quinta-feira, 25 de junho de 2009

Para refletir...

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"Todo mundo está pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

258 fotos para tirar uma!

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Ufa. Fazer fotos de mulheres é a coisa mais difícil que tem. Essa foto aí, de minhas colegas de trabalho me deu foi muito trabalho na tarde desta quarta-feira. Todo fotógrafo sabe que, ao clicar uma mulher, terá que fazer isso umas 43 vezes até que ela realmente se goste na foto. Isso se ela estiver devidamente maquiada e preparada para a foto, senão tem que esperar...

Agora, imagine seis mulheres duma vez só. Você multiplica 43 vezes para cada uma das seis, que que dá o número de vezes que eu tive que fotografar a Patrícia, a Sandra, a Suzana, a Valéria, a Débora e a Tatiane! A cada clique, eu mostrava a foto para a avaliação das moças. Uma gostava e as outras cinco reprovavam. Fazia de novo. Cinco gostavam e uma não. E ia de novo. Sei que fiz umas 258 fotos até acertar uma em que todas se gostassem. (As outras 257 fotos saíriam quase iguais a essa, na minha opinião. Na delas, tava tudo diferente, claro...). Leia o blog da Sandra Siqueira, clicando aqui e saiba a razão da foto.
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Agora entendo porque o JR. Duran faz mais de mil fotos de cada editorial que produz...

Mas é brincadeira, meninas. Adoro vocês. Abração!

Parque Zamperetti: que tal estacionar antes do pórtico?

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A rua que dá acesso ao parque Zamperetti está sendo pavimentada. É uma melhoria que vai beneficiar os moradores daquele trecho e também os visitadores deste recanto ecológico. No entanto, acredito que agora com o calçamento fica mais fácil de estacionar fora do parque, antes do pórtico de entrada.

Afinal, não acho que as pessoas devam entrar com carro lá para o meio da natureza. Afinal, tem gente que vai e liga som de carro e aí dê-lhe música sertaneja, bandinha, pagode, rock ou o escambau.

Além de gerar um incômodo para quem gosta de ouvir os sons da natureza, ainda causa um estresse nos animais que existem por lá. O parque é lindo do jeito que é, no estilo rústico que é e penso que quanto menos carros em volta das árvores, melhor se aproveita o passeio. Ainda mais com algumas pessoas levando bebida, sacolas plásticas e afins lá para dentro. O pior, nesse caso, é não recolher o lixo, claro.

Duvido que vá faltar gente para espernear e se fazer de vítima, diante dessa minha sugestão:
- Mas como? Que absurdo impedir o acesso de carros ao parque. E o direito de ir e vir?

Argumentos assim não vão faltar, mas acho que a natureza e o bem coletivo estão acima de possíveis críticas e seria uma pequeno sacrifiozinho que todos poderíamos fazer. Penso que a melhor coisa, para o parque, seria restringir o acesso de veículos após o pórtico. É a minha sugestão!

Livros em papel higiênico

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A moda vai começar a pegar. Em alguns países, já existem clássicos da literatura sendo impressos no papel higiênico, tornando-se um atrativo para quem lê no banheiro. Até o baladado escritor japonês, Koji Suzuk, que escreveu o livro "O Chamado" (que originou o filme de mesmo nome) aderiu a idéia. Ele lançou uma história de terror especialmente para esse formato, contando a história de fantasmas que se escondem no banheiro.

Taí: baita ideia. Quando for lançar meu livro, vai ser em formato de papel higiênico. Aí, o leitor decide o que fazer...

Transformers 2- A Vingança dos Derrotados

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Eu gosto de todo o tipo de filmes. Brasileiros, europeus, argentinos ou americanos. Se um filme não conquistar a minha atenção em cinco minutos, dispenso. O cinema é uma arte e se apresenta das mais variadas formas. Seja como reflexão, seja como diversão. E quer saber? Eu assisti ao primeiro Transformers no cinema e me diverti pra caramba. É diversão escapista? É! É uma bobagem sem tamanho? É! Mas o filme diverte mesmo é pelos absurdos efeitos especiais. E está estreando no Brasil a continuação do filme, que se chama Transformers- A Vingança dos Derrotados. O trailer, acima, dá uma ideia da produção, que é baseada num desenho que muito assisti quando era criança.

Confesso: eu também tinha uns carrinhos que viravam robôs...

Valeu, Diário!

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Agradeço ao jornal Diário de Santa Maria pela publicação de meu texto Em Pedaços, (edição do dia 23 de junho) que faz parte do livro de Contos da coleção Santiago do Boqueirão Seus Poetas quem São. Essa é a quarta vez que o jornal reproduz um texto meu. Valeu! Sou fã do jornal Diário de Santa Maria, o qual considero o melhor jornal do Rio Grande do Sul.

Abraço para o professor e colunista Orlando Fonseca.

terça-feira, 23 de junho de 2009

A arte fala por si...

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Charge do Iotti, publicada em Zero Hora.

Mas que ternura, tchê!

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A moça seminua aí da foto se chama Lydia Guevara e está engajadíssima numa campanha para promover o vegetarianismo no mundo. A campanha é organizada pela Peta, que luta na defesa dos animais. E, como sempre, apresenta uma celebridade nua por uma boa causa. No caso, a moça está coberta só por um cinto, onde a munição são cenouras. A campanha diz "Junte-se à revolução vegetariana". Sabe quem é a moça nua? Neta do revolucionário Che Guevara. Hay que endurecerse...

A credibilidade no lixo!

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No último sábado, postei a foto acima neste blog porque tinha realmente ficado intrigado com a credibilidade de uma financeira que sai colocando cartazes em postes e lixeiras, contribuindo com a depedração do patrimônio público e, especialmente, lesando pessoas em busca de dinheiro. Fiquei feliz de saber que a Prefeitura, através de seus setores de fiscalização, já deu jeito na bagunça e fez um alerta para a população a respeito desse assunto. A tal empresa, Finacredi, não atende em nossa região. Fica o alerta: se alguém vir gente colando cartazes em lugares públicos novamente que ligue para a Prefeitura e denuncie.

Abraços ao amigo Rafael Nemitz.

Pagando para passar trabalho

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Outro dia, o Ruy Gessinger comentou que no futuro os japoneses (e outros) vão pagar muito dinheiro para virem aqui para a nossa região do Vale do Jaguari, abdicando de todo o conforto moderno só para dormir em barracas no meio do mato.

Exagero? Que nada. Isso é olhar para o futuro. Veja só o que já acontece na Nova Zelândia (foto), onde milionários pagam uma fortuna para se hospedar em carroças decoradas como as velhas caravanas do velho oeste americano. Tudo muito rústico, mas em contato direto com aquilo que o dinheiro não pode fabricar: natureza!
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Ruy, aceito entrar de sócio contigo (fifty-fifty) para trazer os nipônicos lá para a fazenda Mimosa, para fazer um rural-tur, onde eles vão conhecer os jacus, as siriemas e tomar banho de sanga. Dá para tirar uma grana da japonesada. Que tal?

Mal de proposta indecente. É brincadeira. Abraços e valeu pelo passeio!

O tempo passa...

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...o tempo voa. Mas dependendo de como você encara isso, tudo fica numa boa. Confira como eram quando criança e como são hoje algumas celebridades do cinema e da música:


Madonna: Nas versões "Like a Virgin" e "Like a Bitch"

Daniel Radliff: Harry Potter com cabelo no peito.

Lindsey Lohan: "Um dia vou parar de usar calcinhas"...

Drew Barrymoore em versão anos 80 e 2000: Ela continua uma graça.

John Travolta: Um Etêzinho que veio para a Terra trazer a Cientologia? Stain Alive!

Kate Winslet: "Vou fazer filmes e aparecer pelada em todos."

Scarlett Yohansson: "Eu sei que sou bonita e gostosa. Eu sei que você me olha e quer..."

Natalie Portman: "Ei, ei: lembra dos meus cabelos? Continuam os mesmos! E também a minha pele e os meus olhos e o meu sorriso..."

Alice no País das Maravilhas

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Outro dia, assisti A Fantástica Fábrica de Chocolate, estrelado por Johnny Depp e dirigido por Tim Burton. Além desse, a dupla também filmou Edward- Mãos de Tesoura, Ed Wood, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, A Noiva-Cadáver e Sweeney Todd. E, para o final deste ano, sairá Alice no País das Maravilhas, com Depp interpretando o Chapeleiro Louco (veja a foto). Confesso que, quando criança, tinha medo do Gato Risonho (também tinha medo da Cuca, do Sítio do Pica Pau Amarelo, mas aí já é outra história...). Além de Johnny Depp, há Christopher Lee e Anne Hathaway no elenco.

