quinta-feira, 30 de abril de 2009

Quinta-feira

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..E chegou a quinta-feira. É um dia que gosto de trabalhar, pois é quando vivenciamos o encerramento final na redação do jornal. Ficamos mais nos arremates e correções, alguma página para fechar, alguma matéria para trocar de espaço com outra não-perecível, enfim. É um dia em que diminuiu o ritmo industrial da terça e da quarta e dá espaço para as versações a respeito do dia seguinte e da edição seguinte.
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Estou com muito sono e precisando dormir por algumas longas horas. Mas na sexta-feira, vou colher nozes. A árvore que tem no pátio da casa dos meus pais está carregadíssima. Talvez eu consiga dormir no sábado. No domingo, tenho compromisso com o Divaldo. Vamos no Ricardo Lanches comer um xis de qualquer coisa.
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Estava falando com minha querida amiga Patrícia sobre o show do Victor e Léo em Santo Ângelo. Ela foi, mas disse que se arrependeu de ter ido. Disse que era um mar de gente e o conforto era zero. Ela e o esposo gastaram R$ 40 só de ingresso, mais R$ 120 de combustível para ir e voltar, fora o que gastaram com lanche e bebida. Ela resumiu para mim. "Não vale a pena".
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O pior é que ouvi outras pessoas comentarem coisas semelhantes.
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Ando meio viciado em comer chocolate. Tenho comido bastante mesmo. Acho que é por causa do shampoo que eu estou usando, que usa chocolate na fórmula. Toda vez que estou no banho e vou lavar os cabelos sinto aquele cheirinho de chocolate, que desperta a vontade de comer o doce. Que coisa.
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Outro dia comentei aqui no blog que eu não dou bola para marcas de roupas e etcs e isso é verdade. Mas tenho que confessar duas marcas que costumo consumir com frequência: beber Coca-Cola e usar o perfume Gabriela Sabatini. Este último eu sei que é uma pequena extravagância, mas já faz alguns anos que eu uso e gosto do cheiro. Acho que viciei.
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Não tenho mais escrito contos e crônicas. Ando naquelas de bloqueio criativo. Coisa que só escritores medíocres tem.
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Eu sei que é ridículo, mas coloquei umas estrelinhas no teto do meu quarto. Daquelas que brilham no escuro.
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Encerro esse post, porque estou quase dormindo em cima do computador, pois finalmente o sono veio. É bem provável que eu deixe erros de digitação, palavras comidas e blá, blá, blá e só volte a acessar esse blog e corrigir bem mais tarde quando despertar da minha hibernação. Estou ouvindo Joss Stone há algumas horas para ver se tiro da minha mente a música que o João não parou de ouvir na redação e que gruda pior que Festa no Apê, do Latino. Nem sei o nome. É uma coisa lá de um cara imitando uma voz de imigrante italiano e falando sobre botar veneno nos canteiros. Eu fora.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Pensamento do dia

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"O presente é a repetição do passado. O futuro será a saudade do hoje."

Sono, sono, sono...

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Levantei cedo hoje, apesar de ter ido dormir tarde. Fui acompanhar o João Lemes, amigo e editor do jornal Expresso, que iria dar uma palestra na escola Alto da Boa Vista. Eu fiquei imcumbinado de auxiliar ele na exibição de uma animação, relatando o trabalho do jornal. Ao chegar no jornal por volta das 10h, ainda com muito sono, eu comento com a Patrícia de que não lembrava que o sol aparecia tão cedo da manhã. Ela ri (de pena) do meu comentário. Em seguida, fico à espera do João para acompanhá-lo até a escola. A palestra foi bacana, com uma boa interação entre os estudantes.

Cheguei em casa quase ao meio-dia, almocei e verifiquei meus e-mails. Estou curtindo alguns minutos antes de retomar a jornada de trabalho por mais algumas longas horas. Na semana que vem será a minha vez de estar à frente de uma turma da escola Medianeira, onde irei conversar com os alunos. No momento desta postagem, ouço a música "Tendo Lua", da banda Paralamas do Sucesso, que eu gosto muito por causa da letra. (abaixo).

Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim

O céu de ícaro tem mais poesia que o de galileu
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Querendo ver o mais distante e sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.

Eu hoje joguei tanta coisa fora
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.

Crepúsculo: versão melhor

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Quem assistiu ao filme Crepúsculo? Esse é o mais procurado nas locadoras da cidade, especialmente pelos jovens. É, basicamente, um Romeu e Julieta com vampiros. Para quem não gostou, clique acima e assista uma versão melhor.

