sábado, 30 de maio de 2009

Crepúsculo: pior que sopa de alho

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Crepúsculo é o filme mais disputado nas locadoras de Santiago, o que reflete o próprio sucesso que a produção fez nos cinemas e repete também o monstruoso sucesso que faz a série de livros no qual é baseado. Além de Crepúsculo, há as continuações: Lua Nova, Eclipse e Amanhecer, ou seja, também vão virar filme.Segundo meu amigo Chico, que trabalha na locadora Stop, todo mundo que está assistindo está adorando o filme.
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Pois bem. Eu gosto de filmes de vampiros como Entrevista com o Vampiro e Drácula de Bram Stoker, que são obras-primas. E talvez a minha relutância em ver esse novo filme fosse uma espécie de intuição para o que eu estava por ver: o pior filme que já assisti nesse ano, nessa década, nesse século!! Sempre procuro ser generoso ao falar de produções cinematográficas que assisto, mas nesse caso deixo de lado a educação. Crepúsculo é um megalixo.
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Vejamos: vampiros que andam de dia, mas procuram evitar o sol porque "sua pele brilha como diamante". Vampiros que jogam basquete alegremente, como se estivessem jogando quadribol (vide Harry Potter). Vampiros que frequentam escola. Que cozinham. Que moram em casas de vidro nas montanhas. Vampiros apaixonados. O horror, o horror.
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O vampiro do filme, Edward Cullen, explica o tempo todo que ele é um monstro. E que não quer isso para a sua amada, Bella. Só que não se vê em momento algum onde está a monstruosidade de sua existência. Pelo contrário: tudo parece divertido. Ou seja: é um filme que conta a história de um vampiro feliz. A não ser, claro, pelas forçadas "caras-de-mau" que ele faz o tempo inteiro.
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Os diálogos do filme Crepúsculo só podem ter sido escritos por uma criança de tão simplórios que são. A impressão que dá é que se está assistindo um episódio de Malhação, de tão bobinho que é o filme. Num momento, Edward diz que precisa ficar longe de Bella. No outro, corre atrás dela só para dizer que é preciso ficarem longe um do outro (vai entender esse vampiro). Os vampiros não querem que as pessoas descubram sobre eles, mas ficam vivendo (estilosos) em meio aos humanos, frequentando aulas, trabalhando. Pifff.
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Durante vários momentos, suspirei à espera do final, que não chegava nunca e se arrastava e as motivações dos personagens pareciam brincadeira de criança. Tá louco. Perdi duas horas vendo esse filme, mas resisti só para poder dar minha visão sobre ele: péssimo, tolo, sem cérebro, pior que sopa de alho. Não merece jamais ser comparado à obras de Bram Stoker ou de Anne Rice.
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Para arrematar: até agora estou sem entender onde é que se encaixa o infeliz título da obra: Crepúsculo. Afinal, trata-se de um filme onde os vampiros passeiam de dia, de noite, a qualquer hora. Juro que não vou rever esse filme e muito menos assistir as continuações.. Se um dia isso acontecer, tenho certeza de que vou acabar fincando uma estaca no meu coração. E se você é fã de Drácula, Nosferatu ou outros clássicos do gênero, faça como os vampiros mais tradicionais: fuja de Crepúsculo como eles fugiam da cruz.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Para enfrentar o frio...

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A noite dessa quinta-feira foi especialmente fria. Bem como eu gosto. Adoro o frio e a sensação de aconchego que ele pode nos proporcionar. Gosto de usar casacos, roupas de lã, mantas e dormir de edredom. Gosto de fogo, café, pipoca e chocolate-quente. E nada melhor do que o frio para proporcionar coisas gostosas assim. Na noite dessa quinta-feira saboreei uma enorme caneca de chocolate-quente, que ganhei especialmente de minha amiga Rosane, que veio me trazer na redação do jornal. Depois, segui trabalhando. E ainda, tive a melhor das companhias femininas: Carla Bruni, cantando L'amour, Chanson Triste ou J'en Connais, Notre Grand Amour Est Mort, com sua voz francesa deliciosa. Chocolate quente e Carla Bruni são a minha dica para enfrentar o frio.

Criança Feliz festeja aniversário com show de talentos e bolo de 11 metros

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A Escola de Turno Oposto Criança Feliz está festejando 11 anos e, para marcar essa data, será promovido um show de talentos nesta sexta-feira, 29, a partir das 19h, no Ginasião. A diretora Cláudia Bravo e a vice, Jaqueline Machado, acreditam que o evento deverá contar com a participação de mais de 300 convidados, entre pais, professores e autoridades locais. "Vamos ter shows de patinação, dança, capoeira e música", confirmou a professora Jaqueline. Além das atrações, será servido um bolo de 11 metros. A escola de turno oposto Criança Feliz mudou a realidade de muitas crianças em Santiago. Atualmente conta com 470 alunos, quatro professores e 23 estagiários, além de oficineiros de dança, música, artesanato e patinação.

Criança Feliz foi premiada na Argentina
A escola Criança Feliz conquistou premiação no 12º Encontro e 9º Interamericano de Danças, que aconteceu há poucos dias em Paso de Los Libres, na Argentina. Na categoria folclore universal-etnia alemã, a escola conquistou 2º lugar, categoria Solo Livre e Solo Show, 1º lugar, com Verônica Ramos (grupo Raça Pampeana) e categoria livre 1º lugar, com a apresentação "Cordas da Vida", menção especial, categoria grupo show- "Banderas". O grupo de alunos é coordenado pelo professor João Ramos.