O grande barato dessa produção é que o filme chegará no cinema em 3D, colocando o público dentro do universo de Alice no País das Maravilhas, imaginado por Lewis Carrol e, claro, com aquele toque mágico do Tim Burton.

Garota das 56 estrelas tatuadas admite que mentiu

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Foi uma noticiazinha boba, mas ganhou o mundo e foi divulgada na TV e nos jornais (como disse outro dia, por causa da força do Youtube...). A jovem belga que teve 56 estrelas tatuadas no rosto por erro do tatuador, que as teria feito enquanto ela dormia. "Eu tinha pedido só três", ela garantiu. O tatuador se defendeu dizendo que ela tinha, sim, pedido que fossem feitas as tatuagens daquela forma, mas tinha inventado a história de ter dormido porque o pai dela tinha ficado furioso. Com toda a mídia em cima, o tatuador concordou em pagar a cara cirurgia para remoção.

Agora, arrependida, a mocinha voltou atrás, admitiu que estava mentido e que estava consciente quando foram feitas as tatuagens.

Não vamos julgar a moça e pensar o seguinte: se ela errou ao expor um profissional, teve a grandeza de admitir que a culpada era ela. E diante do mundo inteiro. De certa forma, merece palmas. E depois umas palmadas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Casamento de loucos

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Como diz a minha mãe "tem louco para tudo". Taí o casal Noah Fulmor e Erin Finnegan comprovando esse dito da dona Celi. É que eles inventaram de casar em condições de gravidade zero a bordo de um boing. A noiva justificou a extravagância:

- Já vi muitos casamentos chatos. Queria uma casamento diferente...

Os dois trocaram alianças enquanto o avião executava manobras em trajeto parabólico, caindo bruscamente e perdendo a altitude para simular alguns segundos de gravidade zero. Os convidados tiveram de controlar a ânsia de vomitar e os noivos não conseguiam coordenar a troca de alianças. Na hora de beijar a noiva, o carinha acabou foi dando uma cabeçada no nariz dela. Os familiares torcem que o casal fique junto para sempre e não invente de se separar e fazer um "divórcio diferente"...

Mais um fiadaputa em Santiago é preso por crime ambiental

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Eu nem diria que aos homens falta consciência. Eu diria que o que falta mesmo é inteligência. Se ela existisse em nossas mentes e corações, é certo que não precisaríamos de pilhas de leis, códigos e penalidades. Se os humanos tivéssemos simplesmente um Código Moral a ser seguido, é possível que o planeta se tornasse melhor. Mas isso é utopia, claro.

No último sábado, a Patrulha Ambiental da nossa Brigada Militar de Santiago prendeu um fiadaputa desses que caça por prazer e por esporte, que tinha em sua casa, no interior, esse amontado de carcaças de tatus. Também foram encontrados quatro pacas e duas cotias (animais ameaçados de extinção), no local.

Outro dia, em sua coluna no Expresso Ilustrado, o Froilan Oliveira comentou sobre os casos de hipcrisia, onde há pessoas que pregam uma coisa e fazem outra. Na lista dos hipócritas sugiro incluir também as pessoas que se horrorizam com a foto acima, por exemplo, mas adoram uma carne de caça, vendida clandestinamente.

Desculpem o palavreado, mas eu fico puto com esses carniceiros ambientais...

Foto: Ronald Mendes

Titanic Evolution?

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No dia 16 de julho vai acontecer a viagem inaugural do transatlântico Celebrity Equinox. O navio foi construido na Alemanha, tem 315 metros de comprimento, 122 mil toneladas e altura equivalente a um prédio de 14 andares. Além disso, possui um espaço para esporte, com grama de verdade, salas de teatro, dez restaurantes e suítes que oferecem televisões de 52 polegadas e pode transportar quase 3000 mil pessoas. Ou seja, é a população inteira de Unistalda (com direito a ter um Moisés a bordo, abrindo os mares). Como diria um amigo, é um baita troço!!

Para comparar, o Titanic tinha 269 metros de comprimento, pesava 46 mil e 328 toneladas e altura equivalente de 12 andares. Como eu sei? Vi o filme umas seis vezes só...
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Falando em Titanic (filme), o diretor James Cameron quer relançar o filme, com tecnologia 3D sobre as imagens. Sabe como funfeia, né? Você usa um óclinhos e as imagens saltam à sua frente.

domingo, 21 de junho de 2009

Ao acaso...

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Ele costumava se gabar do próprio nome: Paulo Ricardo. Dizia que era um nome bonito e marcante. E que, assim como o líder do RPM, era um cara bonito. Para ter mais semelhanças com o cantor, ele deixava o cabelo crescer (estilo mullet) e gostava de usar uma jaqueta de couro. Sempre quando chegava em casa, o tio Paulo me enchia o saco: me dava cascudos, me levantava do chão, bagunçava meus brinquedos, me tomava das mãos as minhas revistas em quadrinhos e estava sempre me colocando algum apelido odioso. Mas eu o amava.

O tio não era filho legítimo de minha avó/nossa mãe, assim como eu. A diferença é que eu era neto e tinha sido adotado por ela e meu avô. Ele, não. Não era, como se diz, filho de sangue. Mas o era em todo o seu coração. E, não duvido que no coração de minha avó também houvesse uma predileção por aquele maluco. Afinal, ele tinha uma expontaneidade que nenhum dos outros filhos tinha: quando a enxergava, a erguia nos braços e a chamava de "minha velhinha" e a abraçava. Ele sempre fazia assim quando ficava mais ou menos uma semana sem aparecer, mas agindo como se fizesse um ano.

Eu tinha 11 anos. Numa manhã de sábado, a minha avó (mãe de criação, mãe de coração) me fez levantar às 9h30 min, conforme eu tinha pedido no dia anterior. É que era por volta desse horário que passava o desenho dos Superamigos na TV. Em seguida, ela foi para a cozinha passar café para mim. Naqueles dias, a filha de minha avó e minha progenitora biológica (...) estava passando uns dias por ali.

O desenho dos Superamigos estava começando (lembro até do episódio...) quando ouvi gritos na frente da casa. Corri, abri a porta e vi meu avô (pai) abraçado em sua filha. Ele, com a expressão arrasada. Ela, aos gritos, dizendo "meu irmão, meu irmão".

Nisso, minha avó correu da cozinha assustada e ainda segurando a chaleira de água quente, com a qual estava passando o café. Foi a primeira coisa que vi. Olhei de novo para fora e entendi o que tinha acontecido. Corri até a minha avó e lhe tomei a chaleira das mãos.
- Mãe, por favor, me dá isso aqui. E senta no sofá...

Mas ela não sentou e meu pai entrou na casa e deu a notícia: meu tio Paulo Ricardo tinha morrido. Ou para ser mais exato, tinha se enforcado. Minha mãe caiu de joelhos no chão e foi abraçada por meu pai. Em seguida, chegaram os meus outros dois tios. Em poucos minutos, a casa já estava cheio de vizinhos e parentes e todos choravam e lamentavam.

Saí da sala e fui para atrás de um galpão. Fiquei me lembrando que na última vez em que tinha visto o meu tio, eu o xinguei porque tinha extraviado uma revista minha. Fiquei dando socos na parede e pensando "por que ele fez isso?", "por que foi se matar?"

E fiquei por ali um tempo pois não queria ir para junto de minha família por um motivo que me fez sentir culpado, aos 11 anos:

Eu não conseguia chorar!!!

Um pouco porque em meu último contato com o tio Paulo, eu o tinha xingado por uma bobagem (gostaria de ter lhe dado um abraço). Outro pouco porque eu achava que ele deveria ter pensado antes no sofrimento que a mãe iria sentir e na agonia de todos os outros, em busca de uma razão. E, talvez principalmente, porque eu pensei que a morte era uma coisa inevitável e que fazia as pessoas chorarem por algo que não podiam fazer nada e que sempre bate à porta de todos. Talvez mais cedo, talvez mais tarde. Para o tio Paulo, ela aconteceu aos 23 anos.

Ele me enchia o saco: me dava cascudos, me levantava do chão, bagunçava meus brinquedos. Mas eu o amava.