(Esse vídeo eu dedico para minha amiga Micheli Pissollatto, que ficou fã de Crepúsculo. Eheheheh)

Meu blog, minha pátria

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Li no blog do Júlio Prates que Santiago tem mais de 400 blogs. É realmente uma grande diversidade de pensamento e formas de expressão. Fico realmente feliz com isso, já que quando criei meu primeiro blog em 2003, eram pouquíssimos os blogs em Santiago. Tanto é que meu contato era com blogueiros de fora daqui. Na época, lembro, até o João Lemes me inticava dizendo que blog era tempo perdido, que ninguém lia, que não iria pegar etc. Portanto, foi com um sorriso vitorioso que testemunhei a criação do blog dele, em 2007. Hoje, são vários os blogueiros em Santiago e acho isso realmente saudável. E aproveitando para responder sobre pedidos de inserção de notícias neste espaço, devo dizer que não é meu objetivo concorrer com outros que já fazem isso bem e muito menos ficar preso à necessidade de atualizar a toda hora ou mesmo desmerecer o órgão de imprensa em que trabalho, antecipando informações. Atualizo quando me dá na veneta, seja com alguma particularidade, pensamento, crítica, crônica, fotografia, piada, enfim, o que estiver a fim de dizer. Meu blog é meu diário. É minha morada virtual. É meu "Fantástico Mundo de Bobby", onde invento e reivento, construo e desconstruo. É meu universo paralelo. Meu blog é "minha pátria sem sapatos..."

Cristine Xavier Miguel

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Semanalmente, o jornal Expresso Ilustrado publica o espaço Rotação Literária, que é reservado para mostrar o trabalho de novos escritores santiaguenses e também da região. É um espaço que foi recebido como uma novidade pelos leitores, pois oportuniza voz e vez para diversos talentos. Nesta semana, tive uma satisfação incomum ao abrir meu e-mail e me deparar com um trabalho da Cristine Xavier Miguel, que foi a colega de aula que marcou a minha vida (eu a chamava de minha loirinha preferida). Éramos superamigos, os mimosos da professora Sofia. De tão próximos que éramos, todo mundo achava que a gente namorava. Quando o pessoal começou a ver que não havia romance entre nós mas, sim, amizade, começou a pressão. "Mas porque é que vocês não namoram? Fazem um casal bonito. Se dão tão bem". E por aí iam os comentários. A própria Sofia chegou a dizer tanto para um e outro que tínhamos tudo para dar certo. O engraçado é que as pessoas nos viam como namorados e não como os amigos que éramos. Pois bem. Aconteceu que eu me apaixonei pela Cristine extemporaneamente, quando ela já estava namorando. Depois, desencanei. E foi aí que ela quis ficar comigo, quando era eu que estava namorando. Depois, tive uma e outra recaída. Mas aí, a gente se afastou. E nossa relação seguiu sempre assim: na amizade. A Cristine é, sem dúvida, uma amiga de quem tenho saudade de conviver mais. É uma pessoa importante em minha vida.

Meu reino por uma boneca

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Quem nunca se lamentou de ter perdido de comprar alguma coisa? Pois é, me lamento de ter deixado de comprar várias coisas, ou por falta de dinheiro, ou por falta de oportunidade. E uma das coisas que lamento de ter deixado passar é uma boneca. Sim. Uma boneca perfeita e delicadíssima, lançada numa edição especial da Disney, feita à mão, em 2004. Era uma reprodução da princesa Bella, do filme “A Bela e a Fera”, aliás ela é realmente uma das mais lindas personagens da Disney. E o fime é uma obra-prima. Não é a toa que foi o único desenho animado da história a concorrer ao Oscar de Melhor Filme. Mas, para quê eu queria uma boneca? Não era para mim. Era para a Thaís.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Crítica- X-Men Origens: Wolverine

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Participando de uma uma sessão especial para a imprensa (faz de conta que é verdade), pude assistir em primeira mão o filme X-Men Origens: Wolverine, que estreia (ooooh, palavra do novo Português. Um dia eu dividirei a conta-gotas esse conhecimento neste blog com vocês, homo sapiens) nesta quinta-feira no país. Sou fã da série original dos X-Men, assim como também era com os quadrinhos. E devo dizer: que filminho à toa!!!

Como a Fox não está me pagando nada, vou aproveitar para dizer: não é tão ruim quanto eu pensava, mas também não é tão bom quanto podia ser. O diretor Gavin Hoood mostrou que é sem personalidade para comandar um filme como esse, que revela o passado do personagem mutante mais famoso. Os melhores atores do filme são, por minha ordem de preferência, Danny Houston (que faz o general Willian Stryker), Liev Schreiber (Dentes-de-Sabre) e Hugh Jackman (Wolverine).

O resto é pura bomba. Ryan Reynolds fazendo o Dedpool é desprezível e Dominic Monaghan está ridículo. O personagem Gambit não faria falta aqui e há vários outros só enchendo linguiça. Cheio de briguinhas infantis, em momentos onde bastaria que os personagens dialogassem para se entender, mas não: saem na porrada só para mexer com a plateia (ohhhhh, outra palavra do novo Português: sem acento. Brilhante! Brilhante!). Há cenas estilosas e diálogos forçados, para criar frases de efeitos. Me deu náuseas, em determinadas cenas, de ver os personagens todos posadinhos, como se estivessem esperando por uma foto.

