segunda-feira, 31 de agosto de 2009

"Whats up? I am Brrrrrrrüno!!!"

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Sasha Baron Cohen é um gênio do humor políticamente incorreto. Depois de ter surpreendido o mundo inteiro com Borat, ele está nos cinemas arrasando (literalmente) com Brüno. No último sábado, estivemos reunidos o Chico, a Luana, a Tainã e eu para assistir ao filme (que eu e a Tainã já tinhamos assistido um dia antes).
Aviso: a partir daqui, contém spoilers:
O filme segue a linha de "falso documentário", misturando situações reais (estilo pegadinha) com encenações. O resultado? O filme mais "errado" dos últimos anos. Há momentos em que Brüno faz rir muito. Noutros, ele choca. Mas o tempo todo o filme surpreende.

Brüno (Sasha Baron Coen) é apresentador austríaco de um programa fashion, que é apresentado em todos os países que falam Alemão (menos na Alemanhã). Homossexual assumidíssimo, inicialmente o personagem revela o universo (fútil) da moda. Há uma entrevista hilária com uma modelo, onde ele a entrevista ironizando, sem a loira perceber, que a sua profissão é a mais difícil do mundo, ao que ela concorda. Ele complementa.
- Imagina. Deve ser difícil mesmo ter que lembrar de colocar a perna direita na frente da esquerda e assim por diante, quando está na passarela.
A modelo concorda e ainda diz.
- É terrível. É muita pressão. E pior ainda é na virada...

Noutro momento, ele conversa com uma ex-big Brother, onde comenta sobre radiografias de bebês, ao que ela diz: "esse útero é de classe D. O bebê deveria ser abortado".
Depois de um acidente com um terno de velcro (com o qual destrói um desfile), Brüno é demitido. É aí que ele decide ir para Hollywood para se tornar uma celebridade. Assim, inicia-se uma sucessão de piadas contra as celebridades vazias, astros do armário, pastores que convertem homossexuais, adoção de crianças africanas, casamento gay etc e etc.

Impagável também é a cena em que ele vai até um médium para ter contato com um ídolo morto, que lhe dá "conselhos". O médium avisa que seu ídolo estava ali, na sala. E Brüno pede "posso beijá-lo?". Diante do sim, ele inicia uma impagável cena de sexo oral com o "fantasma" de Milly Vanilly.

Ao final do filme, o Chico e eu tinhamos duas certezas: uma, o filme é muito bom. Outra, melhor não comprar para a locadora (onde ele trabalha...), porque ninguém vai querer assistir. Dificilmente se pagaria, já que os clientes iriam julgar a capa e nem querer saber do conteúdo. Assistir um filme como esse é estar preparado para rir daquilo que nos faz sermos ridículos.

PS: A Tainã também é fã de humor negro e gostou tanto do filme que perdi a conta de quantas vezes ela pronunciou a frase "Wats Up, I am Brrrrrrüno". Eheheeh

Como são essas mulheres...

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Ok. Esqueça o título genérico acima. É que realmente não sabia que título dar a essa postagem. Só queria comentar a respeito de um episódio que achei muito engraçado, que mostra o quanto nós, homens, somos tontos e elas, as mulheres, são espertas. E o que vou contar tem a devida aprovação da mulher envolvida. No caso, minha querida amiga Luana.

Ela e o Chico, seu esposo e meu melhor amigo, andam economizando dinheiro, com o objetivo de se equilibrarem melhor financeiramente. Pois bem. O Chico propôs um trato de que eles devem ficar determinado período sem comprar nada de roupas ou coisas supérfluas, o que a Luana concordou. Mas outro dia, ela viu numa vitrine uma calça exatamente como ela queria. E melhor: tava em promoção. E não há mulher que resista encontrar a roupa que quer acompanhada da palavra "promoção". Mas e aí? Se ela pedisse, o Chico não daria. Se ela comprasse, o Chico também não iria gostar, porque está sendo muito rígido na regra da economia.

O que fez a Luana? Comprou a calça. E outro dia, ela passou na locadora para dar um alô para o maridinho. Depois de um tempo, ele se dá conta de que a calça que ela usava lhe parecia diferente.
- Tu comprou essa calça, Luana?
- Não amor. Não comprei.
O Chico matutou um instante. Deu uma olhada melhor na calça.
- Tu comprou, sim.
- Não comprei. Estou te dizendo. Essa calça eu tenho faz tempo.
Mas o Chico segue desconfiado.
- Nunca tinha reparado...

A Luana, então, sai atravessada:
- Pois eu digo: tu não presta atenção em mim, nem nas minhas roupas. Tu não me dá bola e blá, blá, blá, blá, blá, blá....

Resultado: O Chico pediu milhões de desculpas por ter desconfiado de sua "econômica" esposa. E ela me contou essa história divertindo-se (e ao mesmo tempo com pena) do Chico. Eu avisei que ia escrever no blog. E ela autorizou.
- Pode escrever. O Chico nem acessa internet mesmo.

Então, taí. Como são essas mulheres...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

2012: o trailer

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Ninguém destruiu o mundo mais do que o diretor Roland Emmerich. Ele usou discos voadores para arrasar metrópoles em "Independence Day". Destruiu Nova Iorque em "Godzilla". Imaginou uma nova era glacial em "O Dia Depois de Amanhã'. Mas o cara continua empenhado em dizimar com a raça humana e lançará o filme "2012", que estreia em novembro e mostra o fim da Terra, baseado na profecia dos Maias. No trailer, diversos países são arrasados por catástrofes e até mesmo o Rio de Janeiro sofre um Tsunami, arrebentando até com o Cristo Redentor. Mas, afinal, porque um filme com o título de "2012" não é lançado no ano em questão? Por superstição, né? Vai que o mundo acaba mesmo e os caras deixariam de lucrar horrores nas bilheterias. Quer saber como será o nosso fim? Dê uma olhada ano trailer e espere para ver nos cinemas em novembro, ou nas locadoras aí por março do ano que vem. Para quem quiser esperar para ver na Globo, só lá em 2012. E aí, pode ser tarde...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Contra a discriminação

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Uma criativa campanha desenvolvida na Holanda atingiu em cheio no preconceito, indo direto ao x da questão: Você precisar esconder seu verdadeiro eu para ser aceito?

As imagens dizem tudo e é desnecessário que eu fale sobre elas. Confira algumas:



O romantismo das noites de inverno...

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Sim, as noites de inverno são mais românticas, são mais bonitas. As estrelas parecem brilhar mais e, na verdade, a sensação de frio parece nos aproximar até mais das estrelas.