E, porque hoje estou lembrando desse assunto? Sei lá. Porque durante muitos anos evitei de pensar nele. Até porque lembro a minha mãe, naquelas semanas de luto dizer "que o melhor era esquecer". É que, atualmente, estou enfrentando algumas coisas, situações que...não sei. E eu realmente tenho dificuldades para chorar diante de coisas inevitáveis. Nem é dificuldade, é incapacidade, frieza ou inércia. Ou amálgama.

A gente sempre quer que as coisas sejam diferentes, não é mesmo? Mas somos poeira cósmica enquanto Deus joga dados com o universo. Ou o universo joga dados com Deus...

... ou não necessariamente dados. Não necessariamente Deus. Não sei se acredito muito no acaso. Não sei se acredito muito em Deus...

sábado, 20 de junho de 2009

Recolher ou não recolher?

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Outro dia, o jornalista João Lemes levantou um assunto na coluna dele e que merece ser debatido: é a questão do toque de recolher. O tema foi levantado depois que um vereador de São Miguel das Missões apresentou um projeto com o propósito de tirar os jovens das ruas a partir das 22h. No Rio Grande do Sul, a cidade de Quaraí já trabalha com isso e, em dois anos, se verificou a redução de 90% de casos de ocorrência envolvendo menores. Vejamos, quem é jovem não gostaria de ter a sua liberdade, digamos, tolhida a partir das 22h e é certo que cairia mais do que pela metade a clientela de postos e bares noturnos. E é certo que haveria alguém a dizer que "querem acabar com a noite santiaguense".

Na boa, é muito melhor que exista um toque de recolher que "acabe" com a noite santiaguense, do que a violência escancarada acabando com vidas de santiaguenses. É um preço a se pagar e entre a liberdade "restrita" e a vida, não há nem o que discutir.
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Falando em bares noturnos, quem sai na noite já se deparou com a famosa frase "me apoia com R$ 2, 5 ou 10 reais". É que na saída de tais espaços sempre há alguns desocupados aguardando para pedir dinheiro. É um novo tipo de assalto, aparentemente mais educado. Ao invés de ficarem às escondidas e assaltaram as pessoas, agora a marginália fica por ali, na vista de todos. E pedem pelo "apoio", de forma educada. Só que ai dos que não apoiarem esses desocupados. Sei de amigos que não "apoiaram" esses vagabundos e acabaram levando uma surra. É nisso que está virada a noite santiaguense para quem não sai de carro ou enturmado. E como todos sabem, não há segurança nas saídas das boates.

E outra: basta lembrar dos últimos casos de morte em frente do GSSGS, Círculo Militar e União que aconteceram nos últimos anos. Quem eram as vítimas e quem eram os envolvidos? Menores de idade!!

Uma visão de Nova Esperança do Sul

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Outro lugar que eu gosto muito: as cascatas da gruta de Nova Esperança do Sul. Essa foto eu tirei no ano passado, durante um acampamento com meus amigos Alberto, Alessandro, Liziani, Marcus, Gracieli, Paola, Wendel, Gracieli e, claro, o Chico.

Photo by Márcio Brasil

Uma visão de Jaguari

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Em homenagem a minha amiga e blogueira Micheli Tadiello Pissollatto, que mora lá em Porto Alegre, uma foto de sua cidade-natal, Jaguari. Do alto do Obelisco.

Photo by Márcio Brasil

Qual é o crédito?

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Fala sério: você pegaria empréstimo de uma firma que cola cartazes em postes e latas de lixo pela cidade, colaborando com a poluição visual e depedração do patrimônio público? Atenção aposentados, pensionistas e enforcados. Tomem todo o cuidado do mundo com essas financeiras, pois o risco é todo seu. Depois, o perigo é de você mesmo acabar numa lata de lixo...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

"Vocês não tem noção do paraíso que é Santiago!"

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Agora à tarde, tive o privilégio de participar de um encontro na escola da URI, ao lado de meu amigo e editor João Lemes, promovido entre alunos da 5ª série e o desembargador Ruy Gessinger, que teve um texto seu analisado e discutido em sala de aula. Os alunos ficaram muito impressionados com um texto do Ruy, publicado na coluna dele no Expresso, onde falava sobre o medo que alguns animais tem do homem. Outro dia, deixei um comentário para ele de que é muito melhor ser analisado e compreendido por meia dúzia de crianças do que por 100 intelectuais. Uma coisa bonita que o Ruy falou hoje:

- Fazer edifícios é muito fácil. O difícil é manter a natureza como ela é, preservar as matas, os rios e os animais. Daqui há 40 anos, haverá japoneses vindo para nossa região e pagando caro para se hospedar no meio do mato, acampandos em barraquinhas. Simplesmente por aqui ainda vai existir essa natureza maravilhosa.

Ele também contou que, quando criança costumava pescar lambaris em um arroio próximo de sua casa, em Santa Cruz. E que aquele arroio não existe mais, pois está debaixo da terra, virou tubulação de esgoto. Também disse que as praias do Rio e do Nordeste e que tanto causam emoções nas novelas da Globo, se transformaram em depósitos de garrafa pet e que todos os dias há tratores e caminhões recolhendo o lixo de madrugada.

As crianças ficaram bastante preocupadas com essa situação e, o mais interessante, compreenderam a riqueza que temos aqui. Apesar do Ruy fazer o seguinte alerta:

- Vocês não tem noção do paraíso que é a nossa região. Não tem ideia do paraíso que é Santiago!

O Ruy foi breve e, em seguida, ele e seu filho Rudolf, acompanhados do músico Paulo Reis proporcionaram instantes mágicos para a galerinha, executando belíssimas canções com seus violinos e violão. Fiquei realmente muito feliz de ter participado deste momento especial e deixo aqui registrado no blog.

Um corvo folgado...

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Muito divertida essa foto, publicada pelo Telegraph, da Espanha. Nela, um corvo prá lá de folgado, pegou uma carona nas costas de um abutre. Os corvos são tidos como aves muito inteligentes. Julgando pela imagem, não restam dúvidas disso...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O catador

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Um catador de papel de uma grande cidade passa na frente de um luxuoso hotel. Ele estaciona sua gaiota próximo do meio-fio e se põe a recolher algumas caixas de papelão, olhando de soslaio para os engravatados, madames e podles que entram no prédio. Na porta, um funcionário embecado, usando luvas brancas e chapéu abre a porta para quem chega e quem sai, sempre com um largo sorriso. O catador coloca os papelões dentro da gaiota e se retira devagar. Alguém diz:

- Senhor?

O homem não dá bola. Tinham dito "senhor". É claro que não seria com ele. Ninguém lhe tratava por "senhor". Ele ouve passos. Alguém toca o seu braço. Era um funcionário do hotel, que cuidava da garagem.

- Deixe que eu estaciono o seu veículo.

E, sem cerimônia ou demonstrar desdém, assume a condução daquela gaiota suja e enferrujada, tal como se dirigisse uma Mercedez, conduzindo-a até o estacionamento. O catador fica sem entender, até que o porteiro do hotel o chama.

- Senhor, por gentileza...

Sem entender nada de nada, ele vai até o porteiro. O que teria feito de errado? Será que havia alguma coisa valiosa entre aquelas caixas de papelão que recolhera? Será que iriam chamar a polícia ou coisa assim? Talvez fosse melhor fugir, talvez fosse melhor dialogar. E ele foi até o porteiro de luvas brancas com intenção de pedir desculpas pelo que tenha feito de errado. Ainda que sequer soubesse o que tenha feito. Tirou o boné desbotado e limpou o suor antes de encarar o porteiro que, robóticamente, lhe escancarou um sorriso. Em seguida, abriu a porta do hotel para o catador.

- Entre, por favor e sinta-se plenamente à vontade.

"Plenamente", o porteiro disse. E não apenas lhe sorriu com a boca escancarada, mas também com os olhos. O catador foi entrando naquele saguão de mármore, tão enorme que produzia eco do barulho que seus chinelos Havaiana (pé dum, pé doutro) fazia em seus calcanhares. Há anos, passava todos os dias na frente do enorme prédio e até evitava olhar para dentro, sentindo-se insolente. Não hoje. Ele tinha sido convidado a entrar, sabe-se lá por qual motivo. E foi entrando, esperando que o enxotassem a qualquer momento. Mas, curioso como uma criança, ele foi se encantando com tudo aquilo que estava diante dele. Coisas que ele já tinha visto ou ouvido falar pelas novelas da Globo. Um funcionário do hotel se achega, atencioso, perguntando de sua bagagem.

- Eu...não tenho nada, não, moço.
- Então, deixe que eu carrego o seu chapéu!