É um filme totalmente irregular, que só brilha mesmo quando faz as devidas conexões com a série X-Men, como nas cenas em que mostram o Wolverine recebendo o adamantium, remetendo aos flashbacks de X-Men 2, dirigido por Bryan Singer (este sim, um diretor de verdade). Mas nem tudo é ruim. Achei legal que o filme mostra o Ciclope quando jovem. Gostei das cenas do Wolvie na fazenda, também tem algumas piadas e cenas de ação legais, o que não quer dizer nada porque qualquer filme besta do Steven Seagal também tem cenas de ação descerebrada e cortes rápidos. É uma pena, porque o Wolverine é um personagem legal e que já caiu no conceito popular e entre os cinéfilos. De qualquer forma, se você desligar o senso crítico, dá para curtir o filme. Mas o Wolverine merecia algo melhor.

Nada se perde

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Gosto das estrelas. Adoro olhar o céu e vislumbrar o infinito, percebendo-me insignificante diante da imensidão deste universo acima e abaixo (e dos lados) de nossas cabeças. Desse universal tridimensional e sem fim, harmônicamente em consonância com outros universos e dimensões, formas de vida etc. Portanto, esquentar a cabeça para quê? Vida e morte são duas coisas iguais. Um corpo vivo e um corpo morto tem o mesmo número de átomos. E vai que depois de decomposto o corpo, os seus átomos não voltem a fazer parte da composição de alguma estrela deste universo infinito, já que na natureza nada se perde, mas tudo se transforma? Assim como o amor...

Certidão de nascimento de Caio Fernando Abreu

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Devo dizer o seguinte: não tenho nada contra o Aureliano de Figueiredo Pinto, nem contra o Zeca Blau ou quaisquer outros escritores naturais de outras cidades e que tenham desenvolvido suas escritas em Santiago do Boqueirão. No entanto, o que eu pelejo é pela valorização de Caio Fernando Abreu que era santiaguense. (uma qualidade que também tenho o orgulho de possuir...)
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Eis, acima, a certidão de nascimento dele. Caio Fernando Abreu nasceu em 12 de setembro de 1948 em Santiago-RS. Depois que saiu daqui, ele ganhou o mundo e é um dos mais festejados escritores brasileiros de todos os tempos. Sua obra não é lembrada só da ponte do rio Rosário pra cá. Ela é universal.

Incorporando Garrincha

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Saí para jogar futebol por volta de 22h45. Fui correndo de casa até o Clube Sete para me aquecer. No caminho, aproveitei o embalo da corrida para dar um chutão numa macumba deixado numa encruzilhada. Voou milho pipoca e vela para tudo quanto foi lado. Depois me arrependi de ter feito isso, porque foi um desrespeito ao seguidor dessa religião. Mas vai ver até tenha sido bom porque tem gente com mania de fazer macumba para ferrar com alguém, roubar o namorado (a) dos outros, ou pra tirar vantagem de alguma coisa. Enfim, talvez seja pré-conceito meu. Mas quando era criança, a gente vivia chutando essas coisas. Confesso: foi um dos pecados que cometi nesta segunda-feira.
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O nosso jogo iniciou às 23h e durou até a meia-noite. E acho que deve ter sido por ter pisado no feitiço da encruzilhada. Realmente incorporei o espírito do Garrincha e perdi as contas dos gols que fiz (foi a macumba). E conto isso realmente estupefato, porque eu sou um perna-de-pau filho da mãe. No entanto, joguei bem e não quebrei ninguém. Foi um jogo atípico. Depois cheguei em casa com muita fome. E mais uma vez quebrei o meu regime...

Chocolate marca diabo

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Cheguei por volta de 14h nesta segunda-feira no jornal. Lá, conversamos sobre os últimos acontecimentos em Santiago e o prenúncio da próxima edição. O João distribuiu as pautas para cada um da redação e, em seguida, começamos a traçar algumas mudanças. Por volta das 19h, saí rapidamente até o supermercado para comprar chocolate (sei lá, bateu vontade...), já que iria ficar no jornal até umas 21h30min. Ao chegar na prateleira, noto uma marca diferente e mais barata e 0% gordura trans. Ok, fico pensando nela como uma possibilidade enquanto seguro uma embalagem de Diamante Negro, cujo preço é quase o dobro da outra. Faço uma matemática cretina de que poderia levar dois chocolates daquela marca diabo ao invés de só um Diamante Negro. E adivinha? Comprei a marca diabo, que é metade do preço do outro, mas metade do sabor também. Mas é como dizem meus amigos empulhadores: para aprender, tem que cair!