- Alguém já levou você para mais perto das estrelas?

As noites de inverno são reflexivas e contemplativas. As noites de inverno são frias e, por isso mesmo, nos fazem buscar o calor, o aconchego, a luz. O inverno é, sem dúvida, lindo. As noites de inverno refletem a frieza de minha alma, endurecida pelo frio de noites de inverno chorosas, dolorosas.

As noites de inverno são propícias para sopa, chocolate-quente, cobertor. As noites de inverno me fazem andar de chinelo e de meias, mesmo sendo uma infeliz combinação (dentro de casa. Não há problemas...). As noites de inverno me fazem pensar em comprar um casaco novo.

As noites de inverno nos colocam as mãos dentro dos bolsos. As pontas frias dos dedos. A luva não vence. O ressecamento dos lábios. Manteiga de cacau resolve. (Ou um beijo?).

As noites de inverno chegam a zero grau. Fazem desejar que caia neve. Só que nunca neva. Never. Faria um boneco feio, igual aos dos filmes. Bobo. Jogaria uma bola gelada em alguém. Só para ver sorrir. Só para ter de me esquivar da desforra. Tornar quites. As noites de inverno podem ser mais quentes que as mais quentes noites de verão.

Eis o charme das noites de inverno. (que são românticas). Por tudo o que eu disse e por tudo o que ficou subentendido. As noites de inverno não precisam de explicação. As noites de inverno são o que são. E, sim, são românticas.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Várias variantes

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O marido chega em casa de madrugada. A mulher está na sala, acordada. Veja o que acontece neste cenário em um acontecimento extraordinário em oito dimensões paralelas e compare as possibilidades várias e variantes:

1ª dimensão
O marido entra furtivo. A mulher, toda magoada, o fuzila com uma pergunta.
- Posso saber onde o senhor estava?
- Pois sim, benzinho. Lembra que eu tinha dito que iria jogar futebol?
- Claro. E vocês ficaram sete horas seguidas jogando?
- Mas é claro que não, sua booooba. Depois do jogo, fomos tomar umas cervejas na casa do Alfredo.
- Engraçado. Ele ligou há umas horas perguntando de ti.
- Alfredo, ora, Alfredo. Cabeça a minha. Confudi. Eu quis dizer na casa do Peeeeeedro.
- ...Que ligou logo depois que tu saiu, avisando que teria de viajar às pressas e não participaria do jogo.
- Mas tu pensa que só tem um Pedro nessa cidade?
- E esse cheiro de perfume vagabundo?? E essa mancha de batom?? E essa mordida no teu pescoço??
- Eu tenho uma explicação...
- Tu tem outra????

A mulher chora. O gato mia. O cachorro late. O bebê acorda. O homem deita e dorme. Amanhã ele explica...


2ª dimensão
O marido entra. A mulher está sentada na sala de jantar. A mesa estava posta e ela estava à sua espera.
- Eu cozinhei te esperando. E tu chega a essa hora...
- Ôoo. Parece que tu adivinhou que eu tava com fome...

(Pratos, travessas e talheres são arremessados em direção ao marido)

3ª dimensão
O marido tenta entrar. A chave não colabora. Sua esposa tinha se aproveitado de sua breve ausência de algumas horas para ligar pro chaveiro e trocar a fechadura. Ao lado, as roupas dele estão todas dentro de sacos de lixo, desses que são vendidos nos mercados. Pelo menos ela tinha separado um saco só para cuecas e meias. Ela era uma mulher prática. O marido pega o celular e liga para a casa do amigo (de onde tinha acabado de chegar...)

- Dae, Pedrão. Ainda tem bebida aí...? E a muglerada?

4ª dimensão
Antes de abrir a porta, ele ouve uma música. Não define o que é. Abre a porta devagarinho. E ouve a música. Era da Elis Regina. "Atrás da Porta".

Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus, juro que não acreditei
Eu te estranhei, me debrucei sobre o teu corpo e duvidei
E me arrastei, e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés, ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei prá maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua
Até provar que ainda sou tua.

Ele sente um arrepio ao ouvir essa música. Pensa em dar meia volta, mas a esposa percebe que ele chegou. Pergunta onde ele estava até essas horas. Ele desconversa.
- Essa música foi escrita pelo Chico Buarque, né?
- É, acho...
- Vamos ouvir o resto juntinhos. Tava com saudades suas...

E depois da Elis, trocaram por um disco do Roberto. E ouviram "Cavalgada" até o amanhecer.

5ª dimensão
O marido chega. Silêncio na casa. Sua mulher não estava. Ele encontra um bilhete onde estava escrito a frase "direitos iguais". E sublinhada!

6ª dimensão
O marido chega. A mulher estava dormindo. Ele deita de mansinho para não acordá-la. Passa as mãos de leve por suas costas. Toda manhosa ela diz que já estava exausta de tanto sexo.
- Como assim, sexo?

7ª dimensão
Ele entra. Está escuro. Em seguida, ele vê um clarão. E volta a ficar escuro. O sangue dele escorre pelo tapete da sala.

8ª dimensão
Ele entra. A mulher está na sala e pergunta.
- Onde tu tava?
- Putz, na casa do Pedro. Tava difícil de sair de lá. Maior agito, teve strip pôker...
- Hmmm, strip pôker, é?
- Aham, aham...
- E tu ficou com alguém?
- Bah, bota merda. Acabei ficando, sim.
- A mina era massa?
- Uma louca muito boa.
- Tu comeu?
- Até comi, mas não gozei. A guria era cheia das frescuras.
- Então, vamos pro quarto. Tava aqui te esperando.
- Faz um strip pra mim?

Faça sua tatuagem com PC Tattoo

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O PC é um grande amigo de muitos anos. A gente se conhece desde, deixa eu ver...desde que tínhamos aí uns 12 anos. Ambos somos sagitarianos. Ambos adoramos e somos colecionadores de revistas em quadrinhos, filmes, música etc. Temos grande afinidades e uma grande amizade. E sempre admirei o talento dele como artista gráfico e sua sensibilidade e lealdade. Fora isso, é um grande parceiro de canastra. (Ah, adoro almoçar no restaurante do pai dele também, o seu Iran).

