. Mas acho que tudo acabou saindo bem (com excessão da maquiagem que o Rodrigo me aplicou e que despertou uma alergia no meu rosto). A gravação ficou à cargo do profissionalíssimo Arami Fumaco, meu amigo, da ADGF Produções.

Gláucia, Elisângela, Rodrigo, Éverton, Thiago e demais integrantes da Unipampa, foi um privilégio conhecer vocês e espero que possamos nos encontrar noutras oportunidades. Forte abraço!


Na foto acima: a Elisângela, Thiago, Rodrigo, Éverton, Lillian e Rodrigo.

Traficantes proíbem venda de crack

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No bairro Bom Jesus, em Santa Cruz do Sul, o slogan da campanha "Crack nem pensar", proposta pela RBS ganhou uma conotação um pouquinho diferente, com o acréscimo de um travessão ao final da frase, que ficou no impositivo. Agora é "crack, nem pensar!". É uma ordem, é uma regra. É para ser cumprida, senão...

Há poucos dias, mais de cem moradores estavam reunidos em sua associação de bairro para tratar sobre assuntos que preocupavam a todos. Entre eles, os assutadores índices de criminalidade em função do crack, uma droga que já tinha ceifado vidas e destruído muitas famílias. Mas imaginem a surpresa quando, no meio da reunião, surgiu um mensageiro de um gerente que comanda o tráfico no bairro, trazendo uma boa nova: a partir de agora está proibido vender crack naquela área. E quem desrespeitar a regra sofrerá sérias represálias.

Os traficantes consideraram que a venda do crack vinha causando muitos problemas até entre eles. E reconheceram que a dependência gerada pelo veneno era responsável pelo aumento da criminalidade. E, para eles, isso era um problema. Pois se a criminalidade aumentava, a polícia se tornava mais repressiva e isso acabava por atingi-los também (provando a máxima de que nenhum homem é uma ilha). A atitude dos traficantes foi vista com bons olhos pelos moradores e até por autoridades locais.

Eles descobriram que bandidos também tem alma e são capazes de se integrar à sociedade pondo um fim naquilo que o Estado constituído é incapaz: o de acabar com o tráfico de drogas. Mas isso, só em partes. Porque os bons traficantes de Santa Cruz do Sul anunciaram que, daqui para a frente, só vão vender maconha e cocaína. Tristeza de uns, mas alegria de outros.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Levou a carteira, mas perdeu a honestidade

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Mas tchê, que coisa mais sem fundamento aquela mulher lá em Santa Maria que furtou a carteira de outra dentro da loja Cacau Show. A tipa se aproveitou da distração de uma moça, de 26 anos, que havia esquecido a carteira em cima do balcão e, laralaralá, tranquilamente a enfiou dentro de sua bolsa. Teria sido o crime perfeito não fossem as câmeras de vigilância (ah, essas câmeras...).

Saindo dali, a cara-de-pau fez compras usando os cartões da guria, grávida de seis meses, presenteando-lhe com um prejú de R$ 250. Entre as coisas que ela comprou: uma fruteira, um porta retrato e uma caixinha decorada (que amoooreee).

Depois de ter sua imagem veiculada no Diário de Santa Maria, a gatuna se apresentou na Delegacia fazendo as vezes de Madalena arrependida, junto com seu advogado, dr. Sérgio Uhr.

- Ela disse que passou por um momento de fraqueza ao ver a carteira ali, esquecida. Ela nunca tinha cometido crime nenhuma na vida. Foi à Delegacia para admitir o que fez e devolver o que havia pego.

Muito bem. Que bom que resolveu devolver, menos mal. Essa história reafirma a velha máxima de que a ocasião faz o ladrão. Afinal, a carteira estava ali dando sopa, né? Foi só colocar na bolsa. No final da história, a mais prejudicada não foi a mulher que perdeu a carteira, mas a que pegou. A pergunta que fica é: ela teria se arrependido (e devolvido) se não tivesse sido pega com a boca na botija? Considerações...

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Essa história me lembrou de um fato que eu próprio vivenciei, certa feita. Eu caminhava ali próximo ao escritório do Dr. Valdir Amaral Pinto, bem onde tem uma parada de ônibus. Pois bem, olho pro chão e tinha um bolinho de notas de R$ 10, R$ 50 e sei lá. Um bo-lin-ho. Não sei quanto tinha, mas sem dúvida mais de uns R$ 300, acho. Talvez fosse o salário de alguém. Na hora, me bateu aquele impulso de querer pegar, junto com aquela ordem mental "de não é para pegar". Fiquei entre o pegar, não pegar, pegar, não pegar. Pois bem: não peguei. E continuei minha caminhada.

Alguns passos depois, olho para trás e já tinha gente se abaixando para pegar o dinheiro que eu deixei passar. Aí, tu me pergunta: não pegou porque tu foi honesto?

Nem penso que foi isso, mas uma mistura de sentimentos em frações de segundos. Como disse, deu vontade de pegar e de não pegar. Fiquei com aquele misto de medo, vergonha, desejo, vontade etc. Imaginei que foi sorte de achar aquilo, mas também foi azar de quem perdeu. E mentalizei na Lei do Retorno. Enfim: me passaram várias coisas na cabeça naquele momento e, talvez o tanto que tenha pensado, é que tenha me impedido de pegar o dinheiro. Mas não peguei, não me fez falta. Passou, a vida seguiu e só reafirmei minha convicção de nunca pegar nada (nem mesmo uma caneta) que esteja caída na calçada.
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Se foi melhor assim, não sei. Só sei que, graças a Odin, eu nunca perdi dinheiro na vida. A não ser uma vez que resolvi me achar mais esperto que o carinha das apostas no Parque de Diversões. Mas aí não perdi por azar. Mas por burrice mesmo...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Baile duplo com San Marino e Ivonir Machado

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Resumo da ópera: no dia 07 de dezembro, no GSSGS, a Marx Eventos vai promover um baile duplo com as bandas "San Marino" e "Ivonir Machado e os Novos Garotos". A festa vai ser numa véspera de feriado, portanto, dá para encarar bem a maratona do festerê. Os ingressos já podem ser comprados na secretaria do GSSGS (Grêmio) ou na Farmácia Kerpel.