Um salto para a felicidade...

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Coisas que eu amo: fotografar! Nessa foto, o meu amigo Chico pulou de cima da ponte do Umbu, em São Vicente. Devo dizer que, para conseguir essa imagem, da maneira como eu queria fiz o coitado pular na água umas seis vezes. Detalhe: ele não sabia nadar. Isso é que é amigo e não porcaria!!!

Artistas santiaguenses na Garagem do Faustão

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A banda BJack, que é formada por músicos santiaguenses também garantiu o seu espaço na Garagem do Faustão. O grupo enviou um clip da música Desengano, que já teve milhares de acessos e está agradando os internautas. E eles pedem aquela forcinha básica dos amigos e dos fãs para que acessem, dêem sua nota e deixem seus comentários. Depois, aproveitando que você vai estar pelo site, procure também os vídeos do André Canterle (Ao seu lado), do Marcelo Diello (Palavras), da Banda Rastro (Meu Destino), outros santiaguenses que também estão por lá. Confira os links:

BJack

André Canterle

Marcelo Diello

Banda Rastro

Sexta será dia para ver Édson Vargas cantar

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Acontece nesta sexta-feira, 29, o jantar-baile de lançamento do CD "No Aconchego do Galpão", do cantor Édson Vargas. A festa acontece no CTG Os Tropeiros e os convites custam R$ 12 e podem ser comprados no jornal Expresso, na Komplementus e na L'áqua Di Fiori. O CD será vendido no local a preços populares de R$ 6 e R$ 10. Édson Vargas conta com o apoio da Felice, Hotel Vila Rica, Erva-Mate Santiago, Ponto Cópias, Multy Pneus, Nicola Imobiliária, Cyber Click, Previdence, Grupo Batista, Luis Carlos Queirós, Amilton Empréstimos, NV Materiais de Construção, Surdinas Bertazzo e jornal Expresso Ilustrado. Contatos: 3251-0018.

Concurso literário da Casa do Poeta

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Até o dia 12 de julho, escritores de toda o Brasil podem se inscrever no 1º concurso literário da Casa do Poeta de Santiago. Conforme o presidente da entidade, Giovani Delevati Pasini (foto), haverá premiação para escritores e estudantes nas categorias de poesia, conto e crônica. Cada obra deverá fazer alguma referência a algum texto do escritor Caio Fernando Abreu, patrono da Casa do Poeta. Os textos serão analisados por uma comissão julgadora e os vencedores serão incluídos num livro que será lançado nos próximos meses. Mais informações podem ser encontradas no site http://casadopoetadesantiago.com.br ou na Livraria do Tide.

Arte no blog

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Gostou da arte? Trata-se de um belíssimo trabalho de meu amigo Cristiano Bianchini, talentoso desenhista santiaguense que se inspirou no desejo da cantora Beyonce em viver a heroína Mulher Maravilha nos cinemas, para retratá-la como a própria personagem. O Cristiano também é muito fã de quadrinhos e séries de TV, como Alias e Buffy. Para entrar em contato com o guri (que aliás, é muito parecido com o ator Wagner Moura), é só enviar um e-mail para cristianobianchini@bol.com.br.

Para ver em tamanho maior, é só clicar em cima da imagem.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Amigável pedido de atualização do blog

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Faz uma semana que não tenho postado nada no blog. Resolvi tirar umas férias das postagens. Tá certo que minhas férias também foram um pouco forçadas, já que meu modem resolveu encrencar. Hoje, decidi quebrar o jejum na falta de postagens, após receber gentil pedido de um amigo para que eu atualizasse o blog. Estava no MSN quando meu amigo Ânderson Taborda me deixou o seguinte recado:


Na mensagem, ele disse o seguinte: "Oi, sua bicha. Bota algo em seu blog" (pausa) "Putão". Antes que os leitores possam pensar que a dona Ella (mãe do Tabordão) ou a dona Sandra (esposa dele) possam ter falhado na educação do rapaz, faço o seguinte esclarecimento de que aqui na redação do Expresso (e especialmente entre amigos), a gente se trata sem frescura, mesmo. É "minha china" para cá, "seu veado", prá lá e outros tratamentos cordiais. O Taborda e eu temos uma educação semelhante porque ambos fomos criados por nossas avós. Claro que esse tratamento à base de palavrão é algo que só pode ser exercido bem distante dos angélicos ouvidos maternais (ou matrimoniais). Mas aproveito esse post para dizer que admiro muito o Ânderson, que é um fotógrafo talentoso, amigo sincero e um baita dum...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Como vinho

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Para mim, o sexo era como uma garrafa de champanhe na geladeira, à espera do momento certo para ser aberta. Até que vem o espoucar, as taças cheias e o tim-tim. Depois disso, sexo passou a ser como água. Algo que era preciso beber para matar a sede. Noutros momentos, comparou-se a uma deliciosa caneca de chocolate-quente. A gente pega com as duas mãos (aproveitando para esquentá-las) e bebe devagarinho para não se queimar (ora, lambendo os beiços) mas sempre saboreando com satisfação. Sexo também foi como café para mim: viciante. Noutras vezes foi como chimarrão (interprete como quiser), mas na maioria das vezes foi como Coca-Cola (com gelo mas sem limão, por favor) que eu bebia para matar a sede, mas também para sentir um sabor adocicado e gostoso ou até como diversão.