É com muito orgulho que registro nesse blog e comunico aos amigos deste espaço que o PC inaugurou há poucos dias o seu estúdio de tatuagens. É o PC Tattoo Studio, localizado ali na rua Pinheiro Machado, 2452, ao lado da Churrascaria Santiaguense. Fone 9918-3383. O PC é o cara mais fera em tatuagens aí da região. Basta dizer que ele já tem a experiência de quem atuou em estúdios de Santa Maria, Porto Alegre, Bento Gonçalves e até de Curitiba. Achou pouco? Então tá: o cara é formado em Desenho Industrial pela UFSM e é um puta dum desenhista fodástico!

O estúdio dele é supermoderno, arejado e elegante. O cliente chega e fica numa sala de espera onde pode assistir aos canais da Sky enquanto aguarda. Já no estúdio, tem todo o conforto, higiene e profissionalismo deste grande artista. Fora que também fica ali ouvindo alguma música agradável. Nas fotos aí, um registro da Tainã fazendo a sua tatuagem, que ficou linda. Um dos primeiros trabalhos feitos no novo estúdio. Confira mais, clicando aqui:

E já agendei: semana que vem vou lá no meu amigo fazer uma nova tatuagem. O que, ainda não sei, mas aceito sugestões.

Repetindo: o PC Tattoo Studio fica na rua Pinheiro Machado, 2452. Fone 9918-3383.

Casa do Conhecimento terá sala de cinema

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Nesta terça-feira, 25 de agosto, o prefeito Júlio Ruivo esteve em Canoas, onde participou de uma audiência para a assinatura de convênio com o Ministério da Cultura do Governo Federal, através do programa "Cines Mais Cultura", que está viabilizando estrutura e manutenção de salas de cinema e roteiro de exibições em mais de 120 municípios gaúchos. Através desse, a Prefeitura vai criar uma sala na Casa do Conhecimento (antiga estação férrea), onde exibirá filmes. O convênio foi feito através da URI-Santiago e terá à frente a professora Rosângela Montagner. A inauguração será dia 29 de setembro.



Comentário do blogueiro: Mas e nem que eu e meu amigo Chico, maior cinéfilo do Rio Grande do Sul, não vamos passar enfiados na sala de cinema??? E a maior sorte é que moramos bem pertinho da estação...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A culpa é de Plutão

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Meu amigo e colega Cláudio Brum estava comentando, triste, que casais amigos e pessoas próximas estavam se separando. Casamentos de anos estavam se desfazendo. Namoros de longa data tinham se diluído, alguns temporariamente, outros de forma permanente. Mas o estopim, para ele, foi quando soube que uma amiga sua, lá de Porto Alegre, tinha sido deixada pelo esposo. Segundo ele, ambos formavam o que se costuma designar como "um belo casal". Em conversa com a amiga, ele tentou dar aquela forcinha básica. Foi quando ela disse que a culpa da desunião era de Plutão.
- Mas quem é esse?
Perguntou o Cláudio, achando que se tratava do apelido de alguém.
- Plutão. O planeta!
Respondeu a moça, que deu explicações místicas sobre a influência negativa de Plutão sobre a Terra, específicamente causando o rompimento de muitos relacionamentos. (E isso que Plutão nem é considerado mais um planeta, segundo os inteligentes cientistas terrícolas).

Segundo registros do Cartório Civil em Santiago, em 2008, aconteceram 212 casamentos, 203 divórcios e apenas dois reestabelecimentos de união conjugal. Já neste ano de 2009, até esta data, o número de divórcios supera o de casamentos. São 144 divórcios contra apenas 106 casamentos. Vamos ver se vai ser tipo a tabela do campeonato brasileiro, onde um dispara e fica difícil de alcançar.

Então tá. A culpa é de Plutão.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A tal felicidade

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A felicidade não tem sabor definido, nem forma específica ou endereço fixo. Essa tal felicidade que tanto se fala por aí é muito variável, pois para cada ser vivente ela é idealizada das mais diferentes formas. Creio que a felicidade é mais ou menos como a linha do horizonte que almejamos encontrar e, quando chegamos lá, ela se foi lá para mais longe de novo. E, assim, vamos seguindo sempre em seu encalço. E vamos rodando, quase sem sair do lugar, como um pião disparado por cordas invisíveis. Em algum momento iniciamos nossa trajetória, sem saber como isso aconteceu ou como irá parar...

Para quem gosta de viajar, a felicidade pode ser um tour pela Europa. Para quem é vaidoso, pode ser uma lipoaspiração ou ter o cabelo liso. Para quem é materialista, pode ser um carro novo. Para quem é família, pode ser uma casa maior. Para quem é espiritualista, pode ser a paz. Dizem que todo ser humano tem o direito de buscar a sua felicidade. Mas a felicidade para si, pode significar a infelicidade para outros?

A felicidade para os gremistas, não seria ter mais vitórias que os colorados e vice-versa? Mas aí, não residiria a infelicidade para o adversário? É possível ser feliz quando isso significou sobrepujar outras pessoas? Creio que não. Mas e que tal é essa tal felicidade? A felicidade essa que experimentamos com as coisas da vida são verdadeiras ou realmente fugazes?

Temos mesmo a obrigação vêemente de procurá-la? Existe para a nossa vida um objetivo maior do que esse? E se a minha felicidade reside em ter na parede minha sala o quadro original da Mona Lisa, isso seria possível? (Excetuando qualquer plano de arquitetar um furto ao museu do Louvre). E diante da impossibilidade de concretizar tal sonho, restaria então resignar-me com a infelicidade ou existiria uma saída, um outro sonho, um outro modo de ser feliz? De que jeito e de que formas?

Não tenho a pretensão de apresentar uma resposta a tantos que seguem na busca de realizar os seus sonhos. Só creio que, se a razão de existirmos fosse o de buscar a nossa felicidade, o sentido da vida seria então, um objetivo individualista.

Talvez, amigos, nossos conceitos estejam há muito tempo equivocados. Acredito que o objetivo maior da vida não é o de uma busca incessante pela felicidade mas, sim, o de aprender.

Quando você cursa uma faculdade, está lá para cumprir um objetivo: o de aprender, diplomar-se, vencer os obstáculos, enfim. E isso só será possível se realmente demonstrar que aprendeu aquilo que lhe foi ensinado durante as aulas. A consagração é, senão, a diplomação.

Assim, penso eu, seja a vida. Assim penso, pelo menos, que seja a minha vida. Tenho a convicção de que não estou aqui para ser feliz, pura e simplesmente. Isso pode ser, sim, uma consequência do aprendizado que vivenciarei. Mas não é o objetivo principal, a razão de existir. Porque se a vida se resumisse a isso, que fôssemos condenados a ser felizes, não seria praticamente impossível fugir desse destino?