A dica do baile é do meu amigo Éldrio Machado, que promove e anima a festa.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Curtas do Twitter

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Em Porto Alegre, o crítico literário Itálico Marcon doou 180 mil livros de sua coleção, que ocupava três apartamentos no prédio onde morava.
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Em Porto Alegre, mulheres protestaram contra proibição do bronzeamento artificial. Querem provas de que cause câncer. Ué, é só seguir usando
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A maioria dos médicos não fez o juramento de Hipócrates. Na verdade, estavam de dedos cruzados na hora de jurar, esses hipócritas...
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'Volte sempre'. Traficantes em Santa Cruz param de vender crack, pra não perder mais clientes. Essa de coisa de morrer é ruim pros negócios.
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Essa é boa: bombeiros de Santiago foram chamados para tirar gato dum telhado. Clichê, né? Só que eles se recusaram a ir. Pobre 'datinho'
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Tem uns advogados aí que adoram posar de santos. Mas foram os primeiros a ir comprar AZ-Box em Rivera. E ainda criticam quem baixa filmes...
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Governo Lula vai dar Bolsa-Celular em 2010. Chamam isso de inclusão digital. Não ria porque é sério. E também porque pagaremos essa conta.
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São Pedro é um velho sacana. Senão, por que é que chove mais na hora de ir pro trabalho ou de voltar para casa? Pra foder com quem trabalha.
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"Pletch, pletch". É o barulho que minha bota faz quando caminho. Estou com a calça e os pés molhados. E segue a chuva lá fora...
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James Cameron gastou em U$ 500 milhões em Avatar. Seu novo filme tem tudo para ser o novo Titanic (não o filme, mas o que afundou...)
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Quem disse que as mulheres gastam mais que os homens? Olha o James Cameron. Está torrando U$ 500 milhões para filmar Avatar..
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Sabe a NOVA?? Estreou nos cinemas o filme do LULA, ou seja o Lula é a Nova. Entendeu? Lula Nova. Lula N...Tá foi uma piada podre...
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Último livro da saga Crepúsculo será dividido em DOIS filmes, sendo que o 5º filme sai em 2013. Será que a profecia dos Maias vai dar certo?
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A saga Crepúsculo é cheia de monstros. Tem os vampiros, os lobisomens e a múmia da Bella.
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Me prestei a olhar no calendário: Lua Nova estreou na mesma semana em que tinha...Lua nova. Os marqueteiros não deixam passar nada.
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A Tainã veio me mostrar o coturno novo. Estava usando uma saia por aqui, com um decote ai-ai-ai. Putz. Ela estava muuuuito linda. Me abalei.

Santiago Encena e o trofeu Caio Fernando Abreu

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Eba! É nesta segunda-feira que inicia o Santiago Encena, festival de teatro amador, que vai estar acontecendo no GSSGS até a próxima quinta-feira. Infelizmente, não vou poder estar por lá assistindo todas as peças como fazia há alguns anos. E, na verdade, não tenho lá muita paciência para assistir uma peça de teatro ser apresentada. Calma, não é preconceito. Vou explicar: é que eu gosto muito de teatro. E cada vez que vejo um ator no palco, me bate aquela ânsia de querer estar lá também. É que, para quem não sabe, eu participei de várias peças de teatro. Inclusive (com licença para me exibir...) foi uma peça que eu escrevi quando tinha 15 anos que venceu o I Santiago Encena, chamada A Visita da Sogra.

Me criei dentro do Centro Cultural, participando das oficinas de teatro ministradas por meu amigão Jones Diniz. Aliás, sou uma cria do Jones, devo dizer. E foi através do teatro que ganhei muitos amigos. Dois deles chamam-se Zé Lir Madalosso e Enadir Vielmo.

Destaco essas duas pessoas porque na noite de hoje eles estarão recebendo (muito merecidamente) o troféu Caio Fernando Abreu, a ser entregue na abertura do Santiago Encena. O Zé Lir Madalosso é um talentoso cronista, humorista e um professor incrível, adorado por seus alunos. É uma pessoa simples, perspicaz e inteligente. É também um dos editores do jornal literário Letras Santiaguenses, que há 14 anos é um marco na cultura santiaguense e que, durante anos, foi a única produção santiaguense a legitimar o título de Terra dos Poetas que é ostentado por nossa cidade. O Letras ocupa uma página importante na história da evolução cultural de nosso município. O Zélir vai receber o troféu Caio Fernando Abreu por conta de seu trabalho na literatura.

Já a professora Enadir Vielmo será merecedora do troféu Caio Fernando Abreu no segmento cultural. Ela é, senão, uma patrona das artes, que há anos dedica-se ao Centro Cultural de Santiago, incentivando a literatura, o teatro, a música, as artes plásticas. Não foram poucas as vezes em que tive o privilégio de dividir o palco com a professora Enadir, que também fez várias peças teatrais. Entre elas, "A Visita da Sogra", "O Macaco e a Velha", "A Minissaia que Queria Entrar para o Céu", "Paixão de Cristo" e várias outras. Ela também luta pela valorização da terceira idade e participa do Coral Helena Teixeira. A Enadir é uma pessoa incansável e não há, em Santiago, outra pessoa que se iguale a ela. Merece, sem dúvida, o troféu Caio Fernando Abreu na Cultura.

Ah. Quase ia esquecendo. A professora Salete Reolon vai também receber troféu por seu trabalho na educação...

domingo, 22 de novembro de 2009

Tainã Steinmetz

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Eu não pretendia me apaixonar pela Tainã. Mas foi assim que aconteceu. Quando a conheci, naquele de fevereiro de 2006, pensava ter encontrado uma boa amiga, apenas. Uma amiga com a qual tinha inúmeras afinidades, sabe-se lá por qual motivo. Só sei que a gente se entendia muito bem. Na verdade, eu a vi a primeira vez em fevereiro de 2006, mas já trocávamos ideias um mês e pouco antes. Começou que ela me enviou um e-mail falando sobre um texto lá do meu blog (e que tinha saído no jornal). Isso foi em dezembro de 2005. Aí, a gente começou a trocar uns e-mails quilométricos, conhecendo um ao outro por entre linhas e entrelinhas. Tudo na base da amizade, devo ressaltar. Na época, ela namorava e eu também. Pois bem. Eis que, certo dia, depois de tanto trocarmos e-mails, resolvemos que iríamos nos encontrar para tomar um refri e conversar de perto.

- Me encontra no Ricardo Lanches, às 19h16.

Escrevi no torpedo que a enviei. No dia marcado, lá estava eu no Ricardo Lanches. Ela entrou, com seus cabelos longuíssimos, quase até a cintura, vestindo roupas pretas. E durante algumas longas horas nós conversamos sobre inúmeros assuntos. Era incrível vê-la falando sobre qualquer assunto. Sabe uma pessoa que brilha? Sabe uma pessoa que irradia Vida? Sabe uma pessoa que fala sobre qualquer coisa e que carrega tantos valores, tanto respeito, tanta inteligência?

Adorei conhecê-la. E falei sobre ela para várias pessoas. Falei sobre uma boa amiga que eu tinha ganhado e que era tão cativante.

Não sabia eu, sequer imagina eu, que iria me apaixonar por ela. Mas juro: eu não pretendia me apaixonar pela Tainã. Mas foi assim que aconteceu.

Foi depois de algumas semanas que tínhamos nos conhecido, numa noite depois de conversarmos muito sobre o tudo e o nada, que rolou um beijo. Mas aquele beijo foi algo...estranho. Eu a acompanhei até a esquina de casa. E dei-lhe um abraço. Até aí, estava tudo normal. O problema foi que, no momento do abraço, senti um aperto no peito. Algo estranho realmente e não conseguia parar de abraçá-la. Ela, creio, estivesse sentindo algo parecido. E foi, sei lá como, a gente se beijou. Foi o beijo mais longo que já tinha dado em alguém. Foi um beijo que me fez perder a noção do tempo. Que eu não queria que acabasse, de tão bom que era e porque não sabia como encará-la ou o que dizer depois que o beijo terminasse. E assim, ele foi acontecendo. Às vezes, tenho a impressão que ainda estamos lá, naquela esquina, nos beijando...