E com toda o respeito e reverência, o rapaz se põe a carregar o boné do catador, conduzindo-o até a porta do elevador.
- Entre! Quer que eu ou conduza até a sua suíte ou o senhor gostaria de conhecer o nosso restaurante?
- Eu... não sei. Posso dar uma olhadinha no restaurante?

Já que ele tinha oferecido, por que não? Quando chegasse em casa, o catador poderia contar para a esposa e seus cinco filhos a respeito desse dia. E também para os primos. E os vizinhos. E um dia, até para os netos. Chegaram no restaurante, onde homens e mulheres bem vestidos e perfumados saboreavam pratos requintadíssimos. Ao enxergá-lo, o gerente do restaurante não fez cerimônia. Estendeu a mão para cumprimentá-lo alegremente e, em seguida, puxou a cadeira para que sentasse.

- O senhor nos daria o privilégio de desfrutar das especialidades de nosso restaurante? Faço questão. E vou mandar que lhe tragam o melhor vinho que temos. Sinta-se plenamente à vontade! Sua estadia é por nossa conta!

E ali estava o catador, admirado das maravilhas desse novo universo. Os bacanas, como costumava chamar os engravatados, eram realmente bacanas. Gente educada. Lhe tratavam bem e sequer se importavam com seus chinelos Havaiana, sua camiseta velha e sua calça surrada. Não julgavam pela aparência, ao que aparentava.

Depois de deliciar-se com as comidas e os vinhos, o catador foi levado para a suíte. Entrar naquele quarto foi como se entrasse num disco voador. Bastava apertar um botão que o ar ficava quente ou frio. Bastava apertar um botão que uma tela de cinema se iluminava. Bastava apertar um botão que a banheira lhe massageava o corpo escalavrado. E o vaso sanitário, então? Era mais limpo que os copos de massa de tomate que usava para beber cerveja.

Da janela do quarto, ele enxergava um outro universo, uma outra cidade, que não era a mesma cidade de todos os dias. Ele via prédios que nunca tinha visto, praças que não pareciam estar ali, um trânsito tão perfeito. E ele, que nunca tinha voltado o seu olhar para cima estava vendo a vida acontecer, lá embaixo. E bem ao longe, distante dali, enxergava a pontinha do bairro onde morava, lá no morro. Toca o interfone. Era o pessoal da recepção, preocupado com o seu bem-estar. "Se desejar alguma coisa", ofereceram.

- Quero jogar canastra!

Em dois minutos, vieram três funcionários. Um trazia o baralho. Outros dois vieram para formar as duplas. E durante algumas horas, o catador jogou canastra e tomou cerveja (em taças, em taças!!) com seus amigos do luxuoso hotel de onde catava papelão. Pareciam velhos conhecidos. E talvez fossem mesmo. Ele até se sentiu culpado de não reconhecê-los da rotina diária de cruzar por ali em frente. Talvez eles lembrassem dele e, hoje, casualmente no dia do seu aniversário o estivessem presenteando com um pouco de gentileza.

- Acho que preciso ir. Perdi a minha rota hoje, mas valeu a pena.

Os funcionários do hotel ficaram preocupados com sua decisão de ir embora
- Mas por quê? O senhor não gostou de nosso hotel?
- Que avaliação o senhor fez de nosso serviço?
- Alguma coisa não está de seu agrado?

Ele não entendia o porquê de tanta preocupação. Queriam saber da sua opinião. Mas, para ele, que não entendia muito dessas coisas de gente bacana, estava tudo bem. Se despediu dos novos amigos. E até deu o seu boné de presente para um dos rapazes. Na recepção apertou a luva branca do porteiro, que desejou que ele voltasse em breve. E lhe escancarou um sorriso colgate. O outro funcionário vinha conduzindo a gaiota de papelão. E, feliz da vida, o catador voltou a cumprir o seu ofício. Chegou em casa atrasado e todos riram de sua história, de seu delírio.

- Vocês vão ver. O pessoal é meu amigo!

E foi tanto que riram-se dele, que ele se revoltou com as provocações. E fez questão de levar a mulher e os filhos para o acompanhar no dia seguinte. Ele nem levou a gaiota para não atrapalhar. Como o hotel tinha muitos quartos, seus amigos achariam um cantinho para seus parentes passarem um dia de bacanas, como ele tinha passado. Ao chegar na recepção do hotel com a mulher e a filharada, o homem do sorriso colgate olhou-os como se fossem cárie.

- Peço que se retirem daqui antes que chame a polícia!
- Mas sou eu, lembra? Nós jogamos canastra ontem...
- Foi um engano que cometemos. Apenas isso.

Mas o homem fechou a cara e não se mostrou disposto a dar explicações. O filho mais novo do catador puxou-lhe pela camisa.

- Vem pai. Vambora!

Há alguns metros, uma pilha de papelão. Pena não ter trazido a gaiota, mas não podia perder todo aquele material. E cada filho juntou algumas caixas para levar para casa. No meio do lixo, o seu boné desbotado, com o qual tinha presenteado um funcionário do hotel.

- Eles devem ter ficado magoados porque eu quis ir embora...

Resignou-se. E foi embora com sua família. Um pouco cuidava as caixas de papelão nas lixeiras. Outro pouco olhava para o alto dos prédios...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Luana da Motta Diello

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Foi numa tarde de dezembro de 2007. A Luana e eu estávamos na carroceria de uma camionete do CFC Santiago, exaustos no último dia de uma campanha de arrecadação de alimentos que fizemos junto dos amigos Lígia Rosso, Mayara Oliveira e César Braga, entre muitos outros. A Luana estava superfeliz de estar participando daquela ação e me confessava algumas coisas de coração (há poucos dias ela tinha trocado o primeiro beijo com meu melhor amigo, o Chico). Eis que ela me olha e diz:

- Sabe de uma coisa? Tu é meu melhor amigo.

A declaração expontânea da loira me fez perder a graça, até porque fazia poucos meses que a gente se conhecia e a lógica logo martelou na minha cabeça que era um exagero dela dizer aquilo. Ao mesmo tempo em que fiquei vaidoso com a declaração, também tive impulsos de dizer o mesmo, mas travei. Sabia que soaria forçado. Limitei-me a dizer que gostava muito dela e a considerava uma agradável companhia. Ela gosta de ler, escrever e se interessa por assuntos místicos, assim como eu.
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Exatos dois anos depois de ter conhecido a Luana, percebo que se tivesse dito naquela época que, sim, ela era também minha melhor amiga, não estaria mentindo. Ela está prestes a completar um ano de casamento com o Chico, ao mesmo tempo que festejará um ano do filho deles, o Jones. Hoje em dia, ela é minha grande confidente e ombro amigo. E, da mesma forma, procuro estar disposto a fazer o mesmo por ela. Seguido, a Luana também me liga para contar sobre alguma proeza nova do Chico ou para ajudá-la a dissuadí-lo de alguma ideia estapafúrdia. Ou incentivá-lo. Ou, simplesmente, para conversar com ele. Semanalmente, a gente se reúne para assistir filmes, tomar vinho, bater altos papos e dar boas risadas. Outro dia estava indo embora, enquanto o Chico e a Luana me levavam até a porta. Parei e disse:

- Chico, tu é o meu irmão. E, Luana, tu é minha melhor amiga!

E, como eu disse outro dia, temos amigos de verdade e amigos sociais. E são os amigos de verdade que nos defendem. E são os amigos de verdade que nós defendemos.


Foto: Luana e Jones by Márcio Brasil

Uma visão de Santiago

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Está acontecendo na URI, a exposição Santiago 360º. A mostra apresenta fotos produzidas por vários santiaguenses, como Ovídio Fiorenza, Márcio Bertazzo, Ânderson Taborda, João Lemes e vários outros, além de expôr fotografias de pessoas das mais diferentes camadas sociais e segmentos de nossa cidade. Como todos sabem, tenho várias fotografias de Santiago nos mais diversos ângulos. Mas para participar dessa exposição com uma de minhas fotos, optei por entregar esta, acima, que fiz lá na fazenda São Lucas, no interior de Santiago.