Aprender é preciso. E a felicidade é uma possibilidade.

Eu queria ser um super-herói...

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Outro dia a Augusta me contou que conversa com a Cláudia, uma antiga amiga que, quando eu era pequeno, brincava comigo e outros crianças da rua onde moro. O diálogo entre as duas foi logo depois de ter "perdido" a minha mãe. A Cláudia falou algo do tipo "coitadinho do Márcio". E ficou alguns instantes relembrando da infância. Em seguida, comentou que quando eu era criança (aí pelos meus cinco, seis anos, costumava vestir uma toalha vermelha em volta do pescoço e saía pela rua, fazendo de conta que voava igual ao Super-Homem.

- Ele gostava muito de super-heróis. E queria muito ser um...

Segundo a Augusta, a Cláudia fez algumas pausas e foi completando seu raciocínio:

- Na verdade, o Márcio realmente acreditava que era um super-herói... e sabe que eu e minhas irmãs acreditávamos também que super-heróis existiam? E a gente acreditava por causa dele...

Queria muito ter visto o olhar da Cláudia dizendo isso, algo que me tocou e que soou bastante lírico para mim. Mas a descrição que a Augusta fez da cena foi perfeita. Eu realmente queria ser um super-herói... e acho que aindo quero.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Naaaaaaummm.....

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Para nossa turma de adolescentes na metade da década de 90, a virgindade era quase como uma maldição que carregávamos. Um fado, comparável ao que o personagem de Lon Chaney carregava no filme "O Lobisomem". Era um período em que os hormônios estavam em ebulição, mas as oportunidades simplesmente não surgiam ou, se apareciam não eram aproveitadas por nós.
Teve uma vez que um grande amigo (vou preservar o nome das pessoas), de apelido Piolho (tá, não tô revelando nada, amigão) comentou que todo dia conversava com a Lenise, irmã de uma garota que eu gostava, quando pegava o ônibus até o Isaías. Num desses diálogos, ele falou sobre uma cachoeira que a nossa turma costuma frequentar, lããããã adiante uns 05 quilômetros dos trilhos atrás da Brita Norte. Que era um lugar muito bonito, onde costumávamos nos refrescar nos dias quentes.


Ao comentar isso, tenho certeza, meu amigo não tinha segundas intenções, a não ser ter assunto para engatar com aquela loirinha (sim, ela era uma loirinha linda e que, segundo a lenda, seria capaz de nos libertar daquela maldição que comentei no início do texto).
E quando ele imaginaria que ela iria se interessar ao ponto de dizer que gostaria de conhecer a cachoeira? Ela quis. E acho que ainda disse até a cor do biquíni que iria usar para tomar banho.
Quando ele me contou sobre o ocorrido, solidário e parceiro dele, não poderia dar outro conselho que não fosse:

- Leva ela. E come.

E o Piolho estava convicto. Levaria a Lenise até a nossa cachoeira, lá onde existem até esquilos pulando pelas árvores próximas, e onde passávamos as tardes, alimentados por bolachinhas d'água e garrafas de refri Celina. Numa tarde, eu estava em casa lendo minhas revistas em quadrinhos quando, pam-pam-pam, batem na porta. Abri. Era a Lenise o Piolho.


-Oooooiiiieeee!!! Vamos na cachoeiraaaa???


Ela me disse com aquele sorriso maroto. Olhei para ela. E olhei para o Piolho, a fim de estabelecer uma conexão telepática, do tipo "O QUE TU TÁ FAZENDO AQUI, RAPÁÁÁÁÁÁ???"
Mas, tudo bem. Pensei melhor e refleti "que baita amigo esse. Quer dividir o bilhete da Mega-Sena. Vamulá, então". E fomos. A Lenise era faceirinha com o nosso passeio e conversava alto e ria. E lá ia ela, uma guria, junto de outros dois guris, para o meio do mato. Para a sanga.
Aproveitando alguns instantes de distração dela, o Piolho e eu trocamos algumas informações básicas do tipo.

- Tu ou eu? Quem vai tentear primeiro? E se ela quiser os dois? Dêmo jeito. Tá prá nós. Vamo que vamo. É isso aí, têmo combinado.

Fora uma ou duas palavras, meu amigo e eu nos comunicámos mais por telapatia mesmo (com o olhar, melhor dizendo) para não constranger a Lenise. Assim nós, dois lobos, vestíamos nossas peles de cordeiro e conversávamos delicadamente com a loirinha, que parecia demonstrar não imaginar que estávamos loucos para aplicar a lei da clava nela.

E chegamos até a picada que dá acesso à cachoeira. Descemos o mato fechado que, num repente, abre as portas de um paraíso ecológico. E lá tiramos nossas roupas, ficando de calções. A Lenise- uau- de biquíni azul, que contrastava com sua pele branca.

Com olhares, o Piolho e eu começamos a arquitetar o nosso plano maligno. Um de nós se retiraria para outro lugar, enquanto o outro ficaria sozinho com a Lenise, para facilitar o lance, entende?
Um e outro hesitamos em ir. Talvez porque cada qual quisesse ser o primeiro ou porque cada qual não quisesse ser o primeiro. Gentilmente, o meu amigo se retirou. A essa altura, meu coração deu umas aceleradas. "Agora é comigo", pensei.

E a Lenise e eu brincámos na água, nos abraçámos e etc e tal. Foi quando me acheguei mais perto dela e insinuei qualquer coisa. Ela disse:
- Naaauuum....

Foi o "nauuum" mais manhoso que eu tinha ouvido. Mesmo assim, me deixou com uma puta vergonha. Cheguei mais perto dela e lhe beijei nos lábios, ao mesmo tempo em que deslizava minhas mãos por suas costas até chegar em seu biquini. E ela:

- Naummm...

Tá bem, então. Entendi o recado. Se era não, era não. Não iria forçar nada com a guria. Já que minhas chances tinham broxado, era a vez do Piolho, então. Me afastei dando um mergulho e assoviei para chamar o meu amigo que reapareceu. E, não tenho certeza, ele comentou qualquer coisa sobre ouvir barulhos adiante. Eu fiz uma cara de intrigado.
- Barulho? Onde? Deixa eu ir lá ver. Fica aí com a Lenise.

E me fui, deixando os dois sozinhos. E lá no meio do mato, fiquei torcendo que meu amigo fosse mais de sorte que eu. Um tempo depois, retornei junto deles, que estavam tomando banho e conversando. E ficamos por ali mais um tempo, até que fomos embora. Num instante de distração da Lenise, perguntei a ele.
- E aí, como é que foi?
- Não foi. Ela disse "nauuuum".