Hoje, o sexo está mais para uma garrafa de vinho, daqueles especiais. Pega-se a garrafa com respeito e admiração. Após aberta com toda a paciência, sente-se o cheiro adocicado da uva e amadeirado das pipas. Coloca-se numa taça cristalina, a qual segura-se com veneração até ser sorvido com todo o desejo, numa sensação indescritível de se estar saboreando a bebida que era reservada aos deuses. Uma garrafa de vinho não se espouca, não mata a sede, não se bebe como diversão. Uma garrafa de vinho merece ser saboreada é com muita veneração. Mas...do que eu estava falando mesmo?

Angélica e Jones...

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Vida é uma coisa que acontece. Geralmente quando a gente não está prestando atenção:

Flagra da Angélica e do Jones...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Rua dos Poetas

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Rua dos Poetas. Terça-feira, 19 de maio de 2009. Agora à noite. Uma visão de Santiago-RS. Minha cidade.

Acervo de Érico Veríssimo vai para o Rio de Janeiro

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A secretária de Cultura do RS, Mônica Leal, esteve reunida com Fernanda Veríssimo (foto acima), neta do escritor Érico Veríssimo, para reafirmar o interesse em manter o acervo do escritor no Estado. Fernanda, porém, reiterou a posição da família de transferir o material para o Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro. Os motivos apresentados foram à infra-estrutura superior e a possibilidade de rápida digitalização e viabilização dos documentos para consulta através da Internet. Apesar da decisão da família, permacerá no Estado três grandes acervos do escritor, dois particulares e outro no Museu Érico Veríssimo, em Cruz Alta. Mônica ressaltou os esforços da Secretaria em manter a cultura e a memória de seus escritores.


Nota do blog- Na edição do último sábado, o caderno Cultura de Zero Hora trouxe uma reportagem a respeito desse assunto. No mapa dos acervos, ZH destacou a obra do santiaguense Caio Fernando Abreu, cujo material encontra-se no Instituto de Letras da UFRGS, totalizando mais de mil ítens. Porto Alegre clama pela valorização da obra de Caio.
Já aqui em Santiago, se tudo der certo, teremos Auditório Multicultural com o nome de nosso escritor maior e, quem sabe, dedicar também um espaço especial para a obra e a vida de Caio. É o que promete o vereador Miguel Bianchini, presidente da Câmara. Tal obra também contará com o apoio do prefeito Júlio Ruivo, que me afirmou a intenção de realizar esta obra em convênio com o Legislativo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Filmes

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Outro dia estive em Santa Maria com o Sidi, meu amigão. Ele tava a fim de fazer umas compras por lá e dar uma passeada. Como o Sidi é um de meus melhores amigos, me convidei para ir junto. E fui. E fomos. O passeio foi tri-legal. Fomos na feira do livro, passamos pelo camelódromo, onde compramos uma penca de DVDs piratas. Depois fomos no Bourbon, onde o Sidi comprou uns livros. Custou R$ 29, 90. Com mais 1 centavo, levei o livro também (esse eu fiquei para mim). Almoçamos lá no Clube Caixeral, que é um lugar que eu gosto muito e recomendo. Só o que eles oferecem de saladas já é mais do que o buffet completo do Mário e da Gaúcha, somados. É muita comida mesmo. Acho que devem almoçar em torno de 500 pessoas por lá diariamente. E o preço é só de R$ 11,90, o livre.
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Depois, o Sidão e eu fomos na banca do Jesus, que fica no Santa Maria Shopping, onde compramos algumas revistas em quadrinhos. Eu comprei uma do Superman e outra dos X-Men. Duas edições lá do início da década de 90, realmente raras. Em cartaz no cinema estavam os filmes X-Men Origens: Wolverine e Presságio. Fiquei a fim de ver este último, que é com o Nicholas Cage. Mas acabei não assistindo nada, porque o Sidi queria dar um volteio pela Renner e Riachuelo para comprar algumas roupas. E depois, na Livraria da Mente. E, na verdade, o filme que eu estava esperando que entrasse em cartaz era o novo Star Trek.
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Falando em filmes, os últimos que assisti foram Três Vezes Amor, que é com o Ryan Reynolds e a bela Isla Fisher. Conta a história de um pai que está se divorciando e é interrogado por sua filha de 10 anos sobre como seus pais se conheceram. Só que ele conta a história de três amores que teve, trocando os nomes e tentando fazer com que a filha descubra com qual delas ele veio a casar.
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Outro filme que assisti foi Nick e Norah: Uma Noite de Amor e Música, que o Chico e a Luana e Tainã gostaram muito. O Chico, inclusive, disse que foi o melhor filme que ele assistiu esse ano. Já eu não vou tão longe na minha crítica, mas posso dizer que assisti três veze e adorei também, porque é bem sintonizado com a geração I-Pod.
A história se passa numa noite, onde dois jovens se conhecem e saem à procura de uma banda. Nick (Michael Cera, de Juno) está desiludido por ter sido abandonado por sua namorada. Norah (Kate Dennings) é uma garota pouco convencional e que adora música. No decorrer da história, eles vão se descobrindo. O filme é muito doce e tem diálogos ótimos. Recomendo para minha amiga Micheli Pissolatto. Ela vai adorar!!
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Por fim, assisti ao reencontro de Kate Winslet e Leonardo Di Caprio (a Rose e o Jack, de Titanic), no filme Foi Apenas um Sonho (foto acima). Kate é April é uma dona de casa que abandonou o sonho de ser atriz, enquanto Frank (Di Caprio) tem um emprego bem remunerado, mas chato. Aos 30 anos, ele se sente com mais idade e odeia que o comparem com seu pai. Eles fazem um casal desiludido que não aceita mais viver com o peso do conformismo e do American Way Life. Dirigido por Sam Mendes (de Beleza Americana), o filme tem uma trama forte e diálogos tensos. Apesar de se passar na década de 50, o filme levanta questões universais e atemporais. Como muitas vezes disse, sou fã de Kate Winslet e ela realmente dá um show nesse filme, especialmente se comparar que a personagem dela aqui é muito diferente da que interpretou em O Leitor, o que mostra sua versatilidade. Porém, o que me surpreendeu mesmo foi o Di Caprio. Apesar de sempre gostar dele e não é de hoje (desde Diário de um Adolescente, acompanho com admiração o seu trabalho). Mas aqui, ele cria um personagem muito real, cheio de conflitos e angústias muito humanas. Sua interpretação é intensa em todos os momentos de diminutos gestões a explosões emocionais. Assisti o filme por causa da Kate, mas fiquei impressionado com o Di Caprio. Foi Apenas um Sonho chega esta semana nas locadoras.