Depois disso, tudo aconteceu muito rápido entre a gente. Vivi aquela terrível experiência de estar dividido entre duas pessoas. E realmente não sabia como lidar com isso, porque não queria que fosse dessa forma. Mas foi assim que aconteceu. A gente acabou ficando junto, a Tainã e eu. Mas, nesse meio tempo, várias coisas aconteceram e brigamos. Ou melhor dizendo: eu briguei com ela. Acabamos nos afastando. Ela tomou um rumo e eu tomei outro. E seguimos nossas vidas.

Só voltei a falar com ela em dezembro de 2006. E só voltamos a ser amigos mesmo em 2007. Ela namorava com outra pessoa e eu também. Mesmo assim, nunca consegui esquecê-la. E passou 2007. E passou 2008. E estava passando 2009. E nesse tempo todo, a gente manteve contatos esporádicos como amigos. Às vezes saindo juntos, às vezes frequentando os mesmos lugares, às vezes mantendo distância, às vezes bravos um com o outro, às vezes com raiva, às vezes com saudade...

Porém, nesses anos todos, apesar de muitas vezes estarmos próximos fisicamente, estávamos distantes emocionalmente. Ela namorava e eu também. E nunca ultrapassamos essa linha. Até que um dia, eis que a gente acabou ficando juntos. E foi de uma forma tão mágica, como foi a primeira vez. Sabe aquelas coisas que acontecem e que você não vê explicação, simplesmente porque não foi nada premeditado, nada esperado, simplesmente aconteceu. Pois é, simplesmente aconteceu.

E eu não pretendia me apaixonar pela Tainã. Mas...

Sei lá. Não sei por qual motivo. Acho que gosto do nome dela: Tainã Steinmetz. Um nome forte. Talvez sejam os cabelos longos. Talvez o caráter dela, que é algo impressionante. A sinceridade. A forma como ela exige a verdade a qualquer custo. A delicadeza. O sorriso. O mistério. Acho também incrível a beleza que ela possui, que dispensa batom ou maquiagem (aquele rosto limpo é simplesmente lindo...). Os olhos, o sorriso. O espírito. Não tenho uma explicação. Só sei que, sei lá, ela ainda me faz sentir aquela aflição no peito que senti lá na primeira vez que a abracei e que aconteceu aquele beijo que não terminou até agora.

... Foi assim que aconteceu.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Para os fãs de Crepúsculo...

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Antigamente, qualquer candidata a Miss, modelo de passarela ou modelo fotográfico dizia que o seu livro de cabeceira era O Pequeno Príncipe. Agora, as moçoilas todas só querem ler Crepúsculo e suas continuações. (Até a Daniele Steel perdeu espaço...)

Crepúsculo não é tão ruim assim. Quer dizer, se você for uma menina (mesmo sendo menino) e tiver 13 anos (ou essa idade mental), o filme é maravilhooooooooso, a história de amor é liiiiiiiinda, o Robert Pattinson é um gaaaaaaaato e a Kristin Stewart é...bonitinha.

(Mas se você for uma pessoa sã, o filme não preeeesta, a história de amor é um saaaaaaco, o Robert Pattinson é um babaaaaaaaaca e a Kristin Stewart é... bonitinha)

Mas agora, falando sério: não conheço ninguém que realmente goste de cinema (eu disse C-I-N-E-M-A) e leve em consideração essa coisa dos vampirinhos que brilham como diamantes à luz do sol e saem fazendo corridinhas que nem o Flash. Pois bem, desgraça pouca não é bobagem e nessa sexta-feira está estreando o segundo filme da saga Crepúsculo. Trata-se de Lua Nova (ainda vamos ter outros dois capítulos dessa desgraça...).

Mas tudo bem. Ainda há lucidez no mundo. Prova disso é a paródia acima, que mostra o ator Brandon Routh (Superman Returns) fazendo a sua versão do Edward Cullen, muito mais interessante do que a original que, aliás, de original não tem nada. Só a ruindade mesmo. Mas iniciei esse post dizendo que Crepúsculo não é tão ruim assim. Como assim? É porque toda reação tem uma reação. E se temos Crepúsculo, Lua Nova e não sei mais o que, pelo menos, teremos as paródias avacalhando com essas bagaças.

Se você tiver mais que 13 anos (ou acima dessa idade mental) vai adorar.


Vale a pena ler de novo: crítica sobre Crepúsculo

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Atividade Paranormal

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Que 2012, que nada. O filme do momento chama-se Atividade Paranormal. Trata-se de um filme simples, quase caseiro, mas que se transformou no maior fenômeno do cinema em todos os tempos. Por que? Porque é supersimples e muito eficiente ao proporcionar emoções para a plateia.

Dá para resumir a história do filme em um twitt, de 140 caracteres: "jovem casal investiga fenômenos paranormais na casa onde moram, usando uma câmera. Aos poucos, descobrem coisas terríveis e assustadoras".

Simples assim. Numa época em que o cinema gasta valores absurdos (Avatar, por exemplo, vai custar U$ 500 milhões), Atividade Paranormal custou míseros U$ 11 mil dólares, mas já faturou mais de U$ 100 milhões só nos EUA. Eu assisti o filme duas vezes. Uma com o Sidi que, assim como eu, considerou o filme muito tenso. Na segunda vez, assisti com a Tainã que também se abalou em alguns momentos (especialmente, quando dei a volta na casa e bati na janela só para contribuir com o "clima" de terror. Resultado: ahhhhhhhhhh. Mas essa é outra história...)

Mas voltando à questão do custo de Atividade Paranormal. Como disse antes, A produção gastou U$ 11 mil (R$ 24 mil, para nós). No orçamento do diretor Oren Pali, os gastos foram divididos assim: U$ 500 para cada um dos atores principais, os desconhecidos Micah Sloat e Katie Featherston (que usam os próprios nomes no filme); U$ 3 mil numa câmera Sony; U$ 500 dólares em comida; U$ 400 para comprar dois uniformes policiais e U$ 4 mil em edição, entre outros investimentos, totalizando U$ 11 mil.

Além disso, as filmagens aconteceram na própria casa do diretor (onde ele afirma ter presenciado algumas "coisas", que inspiraram sua história). O filme foi rodado em uma semana, todo na base do improviso. O diretor dizia aos atores a ideia das cenas e eles improvisavam os diálogos, tudo de forma muito natural. Para isso, eles dormiram e conviveram juntos durante uma semana, sempre gravando tudo. O resultado: um filme desenvolvido de forma realista e que tem cenas realmente assustadoras, que quebram essa rotina. E é justamente por isso que a plateia se identifica e se assusta. Vai estrear nos cinemas brasileiros em dezembro. Recomendo muito. Vale a pena.
Confira o trailer:


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Vote em Carla Nedel

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A santiaguense Carla Nedel está entre as 18 garotas mais bonitas do Rio Grande do Sul. Ela está disputando o concurso Mais Bela Gaúcha, promovido pela Rede Pampa, e concorre a um contrato com uma agência de modelos, entre outros prêmios. Sugiro aos amigos que cliquem na foto acima, que serão redirecionados para um link no site da Rede Pampa. Aí,é só digitar o código que aparecer junto da foto da Carla e votar em nossa conterrânea. A guria merece.