domingo, 26 de abril de 2009

Unbreak my heart

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Os últimos dias foram de descanso e meditação para mim. No sábado à noite, estive na casa da professora Rosane Vontobel, compartilhando horas de conversa com ela, seu esposo Ery e o jovem Rodrigo Neres, funcionário da SMEC, que é dotado de grande inteligência, sensibilidade e humildade. Não essa inteligência forjada aí, dos que se propagandeiam filósofos e, ainda por cima, humildes. O Rodrigo tem inteligência, sensibilidade e humildade legítimas.
Enfim, foram horas agradáveis de conversa de alto nível. Logo depois, o Ery me deu uma carona de volta para casa. E, assim, o sábado findou para mim, ao lado de bons amigos.
Já em meu quarto, liguei o computador, acessei a net e, selecionei algumas músicas para ouvir. Instantes depois, alguém surge em minha janela, metendo o carão com o propósito de me aplicar um susto. Como estava com os fones de ouvido, não ouvi o "buuuuh". Era o Chico e a Luana, voltando de um passeio no posto ao lado de outros amigos deles.
A Luana disse que eu deveria ter ido e que deveria sair mais, não ficar tão recluso. O Chico diz o mesmo e planeja que eu vá numa próxima vez. Ocorre que naqueles instantes eu estava curtindo uma fossa ouvindo Michael Bolton, Rod Stewart, Evanescence, The Corrs, Cranberries e Toni Braxton (Unbreak my heart/Say you'll love me again/ Un-do this hurt you caused/When you walked out the door/And walked outta my life/Un-cry these tears/I cried so many nights/ Un-break my heart, my heart...).

- E teu coração?
A Luana me pergunta. E na minha mente ouço a música Unbreak my heart, da Toni Braxton, que há pouco estava ouvindo. Penso em responder que meu coração é simplesmente um músculo que bombeia sangue. Mas fico apenas olhando os olhos claros da Luana. Não respondo o que ela quer saber. Falo outra coisa.

- Pessoas são monótonas para mim. Prefiro conhecer quem eu já conheço e admiro, do que conhecer outras pessoas e descobrir que elas são tão iguais, tão comuns, tão cheias de nada. É algo raro encontrar alguém especial. Talvez porque eu próprio seja um clichê.

O Chico, que para tudo encontra uma explicação baseada em filmes, observa que talvez seja por isso que eu goste de repetir filmes que eu já vi, do que ver outros que nunca assisti, na maioria das vezes. Em um instante, ele já desvia o assunto para os filmes, dizendo que tinha muitas coisas boas que eu deveria pegar na locadora onde ele trabalha. (Stop Vídeo)
- Como aquele filme que eu te falei: A Espiã. É muito bom. Tu tem que assistir.
Aproveito a saída oferecida pelo Chico e fujo de responder a pergunta da Luly. E seguimos falando de filmes. Conto para ele que assisti O Leitor e Uma Noite de Amor e Música. A Luana se irrita com a gente.
- Vocês só sabem falar de filmes. Deus que me perdoe.

sábado, 25 de abril de 2009

Discursando um pouco (além da conta..)

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Como as pessoas gostam de discursar, não é mesmo? O pior é que geralmente as pessoas que gostam de discursar são justamente as que não sabem fazê-lo com eficiência. Afinal, para quem domina a arte de falar em público, um discurso bem elaborado pode fazer maravilhas, motivar as pessoas, dizer algo que vai representar na vida de alguém, enfim. Já um discurso mal aplicado, se estende e se torna monótono, ainda mais aqueles cheios de chavões e impressões. Ao escrever isso, me vêm à mente filmes como "Coração Valente" ou "O Senhor dos Anéis", onde em determinadas cenas há personagens empunhando uma espada e à frente de seus exércitos, conclamando os companheiros para a batalha, após proferir discursos emocionados. Já em "Alexandre", por exemplo, o discurso é fraquíssimo. (pobre de Alexandre Magno, que era um grande líder)
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No entanto, na absoluta maioria das vezes, os microfones são ocupados por pessoas mais preocupadas em serem aplaudidas do que por realmente passar uma mensagem que toque ao coração. Foi assim ontem na inauguração da Tricola, onde falaram lá não sei quantas autoridades. Umas praticamente repetindo os discursos das outras, sem acrescentar nada. Lá pelas tantas, eu comentei com uma amiga de que eu estava aplaudindo determinado discurso longo não porque tivesse sido memorável. Estava aplaudindo porque ele havia terminado. Ela respondeu: "a maioria também está fazendo isso. Todo mundo já está cansado. A gente aplaude por costume, mesmo". É que em Santiago existe essa coisa: eu puxo o teu saco, se tu puxar o meu também e assim vamos dançando juntos, como duas "samexungas".
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Aí, pergunto: por que os organizadores dos protocolos castigam o público com esses repetecos?"Bah, mas vai estar o seu Fulano lá. Se o Beltrano falar, o Fulano vai ter que falar também". Aí, a coisa vai se arrastando. O mesmo aconteceu no lançamento do um livro no Centro Cultural. Foram não sei quantos lá na frente para discursar longamente, prolixamente, políticamente. O autor? Ah, esse foi elegante e de breves palavras, respeitando o objetivo da noite, que era o de lançar a sua obra. A mim coube, na I Feira dos Artistas, fazer um discurso na abertura (a contragosto, devo dizer). Ao ocupar o microfone disse apenas o seguinte: "a arte dispensa discursos para a sua apresentação. A obra de um artista fala por si só. E a recompensa por um trabalho sincero certamente será o aplauso do público". Fim.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Meus 10 mais...