domingo, 17 de maio de 2009

"Que mulher feia!"

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Há algumas semanas, coloquei na parede de meu quarto uma reprodução da Mona Lisa. Outro dia, minha mãe entrou no meu quarto para conversar comigo. Ficou ali, tratando de assuntos gastronômicos sobre bolos e tortas frias que pretendia mandar fazer para receber convidados que iriam visitá-la por ocasião de seu aniversário. Lá pelas tantas, ela olha para o lado e repousa seus olhos na Mona Lisa. E fica tentando reconhecer a imagem. Depoios de um tempo, ela disse o seguinte:
- De onde que eu conheço essa mulher?
- É a Mona Lisa...
Eu respondi, sem dar muita explicação, pois precisava terminar uns textos que precisava encaminhar para a Sandra.
- Quem?
- A Mona Lisa. É uma pintura de um artista chamado Leonardo Da Vinci. É uma obra muita famosa em todo o mundo. A arte original está na França e vale milhões.
Minha mãe fica olhando para a imagem alguns instantes, refletindo sobre o valor da obra.
- Tá, mas quando tu pagou?
Eu ri e vi que ela estava confusa.
- Não, mãe. A pintura original vale milhões. Isso é uma cópia. Comprei por R$ 20.
- Hmmm.
Instantes depois ela dá a sua crítica artística sobre a obra (Da Vinci merecia ouvir...):
- Mas essa mulher é muito feia para valer tanto...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Meu amigo não é desse planeta...

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Acordei cedo hoje. Por volta de 9h30, dei uma passada no jornal só para pegar um exemplar do Expresso e tomar o rumo da Prefeitura, onde iria pegar um material. Mas eis que a danada da Patrícia aproveita que eu estava por ali para me comunicar que logo mais uma turma da EMEI Bem-me-quer estaria visitando o jornal. Ela, como secretária, não poderia atendê-los e sair de seu posto de serviço. O Sidi, que tava por ali, é muito tímido. Sobrou para quem? Pro tio Márcio. Então, fiquei no aguardo e recebi as crianças. Mostrei como funciona o trabalho no jornal e falei algumas gracinhas. Depois, fiz uma foto das crianças, que atravessaram a rua e foram sentar no sol em frente ao Skill. O sol de inverno é o mais gostoso mesmo (ainda que não estejamos no inverno, mas o dia está invernal).
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Um guri chegou no jornal vendendo chocolate. Tinha de R$ 0,50, de R$ 1,00 e de R$ 1,50. Ele oferece para a Patrícia, que estava sem dinheiro. Em seguida, me oferece. Pergunto para ele se gosta de chocolate. Responde que sim.
- E tu come esse chocolate aí?
- Eu não!
- Mas por que? Não me disse que gostava?
- Gostar, eu gosto. Mas esses aqui eu tenho que vender.
- Então, eu te compro. Mas só se tu comer. Escolhe o que tu quer.

Na hora de escolher, ele acaba me revelando ser colorado, justo porque escolhe um chocolate com o desenho do logotipo do Internacional. Depois de escolher o dele, compro um para mim e lhe pago outro.
- Esse, tu entrega para aquela moça ali, para mim.
Disse eu, apontando para a Patrícia. Antes do guri ir embora, já tinha devorado metade do logo do Internacional.
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Passei na Prefeitura, mas não encontrei o Éldrio, que tinha dado uma saída, segundo uma amiga me informou. Atravesso a praça (eu gosto muito da nossa praça) e cruzo pelas Rua dos Poetas. O Antônio, popular Bolha, para de bicicleta ao meu lado e reclama da velocidade com que os veículos descem a rua General Osório, onde ele mora, que dá acesso a URI. E lamenta a falta de fiscalização da Brigada, a falta de atuação dos vereadores e senta o pau em todo o mundo.
- Talvez se organizem quando alguém morrer atropelado naquela pista de corrida.