Paulo Pinheiro de níver

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Quero fazer um breve registro do aniversário do amigo Paulo Pinheiro, grande comunicador da super Rádio Santiago, a emissora da comunidade. Exemplo de profissionalismo, o Pinheiro é uma pessoa inteligente com quem sempre pude travar bons diálogos, seja pessoalmente ou via MSN. Algumas vezes tive o privilégio de também ir até os estúdios da Rádio Santiago para bater um papo e tomar um café com o Pinheiro, que é um ser humano de grande generosidade e aguçado senso crítico. Apresentador do programa Santiago Atualidade, é um comunicador admirado pelos ouvintes e pelos amigos. Para ele, neste dia 17 de junho, o meu forte abraço do tamanho de Santiago do Boqueirão.

terça-feira, 16 de junho de 2009

O museu do Barbela

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Agora há noite estive na inauguração do Museu das Comunicações da URI. Fui lá para dar um abraço na professora Rosane Vontobel e aplaudi-la pelo sucesso de mais um projeto. O espaço, que ganha o nome do escritor Antônio Manoel Gomes Palmeiro (Barbela), surge como um novo espaço turístico em nossa cidade, já que apresenta mais de 150 rádios de todos os tipos, além de um histórico sobre os meios de comunicação.
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No lançamento deste espaço, estavam lá dezenas de pessoas ilustres de nossa cidade, emprestando um pouco de seu prestígio. Eu, como não sou nada ilustre, fiquei na minha e nos arrebaldes. Ainda bem que encontrei a minha querida Lígia Rosso para conversar e dar algumas risadas e matar um pouco a saudade (eu adoro ela).
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Também conversei brevemente com o professor Clóvis Brum, cumprimentei o Sadi Machado, o César Martins, o Miguel Bianchini, o Diniz Cogo, o Rafael Nemitz, o dr. Maximiliano Stacowiski, o seu Eri Rodrigues, a Jéssica Marques, o dr. Disconzi; a Rosana Dalenogare e fiquei puxando a câmera digital do Jones Diniz, só para não perder o costume de encher o saco dele.

Curtas do Twitter

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Pensa bem: tudo começou com uma grande gozada, uma explosão (de prazer?) chamada Big Ben!
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Diplomacia e civilidade são criações do homem moderno para resolver uma briga. Mas, orre, que dá vontade de usar um pedaço de pau!
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As mágoas que mais nos trazem dor são aquelas causadas por pessoas ou ideais que um dia receberam o nosso amor.
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Não mais se enfrenta os inimigos com espadas e cara feia. Hoje, apertamos as mãos, enquanto nos sorriem. Ruim de engolir mas é a diplomacia.
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Depois de anos dando voltas em torno de mim mesmo, percebi que não se chega a lugar algum assim. Isso que é idiota, né?
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O óbvio é a coisa mais difícil de se perceber, é claro...
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Tem coisa mais lamentável do que pessoas que só se lamentam? Você, quieto com seus problemas e tentando resolvê-los sem alarde e aí e vem alguém pra reclamar "oh, dia, oh vida!"
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Síndrome do perseguido ou do excluído. Aquele que acha que fazem coisas contra ele ou que foi o último a saber. E fica magoado. Então, tá!
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Disque-droga. Vc liga e os traficantes vem de moto na sua casa trazer o pó ou a erva que vc quer. Tá louco o teu gato!
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Os traficantes andam tão ousados que daqui uns dias oferecem drogas por débito automático ou na conta do telefone. Isso se já não existir...
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O que dizer quando alguém, que não aceita ser julgado, está sempre julgando? Cada um sabe de sua dor e ela deve ser, no mínimo, respeitada.
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Há os amigos de verdade e os sociais. Os de verdade, nos defendem e os defendemos. Os sociais são os que falam mal da gente. E a gente, deles
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Sugestão do vereador Peixoto para combater o crack: trazer alguém da RBS para palestrar sobre o tema. Que baaaaita ideia. Vai mudar o mundo.
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Filmes que quero muuuuito assistir: Star Trek, Terminator Salvation e o nacional A Mulher Invisível. Pô, o Selton Mello é o nosso Tom Hanks...
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Cidade de Deus em 4º na lista dos 20 melhores filmes estrangeiros. Isso, sim, é motivo de orgulho para o Brasil e não a porra da Seleção!
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Melhores nacionais que vi: Cidade de Deus, Cheiro do Ralo, O Homem que Copiava, Caminho das Nuves, Auto da Compadecida, Abril Despedaçado e Bicho de 7 Cabeças.
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O filme O Curioso Caso de Benjamin Button é o mais procurado das locadoras. Ainda bem. Não aguentava mais as pessoas pedindo Crepúsculo...

No lançamento do livro de Oracy

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Olá, meus queridos. Minha semana está novamente abarrotada de trabalho e nem sei por onde começo. Os últimos dias também foram tumultuados para mim, já que na sexta-feira minha mãe baixou hospital, ficando lá até o domingo. Ela está está em casa, é o centro das atenções familiares e está sendo bastante paparicada por filhos, parentes e vizinhos. Não há o que se preocupar, a não ser observar a sua recuperação.
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Bem, no sábado pela manhã estive no calçadão assistindo ao lançamento do livro do escritor Oracy Dornelles (acima, um registro feito pela assessoria do escritor). Este é o livro de número 11 que ele lança e não há dúvidas de que ele tem um valor inestimável para a nossa cultura. Em quase 80 primaveras, o Oracy mantém-se em atividade intelectual e se renova tal qual uma fênix, sempre apresentando novidades. É um escritor genial e (às vezes genioso) que deve ser sempre reconhecido e aplaudido por sua carreira e sua luta.
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O lançamento de seu livro, para quem ainda não sabe ou não soube, aconteceu no calçadão, em frente a lancheria Ponche Verde. Aliás, essa lancheria tem um significado especial para o Oracy que há mais de 40 anos sempre pode ser visto por lá, saboreando uma Pepsi quase todos os dias (às 12h30 é batata encontrá-lo por lá...). Sem dúvida, uma inovação lançar uma obra no calçadão, em meio ao povo. As pessoas passavam por lá e ficavam curiosas com o que estava acontecendo. Sem dúvida, uma experiência que deve ser repetida, pois penso que a arte realmente não pode ficar acondicionada e elitizada. Parabéns ao Oracy pela ideia.
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Durante o lançamento pude conversar e abraçar alguns amigos que por lá estiveram, como a professora Rosane Vontobel e seu esposo Ery Rodrigues, o João Batista Bittencourt Borges, a Fátima Friedriczewsk e sua filha, a Nuraciara; o professor Noé Machado; a escritora Therezinha Lucas Tusi, o Fábio Monteiro, o jornalista Júlio Prates e a biologa Eliziane Mello; o vereador Diniz Cogo, entre outros.
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Fiquei um tempo conversando com o Fábio Monteiro que há pouco completou os seus 22 anos. E fiquei realmente estupefato com algo que ele me contou: que em dezembro último foi acometido de um ataque cardíaco, o guri. E que, por isso, está fazendo tratamento em Porto Alegre, para onde está viajando com certa periodicidade.
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Fábio também me relatou, muito emocionado, que a família do ex-presidente João Goulart está lhe apoiando muito nesse momento delicado, inclusive pagando exames caros, sendo que a primeira bateria de exames deu em torno de R$ 600, pagos pelos Goulart, já que Fábio não tinha condições de arcar com esses custos. Só aí já está humanamente entendível o apoio que o rapaz está dando a Christopher Goulart, neto de Jango. E, apesar do que foi divulgado, Fábio Monteiro não se filiou ao PDT. Eu gosto desse guri. É humilde, esforçado e cresce por seus esforços. Torço pelo sucesso dele.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Lógica & Sentimento

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Eram dois jovens namorados descobrindo os mistérios do amor. Foi Lógica que cedeu às investidas apaixonadas de Sentimento e resolveu dar uma chance ao rapaz. No príncipio, ela se encantava com as sem razões dele em querer conquistá-la. Ele mandava flores, bombons, dava toques no celular e escrevia poemas. Às vezes, também a convidava para ir ao cinema. Ele gostava de filmes românticos e ela preferia Woody Allen. Mas os dois também foram descobrindo muitas afinidades (e nenhum defeito) e até já planejavam casar e ter uma filha, que se chamaria Felicidade. Fazia dois anos que estavam juntos, mas Sentimento julgava que Lógica não retribuia à altura todo o carinho que ele lhe devotava.

- Mas não peço que me faça ou diga nada. Por que fazer algo por ti que não seja expontâneo pra mim?

Foi a resposta de Lógica. Sentimento encheu os olhos. Queria que ela também mostrasse seu amor.

- Não posso mostrar o quanto te amo. Não sei se o que sinto é tanto quanto devo ou quanto tu mereces, pois não compreendo o que seja o amor.