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De quando em vez neste blog, minhas preferências pessoais e intransferíveis. É um pouco do que sinto. É um pouco do que penso. É um pouco do que sou.


Meus 10 lugares preferidos em Santiago


- Praça Moisés Vianna
- Ernesto Alves
- Rua dos Poetas
- Praça da Vila Avozinha
- Estação férrea
- Ponte seca
- Pórtico de entrada
- Praça do Ginasião
- Parque Zamperetti
- Vila Itu


10 empresas/lugares onde posso estar:


- Centro Cultural
- Ricardo Lanches
- Rádio Santiago
- Jornal Expresso Ilustrado
- Prefeitura
- Câmara
- Revistaria Riachuelo
- Tritícola
- Locadora do Miguel
- Churrascaria Santiaguense


10 pessoas que mais admiro em Santiago



- Jones Diniz (pela fé)
- Enadir Vielmo (pela dedicação)
- Sidnei Garcia (pelo talento)
- João Lemes (pela força)
- Ovídio Fiorenza (por sua arte)
- José Francisco Gorski- Chicão- (pelo coração)
- Giovani Pasini (pela inteligência)
- Rosane Vontobel (por ser visionária)
- Gecênio Dutra (por não desistir)
- Sofia Brum (por me incentivar)


10 profissões que eu gostaria de ter


- Astronauta
- Roteirista
- Redator
- Fotógrafo
- Pianista
- Desenhista
- Programador
- Arquiteto
- Professor
- Cozinheiro


10 melhores artistas santiaguenses pra mim

- Caio Fernando Abreu (escritor)
- Santiago- Neltair Abreu- (cartunista)
- Sidnei Garcia (desenhista)
- Adriana Madrid (artista plástica)
- Júlio Saldanha (cantor nativista)
- Ovídio Fiorenza (fotógrafo de natureza)
- Arno Gieseler (escultor)
- Therezinha Lucas Tusi (poetisa)
- Mirka Campello (pianista)
- Paulo César Cipollati Oliveira (tatuador)

Passando...

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Cheguei de madrugada em casa, logo após sair do trabalho. Estou muito, muito cansado depois de um dia bastante exaustivo. Mesmo assim, o sono demora para chegar. E, assim, me vejo aqui, na frente da tela do computador, na busca do sono perdido. Entro no MSN, circulo pelo orkut, vejo blogs, ouço Mozart, curto o tédio. Mais uma noite, menos um dia. E assim, a vida passa e passa e passa. Até que passa...

André Canterle na Garagem do Faustão

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O talentoso André Canterle está participando do espaço Garagem do Faustão com o vídeo da música "Ao seu lado", escrita e produzida por ele mesmo. A produção é caprichada e o vídeo pode ser visto, clicando na imagem acima, que redirecionará para o site. Clique, assista, vote e deixe seu comentário! André uma estrela santiaguense que merece ser aplaudida. Neste final de semana ele será uma das atrações da III Feira dos Artistas, no Ilha Bella Shopping.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

"Nós nos ferramos..."

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Frase do senador Papaleo Paes PSDB/Amapá sobre o fim da concessão de passagens aéreas para os parentes dos senadores.

Questionamentos...

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- E se tivéssemos coragem?
- E se fizéssemos diferentes?
- E se não tivéssemos que morrer?
- E se não tivéssemos que matar?
- E se nos amássemos mais?
- E se confiássemos?
- E se rezassemos com mais fé?
- E se não rezassemos?
- E se não acreditassemos em Deus?
- E se acreditássemos em nós mesmos?
- E se descobríssemos a razão de tudo?
- E se pudéssemos construir cidades, dirigir carros, plantar flores, compor versos, pintar paisagens, tocar piano, semear os campos, viajar pelas estrelas?
- E se não agíssimos iguais aos nossos tataravós?
- E se tivéssemos a capacidade de evoluir?

Confesso que traí

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Por mais que você tente ser fiel, sempre vai chegar um momento em que se verá diante de uma tentação. E aí, em um instante de sanidade, vai se perguntar: devo ou não devo? Pois bem. Esse momento chegou para mim, após semanas de fidelidade. E, confesso: traí minhas convicções. E não duvido que faça de novo, afinal, a carne é fraca e o que os olhos vêem o coração sente...

E a culpa é da pizza do Davi. Daquelas gigantes, sabe? Eu vinha sendo fiel enquanto podia, mas traí o meu regime depois de saborear uma daquelas Comilonas. Depois do segundo pedaço, resolvi não contar mais, para não me sentir tão culpado. Mas foram vários...