E a partir daquele dia, eu e meu amigo (um grande amigo) fizemos um pacto: se ouvíssemos qualquer pessoa falar alguma coisa contra a honra da Lenise, de que ela era atiradinha ou algo assim, iríamos defendê-la com unhas e dentes. Até hoje, quando a gente se lembra desse episódio, a gente diz o seguinte.

- A Lenise é uma santa!

Mas a verdade é que nós dois é que éramos uns bocós. Éramos muito bons para ler revistas em quadrinhos, mas não sabíamos ler as sutilezas, as entrelinhas, de algumas garotas. Pois, quando imaginaríamos que ao dizer "nauuuuum", a Lenise estava apenas se fazendo de difícil e que estava dizendo, na verdade, "siiiiimmm"??? Ou isso, realmente a Lenise era uma santa!!!
Que vergonha de nossas segundas intenções.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A primeira mulher que vi nua...

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Não é tão simples assim descrever coisas da intimidade. Até seria fácil, se eu tivesse certeza de que ninguém estaria lendo. Mas é, sem dúvida, um desafio fazer isso ao saber que outros podem ler. E, comparando, é quase como tirar a roupa em público. Mas e porque logo eu, decidi fazer isso? Mas penso: e por que não fazê-lo? É até divertido lembrar de algumas coisas e me esforçar o máximo para não cair na vulgaridade ao descrever essas coisas.

Atropelando a cronologia, vou escrevendo na medida que vou lembrando de algum fato. Outro dia estava conversando com uma pessoa (não vou revelar o nome dela porque ela não iria gostar...) e, naturalmente, fomos conversando sobre questões íntimas. E foi divertido e até libertador, eu diria. Contei um determinado acontecimento e, depois, fiz questão de confirmar na frente dela o que havia contado, logo que estivemos frente-a-frente de outra pessoa que vivenciou a mesma experiência (o Chico, claro). Deixa eu tomar um ar que eu conto essa história, que envolve a primeira mulher que eu vi nua na minha vida:


Hã?? Vou explicar. Aqui na vila onde moro (Vila Itu, capital de Santiago), tínhamos uma turma que era muito unida (o Chico, o Valber, eu, o Rodrigo Pelincho e vários outros...). A gente costumava jogar bola no campinho, roubar milho nas lavouras (ou frutas dos pátios dos vizinhos), jogar taco e pegar carona nos vagões em movimento. A nossa faixa de idade era de 12 a 14 anos e, nessa época, a gente já começava a questionar a respeito de sexo, afinal, que graça isso teria? Nenhum de nós sabia como era uma mulher nua. Até que, certo dia, um de nossos bravos companheiros conseguiu surrupiar uma antiga revista Playboy da coleção de seu irmão mais velho. Na capa, a Luíza Brunet. Éramos uns seis em volta daquela revista, fechando um cerco.

Claro que para nós, que éramos umas crianças, ficar vendo uma revista de mulher pelada era algo muito perigoso. Podíamos dar na vista. Portanto, fomos até um vagão nos trilhos da RFFSA e lá começamos a olhar as fotos com mais tranquilidade. Não sei dos guris, mas para mim, testemunhar as curvas, os seios e os pelos pubianos da Luiza Brunet foram como um acontecimento apoteótico, épico e histórico. Era como se eu estivesse vendo um Disco Voador, algo totalmente de outro planeta. Foi me dando um calorão, um formigamento, um não sei o quê. E só sei que a Luíza Brunet me causou uma sensação até então desconhecida.

Naquele dia, convencemos nosso amigo de que a Luíza Brunet não poderia retornar à coleção de seu irmão. Ela precisava conviver conosco. Apesar de que ninguém tinha coragem de levá-la para casa, pois poderia ser descoberta por nossas mães e aí...não era bom nem pensar.

Decidimos, então, escondê-la no próprio vagão onde estávamos. Era um vagão de passageiros que já estava há meses parado no mesmo lugar e no qual entrávamos e saíamos a hora que quiséssemos e que tinha se tornado o nosso clubinho secreto.

Escondemos a Luíza Brunet num pequeno buraco no teto do vagão. E toda vez que íamos para lá, a retirávamos do esconderijo para vê-la e admirá-la. Aos poucos, ela foi ficando cada vez mais íntima de nossa turma. E, se não estivesse nua, tenho certeza de que ficaria ruborizada com a forma pecaminosa com que a olhávamos. Teve algumas vezes que ela participou de "quases orgias", ficando estendida no chão, no meio da turma, enquanto nós, uh, hã, bem....disputamos torneios de masturbação. (Vou me arrepender de contar isso, mas agora foi...)

Certamente não com a mesma curiosidade com que víamos a Luíza Brunet, mas com uma dose de disputa, era comum que nos comparássemos. Eu, creio, era o mais envergonhado. Eu era o que não tinha pelos, não ejaculava e considerava que meus atributos físicos eram menores que de meus amigos.

E num dia qualquer, numa tarde qualquer da adolescência, tínhamos combinado de ir jogar taco. E foi quando olhamos em direção à estação férrea que descobrimos algo terrível. O vagão onde a Luíza Brunet nos aguardava tinha sido levado embora. E foi assim que ela nos deixou, sem sequer um último adeus. A partir daquele dia não mais a veríamos e nossas vidas tomariam outros rumos, gradativamente.

Mas devo confessar que a Luiza Brunet realmente marcou a minha vida. E sua imagem nua acabou se tornando, para mim, uma espécie de "modelo feminino". Um ideal de mulher, já que ao despertar da sexualidade acabei procurando justamente encontrar um ser naqueles moldes. Com aquelas curvas perfeitas, aqueles seios, aqueles pelos. Algo extremamente belo e misterioso. Como se fosse de outro planeta. Como se fosse um Disco Voador.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Aquela guria chata...

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Outro dia, tive o prazer de rever minha querida amiga S. Nos cruzamos pela rua, acenamos, sorrimos e paramos um instante para conversar, como vai, tudo bem, o que tem feito, trabalhando sempre, e você, já casou, ainda não, e você, cuidando dos filhos, tá morando onde, ali perto do, aparece lá, você também, foi bom te ver, até mais ver...