Sentimento não acreditava no que ouvia. Como a Lógica podia ser tão fria? No Dia dos Namorados, ele ficou em casa controlando os impulsos que tinha de declarar seu amor por ela aos quatro cantos. Agora, ela é que teria que provar que também o amava. Só que ela não o fez. E ele ficou lá, chorando e ouvindo músicas românticas, com o coração partido. (Será que ela tinha outro?). Ela sentia falta dele e de seu romantismo exacerbado, mas aceitou sua decisão de se afastar. Resignada, pensava que talvez Sentimento fosse mais feliz assim, livre. E os dois não se falaram mais e o namoro, quase noivado, terminou. Na saída de uma sessão de cinema, o senhor Tempo (ele era paciente) e a dona Experiência (ela era compreensiva) lamentaram a ausência daquele bonito casal que saia abraçado e comendo pipoca.

- É uma pena. Eram tão lindos juntos. Mas não souberam combinar, a Lógica e o Sentimento.

Foto e texto by Márcio Brasil

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Oracy lança livro no calçadão neste sábado

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O escritor Oracy Dornelles inova no lançamento de seu novo livro “Poesias Novíssimas & Antycqüas”. Ao invés de autografar a obra no Centro Cultural, como costumeiramente fez, o autor estará neste sábado, 13, no calçadão. Às 10h, ele estará em frente da lancheria Ponche Verde onde lançará o seu mais novo trabalho. O livro inclui 284 poemas inéditos e, segundo Oracy, tem um prefácio contundente onde analisa a literatura em Santiago e diz a verdade sobre a Rua dos Poetas. O livro será vendido a R$ 10.

Foto: Oracy Dornelles by Márcio Brasil.

Um museu com o nome do Barbela

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É isso aí, o lendário santiaguense Antonio Manoel Gomes Palmeiro, o Barbela, vai virar nome de um espaço inédito em nossa região. É que no dia 16 de junho o curso de Letras da URI fará a inauguração do Museu das Comunicações, que levará o nome dele. No espaço há 160 aparelhos de rádio doados pelo Barbela, além de jornais e outros atrativos. No mesmo dia acontece também a abertura da 1ª Mostra de Vídeos e Curtas e abertura da exposição fotográfica "Santiago 360º".
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Semana passada, o Barbela chegou na redação do jornal e perguntou se eu havia assistido ao filme “A Troca”. Como não tinha visto, ele fez questão de pagar a locação para mim.

- Vai assistir e depois a gente conversa.

Bom, logo depois que assisti (e gostei do filme) ele veio comentar sobre a história comigo.

Parabenizei-o pela homenagem que o curso de Letras estará lhe prestando. Honraria, aliás, que já existe na família do Barbela, já que o Museu Municipal de Santiago leva o nome de seu pai, o Pedro Palmeiro.

O Barbela passa me inticando que o livro dele, do projeto Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem São, foi muito mais vendido que o meu. Ele sempre diz que eu vendi só uns 17. Outro dia, para devolver a provocação, eu disse que tinha conseguido vender mais um, justamente para a esposa do seu Barbela. Ele me retrucou:

- Ela comprou foi de pena, porque ela te quer bem.

Antes de me despedir do amigo, recomendei-lhe que desse um abraço na dona Inês por mim. A resposta do Barbela:

- Ora, se vou estar mandando abraço de macho para a minha esposa!

Foto acima: Eu e Barbela. Crédito da foto: Ânderson Taborda

Record quer apresentacionalista

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Li que o Gugu Liberato estuda proposta milionária da Rede Record, para sair do SBT e ingressar na emissora do bispo Edir Macedo. Torço que aceite. Principalmente porque o sinal da Record não pega liberado na minha cidade. É menos um para torturar os telespectadores aos domingos...

Se bem que Gugu e Faustão aos domingos não são tão nocivos quanto o Datena, Márcia Goldshimidt, Ratinho e outros apresentacionalistas (*) de todos os dias.

Não dá, simplesmente não dá para falar em educação neste país enquanto existirem esses caras aí deseducando o povo e contribuindo para aumentar a baixaria nacional, com a exploração e escandalização de notícias ou mesmo debatendo temas de alcova.

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(*) Apresentacionalista- Mistura de Apresentador com sensacionalista. Se usar essa palavra por aí, fica devendo royalties para o blog. Eu que inventei. Déi real cada inserção.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Mano Taborda: "Tô ligado!"

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Não se assuste e nem julgue pela aparência. O rapaz acima não é nenhum trombadinha e, sim, o "mano" Taborda. Depois que comprou uma touca prá lá de malandrinha, o meu colega Ânderson Taborda, ficou a cara do rapper Eminem (ao lado). O homem não tira mais a dita cuja nem para botar o capacete e sair com sua quase Harley Davidson, preservando o penteado sempre em dia. Daqui uns dias, o homem resolve seguir os passos de Eminem e inventa de querer compor, cantar e até gravar um vídeo para a Garagem do Faustão. Se ele decidisse seguir essa carreira, ganharíamos mais um péssimo cantor (ehehehe), e perderíamos um excelente fotógrafo. E um grande amigo.

PS: inclusive fui eu que emprestei o dinheiro para ele comprar a touca. Ele disse "te pago amanhã". Já faz semanas. Eheeh!

Pato Donald completa 75 anos

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Mas falando em nerdice, não posso deixar de comentar o seguinte: nesta terça-feira, 09 de junho, completa 75 anos de criação um dos mais queridos personagens da Disney: o Pato Donald. Não há quem não conheça o personagem que muito sucesso fez nas revistas em quadrinhos. (O Donald acompanhou minha infância e foi protagonista de minhas primeiras leituras).

Nos desenhos, ficou marcado por sua voz quase incompreensível, mas engraçada. O personagem tem um temperamento explosivo e é tio dos trigêmeos Huguinho, Zezinho e Luizinho (apesar de sua irmã ou mãe nunca terem aparecido nas histórias. Fora o fato de não usar calças, mas cobrir-se com toalhas quando toma banho: dã). Além disso, é eterno namorado da Margarida e também possui uma identidade secreta: o Superpato.

Nerd, mas nem tanto...

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Meu, em se tratando de histórias em quadrinhos, eu sou nerd mesmo. Sei dizer nome e sobrenome de tudo quanto é super-herói. Já tive bonequinhos da Liga da Justiça e dos Vingadores (sejam aqueles com pranchas nos pés ou os articulados), botas e guarda-chuva do Superman, camisetas do Batman, Wolverine, chaveiros do Homem-Aranha e DVDs originais de quase tudo que é filme baseado em HQ. Tu quer me ver feliz é me dar uma camiseta ou alguma coisa relacionada a heróis. Mas minha nerdice tem limites!

Jamais usaria o tênis do Wolverine que a Nike lançou (acima), mas nem a pau (até porque apanharia até por dentro dos olhos se usasse uma porqueira dessa no meu bairro). Coisa mais horrível...

Pablo Vilaça senta o pau na velha Mídia (Veja, Folha, O Globo, etc)

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Baita texto esse que o jornalista Pablo Vilaça publicou em seu blog. Confira: (meu amigo Cristiano Freitas, vai gostar):


Série Jornalistas #25


A fim de se proteger das deturpações freqüentemente levadas a cabo pela Velha Mídia (Veja, Folha, O Globo, etc) em seus esforços constantes de pintar o pior retrato possível de tudo que diz respeito ao governo federal, a Petrobras passou a utilizar um blog, Fatos e Dados, para divulgar as perguntas que são enviadas à estatal por jornalistas destes veículos - incluindo, nos posts, as respostas às indagações.8. junho 2009 22:19

Há algo de mal nisso? De errado? De maligno? Se há, não consigo identificar o que seja. É uma maneira inteligente e válida de esclarecer publicamente o que lhe é questionado - e ao publicar as perguntas e respostas na íntegra, a Petrobras não apenas expõe formatações capciosas de certas perguntas como ainda se protege caso o veículo que receba a resposta decida editá-la ao seu próprio modo.

Assim, é claro que alguns destes veículos denunciaram a iniciativa como algo errado e maligno, como uma tentativa de manipular a opinião pública. Sim, você leu corretamente: responder perguntas publicamente é um artifício maniqueísta.