Anota aí: 3251-9000. É o número para receber em casa a melhor pizza de Santiago.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

domingo, 19 de abril de 2009

Domingo de chuva e filme

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Domingo chuvoso e gostoso. Hoje nem botei o nariz para fora de casa e 98% do tempo até esta postagem fiquei só dentro de meu quarto. Um pouco trabalhando, um pouco falando no MSN, um pouco asstindo filmes. Entre as pessoas com as quais conversei está o amigo Diego Soares, talentoso comunicador, santiaguense que está trabalhando na Rádio 87.9 em Itaqui e que nesta semana assume mais um espaço na programação da emissora. Tem conquistado um bom espaço à custa de talento e carisma lá naquela cidade. Os filmes que assisti? Nas últimas horas foram vários: Gran Torino, com o Clint Eastwood; O Feitiço do Tempo, com Bill Murray; O Lutador, com Mickey Rourke e O Leitor, com Kate Winslet. Vou falar brevemente sobre cada um deles.

O Leitor- Com Kate Winslet e Ralph Fiennes. Se passa na Alemanhã no período da 2ª Guerra e conta a história de um jovem de 15 anos que se envolve secretamente com uma mulher mais velha (Kate, mais uma vez aparecendo nua), por quem se apaixona. O caso deles dura um tempo, até que ela some de sua vida. 10 anos depois, quando ele é um jovem estudante de Direito, reencontra ela no banco dos réus, acusada de ter trabalhado para os nazistas. Um filme forte, pelo qual Kate Winslet conquistou o Oscar de Melhor Atriz.

Gran Torino- É o último filme estrelado pelo Clint Eastwood. Gostei do Clint no filme e gostei da história. Mas detestei quase todos os outros atores que apareceram no filme, com excessão de um barbeiro italiano. Os outros, são muito fracos, sem carisma, parecem estar participando de uma peça de teatro. Clint, fazendo uso de uma expressão manjada, carrega o filme nas costas com uma interpretação magistral. Ele vive um ex-combatente de guerra, já beirando os 80, quando perde a sua esposa. Ele mora sozinho num bairro que foi tomado por imigrantes coreanos. E detesta os vizinhos e não se dá bem com os filhos e netos. Mas se ele não gosta dos vizinhos, a recíproca é verdadeira, até que que ele bota uma gangue para correr e meio que se torna um herói na vizinhança. Apesar de odiar isso e recusar os presentes que levam até a sua porta. Mas ele faz amizade, a contragosto, com um rapaz que tentou roubar o seu carro, o Gran Torino (1972) do título e o ajuda.

Feitiço do Tempo- É um filme de 1993 e que eu nunca tinha visto. Estrelado por Bill Murray conta a história de um repórter de TV que se vê preso no tempo. Todos os dias, ele acorda no mesmo dia, um dia que ele detesta. Inicialmente, começa a gostar daquilo, pois só ele lembra das coisas que aconteceram anteriormente. E assim, ele se diverte e tenta tirar proveito de todas as formas. Depois, tenta conquistar a mulher que ama e nunca consegue isso. Até que ele se cansa e tenta dar um fim naquilo, em vão. Aos poucos, descobrindo que não consegue ser feliz ele procura então, tentar fazer os outros felizes. Gostei muito do filme, tem uma mensagem fantástica.

O Lutador- É o badalado filme estrelado pelo ex-galã Mickey Rourke pelo qual ele quase ganhou o Oscar. Na produção, ele vive um decadente astro de luta livre, "The Ram". Velho para a profissão e deixando os dias de glória para traz, ele tenta reconstruir sua vida, tentando se reaproximar da filha que abandonou, quando descobre estar com problemas cardíacos decorrentes do uso de esteróides. O filme tem três personagens muito marcantes: o de Mickey Rourke, sua filha Sthephanie, vivida pela talentosíssima Evan Rachel Wood e Pam, uma prostituta interpretada por Marisa Tomei. Três personagens tristes, num filme triste e arrebatador.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

I'll Stand By You

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Ela pôs para rodar um antigo CD, de uma trilha selecionada só com músicas que marcaram a sua vida. Nostálgica, revirava antigos diários à procura do endereço de uma amiga com a qual há muito perdera o contato.

Ela soprava os cadernos empoeirados e se deixava levar numa viagem rumo ao próprio passado e ria-se das bobagens que escreverá, dos versos mal-feitos que compôs, dos desabafos, dos sonhos, das esperanças, dos desejos secretos, do relato do primeiro beijo. Aquelas páginas cheias de "orelhas" faziam parte do livro de sua vida e, bem ou mal escritas, contavam a história de uma jovem inocente.


Ora, ela ria de si mesma lendo antigos pensamentos, ora enternecia-se...Inesperadamente, viu cair de meio das páginas uma flor seca e extremamente frágil ao toque mais brusco. No CD, Pretenders toca I'll Stand By You. Delicadamente, ela recolhe a flor achatada, sendo invadida por um turbilhão de imagens.


Do primeiro homem que realmente amou. Boba, sorria. Boba, chorava. Nem lembrava mais o porquê de não estarem mais juntos. Junto daquela flor lhe vinham à mente gestos, palavras, promessas, abraços, beijos, olhares.