Ele revela que junto com os vizinhos pretende ir até a Câmara na segunda e pedir por uma solução, lombadas, taxões, o que for possível. Elogio ele pela iniciativa e por demonstrar essa liderança.
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Passo no Centro da Beleza para comprar um shampoo e cumprimento o Marco Malheiros, proprietário. Em seguida, aceno para a Joane, moça bonita, que outro dia me deu a melhor das caronas. Terça-feira eu vinha para o jornal comendo nozes pela rua quando desabou o céu. E, claro, eu estava sem guarda-chuva. Caminhei cerca de uns 50 metros me molhando, quando vejo a Joane surgir do meu lado, de guarda-chuva.

- Quer carona?

Melhor carona, né? Eu, debaixo da chuva e um moça bonita chega para oferecer carona. Como ela mora para os lados do jornal, me deixou bem na frente do trabalho. E eu cheguei sem me molhar muito.
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Lá no Bac, bato na porta, mas percebo que ele ainda não estava por ali. Resolvi ir para casa. Lá, me atraco a telefonar para alguns setores da Prefeitura para pegar informações. Fiquei um tempo conversando com a Denise Cardoso, secretária de Educação, que sempre é muito gentil. Em seguida, meu amigo Chico bate na janela do meu quarto. Aquele miserável estava nos fundos do meu pátio catando nozes.

- Enchi duas sacolas...

Ele me avisa. Brinco que vou chamar a Brigada e denunciar o roubo. Ele desdenha e quebra uma noz com os dentes, deixando cair cascas do chão do meu quarto.

- Depois tu junta ali.

Ele me avisa.
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O Chico fica alguns minutos lá em casa. Nesse tempo, conversamos rapidamente. Ele estaria saindo para fazer cobranças (da locadora onde trabalha). Assistimos alguns vídeos que eu tinha baixado. Sobre filmes, naturalmente. Depois, ele toma o rumo. Antes me conta que está acolhendo em sua casa uma amiga de sua esposa, Luana.

- A Camila não tinha onde ficar. O pai dela é um borracho. E a mãe é uma tonta da igreja.

E ele me conta que a menina, de 19 anos, vinha já há algumas semanas parando de casa em casa, porque não aguenta mais o próprio lar. Ela tem problemas motores e uma ingenuidade infantil, mas está decidida a se virar sozinha. No entanto, não encontra pessoas com paciência para ensiná-la, sendo rejeitada constantemente.

- E eu sei o que é ser rejeitado. Por isso, convidei ela para ficar lá em casa, por enquanto. Até se ajeitar.

Diz o meu amigo, que tem o coração mais puro que eu conheço.

- Mas ela trabalha muito bem. Está fazendo faxinas. Se tu souber de alguém que precise. Ela é muito caprichosa...

O Chico me recomenda, antes de subir na bicicleta. Por alguns instantes, fico olhando ele se afastar. Só para ter a certeza que ele poderia flutuar com a bicicleta, igual ao E.T, do filme do Spielberg. Estou convicto de que o Chico não é desse planeta...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

sábado, 9 de maio de 2009

O ciúme da Luana...

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Recebi uma mensagem da Luana (foto acima) que alegrou o meu dia. Trata-se de um diálogo entre ela e o Chico, seu esposo e meu melhor amigo. Ela costuma dizer que eu sou o seu maior rival, já que disputo com ela a atenção do Chico, que trabalha numa locadora e é realmente um cinéfilo de carteirinha. Ambos são pais atenciosos do Jones, meu afilhado. O diálogo entre os dois é realmente antológico. Leia o que a Luana escreveu:


"Oi, Márcio. Visualiza esse diálogo que tive com o Chico:
- Já te disse que te amo. Só que eu preciso olhar os filmes...

- Tudo bem.Vai, olha teus filmes, mas se o Jones acordar, vai ser a tua vez de cuidar...

- Ai, ai, ai. Que mulherzinha chata..

- O que foi que tu disse??????

- Nada amor, nada!..

Passam-se alguns minutos e uma trocas de carinho acontecem....

- Bom eu não vou olhar esse filme, porque tu é mais importante. Tenho todo tempo para ti agora.Vamos conversar, tomar um vinho minha "véia". Só tem uma coisa: não esquece que eu também amo o Márcio.

Agora tu, imagina a minha cara, ehehehe!"

sexta-feira, 8 de maio de 2009

James Blunt e flores mortas

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Clarissa se arrepiava quando era beijada no pescoço. E por causa disso se tornava um alvo fácil nas mãos de Fernando. Após uma pequena discussão, eles se beijavam ferozmente. Ele a beijava ao mesmo tempo em que agarrava com firmeza o seu cabelo e até dava-lhe uns puxões. Já ela, mordia o lábio inferior dele, segurando-o entre os dentes até que ele produzisse um "ai", que a excitava. Era nesse momento que ele revidava e descia até o pescoço dela, deslizava a língua por sua nuca, umedecendo-a com saliva, e sussurrando qualquer coisa nos seus ouvidos. Num instante, suas mãos já estavam debaixa da blusa dela, percorrendo suas costas com a ponta dos dedos (os pelos dela ficavam eriçados), ziguezagueando por sua pele como que disfarçando a próxima parada: os seus seios. Ele aperta o seu corpo contra o dela, puxando sua cintura fina com força fazendo-a sentir sua excitação.