Enfim. Foi um diálogo de dois minutos ou mais. Ou menos. Mas durou o tempo necessário para uma volta no tempo. Ali na rua, éramos dois adultos. Em minha memória, lembrei da infância, quando ela ia com sua mãe nos visitar e teimava em querer me incomodar, enquanto eu estava trancado em meu quarto lendo minhas revistas em quadrinhos. E eu, mimado, pedia que me deixasse sozinho. Não queria ninguém me incomocando. Ninguém mesmo. E ela não dava ouvidos e fazia por gosto de provocar. E eu ficava bravo com aquilo. Aquela guria era uma chata. Mesmo assim, às vezes a gente brincava. E às vezes, a gente brigava. Lembro das festas de aniversário e das brigas até por causa de balões. (Uma vez, ela sumiu com um brinquedo meu, o que me deixou rancoroso por semanas)

E assim, seguimos por anos. Ora, brincando e ora brigando. E lembro bem que chegou um momento em nossa puberdade que a gente parou de brigar.

E foi exatamente no dia em que, sei lá porquê, a gente se deu um beijo. O tal de primeiro beijo. Foi a partir dali que eu percebi que aquela guria não era tão chata quanto parecia. E que sua companhia podia até ser agradável. No entanto, aquele beijo tinha sabor de "quero mais", mas também de "podemos levar uma surra se nossas mães descobrirem".

Houve uma tarde também, em que as duas estavam lá fora tomando chimarrão e descobrimos que existia uma diferença significativa entre ser menino e ser menina (mostra o seu, que eu mostro a minha, ela disse). E descobrimos essa diferença, poucos segundos antes de sermos também descobertos pelas mães.

Meu coração nunca tinha batido tão, tão acelerado.

E ela seguia me provocando, mas de um modo que já não me incomodava de jeito nenhum...

Update: Essa história não é ficção...

Aviso aos navegantes...

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Olha, com todo o respeito aos que costumam ou costumavam acessar o meu blog. Eu sou meio sazonal. Às vezes, gosto de escrever coisas românticas. Às vezes, opiniões diversas. Às vezes, bobagens. Agora, entrei na minha fase "Bruna Surfistinha".

Portanto, em nome da moral e dos bons costumes, só acesse meu blog quem estiver plenamente avisado de que vou baixar um pouco o nível. Vou avacalhar com esse universo blogueiro.

Meu blog vai virar, literalmente, uma zona.

Vai ser só putaria!! Qui-bi-bi-bi-a-fu-fu-fuuuuuuuuUUUUUU!

"Tô nem aí, tô nem aí..."

Conversa de borracho...

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Não dá para dar vinho para o meu amigo Chico. Quando ele bebe, solta a língua além do necessário, ultrapassando os limites do bom senso e, pior, deixando mal os amigos.
Foi o que ele fez comigo. Acabou com minha vida.

Vou relatar o ocorrido, voltando um pouco no tempo. Nos anos de 2007 e 2008 (meses de janeiro) consecutivamente, nós e outros amigos (para constar: Alessandro Reiffer, Liziane, Wendel, Paola, Christian, Marcus Vinícius, Gracieli e Alberto Ritter) acampamos na gruta de Nova Esperança do Sul. Até aí, nada demais. Acontece que lá, os homens tomávamos banho em chuveiros de fronte um para o outro. Até aí, nada demais (fora que o Chico muito derrubava o sabonete).

Eram muito legais os nossos acampamentos. Muita diversão, muita risada. Pois bem, o tempo passa. Estamos nos dias atuais.

E lá, num dia qualquer, o Chico está no Posto Esso, junto de outras pessoas. Eu não estava por lá, mas soube de tudo. O Chico estava "mamado" de vinho e começou a ter umas lembranças meio escabrosas do passado. Sua mente foi dando voltas e mais voltas e, eis que num repente, ele se viu lá no acampamento na gruta, mais específicamente, enquanto tomávamos banho. E num instante de sabedoria que só quem tá borracho é capaz de ter, ele me sai com uma frase (que jamais será esquecida para quem ouviu e que rendeu boas risadas...)

- Eu tomei banho com o Márcio lá na gruta. E eu vi ele pelado. E quer saber? Não é por nada, mas eu ganho dele!!!

A Luana, esposa dele, não sabia onde enfiar a cara. Pior eu, que fui difamado. Ainda bem que eu não estava por lá....

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Dicionário de Cama

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Outro dia estava conversando com uma amiga, quando começamos a debater sobre frases ou palavras que muitas pessoas costumam dizer durante o ato sexual. Ela me dizia que gostava de falar algumas "palavrinhas mais pesadas", como forma de aproveitar melhor o momento, criar um clima mais sensual etc e tal. E perguntou-me, se eu também gostava disso.

- Claro, né? Nunca transei com freira nenhuma.

E, passamos, então a comentar sobre o tipo de comunicação mais comum na hora do sexo e a eficiência desta forma de comunicação. Por exemplo, imagine que o casal esteja ali, no ato. O rapaz então, convida:
- Querida, vamos fazer o seguinte: eu me deitarei em decúbito dorsal, enquanto você assume uma posição paralela.
Ele diz isso? Não. Simplesmente o "vem por cima". Simples e eficiente.
Da mesma forma, ela não diria:

- Querido, eu vou ficar com os joelhos e cotovelos paralamente encostados na cama e você faz o mesmo, atrás de mim.

Ela diz? Não. É simplesmente "Vamos de quatro". Objetivamente a mensagem é entendida e praticada, assim por diante.

Além dessas descrições, há diversas outras. E há, claro, também inúmeros adjetivos. Tem gente que gosta de ser chamado meu amor, minha linda, minha gostosa, de puta, cachorra, safada, meu garanhão, meu gostoso, meu isso, minha aquilo, enfim. Fazer sexo ou falar sobre sexo é a coisa mais natural do mundo.

Eu realmente não entendo porque as pessoas ficam cheias de pudores e ai, ai, ais. Os anos passam e o sexo segue sendo tratado como tabu, disso não se fala, ai que coisa vulgar, ai, isso, ai aquilo. Principalmente o Papa é um pé no saco para tratar desses assuntos. Proibiu-se a camisinha, mas ela segue sendo campeã em vendas. Discursa-se que os casais devem ser fiéis e religiosos, mas o adultério nunca vai deixar de existir. E segue o mesmo discurso modorrento e o cinismo.

A gente devia ouvir menos o Papa e mais a Madonna. Não é questão de promiscuidade ou "bagaceirice". É questão de naturalidade.

Porque estou falando dessas coisas no blog? Ah, sei lá. É como fazer sexo. Deu vontade.

Foto acima: Do filme Dicionário de Cama, com Jessica Alba.