Seu coração apertou com as lembranças e as cobranças de uma vida não vivida, de um caminho não percorrido. Hora de abandonar o passado. Encontrado o telefone daquela amiga, ligou para compartilhar antigas emoções. A voz masculina que disse "alô" fez seu coração acelerar. (que clichê, pensou). Desligou. Não conseguia falar. Tudo tão rápido. No CD, Pretenders ainda tocava I'll Stand By You...

Sobre homens e cães

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Dia frio e chuva. Deitado na calçada, o pequeno cachorro tenta se aquecer, insiste em tentar dormir, talvez sonhar. É um cusco de rua, que vive das sobras que encontra e, vez por outra, da caridade de quem lhe jogue um pedaço de algo. E ele come faceiro, sem refugar nada, pois não pode se dar a esse luxo. Magrão foi o nome que alguém lhe deu, dá para deduzir porque. Magrão não tem parada, dorme em qualquer calçada, aonde o cansaço lhe encontrar e ainda há quem o afugente. "Sai prá lá, jaguara". Hum, já ouviu isso tantas vezes: sai daqui para ali, sai daqui para lá. E sente que apesar do mundo ser tão grande, não há lugar para ele. Mas nem sempre foi assim. Há algum tempo, Magrão estava aquecido ao lado dos irmãos, provando do delicioso leite materno. "Como era maravilhosa a nossa mãe", lembra o animal. "Nos protegia,nos aquecia. Vigiava quando brincávamos na grama da casa onde morávamos com nossos donos". Nossos donos?
Um dia, ele e os irmãos foram colocados dentro de uma sacola e despejados num beco qualquer. Passaram fome, frio, solidão. A primeira noite foi a pior. Numa hora, desfrutavam de calor e carinho. Na outra, traídos, jogados na chuva e no escuro, longe do amor da mãe, que uivava e chorava a ausência das crias, arrancadas de suas tetas. "Ai, ai, ai", longe, choravam eles também. Até que uma pessoa se compadeceu dos latidos e levou um dos pequenos. A chuva era forte e o frio intenso. No outro dia, só Magrão acordou, seu irmão caíra num sono do qual não se desperta. E Magrão ficou só, sofrendo uma perda atrás da outra. Qual crime teria cometido em sua breve vida para merecer isso? Logo, percebeu as diferenças do mundo e que não podia confiar em qualquer um. Viu cães de outras raças, passeando em carros, com coleiras coloridas ou roupinhas engraçadas. Não sentiu inveja, pois graças ao Senhor dos Cachorros, seu coração desconhecia isso. Eis que um dia, alguém olhou para ele e percebeu que, bastaria banho e comida e o cão ficaria bonito, pois tinha algum valor. Assim, Magrão ganhou a chance de ser feliz.

"Nem todas as histórias tristes
precisam ter um final triste..."

Romance de inverno

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- Lembra daquela noite superfria de inverno em que tu tirou o teu casaco e me envolveu para que eu não me resfriasse e a gente continuasse no banco da praça, dando nome para as estrelas?, perguntou a esposa, após 10 anos de casamento, para o seu marido. Ele, que fazia o cálculo das despesas do mês, respondeu que não lembrava.

- Como não?, surpreendeu-se ela - Não acredito. Foi quando tu se declarou apaixonado...

Disse, tentando preencher a falha na memória dele.

- Olha, eu não lembro mesmo, mas se tu está dizendo..

Foi a resposta. Atônita, ela nada disse. Ele só analisava as despesas a serem cortadas. Ela resolveu tentar mais uma vez.

- Mas lembra o que aconteceu depois?

- Depois do quê?

Ele se impacientou com a impertinência da esposa, que atrapalhava a sua Matemática.

- Depois da declaração, ora. Não está ouvindo?

- Estou. Esse é o problema. Não vê que estou ocupado? Vai assistir a tua novela.

Resignada, ela foi saindo da sala, mas parou na porta e tornou a olhar para o marido. "Ele não pode ter esquecido", pensava. "Só nós dois estávamos lá. Se ele esqueceu, apenas eu mantenho a lembrança. Ninguém mais no mundo sabe disso. Se eu também vier a esquecer, algo lindo e único vai se apagar para sempre, como se nunca tivesse acontecido.

Ela lamentou que o tempo tenha sido impiedoso e que, além de trazer marcas, tenha apagado tantos momentos felizes. Não de sua mente, mas da pessoa que considerava o amor de sua vida. Ela olhava para ele: com um óculos de descanso, entre calculadora e papéis, a fronte tensa de preocupação e lembrou daquele garotão inconsequente por quem havia se apaixonado. Se ele estivesse aqui, certamente deixaria qualquer cálculo para depois e faria amor com ela em cima das contas do mês. No entanto, aquele garoto agora parecia sepultado, enforcado por uma gravata ou atropelado pela prestação do carro novo. Tinham hoje uma vida de luxo, diferente das inúmeras dificuldades dos primeiros anos. No entanto, o mais importante havia ficado para trás: a vida, a cumplicidade, a paixão desenfreada.