Uruguai é atacado por robôs gigantes

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Antes que você pense que o Megatron e os terríveis Decepticons (vilões do filme Transformers) aterrisaram no país vizinho, quero dizer que o vídeo acima é uma obra de ficção. Aliás, uma belíssima obra de ficção produzida pelo diretor Fede Alvarez. Neste curta, "Ataque de Pânico", ele mostra uma invasão de robôs gigantes em Montevideo, capital do Uruguai. Clique e assista para conferir os impressionantes efeitos especiais. Para quem conhece o Uruguai, é uma curiosidade e tanto ver essas imagens.

Comentário da Nívia Andres

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Quem nunca recebeu um comentário anônimo em seu blog, que jogue a primeira postagem. Infelizmente, a Internet tem disso. Facilita o anonimato e possibilita essa coisa de dar um clique e esconder o mouse. Felizmente, a net é também um campo maravilhoso para troca de ideias e estreitamento de amizades. Portanto, é sempre uma satisfação receber um comentário franco em que a pessoa concorde ou discorde de você, mas o faça de forma aberta. E é um privilégio receber um comentário de uma Nívia Andres. Na postagem deste blog intitulada "Humildade: rara como diamante", essa brilhante e sensível escritora santiaguense deixou o seguinte comentário:


"Caro amigo,
Obrigada por teu comentário em meu blog. És sempre muito hábil e criativo no manejo da palavra. Cada vez mais refinado e sensível. Percebes, como poucos, as nuances de cada fato que examinas e, tão gentilmente, expressas opinião particular, dividindo-a com os teus leitores, que são muitos.

Tens toda a razão quando dizes que a humildade é uma virtude rara, encontrada em poucas pessoas, certamente naquelas que compreendem que elogios, fama, diplomas, honrarias, títulos, não servem para nada. No máximo, são úteis para estimulá-las a crescerem, a melhorar como seres humanos. Do contrário, corrompem e concorrem para nos tornar vaidosos, presunçosos, arrogantes, e pior, autossuficientes, insuportavelmente pretensiosos.

Quanto ao Paulo Sant'Ana, compartilho da tua opinião e acrescento que, talvez pela gravidade dos problemas físicos que enfrenta, com a vida sempre por um fio, busca tornar-se inesquecível. E dual. É Paulo e Pablo, à semelhança (resguardadas as devidas proporções) de Fernando Pessoa e seus heterônimos, que sempre viveu perigosamente, mas eternizou-se através da sua poesia de múltiplas vozes. Paulo (Pablo) quer eternidade através das suas crônicas...Para muitos, isso soa como pedantismo. Pode ser uma maneira de prender-se à vida, que se escoa.

Um grande abraço e vamos seguir trocando figurinhas de cordialidade, gentileza, opinião e contestação, como bem sugeres em outra significante postagem. Trocas sempre são valiosas."


Uptate: Faço questão de postar abertamente o comentário da Nívia para que não se perca e, justamente aprofunde o debate sobre o Sant'Anna, que teve origem lá no blog do Ruy. A conexão blogueira é um fenômeno magnífico...

Música do Dia: I Don't Wanna Miss a Thing

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[Eu não quero perder nada]
Eu poderia ficar acordado só para ouvir você respirar
Ver o seu rosto sorrindo enquanto você dorme

Enquanto você está longe e sonhando
Eu poderia passar minha vida inteira nessa doce entrega
Eu poderia me perder neste momento para sempre
Todo momento que eu passo com você
É um momento precioso


Não quero fechar meus olhos
Não quero pegar no sono
Porque eu sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada
Porque mesmo quando eu sonho com você
O sonho mais doce nunca vai ser suficiente
E eu ainda sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada


Deitado perto de você, sentindo o seu coração bater
E imaginando o que você está sonhando
Imaginando se sou eu quem você está vendo
Então eu beijo seus olhos e agradeço a Deus por estarmos juntos
Eu só quero ficar com você
Neste momento para sempre, para todo o sempre


Não quero fechar meus olhos
Não quero pegar no sono
Porque eu sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada
Porque mesmo quando eu sonho com você
O sonho mais doce nunca vai ser suficiente
E eu ainda sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada


Não quero perder um sorriso
Não quero perder um beijo
Bom, eu só quero ficar com você
Aqui com você, apenas assim
Eu só quero te abraçar forte
Sentir seu coração perto do meu
E ficar aqui neste momento
Por todo o resto dos tempos

Não quero fechar meus olhos
Não quero pegar no sono
Porque eu sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada
Porque mesmo quando eu sonho com você
O sonho mais doce nunca vai ser suficiente
E eu ainda sentiria a sua falta, baby
E eu não quero perder nada

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Amor além da vida

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No último sábado, a francesa Magali Jaskiewicz casou com Jonathan Goerge, seu namorado com quem teve dois filhos. Só que o rapaz já está morto há um ano. Epa, opa, aipo!!! Como é que o negócio? Não é pegadinha: a guria realmente casou com o falecido, usando de um dispositivo legal do código civil francês que permite o casamento com alguém que já tenha desencarnado, desde que ela já tivesse oficialmente iniciado o processo formal para casar, o que Jonathan havia feito antes de morrer num acidente.
Mas por que a jovem Magali resolveu casar com com seu marido? "Trata-se de uma união espiritual. Ele é o meu único amor", disse ela, que agora pode ser considerada oficialmente uma viúva.

Música do Dia: Trilha Sonora

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Banda Caais (de Santiago)

Eu sei
Que hoje já não sinto mais
Que na verdade eu sei
Desculpas por não ser
Aquele que você sonhou
Pudera eu viver a vida inteira aqui
Fingindo que eu te esqueci
Não é verdade não
Que os outros dizem
E o que vão dizer
É só olhar você
O que passamos foi nada em vão

Eu sei que tudo volta ao seu lugar
Dizer, ás vezes penso que eu errei
Busquei tentar explicar o que eu fiz
Pra ser infeliz
Escolhi a trilha sonora
E joguei pra longe o meu amor.


Imagens do clip: filme Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Humildade: rara como diamante

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O colunista de Zero Hora, Paulo Sant'Ana é, sem dúvida, um dos articulistas mais respeitados do Rio Grande do Sul e já escreveu inúmeras crônicas maravilhosas, compartilhando suas experiências, suas dores, suas opiniões etc. Creio que todos que lêem ZH repousam sempre os olhos nas palavras de Sant'Ana. Isso não quer dizer que todos compactuem de suas ideias, mas ele esteve sempre aberto e incentivou o contraditório. Respeito imensamente o Sant'Ana e, não raras vezes, considerei-o próximo da genialidade.
E isso, acredito, é um fenômeno recorrente entre sua legião de leitores. Porém, sua crônica de domingo em ZH causa espanto, justamente pelo colunista apresentar uma vaidade exacerbada, glorificando-se em linhas e entrelinhas.
Como bem observou o Ruy Gessinger em seu blog (clique e leia), talvez ele esteja só ironizando ou querendo ser canonizado.


Não foram poucas as vezes em que o Sant'Ana reconheceu em si mesmo a genialidade que os leitores o atribuiam. Na crônica de domingo, ele disse ser "benévolo, condescendente, piedoso, construtivo, diligente no bem". Outro dia, discursou que a humanidade tinha perdido seus maiores gênios, entre eles Beethoven e Eistein. "E eu não estou me sentindo muito bem", avisou.