Um pedido...

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Se por esses dias ou outros, eu venha a morrer (sabe-se lá o que se pode acontecer), peço que ninguém me acenda velas.

Não sou santo. E nunca tive intenção de ser.

domingo, 16 de agosto de 2009

Guardião Universal

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Massa!!! Nem o Borat teria feito algo igual!!!

Desabafo do Guardião Universal.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Nhanhã1nhenhê1

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Estou cada vez mais com nojo de política e de gente como José Otávio Germano, Yeda Crusius, José Sarney e aquele barbudo cara-de-pau (e que não faz a barba porque sairia serragem), do João Luiz Vargas.

Esses partidos envolvidos em escândalos estaduais e nacionais só mostram aquilo que eu disse outro dia: que partidos políticos são MÁFIAS INSTITUCIONALIZADAS!

A sorte desses safados todos é que o povo-gado mordeu a isca da Gripe "Nhanhã1nhenhê1". Taí o povo todo muito mais preocupado em usar máscaras, do que desmascarar esses mafiosos todos. (E porque a novela das oito está com capítulos emocionantes)

Aproveitem, seus aproveitadores. Pro inferno com todos vocês!!

Outra postagem em que tinha sentado a ripa nesse mafioso de uma figa: http://marciobrasil7.blogspot.com/2009/01/depois-de-seis-meses-de-frias-vargas.html

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Pingadas...

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Religião é um saco. É algo arcaico e medieval. O mundo não vai para a frente por causa da religião e de crenças estúpidas. Deus me livre.
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Estou muito cansado, com sono e ainda preciso trabalhar mais um pouco...e nem penso em beber mais café. Vai destruir meu coração...
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Disney? Egito? Veneza? Fernando de Noronha? Que nada. O melhor lugar do mundo é a minha cama. ZzzzzzzzZZzz
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Um idiota sempre vai dizer o que pensa sobre determinado assunto. Mesmo que não perguntem. É o que eu penso. (Dã?)
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É fácil saber a opinião dos idiotas. Eles são os primeiros a dizer o que pensam sobre tudo..
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Há uma diferença grande entre ladrões e políticos. O ladrão ROUBA e o político DESVIA. Um vai para a cadeia, o outro não. Adivinha quem vai?
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É Sarney no Senado, é Yeda e Zé Otávio Germano e as falcatruas no Detran. As baixarias dos políticos estão abafando as de novela e Big Bródi
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Pretendia dormir cedo, mas o sono não surgiu. Aos pouquinhos parece que ele está chegando, chegando, chegando...
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Vem cá, eu estou louco, recalcado ou sou apenas eu que acho aquele Robert Pattinson um ator extremamente sem graça, para não dizer, péssimo?
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Ah, lembrei. É que ele é um dos culpados por Crepúsculo, o pior filme que vi esse ano, um dos piores da vida. Desse, o Bela Lugosi escapou..
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John Hughes morreu. Há pouco tempo reaassisti meu DVD do Curtindo a Vida Adoidado e pensei: genial. Por que ele não fez mais filmes assim?
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Toda vez que arrumo meu quarto encontro coisas perdidas há séculos. E outras que nunca tinha visto. Meu quarto é uma filial do triângulo das bermudas...
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Acho que vou fazer uma nova tatuagem. É que o PC vai inaugurar o estúdio dele. E ele é meu amigão. Só não sei o que tatuar, ainda...
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Meu amigo Juliano Mello me disse também odiou Crepúsculo, assim como eu, que achei pior que sopa de alho. Ainda há vida inteligente na Terra
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Eu preciso urgentemente comprar, ganhar ou trocar a revista Superman, o legado das estrelas. Troco por meu rim, se for preciso.
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Eu gosto e coleciono filmes baseados em HQ. Agora, The Spirit não dá para encarar. Frank Miller dirigiu se achando o gênio que ele não é.
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Fotos pingadas que aparecem de Homem de Ferro 2 atiçam cada vez mais a minha vontade de ver o trailer. Que tal lançá-lo, Jon Favreau?
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Frases que escrevi por aí...

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“Somos todos iguais. Mas para alguns isso é muito chato. É por isso que insistem em promover a desigualdade...”

“O amor é a maior força do universo. Mas quem se vê invadido por essa força descobre-se terrivelmente fraco...”

“Só a verdade é capaz de enfrentar qualquer injustiça, qualquer luta, qualquer batalha, pois a verdade tem a força de mil canhões. As leis são injustas, a justiça é cega, mas a verdade é absoluta...”

“O dinheiro é a maior prova da existência do demônio...”

“O amor é uma religião não-praticada. É o Deus que não está nos céus jogando raios na cabeça dos pecadores, mas sim, esquecido dentro de cada um de nós, como uma fagulha que teima em manter uma chama acesa...”

"Existem os amigos de verdade e os amigos sociais. Os amigos de verdade são os que nos defendem e nós os defendemos. Os sociais são os que falam mal de nós. E nós, deles".

"O melhor da vida são as pequenas coisas. As grandiosas geralmente são insignificantes"

"Li que em 1 bilhão de anos Mercúrio pode se chocar com a Terra. Não dá nada. Bem antes disso, a gente vai conseguir acabar com o Planeta."

"As mágoas que mais nos trazem dor são aquelas causadas por pessoas ou ideais que um dia receberam o nosso amor."

"Diplomacia e civilidade são criações do homem moderno para resolver uma briga. Mas, orre, que dá vontade de usar um pedaço de pau!"

"Não mais se enfrenta os inimigos com espadas e cara feia. Hoje, apertamos as mãos, enquanto nos sorriem. Ruim de engolir mas é a diplomacia."

"O óbvio é mais difícil de se perceber..."

"Uns me chamam de gênio. Outros me chamam de babaca. Não vejo problema em ser chamado de um ou de outro. O problema seria eu acreditar..."

"O problema é que os guris brincavam de carrinho e as gurias de boneca. Daí, cresceram e o mundo ficou superpovoado de carros e de gente."

"A gente passa a vida se despedindo de pessoas especiais, que partem de nossas vidas ou que partem nossas vidas assim que acenam sua ausência."

"O pior já passou. Depois de Crepúsculo, não tenho como olhar filmes ruins em 2009. Crepúsculo é pior que sopa de alho e estaca no coração!"

"Saudade é uma coisa que dá e dói. Tem altos e baixos. Faz sonhar, faz acordar. Faz pensar, faz querer. Dá e dói. Mas passa..."