Neste momento, Clarissa suspira fundo, percebendo que ainda lhe restam alguns segundos de autocontrole, ainda pode interromper o percurso atrevido das mãos e da língua quente de seu amante, antes que ele alcance a sua calcinha, os seus pelos pubianos e aí, entregue-se mais uma vez no chão, no colchão, em cima da mesa ou debaixo do chuveiro.

- Não! Espera!
Ela diz, arrependendo-se de ter dito. Mas se mantém firme na decisão.
- Eu não quero mais. Não desse jeito.

Fernando se irrita. Ela queria continuar com a discussão que já durava horas. Eram amantes. Ele era comprometido. Clarissa era mais jovem e ele era um homem mais velho. Mas ela não queria mais tê-lo pela metade, não queria mais continuar sendo "a outra". Não queria mais ser um nome masculino disfarçado na agenda do celular dele para que a "vaca" não descobrisse sobre os dois.

- Nós dois, Fernando. Somos um clichê. Iguais a outros tantos. Iguais aos de novelinhas bestas. Tu vai seguir me enrolando e eu vou seguir acreditando que vai largar dela e ficar comigo. Vou seguir na esperança de que tu me prove que gosta de mim, como tanto diz. Mesmo sabendo que é ela que dorme abraçada contigo. É ela que tem o melhor de ti. Para mim, ficam essas migalhas de carinho, de tesão, de aventura proibida, de tua "ninfeta". Fogosa. Gostosa. Desencanada. Mas tu escolheu ficar com ela, porque tem medo de tomar uma decisão, aí, vai pelo caminho mais fácil. E isso dói, sabia? Dói pensar nisso. Dá ódio! Quer nadar até mim, mas pensa que pode se arrepender depois e não encontrar o teu porto seguro. Típico clichê. Foda-se, cara. Cai na real. Diga logo a verdade.

- Não diz isso, amorzinho. Tu sabe que eu te amo...

- Eu sei que tu ama é tirar a minha calcinha. Quer me colocar de quatro ou quer que eu te faça sexo oral. Eu sei que tu ama é estar no meio das minhas pernas. Eu sei que tu ama é de gozar em mim e gemer. E suar. E revirar os olhos de tesão. É patético. Ambos somos patéticos. Eu, por estar me prestando a esse papel e tu...não se enxerga? O que somos? O que existe entre nós?

- Porra!

Diz Fernando, irritado, enquanto ajeita o cinto da calça.

- Porra, sim. É nisso que se resume a nossa relação. Tu vem. E a genta transa. E espalha o teu esperma no meu corpo. E vai suado para o chuveiro, se livra do meu cheiro e corre para dormir com a tua mulher. Talvez, antes de dormir vocês rezem uma ave-maria juntos para depois dar uma trepadinha comportada que nem vovô e vovó já faziam. Porra é o que fica de ti para mim. Ou então esses presentinhos que me traz. CDs do James Blunt? Por favor, né! Flores? Até hoje não aprendeu que eu não gosto de flores mortas. Quer que eu me contente com isso? Ridículo. Pensa que sou uma tola que vou seguir acreditando em tua conversa idiota de "oh, eu te amo e vou largá-la para viver contigo que me faz feliz?". Eu vou te esquecer. Eu vou amar alguém que me ame e trepe comigo até a madrugada, mas que esteja ao meu lado quando eu acordar...

Fernando tenta abraçá-la, na intenção de calar sua boca com um beijo. Clarissa fica ainda mais furiosa.

- Eu disse não. E eu digo nunca. Quero que vá embora e me esqueça. E esqueça que um dia me conheceu. E nunca mais volte aqui porque eu não quero mais saber de ti. E te odeio porque tu fez eu te amar. E vou te odiar para sempre porque...

- Tu me ama?
- ....
- Shiii! Deixa eu te abraçar. Só um abraço e vou embora. Prometo.
- Eu não quero mais isso...
- Tá bem, eu sei. Vou pegar minhas coisas.
- Espera. Me abraça.
- Estou aqui. Shiiii.
- Eu só queria que as coisas fossem diferentes...
- Eu também...
- Sinto tanto a tua falta...
- Eu só penso em ti...
- Mesmo?
- É, sim.
- ...
- Vou pegar minhas coisas...
- Não! Deixa aí. Fica mais uma hora.
- Só se me der um beijo...
- Vamos pro quarto?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Curtas do Twitter