Talvez o colunista faça isso apenas por brincadeira com a própria aura mítica que experimentam pessoas públicas (sejam eles escritores, atores, juízes, médicos, jornalistas, políticos, cantores etc). Mas talvez (espero que não), o admirável Sant'Ana esteja mesmo fazendo um afago em si. Idolatrando seu ego.

Mas que seja isso, Sant'Ana constitui-se num precioso e necessário debate: sobre homens e mulheres que, ao conquistarem o pódio da fama (nem que, por 15 minutos), revelam-se ególatras por natureza. E pior: ousam vestir-se com o manto da humildade.

Ser humilde, creio, é uma qualidade extraordinária e impossível de ser imitada. A humildade é uma qualidade tão majestosa, que o próprio humilde não se reconhece como tal. Não se pronuncia desta forma. E, tampouco prenuncia seus talentos ou constrói altares para suas aptidões. Isso, quem faz, são os falsos humildes facilmente reconhecíveis aos borbotões e cujos olhares brilham fascinados pelas glórias do poder ou da fama.

Infelizmente, muitos confundem humildade com condição social, atribuindo que os humildes são aqueles que têm pouco dinheiro. É um erro tão comum, quanto equivocado. Afinal, são inúmeros os casos de pessoas pobres que ascendem socialmente, tornando-se parasitas sociais. E há tantos casos de pessoas ricas que se dedicam de coração pelas causas sociais. A humildade está (ou não) no coração de cada um.

Dito isso, lembro-me de uma coluna (do próprio Sant'Ana) em que ele falou sobre a humildade. Ele descreveu o encontro que teve com o cantor Julio Iglesias, quando fez um show em Porto Alegre. Momentos antes do show, Sant'Ana o encontrou nos bastidores e elogiou os sapatos de Iglesias. Este, pediu para que uma assistente trouxesse outro par, o qual presenteou ao colunista. Iglesias, então, prostou-se aos pés de de Sant'Ana para atar-lhe os sapatos. "Ele ajoelhou-se diante de mim com a humildade dos gigantes", relatou Sant'Ana.

Outra belíssima definição de humildade, eu ouvi certa vez ser proferida pelo ex-prefeito de Santiago, José Francisco Gorski (Chicão). Disse ele: "um homem jamais pode se abaixar perante os grandes. Mas deve se ajoelhar diante dos humildes". Eis porque a humildade é a máxima possibilidade humana, muito admirada entre pessoas de valor. E uma qualidade tão rara como um diamante e tão brilhante quanto.

Inscrições abertas para o curso de masturbação

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"O prazer está em suas mãos"

Esse é um dos slogans de uma campanha promovida pelas Secretarias de Educação e Juventude, da província de Extremadura (!), na Espanha. Trata-se de um curso de masturbação para jovens, de 14 a 17 anos e que está com as inscrições abertas (olha o cartaz, acima...).

As aulas tratam de anatomia e fisiologia sexual, masculina e feminina, além de abordar as variadas técnicas de prazer solitário, até mesmo com o uso de objetos.

Parece uma coisa muito doida, né? Tanto que está criando polêmica lá na Espanha e, como sempre, divide opiniões. O objetivo do tal curso seria de acabar com alguns mitos para que os adolescentes despertem a sexualidade de forma natural (promovendo rodinhas públicas de punheta e siririca).

Essa ideia parece esquisita para nossa cultura, mas vá saber que resultados (positivos ou negativos) isso aí possa produzir. Enfim, tudo é natural. Cada um, cada um...

A raiz no Pampa

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Caio Fernando Abreu

Há uns vinte dias atrás, me diante de uma decisão difícil. Três opções: ir a Montevidéo, para a abertura de uma nova livraria; a Santiago, para inauguração de uma foto minha no Centro Cultural ou baixar hospital imediatamente para extirpar uma vesícula totalmente infeccionada. Pensei: preciso, antes de mais nada, salvar minha vida. E a maldita vesícula era quem vinha causando todos os bodes dos últimos meses. Mas pensei também: ah, Montevideo. No Uruguai que não conheço mas que tanto amo literáriamente. Onetti, Quiroga, Felisberto Ernandes. Poder conhecer pessoalmente o Alfredo Fressia, que fez uma bela matéria comigo para o suplemento literário do jornal El País (sai às sextas e é facílimo de encontrar em Porto). Mas e Santiago? E meu Passo da Guanxuma? Há 12 anos eu não ia lá- desde o centenário da cidade. E antes desses 12 haviam se passado outros 12 sem ir. De repente, pensei: 12, o ciclo completo de Júpiter.

- Vou a Santiago, disse ao meu médico. Mas, ele tentou dizer. Vou e pronto, expliquei. É um assunto espiritual.
Depois disse, meu irmão Felipe, grande e solidário companheiro, aceitou me levar de carro. E fui, e fomos percorrendo o Rio Grande do Sul abaixo. Deus, como é belo o Pampa. Pela janela pouco a pouco foram vindo as paisagens a bico de pena e aquarela. Capões solitários entre colinas suavíssimas, revoadas de garças alvas. Ranchos perdidos, taperas solitárias no descampado. Açudes transparentes refletindo fiados de nuvens do céu absolutamente azul. Gradações de luz e cor, nos verdes, nos claros, nas sombras. Tudo como que pintado e quase sem seres humanos. Alguma chinoca na beira da estrada. Oriental, o Pampa é oriental. Budista. Essencial.

E suspirávamos, chegando cada vez mais perto dos paraísos ecológicos de Jaguari e Ernesto Alves. E então, o antigo aeroporto. Os campos onde roubávamos girassol. Eu e o Augusto, que mora na Noruega. Mas cada vez que vem para o Brasil vai direto para lá, para o Pampa...
Nos três dias seguintes, minha tia preferida Elcy Abreu Flores fazendo comidinhas deliciosas. Meu primo Airton, lidando com seu som e namoradas gatíssimas. Tanta gente, tanta coisa boa, vital, verdadeira. As mudas de Palmeira e hibisco roxo que pedi ao vizinho. A roseira trepadeira que a tia Elcy me deu. Tanto povo da memória revivida. A lua cheia enorme, dourada, entrando pela janela do quarto onde dormi, para banhar meu pobre corpo escalavrado.

Depois, a volta lenta pelo Pampa budista. Eu e meu irmão, querendo mudar para lá.
Três dias depois, eu estava no hospital. Catéteres. Dores. Morfina. Médicos delicadíssimos. A cara da morte debruçando-se sobre a minha. Sobrevivi. Estou aqui. "Você é forte", me disseram. De onde vem tanta energia? Veio de Santiago, do meu Passo da Guanxuma. Por que? Porquê, eu não soube responder, mas penso agora: porque é da própria raiz que o ser vivo arranca a sua energia. E a minha raiz está lá, plantada fundo nas aquarelas japonesas de Érico Veríssimo, Cyro Martins, Sérgio Faraco. Não se trata de regionalismo, mas sim de religião, re-ligare. E graças ao meu bom Deus e a todos os anjos- reais ou imaginários que me cercaram por esse dezembro, eu estou vivo. E isso é muito bom.

(Uma das últimas crônicas escritas por Caio Abreu, no ano de 1995)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Derrube o Sarney!

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Cumpra o seu dever como cidadão brasileiro. Ajude a derrubar o Sarney!