"Em nossas lembranças, as pessoas são sempre melhores ou, em verdade, elas já tinham as qualidades que fazemos questão de lembrar?"

"Estou convencido: os seres humanos não evoluem. Apenas melhoram seu conforto e se adaptam às mudanças..."

"Está frio lá fora. Está frio também o meu coração... (que dramático, hein? Esses exageros estúpidos...)"

"E estou mais uma vez fodido financeiramente. Mas não se preocupem. Isso eu sei administrar bem. Ficaria preocupado se tivesse dinheiro.."

"Tudo ficou mais fácil depois que te perdi. Na minha vida, te perder foi a dor mais difícil de suportar. Foi o que tornou tudo mais fácil..."

"Sei lá o que vou escrever na minha coluna. De novo não sei. De novo não quero saber. E tenho raiva de quem sabe."

"A mulher da minha vida é a mulher da minha vida anterior."

"Há muitas pessoas de quem eu sinto saudades. Há outras que eu gostaria de conhecer. Mas não tenho tempo. Ainda não conheci a mim mesmo.."

"Quando você está triste o mundo deixa de ser mundo e se torna mais imundo..."

"Amor. Só deu certo para a Cinderela."

"Conheci uma mulher maravilhosa, de alma linda, generosa, amável, gentil, de abraço meigo. Uma mulher que me ama acima de tudo: minha mãe!"

"Diga-me o que escrever em teu blog (ou twitter) e eu te direi quem és..."

"Pior do que ser contaminado pela gripe suína é ser um disseminador do espírito de porco..."

"O conhecimento que elevamos ao nosso coração, é o que sempre levamos com a gente.."

"Família são aqueles estranhos com quem convivemos e sabem tudo o que fazemos. Mas não sabem nada do que sentimos."

"Hoje é dia do amigo. Um abraço para todos os meus amigos reais ou imaginários."

"Não sei se estou vivendo. Estou passando pela vida.."

"Acho que a sabedoria e a tolice parte de um mesmo ponto: quando a gente decide não ouvir ninguém.'

"Quem ainda não aprendeu a me conhecer, eu não faço questão que me conheça..."

"A beleza é filha do tempo. E se esvai com o vento.."

"Se Deus fosse um provedor de Internet, as mulheres teriam acesso Banda Larga. E nós, homens, conectaríamos com linha discada."

"Nós, humanos, temos seis sentidos: visão, olfato, tato, paladar, audição e estupidez."

"E aquela história toda, que nunca encontrou um final, nem oi, nem tchau. Num dia qualquer, sem aviso, nem nada se acabou. Amanheceu assim."

"Outro dia estive bem perto de ti. Há poucos centímetros de ti. E a imagem que via, não era a mesma que me encantava (eu te amava) tanto..."

"A saudade faz com que um minuto vivido torne-se a lembrança de uma vida inteira..."

"São diminutos momentos que vivemos que ecoam pela vida inteira..."

"As pessoas chegam e partem. E dizem oi e dizem tchau. E nós, não chegamos a conhecê-las por completo. E nem elas a nós. E fica a saudade..."

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Poeta prevenido

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Eis o poeta Oracy Dornelles, lá na URI, prevenido contra a gripe A. As acadêmicas Rosana Dalenogare e Josiane Guedes já não tem tanto medo assim. Palmas para elas.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Meu amor por ti...

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... é mudo. Fica em silêncio, nada diz. É um grito sufocado, que incendeia minhas cordas vocais e faz crescer um câncer em minha garganta. São milhões de palavras que poderiam ser ditas, mas extraviam-se, desviam-se, transmutam-se, convertem-se. É uma implosão de sons e sensações, um big ben ao contrário. Uma anulação total. São milhões de palavras que calam e nada falam.

O meu amor por ti é cego. Não percebe defeitos, não inventa conceitos, não teoriza, não fantasia. Meu amor por ti enxerga além da visão, com os olhos do coração. Meu amor por ti só enxerga a ti. Ele tateia na escuridão, lê em braile, se orienta pelo deslocamento do ar por onde caminha, se guia por tua voz, por teu cheiro, pelo ritmo de teus passos rápidos, segue-te por instinto. Te vê ao longe. Morde os lábios.

Meu amor por ti surgiu junto com aquele friozinho na barriga quando te viu pela primeira vez. E esse friozinho sempre volta cada vez que te vê. Sempre e sempre e sempre.

Meu amor por ti é estúpido e inconseqüente. Meu amor por ti te vê invadir meus sonhos. Vem e vai. Sai e chega. Teu abraço não é de verdade, devaneio, ectoplasma, minha mente me sacaneando. Meu amor por ti são meus pulsos sangrando, gilete na veia, visão turva. Sacrifício fatal.

Meu amor por ti é saudade, sonho, desejo, beijo na boca. Meu amor por ti é contar as estrelas do céu mais estrelado. É piquenique à beira de uma cachoeira. Olha o arco-íris (e seu sorriso no final dele, as sete cores da tua íris). Meu amor por ti é um abraço apertado, não querer dizer adeus. É estar só no meio de tantos e ser tão só. É uma casa vazia, sons no chão. Noite fria. Noite quente. Meu amor por ti é o medo de te querer e de te perder (ninguém perde ninguém, seu tolo. Ninguém pertence a ninguém). Meu amor por ti é um prisioneiro, acorrentado nos porões dos medos mais imbecis que cristalizei. E é também livre como um cavalo selvagem. Sagitariano.

Meu amor por ti é aceitação e negação, total piração. Ele também é infantil, maçã do amor, mãozinhas dadas, bilhetinhos e tolices românticas. Meu amor por ti me faz forte e é a minha maior fraqueza. Meu amor por ti é bobo e me faz rir à toa e assoviar "eu sei que vou te amar". Ah, que raiva de confessar.

Meu amor por ti é infinito, vai além da carne e dos ossos, muito além dos suspiros, dos abraços, de um beijo roubado. Meu amor por ti supera a superfície, foge de mim, não cabe em si, alcança os céus, viaja pelas estrelas, toma carona pela via-láctea, explode com uma supernova, descobre outros mundos, ganha a imensidão. Meu amor por ti é insuportável, é dolorido. Meu amor por ti é fome e sede de ti. Meu amor é uma fênix, morre e ressurge mil vezes a cada vida. Meu amor por ti é assim, é tudo o que falo, vejo, penso, sinto, ouço, beijo, abraço. Meu amor por ti é um texto sem começo, devaneio, é sem fim...

(publicado no dia 31 de julho de 2009, no jornal Expresso Ilustrado)