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Estou apaixonado. Estou realmente apaixonado por uma loirinha. Mas divido minha paixão: ouçam, por favor, ouçam JOSS STONE! Beaufifuuuul
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Barack Obama também é nerd. Ele admitiu que durante a campanha presidencial, cancelou compromissos para não perder a série Entourage. Nice.
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Estive conversando com o Bianchini. Ele me afirmou que a briga dele com o Pelé não teve a ver com candidaturas. Foi sobre a escola técnica.
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Meu colega Ânderson Taborda chegou com uma palavra nova na redação: “Alvoredo”. Outro dia foi “flesta”. Parece a minha avó falando...
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"Onde a chuva caía quase todo dia já não chove nada o sol abrasador rachando o leito dos rios secos sem um pingo d'água"...
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Estava pensando: ao invés da URI ter construido o pórtico, era muito mais útil ter arborizado e feito calçamentos na avenida de acesso..
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Não tenho nada contra políticos que se perpetuam no poder. Mas sou contra os que se perpetuam sem fazer jus a sua função e sem nada a dizer.
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Não tenho a mínima ideia sobre o que vou escrever na minha coluna essa semana. O que não é uma novidade. Sempre de última hora...
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O crack está disseminado em Santiago. O diretor da escola Heron Ribeiro comentou comigo: “estão vendendo na porta do colégio”...
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Há pouco conversei com o Chicão por telefone. Me agradeceu por ter citado ele outro dia no blog. Chicão é 100% camarada e Humano..
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Quanto custa a felicidade? Para Clair Pereira, R$ 800. É o valor de uma nova cadeira de rodas, que ela precisa. O fone dela é 9168-1826.
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A Sandra e eu fomos palestrar na escola Heron Ribeiro. Falamos como é o trabalho no jornal. Foi bem legal. Gostei dos alunos..
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Há pouco cheguei ao trabalho. Como sempre, atrasado. Tenho muita coisa para fazer e pouco tempo. Preciso pensar. Preciso comer chocolate...
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Marco ou Chicão para deputado estadual? Não tenho nada contra o Marco, mas votaria mil vezes no Chicão. Mil e uma, mil e duas...
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Na parede dum prédio perto do Cristóvão Pereira tem a frase: "God bless Chicão", ou seja "Deus abençoe o Chicão". O ex-prefeito virou mártir
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Antes de dormir...

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Bom dia. Hoje levanto cedo para acompanhar a Sandra numa palestra na escola Heron Jornada Ribeiro. Dessa, não me esqueci, graças a Deus. Ainda preciso falar com o Ronaldo e me desculpar de minha bocabertice de ter trocado as bolas e errado a data que iria no Medianeira.
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O dia vai ser longo hoje para mim. Tentarei voltar para casa antes do meio-dia para ver se almoço e tentarei dormir um pouco antes de ir para o trabalho. Afinal, vamos entrar noite adentro "metendo ficha", como diria meu amigão Jones Diniz.
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Nem sei o que vou escrever para a minha coluna. Muitas vezes eu me socorro de coisas que já tinha escrito aqui mesmo, no blog e insiro no espaço da coluna. Não pensei em nada e nem achei nada. Tô fodido. (Beep. Agora foi)
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Como digo sempre, esse é um blog políticamente incorreto. Apesar de que procuro realmente não falar nome feio por aqui. Minha mãe pode acessar e aí é pimenta na língua na certa, como fazia quando eu era criança.
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Mais tarde, eu volto a esse blog. Ou não. Qualquer coisa, me encontrem no Twitter, que é mais simples de postar: http://twitter.com/MarcioBrasil

terça-feira, 5 de maio de 2009

Curtas do Twitter

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Unopar, Ulbra e Uninter agora vão ter concorrência: é a URI entrando no ensino virtual. Viraram a folhinha do calendário do milênio...
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Yeda anunciou e os Peixotos correram para contar (vantagem) que o Hospital de Santiago vai ganhar R$ 100 mil. Yeda economizou papel-fax...
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Gays podem ser padres, garantiu o vice-presidente da CNBB. "São humanos também e desde que se mantenham castos, podem servir a Deus". Amém!
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Faz meses que não viajo a Santa Maria. Estou com saudades de lá, que era a cidade dos sonhos de minha infância...
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Falando em Santa Maria, o Busatto vai ser secretário do Shirmer. Lá, ninguém disse nada. Aqui, Se o Ruivo trouxesse alguém de fora, ia ser o caos...
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Santa Maria foi colonizada por santiaguenses. É o nosso maior bairro. Mas os santamarienses agem como se a cidade fosse uma Porto Alegre...
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Li que numa escola de Caxias do Sul existem aulas de xadrez. Isso, sim, é legal. Desperta disciplina e inteligência.
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Esqueci de comentar: passei a última sexta festejando junto com os funcionários da Rede Vivo. Tem gente boa pra caramba que trabalha lá...
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Quem quiser falar comigo, O celular é 9909-2939. Para serviços leves...
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Estou atualizando umas coisinhas como válvula de escape de tanta coisa que eu tenho para escrever hoje...
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Dia 30 de maio tem a festa da Sandra, no Clube União. Animação da banda Azú Banana. Vai estar legal a festa.
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Não vai mais acontecer hoje a exibição dos episódios clássicos de Jornada nas Estrelas. Uma pena. E eu nem sabia que estava convidado...
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Um pedido para a Expo Santiago: tragam a Pitty. Ou os Paralamas do Sucesso. Ou Anjos do Hangar. Ou Engenheiros. Até Papas da Língua serve...
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Em Santiago, dois machos brigaram por causa de outros dois machos. Por causa de política. Vê se pode...

Madrugando antes de dormir...