Como se não bastasse, até mesmo a Associação Nacional de Jornais (ANJ) entrou na confusão para defender seu pobres filiados - e num comunicado absolutamente inacreditável (que pode ser lido na íntegra aqui), ela chega a defender o seguinte (e ridículo) argumento:

"Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas, a empresa criou um blog no qual divulga as perguntas enviadas à sua assessoria de imprensa pelos jornalistas antes mesmo de publicadas as matérias às quais se referem, numa inaceitável quebra da confidencialidade que deve orientar a relação entre jornalistas e suas fontes."
Hã... queridos?... esta confidencialidade estabelece obrigações do jornalista para com sua fonte (como preservar sua identidade, caso solicitado, e manter em off aquilo que a fonte não quer ver publicado), não o contrário. Em 34 anos de vida, nunca ouvi alguém dizer que a fonte deve manter em segredo o que lhe foi perguntado - a não ser em raros casos em que um acordo neste sentido é assinado pelo entrevistado.
Mas a estupidez continua:
"Como se não bastasse essa prática contrária aos princípios universais de liberdade de imprensa, os e-mails de resposta da assessoria incluem ameaças de processo no caso de suas informações não receberem um “tratamento adequado”."
Mais uma vez: como, exatamente, a Petrobras está ferindo a liberdade de imprensa ao publicar as perguntas e respostas em seu próprio blog? E a tal "ameaça" é um direito legal: o de ser assegurado que suas palavras não serão tiradas do contexto e modificadas para sugerir algo que não é verdade. Os jornais só devem temer tal "ameaça" se de fato tinham essa intenção; se pretendessem utilizar as respostas com honestidade, não há nada que a Petrobras pudesse fazer contra os veículos.
"Tal advertência intimidatória, mais que um desrespeito aos profissionais de imprensa, configura uma violação do direito da sociedade a ser livremente informada, pois evidencia uma política de comunicação que visa a tutelar a opinião pública, negando-se ao democrático escrutínio de seus atos."
Outro argumento ofensivo em sua lógica distorcida e estúpida: que "direito da sociedade" a Petrobras está violando ao responder as perguntas enviadas pelos jornalistas e ao exigir que estas respostas não sejam deturpadas quando publicadas? E como ela pode estar se negando "ao democrático escrutínio de seus atos" se está justamente respondendo as perguntas enviadas - e, ainda por cima, num espaço público?
Ou seja: o desespero da Velha Mídia em ver suas manipulações expostas é tão grande que os veículos (devidamente protegidos pelo testa-de-ferro corporativo) partiram para o nonsense a fim de justificar seus interesses obscuros e seu direito à deturpação.
Ridículo. E revelador.
Update: Ao ler o blog da Petrobras, a natureza maliciosa da nota da ANJ se torna ainda mais clara. Sabem as tais "ameaças de processo no caso de suas informações não receberem um “tratamento adequado"? Pois é: nada mais são do que aqueles avisos padrões que as empresas costumam incluir automaticamente no rodapé de cada email enviado através de seus servidores - uma mensagem incluída, por exemplo, em meus emails enviados pelo Cinema em Cena e que, no caso da Petrobras, diz: "O emitente desta mensagem é responsável por seu conteúdo e endereçamento. Cabe ao destinatário cuidar quanto o tratamento adequado. Sem a devida autorização, a divulgação, a reprodução, a distribuição ou qualquer outra ação em desconformidade com as normas internas do Sistema Petrobras são proibidas e passíveis de sanção disciplinar, cível e criminal".
A não ser que todos os integrantes da ANJ sejam débeis mentais, é mais do que óbvio que este rodapé não representa uma ameaça de processo com o intuito de garantir que a Petrobras não seja atacada pelos jornais - e o fato de tentar vender esta mentira prova apenas o mau-caratismo dos autores do ridículo comunicado distribuído pela Associação e de seus "clientes".
Update 2: É claro que o verme-mor da VEJA, Reinaldo Azevedo, está defendendo a atitude da Petrobras como "manobra espúria" e de "guerra à imprensa". Se eu precisasse de mais algum motivo para esfregar esta imbecilidade na cara da Velha Mídia, bom... a simples presença de Azevedo entre os "ofendidos" pela Petrobras seria o bastante.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"Hoje em dia não dá mais nem para andar de avião"...

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Domingo, eu entrei num boteco (o conhecido Bar dos Campeões) para comprar uma Coca. Além do dono do estabelecimento, estavam lá alguns clientes bebericando junto ao balcão e outros jogando uma sinuca. Mas logo que entrei, estavam todos atentos às imagens na TV, que mostravam notícias sobre o tal avião que caiu. O dono do bar me atendia sem perder-se das notícias e da contagem de corpos. Nos segundos que demorasse me atendendo podia perder algum. Um dos clientes falou ao outro (sem tirar os olhos da TV):

- Hoje em dia já não dá mais nem para andar de avião...

A observação dele, triste e resignada, me fez viajar (não de avião) e imaginei que aquela mesma sentença talvez estivesse sendo repetida por milhões de pessoas. De repente, viajar de avião se tornou algo muito perigoso. E, não duvido que por esses dias não tenha diminuído o número de viajantes aéreos. Não vou aqui defender que voar é o meio mais seguro de todos e que tais desastres são tão raros que, quando ocorrem, dá essa celeuma toda da mídia. Morreram 228 pessoas duma só vez? Sim. Aviões são perigosos? Tá, são.

Ainda bem que não morre ninguém nas estradas e que ninguém abusa da velocidade. As mortes no trânsito, de repente, perderam seu lugar nas manchetes. Só avião é que mata. E hoje em dia não dá mais para andar de avião. Antes da semana passada podia...
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Mas, enfim. Quero confessar o seguinte: não assisto TV. Quando ligo a TV, é para assistir filmes. Para me informar, prefiro o rádio ou as notícias interativas via internet ou os jornais. Mas procurei não ler nada a respeito do tal acidente de avião. É que realmente não gosto de saber notícias de tragédias, por pura e simples especulação.

Mas hoje, com a globalização da informação simplesmente é impossível ficar à parte de tudo o que acontece. A rapidez da informação é tal que ela se propaga pelos mais variados meios de comunicação e se multiplica pelo boca-a-boca. Hoje, quando dei uma passada na Revistaria Riachuelo, a dona Maria Helena me fez duas perguntas. A primeira, foi sobre o clima.
- Tu acha que vai chover?

A segunda pergunta, adivinhe:
- Tu viu, que horror, aquele desastre de avião?

Eu vi. Tava na capa da Veja e de várias outras revistas da semana.

sábado, 6 de junho de 2009

Final de semana

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Nesta sexta-feira estive visitando a Câmara de Vereadores, onde trabalhei por dois anos e meio. Sempre é bom chegar por lá e ser recebido pelos ex-colegas e amigos. Desta feita, a visita era breve e pude conversar durante alguns instantes com o vereador Miguel Bianchini, atual presidente da Casa, que é um político por quem tenho grande admiração. Por cerca de uma hora, ficamos conversando sobre alguns assuntos. Ele, como sempre, foi bastante cordial comigo. Em seguida, dei uma passada na sala da Clarissa e da Rose e conversei um pouco com elas. Senti a ausência da Mari, de quem gosto muito. Em seguida, fui até a sala da Jaqueline, minha grande amiga, para conversarmos um pouco. Saí lá da Câmara percebendo o bom ânimo dos funcionários e a boa harmonia que há no Poder Legislativo. E pude ouvir de vários ex-colegas a aprovação do trabalho de Bianchini, de que ele está sendo um ótimo presidente. Fico feliz de saber disso e desejo cada vez mais sucesso.
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Nesta sexta-feira pela noite, o Chico, a Luana e eu fomos até o Sílvius Restaurante, que fica no shopping Ilha Bella. É que ontem foi apresentada a peça "Comédia da Família Feliz", encenada pelos amigos do Teatro Liberdade. Tinha encontrado o Jones Diniz à tarde e ele me fez o convite para ir e prometi que iria. Assim, tratei de levar mais gente comigo. Lá estava também o Paulo Pinheiro e sua esposa.
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A Luana e eu chegamos primeiro e ficamos à espera do Chico, que demoraria alguns minutos para sair do trabalho. E fizemos o pedido: veio arroz, batata, carne e saladas. Acabei quebrando meu regime e minha resolução de não comer mais carne (foi uma trégua breve). O atendimento lá é excelente. Gostei muito do novo ambiente do restaurante Sílvius (antigo Alquimia). Assistimos a peça, comemos e ficamos conversando um pouco. Antes de sair, dei um alô para o Pinheiro, com quem conversei a respeito da notícia da mulher que teria sido assaltada em Santiago por criminosas imaginárias.
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Depois, fui com o Chico até a casa deles. Abrimos um garrafão de vinho e ficamos jogando conversa fora. Não sou de beber, mas dificilmente posso recusar uns goles de vinho. E assim, ficamos bebendo durante algumas horas de boa conversa. Diferente do Chico e da Luana, o vinho teve um efeito mais rápido em mim e logo estava meio "alto". O Chico, paternalista, começou a querer me negar vinho porque eu iria passar mal e blá, blá, blá. Mas a Luana mandou, enfim, que ele me liberasse vinho e seguimos tomando. Resumo da ópera: sei que quando acordei já era outro dia, ou seja, hoje.
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Resolvi cortar o cabelo. Ia deixar crescer, mas me irritei. Cortei.
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Agora de noite, aguardo alguns instantes e vou encontrar o meu amigo na locadora. Ele me disse que ainda sobrou vinho. Tô indo prá lá.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Foto do dia