Alice no País das Maravilhas

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Vai estrear no ano que vem. É dirigido pelo Tim Burton. Tem o Jonnny Depp no elenco (como o Chapeleiro Louco). O cartaz é esse dai. Precisa dizer mais?

A educação que se traz de casa...

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Outro dia, conversei com o senhor Lauri Bernardes, de Novo Hamburgo. Ele estava visitando nossa cidade e contou-me, com muito gosto, que havia tirado algumas fotos da Rua dos Poetas, encantado pela beleza deste espaço público que homenageia os escritores. Em seguida, ele destacou que Santiago é a cidade-natal do escritor Caio Fernando Abreu. “Sou contemporâneo dele. E admiro muito o que o Caio escrevia”, disse-me. Depois, Bernardes comentou sobre a importância da leitura, lamentando que muitos jovens e adultos são preguiçosos ao não cultivarem tal hábito. Essa deficiência acaba sendo um empecilho para inúmeras conquistas pessoais e profissionais. O pensamento deste amigo certamente reflete o que muitos professores reproduzem em sala de aula, na tentativa de fazer com que os alunos se interessem e desenvolvam a leitura que mais lhe agrade. Seja “Guerra e Paz”, do Tolstói, seja “Harry Potter”, de JK Rowling. Ou jornais. Ou revistas em quadrinhos.

Para incentivar o próprio filho a ler, Bernardes contou-me sua estratégia. Pagava-lhe uma mesada, mas para merecê-la, o rapaz tinha o compromisso de ler alguma obra indicada pelo pai. Depois, ele tinha que escrever um resumo de oito páginas relatando suas considerações sobre a leitura. Com o passar do tempo, aquilo que o garoto fazia por obrigação foi se tornando um hábito. E o conhecimento adquirido tornou-se útil em sua vida, conquistando boas notas na escola e, hoje em dia, na universidade. O exemplo de Bernardes é um caso raro de um pai consciente de sua obrigação em passar valores ao filho. Afinal, se hoje os professores não conseguem despertar o interesse de muitos alunos, é porque alguns pais não compreenderam a profundidade de seu papel na formação de um cidadão. Pois, como se diz, educação também se traz de casa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

- Joga pedra na Geisy!

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É possível semear alguma coisa num solo pedregoso? Que condições de brotar e prosperar teria uma semente que fosse plantada em meio à areia? É bem provável que o desenvolvimento de qualquer planta esteja comprometida, acaso não encontre as condições necessárias para que possa desenvolver-se em todas as suas etapas.

Assim é também com o conhecimento, eis que é impossível que ele brote e dê frutos em mentes despreparadas para isso. Por exemplo, o caso da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), que até há poucos dias era desconhecida para a maioria dos brasileiros. Graças a um episódio particular, a instituição alcançou a estratosfera da mídia e a sua sigla tornou-se por demais difundida. Basta ligar a TV ou abrir os jornais que é possível vislumbrar o brasão e a imponente fachada dessa tradicional universidade paulista.

Porém, o que a fez conquistar seus 15 minutos de fama não foram os métodos de ensino ou os seus índices de inserção no mercado de trabalho por parte de seus acadêmicos. Foi, sim, as coxas realçadas pelo vestido vermelho da estudante Geisy Arruda. Como todos sabem- e como o Brasil inteiro debateu- a moça foi assistir às aulas usando um provocante vestido que realçou suas formas generosas.

Foi o que bastou para que os moralistas de plantão a acusassem de todas as formas. De repente, a garota tornou-se a vilã pela onda de vulgaridade que assola o Brasil (ao invés de ser considerada como uma vítima deste sistema). A garota Geisy passou a representar, então, uma geração que se prostitui através de roupas provocantes e atitudes vulgares, ao invés de se destacar por seu nível intelectual. E dê-lhe jogar pedras na Geni (Ou melhor, na Geisy).

Em poucos minutos, os alunos da instituição de ensino abdicaram de sua condição (ou diria, máscara) de bom comportamento, intelectualidade e respeito para juntar pedras e jogar contra Geisy, retratando aquela passagem bíblica em que Maria Madalena é apedrejada por uma multidão. Da mesma forma, faz-se necessário uma afirmativa, feita naquela ocasião, segundo nos conta a Bíblia.

- Que atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecados!

Então, caros amigos, somos capazes de consumir o lixo que a TV leva para dentro de nossas casas, através dos Big Brothers e outros programas de baixo nível; de ouvir música fank; de desfilar com tudo de fora nas escolas de samba; de comprar produtos em sex shop; de locar filmes pornôs; de assinar a Playboy; de beber cerveja no boteco que ostenta cartazes de mulheres peitudas e bundudas; de gastar dinheiro na zona; de cobiçar a mulher do próximo e etc e etc. No entanto, também somos capazes de julgar e condenar alguém que reflita em suas vestes o pensamento-motriz dessa sociedade máscarada em que vivemos.

Acaso é a roupa que define o tipo de pessoas que somos? Acaso, os ladrões não usam ternos e gravatas? Acaso as prostitutas não usam finos terninhos? Acaso, o delito também não se esconde entre os que usam batinas e os pastores decoradores da Bíblia?

Ocorre que esse é um episódio muito pequeno, mas que ganhou toda a proporção que ganhou graças a uma filmagem que caiu no Youtube (veja, o poder absoluto da Internet). No entanto, esse simples acontecimento tornou-se uma bola de neve, quanto mais se fala, mais se propaga. Mais se comenta. Neste blog, um Márcio Brasil da vida falando sobre esse assunto. Não duvide que na próxima Veja o Diogo Maynardi também não vá dizer qualquer coisa. Ou o Paulo Sant'Anna na Zero Hora. Ou qualquer outro articulista de qualquer proporção. Ou uma emprega doméstica nos lares do Brasil. Ou um pedreiro numa construção.

De norte a sul, falamos todos das coxas e das curvas da Geisy (que talvez, mostre ainda mais n'alguma Playboy ou Sexy. Aguardemos, pois). Ela estaria certa ou errada em usar aquele tipo de roupa para frequentar aquele tipo de universidade tão sóbria e tão imponente?

Nem um, nem outro.

Penso eu, que nem a garota possa ser considerada vulgar por suas vestes. Nem a universidade pode ser considerada da mais alta moral por causa de sua fachada. Aliás, no quesito "respeito ao individualismo e a liberdade de expressão" foi isso mesmo que a Uniban mostrou ser: apenas de fachada.

Chico: ele já assistiu mais de 9 mil filmes!

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Um flagra de meu amigo Francisco Rosso Diello, o Chico, durante seu expediente na Stop Video Locadora. Atualmente, é a melhor locadora da cidade (qualquer uma que tiver o Chico trabalhando se torna a melhor da cidade...). O cara simplesmente tem uma memória privilegiada em termos de cinema. Sabe nome de ator, diretor, roteirista, produtor, ano de produção e muito mais sobre milhares de filmes. É pouco ou quer mais? Então, lá vai: o Chico já assistiu mais de 9 mil filmes!! E "pior": lembra cada um deles (tomou, Rubens Edwald Filho papudo!!). Quer uma dica de filme? Ligue pro Chico, na Stop Vídeo. Fone (55) 3251-5152.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Divulgação:

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Hq no Cinema. Um blog só para fãs de cinema e quadrinhos.