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Terça-feira é um dia de muito trabalho na redação do Expresso Ilustrado. Aliás, terça, quarta e quinta-feira são dias agitadíssimos para todos nós, da redação. É quando a gente precisa correr contra o tempo a fim de fechar a edição de sexta.
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Tenho tanta coisa para escrever que nem sei por onde começar. É por isso que não tenho me dedicado mais ao blog. E outra: enjoei de Orkut. Ieca. Só acesso para ver recados e responder alguns.
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Agora deu para acontecer isso comigo: o sono só vem de madrugada.
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Na madrugada desta terça-feira, Mozart me faz companhia. E a Ellen Page também. Assisti de novo ao filme Juno e decidi: sou fã dela.
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Retomei meu regime, depois de alguma recaídas e agora não estou mais comendo carne. Perdi cinco quilos em duas semanas. Pergunte-me como.

O bocaberta

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Que droga. Hoje estou de ódio comigo. Há poucos instantes abri o orkut e me dei conta que eu dei uma mancada sem tamanho e vou contar no blog para que saibam que eu dou minhas "bocaberteadas". Há alguns dias, fui gentilmente convidado pelo professor Ronaldo, do Medianeira, a participar de uma aula dele e conversar com os alunos, o que aceitei de muito bom grado, a exemplo do que já havia feito outras oportunidades nas escolas Sílvio Aquino, Alto da Boa Vista e também no próprio Medianeira.

Eis que o bocaberta (em Santiago do Boqueirão a gente não diz boquiaberto, diz "bocaberta", que significa o mesmo que tonto, abestado) aqui salvou a data na agenda do telefone: 05 de maio, 10h. Pois bem, sexta-feira, eu ainda encontrei a minha amiga Lígia Rosso, que também é professora no Medianeira e comentei com ela "ó, terça-feira vou lá no colégio participar da aula do professor Ronaldo", ao que ela respondeu "bah, que tri". Pois é. E agora de noite, acessei o orkut e encontrei um recado do Ronaldo que me fez ficar vermelho-roxo-azul de vergonha. Ele perguntou o porquê de eu não ter aparecido, se havia acontecido alguma coisa. Houve: o bocaberta do seu Márcio achava que seria terça-feira!!! Que ódio de mim!! Irresponsabilidade. Bocabertice. Paspalhice. Falta de atenção. Só me resta pedir mil desculpas.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Construção

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Eu sei que o Dia do Trabalho já passou, mas como fiquei esses dias todos sem postar nada, resolvi guardar por aqui essa foto que tirei esses tempos, flagra de dois trabalhadores numa construção de nossa cidade. E para esse post descompromissado ganhar um pouquinho de importância, resolvi fazer a foto ser acompanhada da letra de Construção, de Chico Buarque, que é um autor por quem tenho a máxima admiração. Taí:


construção

chico buarque

Composição: Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague


Mais tarde, se eu estiver com saco de escrever alguma coisa no blog, eu volto. Agora, vou ler as notícias do ClicRBS, do Terra, do Bol, do Omelete, do Diário de Santa Maria, da Rádio Santiago, da Globo.Com, do...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Dia do Trabalho

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A imagem acima dispensa comentários e fala por si. Trata-se de uma foto retirada de um site indicado por meu amigo Davi Damian, onde um grupo de alunos apóia a manifestação de seus professores na busca por um salário melhor e uma educação de mais qualidade. Por favor, né?
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Ontem à noite, logo depois de sair do trabalho, fui até a casa do meu amigo Éverton Gerhard, para assistirmos ao documentário "Looking por Fidel", dirigido por Oliver Stone e que nunca foi lançado nem no Brasil, nem nos EUA. Trata-se de uma entrevista que o cineasta fez em 2002 com o Fidel Castro. Desnecessário dizer que o documentário é surpreendente, justamente porque traz luz a um dos personagens mais surpreendentes do século passado (e desse), o último grande líder político da história. Terminado o filme, ficamos conversando sobre o que havíamos acabado de assistir.
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O Éverton é o primeiro amigo que tive na vida. Nos conhecemos desde os cinco anos de idade, época em que jogávamos bola no campinho que existia em frente da minha casa e da dele (e que hoje está cheio de casas). Atualmente, é casado, tem dois filhos e cursa Psicologia na URI. É um ser humano pelo qual tenho grande admiração.
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Levantei relativamente cedo hoje. Estou à espera do Chico e da Luana. Vou acompanhá-los no almoço dos funcionários da Rede Vivo (a Luana é funcionária de lá). Comprei um cartão para participar do almoço, mas antes vamos procurar um lugar na cidade para fazer umas fotos dela junto com o Jonesinho, filho dos dois. É que a Rede vai fazer um mural com as mamães que trabalham lá e seus filhotes. E, claro, a Luana recorreu ao fotógrafo aposentado aqui.
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Ontem à noite, antes de dormir, assisti ao filme "A Bela e a Fera", da Disney. Como sou uma fera, acho que estou apaixonado pela Bela.
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Ainda hoje eu espero poder colher nozes. Vamos ver se vou conseguir fazer isso.
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Primeira música que ouvi hoje pela manhã "Love You'till the end", da banda The Pogues.
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Bom, estúpido diário, estou de saída. Mais tarde, se eu não embarcar numa viagem rumo a Offir, é possível que eu retorne a esse blog.
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Hoje é Dia do Trabalho. Mas não se trabalha...