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Achei interessante essa imagem: Militantes palestinos do Hamas acompanham discurso de Obama, em que o presidente dos EUA propôs que se vire a página de "um ciclo de desconfiança e de discórdia" entre os Estados Unidos e o mundo muçulmano

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Perdendo a majestade

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Há poucas semanas, a escocesa Suzan Boyle se transformou num dos maiores fenômenos midíaticos da nova era, consolidando o Youtube como meio propagador de informações. Tanto é que o semi-desconhecido programa Britain's Got Talent tornou-se famoso no mundo inteiro, por conta da performance de Suzan. Emissoras de TV e jornais de todos os países divulgaram o feito dela que, aos 48 anos, ainda alimentava o sonho de ser uma cantora profissional. Mas tanto a plateia do programa quanto os próprios jurados julgaram-na pela aparência e riram de suas intenções. Em seguida, logo ao mostrar o vozeirão, todo mundo embasbacou com Suzan. E todo mundo mesmo. No meu e-mail (e no de muitos leitores, aposto), não foram poucas as mensagens sobre a atuação da escocesa, grifando que “não se pode julgar alguém pela aparência”.

Pois bem. Após tornar-se um ícone, a vida dela deu a maior das reviravoltas e já existiam até planos de transformar sua história num filme, estrelado por Catherine Zetha Jones. E a torcida para que vencesse a final do programa de calouros cresceu mundialmente. E o que aconteceu, no último final de semana? Ela perdeu (tá no Youtube). Antes disso, porém, a mídia começou a aplicar uma regra não escrita de que “muito mais interessante do criar uma lenda, é destruir uma”. E se estava saturado falarem bem de Suzan Boyle, o jogo inverteu e começaram a mostrar que o ídolo tinha pés de barro. E vieram as notas de que ela era uma pessoa rude, difícil, limitada e até mal-educada. E, de princesa, Boyle voltou à ser uma plebeia e tornou-se mais uma lenda destruída. Por causa das regras não escritas da qualidade total, do defeito zero, da superação. É que na sociedade atual- e cada vez mais- as pessoas são menos pessoas e mais produtos de consumo. Qualquer defeito de fabricação gera reclamação.

Metamorfose ambulante

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Minhas costas doem, meus olhos ardem e o sono começa a me perturbar. Nesse momento, estou há 10 horas trabalhando quase que ininterruptamente, com excessão de alguns intervalos para comer alguma coisa ou me esticar. A semana está sendo forte de trabalho. Não estou raciocinando direito e estou ouvindo música direto para me manter acordado. Hoje, agradeço ao Raul Seixas. Prefiro ser aquela metaformose ambulante, do que ter aquela opinião formada sobre tudo...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Assim vou e assim vôo...

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Meu blog ultrapassou de 70 mil visitas. Agora, em junho de 2009, fazem exatamente sete anos que eu venho escrevendo em blog. E, tenho a certeza de que fui um dos primeiros blogueiros de Santiago. Pelo menos no time atual, sou o veterano. Mas tenho a impressão que um dos primeiros blogs a surgir aqui na cidade foi o da turma do Café Bem Doce, quando era coordenado por meu amigo Bactéria. Porém, iniciei minhas postagens num provedor que já não existe mais, que era o Weblogger e que me serviu durante três anos. Depois é que passei para o Blogspot. Portanto, se fosse contabilizar minhas postagens anteriores que já sumiram do Cyberespaço (já que o servidor foi desativado), certamente teria passado das 100 mil visitas (talvez metade delas tenha sido minhas, mesmo.
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Meu blog já chegou a ter mais de 300 acessos diários. Hoje, caíram pela metade. A receita para ter bastante acesso é atualizar mais vezes seguidas por dia. De preferência, com assuntos palpitantes a respeito da política, sociedade etc. Mas, confesso: em sete anos de postagens, cansei do modelo palpiteiro de plantão. Já faz um bom tempo que deixei de fazer postagens lançando o olhar sobre o que está acontecendo lá fora. Hoje, meu mundo gira em torno de meu umbigo. Não falo mais sobre política, porque cansei disso. Gosto da ciência política, como ela é concebida. Mas falar de política, resulta em falar dos políticos e isso é muito cansativo e vira especulação e conversa de bar. Prefiro não orbitar nesse universo e manter boas relações com todo mundo. Fica parecendo discurso "em cima do muro", mas não quero semear inimigos. Afinal, temos tão pouco tempo na vida para conviver e fazer amigos...
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Minhas postagens falam de coisinhas corriqueiras. Filmes que assisti. Coisas que fiz. Coisas que gosto. Pessoas que gosto. Notícias que acho interessante. E quanto mais eu escrevo disso, menos acessos eu tenho. Uma das coisas mais legais que se tinha quando comecei a conviver com blogs, era justamente a interação entre blogueiros, que sempre era muito cordial. Outro dia, recebi um comentario da Nívia Andres que reacendeu essa chama da cordialidade blogueira (e foi justamente numa postagem onde eu falava umas besteiras). Pudera, a Nívia é dessas pessoas que sempre busca manter o equilíbrio e a cordialidade e é uma das pessoas mais elegantes que eu conheço. Outro dia, quando eu fizer uma lista de pessoas que admiro pela postura e elegância, certamente ela estará inserida. Outra é a Marta Finamor. Bom, estou desviando do assunto, o que é típico de um sagitariano. Não que eu acredite em signos e, estou desviando de novo...
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Enfim, faço de meu blog o meu diário virtual. Para relatar meus prós e contras, meus pormenores, sonhos e decepções. Se vai cair ainda mais o número de acessos, certamente vai. Queria ter mais ânimo para escrever no blog. Queria ter mais ânimo para voltar a escrever a minha coluna no jornal com mais inspiração. Mas acontece que ando triste e não é aquela tristeza criativa. A vida é curta e a gente precisa aprender a conhecer as pessoas e separar o joio do trigo, como se diz.
Sinto saudades de algumas pessoas. Sinto saudade de conversar com pessoas que marcaram a minha vida. Algumas delas? O César Dors. A Lidiane. O Cristiano Freitas. Acho que toda vez que a gente conhece uma pessoa e sintoniza com ela, uma conexão se estabelece e aquela pessoa vira parte de você, assim como você também vira parte daquela pessoa. E quando elas estão longe, aquele vazio jamais é preenchido com aquelas tais características que se encaixaram direitinho naquele espaço. Assim, fica essa sensação de vazio e de desencaixe, por mais que se tente ocupar aquele vão. Sempre em vão. Cada pessoa é preciosa à sua maneira e é preciso enxergar essa beleza. Ninguém jamais será como outro alguém.
Cada um tem muito de anjo e de demônio, mas ter algo de demônio não significa querer prejudicar as pessoas com propósitos gratuitos, isso realmente é deprimente e quem faz uso desses expedientes merece realmente mergulhar no fundo do poço. Afinal, somos o resultado de nossas ações e o conjunto de nossas emoções.
Bem, sigo o caminho que vou trilhando que eu nem sei de onde vim ou para onde vou. Sei que vou indo, questionando algumas coisas, abdicando de muitos pensamentos, aprendendo com quem é mais novo ou mais velho que eu. Observando os erros de quem é mais novo ou mais velho que eu. Meu blog segue assim, desinteressante e descompromissado. Tentando buscar as respostas para perguntas que me inquietam. Lançando ao cyberespaço um pouco do que sinto e do que sou. Demarcando os caminhos por onde passei. Tentando compreender meu próprio coração e alcançar o inalcançável. Como Ícaro (ilustração). E assim vou. E assim vôo...

E, como sempre, desviei do assunto...