Música do Dia: Forgive me

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Evanescense

sábado, 7 de novembro de 2009

Pizzaria Convexo: fui lá e adorei!

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Sempre gosto de falar bem dos lugares onde se é bem atendido. E hoje quero fazer uma menção especial para a Convexo Pizzaria Bar. Nesta sexta-feira, estive lá com a Tainã. Ao chegarmos lá, uma agradável surpresa: Diogo Bonatto estava lá fazendo o seu show. E escolhemos uma mesa próxima do cantor. A proximidade geográfica seria essencial para nossos pedidos musicais, os quais foram gentilmente atendidos pelo Diogo (capaz que a Tainã não o atordoasse para cantar Dream Theater e Pink Floyd...).

O rodízio de pizza estava ótimo e super-ágil. Nem dava tempo de saborear um pedaço e já vinha outro, melhor ainda. Acho que provamos diversos sabores: cinco queijos (com bacon e calabresa), califórnia, bacon, batata-palha, calabresa, da casa, frango com catupiry, portuguesa, salaminho, contra-filé com alho, sensação, pêssego, chocolate branco e outras. Todas ÓTIMAS. O ambiente lá é superagradável e o atendimento é cento por cento. Vale à pena reservar as sextas-feiras para curtir algumas horas agradáveis na Convexo Pizzaria e Bar. Experimente.

A gurizada lá também trabalha com tele-entrega. O telefone da Convexo Pizzaria é 3251-6929.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

2012 vem aí

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Nunca se falou tanto sobre o fim do mundo. Revistas famosas como a Veja, Época, Superinteressante, Galileu ou Mundo Estranho estão dedicando suas capas e páginas para falar de um assunto muito antigo que, ao mesmo tempo que assusta, fascina. É por isso que vende e gera tanta discussão. Há exatos 10 anos atrás, muito se falava que, na virada do milênio, o mundo passaria por uma transformação. Muito se atribuia às profecias de Nostradamus que diziam que o planeta sofreria uma grande mudança. Para contribuir com a história, até o bug do milênio era divulgado à exaustão. Como, naquela oportunidade (e em outras) nada aconteceu, fica sempre essa sensação de que o mundo não vai acabar coisa nenhuma (a não ser pelas mãos do homem). Pois bem, 21 de dezembro 2012 vem aí (ainda que faltem três anos). Nas capas de revistas e reportagens televisivas muito já está se falando sobre essa data.

E o que tem a ver? Bom, é que a civilização maia, que viveu por aqui mais ou menos 5 séculos antes de Cristo, era muito avançada em previsões astrológicas. E perceberam que o universo faz parte de uma grande engrenagem e que a Terra é apenas uma peça diante de um imenso conjunto de planetas e estrelas. E que a Terra está sujeito a transformações grandiosas a cada ciclo de 5.125 anos. Com base nesse cálculo, eles observaram que o dilúvio na época de Noé estava previsto dentro desse ciclo (há mais de 25 mil anos). E que, justamente, em 2012, a Terra passará por uma nova transformação, ocasionada pela órbita de um planeta que cruzaria próximo de nós. Ficção científica? Não, História. Se isso vai acontecer, só o futuro dirá. Talvez o mundo não acabe nessa oportunidade. Mas que isso vai acontecer um dia, é certo. Pois o nosso planeta é um organismo vivo e, como tal, tem o seu tempo para existir. E para recomeçar.

Em 2005, publiquei no jornal Expresso Ilustrado um conto sobre esse assunto. Leia cliquando aqui.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sobre o final de semana

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Ah, não contei sobre o meu final de semana. No domingo, praticamente acampei na casa do Sidi. Fui para lá cedo da tarde e só saí de noitezinha. Depois, fui lá para para a casa da Augusta, onde ficamos várias horas papeando bastante (para ser mais exato, até umas cinco da manhã, de muita conversa amiga). Ouvi muita música, li um pouco e assisti a alguns filmes. Esqueci de fazer alguns comentários sobre os últimos filmes que vi. Vou comentar brevemente:

Atividade Paranormal- Conta a história de um jovem casal que se muda para uma casa onde fenômenos estranhos acontecem. Para descobrir o que é, eles compram uma câmera para filmar tudo. E descobrem coisas que não gostariam de saber. Ei, tá louco. O filme é muito tenso, ao final, parece que você ficou pesado com tanta tensão. Meus músculos doíam. O filme é muito simples, no entanto, te faz entrar dentro da história de uma maneira incrível. E realmente assusta muito. Nota 10.

Pagando bem, que mal tem- Roteiro de Kevin Smith. Dois amigos resolvem fazer um filme pornô como alternativa para conseguir dinheiro e pagar o aluguel atrasado e a água e a luz, que já estão cortadas. O filme começa legal e depois embarca num rumo piegas demais. Nota 05.

A verdade nua e crua- Um clichê que só se salva porque tem o Gerard Butler no elenco.

Muito trabalho...

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Cheguei em casa há poucos instantes, depois de um dia de muito trabalho. É o ritmo da redação que volta ao normal depois do feriado de Finados. Nesta quarta-feira, tenho alguns compromissos a cumprir e pouco tempo para me coçar. Vamos ver se consigo vencer tudo o que tenho que fazer e se ainda sobre tempo de tomar um café ou dar uma risada. A gente ganha pouco, mas precisa se divertir...

Banho frio é um saco

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Não tem coisa que eu abomine mais do que banho frio. Sério. Eu adoro tomar uma ducha, sentir a água escorrer pelo meu corpo, percorrer minhas costas, molhar meus cabelos. Mas quando a resistência do chuveiro resolve queimar e te deixar tomar banho frio, não tem coisa pior. Pelo menos, para mim. Desde pequeno, uma coisa que nunca suportei foi o tal de banho frio. Nem no verão eu gosto de encarar. No máximo, um banho morno. No entanto, nos últimos dias tive que vencer minha fobia e tomar duchas geladíssimas. Pensei que não iria sobreviver, mas estou aqui para contar a história. E sabe de uma coisa: eu continuo odiando banho frio. Agora, mais do que nunca.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Bolo de caixinha

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Na tarde do último sábado, com todo aquele calor, me deu na veneta de ir pra a cozinha inventar alguma coisa. Quem sabe um sanduíche? Fucei na geladeira, dei uma olhada. Tinha queijo, tinha aqueles peitos de frango defumado que eu acho legal, mas faltava uma coisa essencial para um sanduíche: pão. Alias, tinha um pão. Mas era um pão doce com frutas em cima, aí não tinha como rolar um sanduíche. Fui olhar no armário e encontrei uma caixa de bolo de chocolate. Taí. Resolvi que iria fazer um bolo. E lá fui eu tirar a poeira da batedeira de minha mãe, lavar as pás e zás: já tava com os ingredientes todos para aprontar o bolo. Leite, margarina, ovos, chocolate em pó e granulado e, claro, a caixinha de bolo. Mistura daqui, lambuza dali, em uma hora o bolo tava pronto. Era só esperar esfriar para tirar da forma e comer.

Antes de jogar no lixo a caixinha de bolo vazia, ela me convidou para uma pequena viagem a um passado não muito distante. Quando fazer bolo de caixinha era uma rotina de quase todo final de semana. Olha só, que coisa ingênua: fazia bolo para agradar minha primeira namorada, que tal? Pois, então. O bolo sempre ficava bom e não tinha como não ficar, era só seguir as instruções da caixinha. Era receita que foi feita pra não errar.

Minha mãe achava um encanto aqueles meus bolos que sempre cresciam e ficavam fofinhos e deliciosos. E, quando vi, ela espalhou minha "fama" de confeiteiro entre suas companheiras da igreja, as beatas, como eu costumava chamar.

Um dia ela me pediu para fazer um bolo pra que ela levasse a um chá da igreja. Eu disse que faria. E lá, no tal dia, ela dispôs os ingredientes à minha frente para fazer. Nada de caixinha de bolo. "Ah, mas acho que consigo fazer do modo tradicional", pensei, de tão craque que estava em preparar os de caixinha. Mas que nada: ficou abatumado o tal bolo e minha "carreira" de confeiteiro foi pelo forno abaixo...

O meu "talento" está é na caixinha.

Quase liguei...

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Pensei em te ligar. Na verdade, peguei o telefone e digitei os números de teu celular. Só faltou ligar. Mas não tive coragem. Ia dizer o que, afinal? "Feliz aniversário!!!" Sim, o motivo para te ligar seria esse, mas e depois? E depois de dizer uma frase pronta, estaria preparado para seguir?

Talvez sim, talvez não. (É provável que não, pois tu me deixas sem palavras, de uma forma ou outra). O engraçado é que muito de ti não existe, de verdade, em ti, pois faz parte da mitologia que criei de ti. O tu que temo é aquele criado por mim mesmo. Em mim, tu é mais bela. Em mim, tu é mais intensa. Em mim, tu é mais terna. Em ti, eu não encontro o meu reflexo.

Sendo assim, poderia ser idiota ao falar contigo. Aliás, seria mesmo idiota te ligar. Foi por isso que não liguei. Fiquei só no confortável (e torturante) quase...

Vida & Morte

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(Conto em homenagem a senhorita Morte)

Eram irmãs e tinham funções semelhantes e a mesma importância para o equilíbrio do universo. De vez em quando, até cruzavam caminhos, mas nunca cruzavam olhares. Cada qual fazia o seu trabalho, silenciosamente, sem se importar com a outra. Ouviam lamentações a respeito de uma e de outra, e admiravam-se mutuamente, sem nunca terem trocado uma única palavra. Certo dia, porém, um golpe do destino, fez com que algo mudasse. Uma humana estava com dificuldades no parto e havia risco tanto para ela, quanto para a criança em seu ventre. Seu esposo, ébrio, aguardava desesperado no saguão do Hospital. Ajoelhado no chão ele rezava pela vida de sua amada e e seu herdeiro. Eis que uma bela mulher de vestes alvas, aproxima-se, compadecida de sua dor e toca-lhe a face.
- Acalma-te, criança. Conheço-te deste o teu primeiro choro. Sois incapaz de compreender o tênue véu da existência. Não te desesperes", ela o consola.
Ele rechaça, gritando.
- Não sabe do que está falando. É a minha mulher e o meu filho que podem morrer!
- Nada acontecerá com teu rebento. Eu sou Vida e acompanho o teu filho...

Num piscar de olhos, a mulher desaparece de sua visão, como se nunca tivesse estado ali. Alucinação?Na sala de parto, ela contempla o desespero de uma mãe, com lágrimas, suor e sangue no rosto, dando suas últimas forças para que o filho nascesse. Ao seu lado, uma jovem de trajes escuros e olhos negros. Alguém que ela conhecia muito bem: sua irmã, Morte. Foi a primeira vez que elas cruzaram seus olhares infinitos. Foi nesse instante que as duas se apaixonaram...


Os médicos faziam de tudo para salvar a vida da mãe e de seu filho durante o parto, desconhecendo serem anfitriões das Eternas, invisíveis aos seus olhos. Os aparelhos indicavam que aos poucos a mãe ia se despedindo da vida. A Morte, ao seu lado, encarava Vida à sua frente. Uma, indicava a luz para a criança que nascia. A outra, aguardava a mãe para acompanhar-lhe até a porta de saída.

- "Ramente nos cruzamos, não é mesmo?", disse Morte.
Vida sorri. O menino está nascendo.
- "Nascido do sangue ele vem ao mundo. Seu pai o aguarda, acreditando amá-lo desde já. No entanto, desconhece seu destino, tampouco sabe de onde veio este Ser. Só o amor de uma mãe é algo infinito. Ela se esvai para que a criança alcance minhas mãos. Te peço que não a tomes ainda", diz Vida.


- "Teus olhos são lindos. E tristes", diz Morte.


- "Atendo teu pedido em troca de um beijo", oferece Morte. Mesmo ansiando por isso, Vida repreende.


- "Como podes negociar um capricho em troca de algo que não te pertence?".


Morte chega bem junto de Vida e a encara de perto.


- "Acaso os deuses não podem manifestar seus caprichos? Só quero sentir teus lábios e a mulher poderá dar a luz", barganha.


Vida a encara.


- "No momento em que a vi, tomei-me de um sentimento comum aos humanos. Poderia acariciar o teu rosto e entregar-me aos teus braços. Amo-te. Mas nego-te. Pois meu amor pelos pequenos é maior".


Morte meneia a cabeça.


- "Eis a tua criança".


O médico retira a criança, que recebe o sopro de Vida e chora. A mãe sorri e derrama a sua última lágrima. Morte lhe toca a fronte e lhe suga o sopro, que Vida concedera para aquela fêmea há um par de décadas atrás.


- "Alguém nasce, alguém morre. Triste sina", ela ironiza.


- Notaste como somos parecidas? Tu as retira de um lugar e as conduz até aqui. Eu as retiro daqui e as levo para outro plano. A diferença é que eles te celebram. A mim, eles temem. Terrível simetria", diz Morte enquanto ampara a jovem mãe, que não compreende o diálogo que testemunha, e chora ao tentar abraçar o filho com seus braços intangíveis, que não conseguem tocar o pequeno corpo que repousa nos braços do médico.


- "Ela morreu", diz uma enfermeira, observando os sinais vitais.


- "Fazer o quê?", dá de ombros Morte.


- "Espere. Façamos um acordo. Hoje, nesse instante, te peço que não cumpras a tua função. Não a leve e deixe que eu sopre novamente a sua face para que não se desampare a este pequeno que recém cruzou o véu".


Morte encara vida.


- "E?".


Vida chega próximo da irmã.


- "E dar-te-tei aquele beijo...que eu mesma sinto desejo".


Morte acaricia os cabelos de Vida.


- "Veja só. Caprichos de uma deusa. Mas tu bens sabes que preciso levar alguém que esteja contigo". Vida consente.


- "Mas não a estes, eu te peço".


Morte concorda.


- "Dê-me teus lábios...".


E as duas se beijam. Enquanto isso, os médicos comemoram a retomada dos sinais vitais da jovem mãe.


- "Ambas somos infinitamente belas juntas", diz Morte para Vida antes de se despedir. No corredor, alguém vai até o pai dar a notícia de que mãe e filho estava bem. Mas um ataque cardíaco fulminante o encontrara antes...