Ela não queria perder suas lembranças, nenhum dos momentos que viveu. Passou a relembrar de vários momentos felizes da vida a dois. Decidiu que iria escrever em seu diário, cada um deles, em detalhes para que os bons momentos se perpetuassem. Registrou principalmente os pequenos bons momentos, os diminutos, imperceptíveis, os fáceis de esquecer. Queria esmiuçar e compreender um universo de sentimentos existentes em microssegundos do dia-a-dia. Escreveu até cansar. Depois, foi até o marido que havia adormecido em cima das contas.

- Naquele noite, nós nos beijamos pela primeira vez...

Ela sussurou em seu ouvido, esperando que o subconsciente dele resgatasse a memória perdida e o fizesse lembrar de um tempo em que contar estrelas numa noite de inverno era a melhor coisa do mundo.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Confira discurso de Mônica Leal no Fórum de Desenvolvimento

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Na tarde desta quinta-feira, 16, a secretária de Cultura do Estado, Mônica Leal, esteve em Santiago participando das discussões sobre a criação de uma identidade cultural para Santiago. Como o município possui possui forte atuação nessa área, ela fez uma explanação a respeito disso e também sobre o trabalho que está promovendo no Estado. Confira, na íntegra, o discurso que ela fez nesta tarde para a plateia presente no Clube União Santiaguense.

"É sempre muito bom estar em Santiago, e sempre digo isso, seja no contato direto e amigo que tenho com os dirigentes deste município e com as pessoas que trabalham por esta terra, seja quando escrevo e falo sobre esta cidade, e quando posso me pronunciar à população de Santiago prestigiando seus eventos culturais.

Mais uma vez, Santiago mostra a sua preocupação de administrar e divulgar muito bem o que é genuíno do município e da região onde está inserido, através de iniciativas nascidas aqui, que objetivam sempre o incremento, o despertar de vocações, a divulgação do produto e da mão de obra local e a conscientização sobre a necessidade da boa formação no presente visando um futuro melhor de forma geral.


Como já mencionei em outra ocasião, na abertura da última Exposantiago, é sempre importante frisar que, pela manutenção da nossa identidade gaúcha, da nossa história, é preciso preservar e valorizar o que é natural da terra, o que é genuíno do povo.

E a identidade de um local, de uma população ou nação, começa no auto-conhecimento de sua trajetória, de sua formação, de suas origens. Tendo a “Terra dos Poetas” como exemplo já estamos entrando no tema desse encontro que é “ Identidade Cultural ”.

Por Identidade Cultural, entende-se o conjunto de valores através dos quais se manifestam as relações entre indivíduos de um mesmo grupo que partilham patrimônios comuns como a cultura, a língua, a religião, os costumes, para citar apenas estes.

Não sendo um processo estático, ela vai evoluindo à medida que a sociedade avança do ponto de vista cultural, social, econômico e político.

É graças a ela que um indivíduo se identifica com um determinado grupo com o qual a partilha e é a ela também que se deve a coesão da sociedade. Quanto mais forte a identidade cultural de uma nação, Estado, grupo que comunga das mesmas origens, mais pertencentes e orgulhosos eles serão desse território, pois ali há condições favoráveis para exercerem sua cidadania, para contribuírem com sua história individual e familiar, e atuar para manter as tradições locais.

E isso gera coesão, união e harmonia na sociedade, e com certeza com menos violência e injustiças sociais. O nível de cultura de um povo determina muito de seus demais padrões sociais.
E para que isso ocorra naturalmente, e constantemente, além da sucessão das gerações, deve haver o papel atuante dos governos e do poder público - fomentando, mapeando, diagnosticando determinada sociedade, para conhecê-la, envolvê-la e conscientizá-la sobre os benefícios da educação, da cultura, da formação do caráter cívico, e da existência de um senso comum e maior que une a todos.

E na composição das coletividades, grupos que possuem fatores favoráveis adquirem e conservam sua identidade cultural mais solidificada - o que pode vir da influência das colonizações - e temos no nosso Estado um exemplo claro, pelas diferentes formações do povo gaúcho - ;de movimentos raciais de preservação, e posso citar a existência dos Quilombos no Brasil, que se caracterizam pela união e luta por seu significado na história do país, entre outros.

E assim, temos reforçadas a identidade negra, a identidade indígena, a portuguesa, a italiana, a alemã, a polonesa, a holandesa, que consequentemente, somam no quebra-cabeças que nos forma enquanto brasileiros, e nós enquanto gaúchos.

Realmente é um tema amplo, mas que a gente pode trazer mais para perto justamente observando e conhecendo comportamentos, ações, tradições e projetos que cada um de sua maneira, vão agindo na construção da nossa identidade cultural.

Nesses dois anos em que estou tendo a oportunidade de estar à frente da Secretaria da Cultura do Estado, pude conhecer mais de perto as infinitas manifestações culturais que o Rio Grande do Sul cria.

E na estrutura da pasta, temos mecanismos para promover os segmentos artísticos e culturais, que,no seu desenvolvimento, vão trabalhar diretamente na formação e no desenvolvimento geral do Estado em relação à cultura.

Temos na Secretaria sistemas e instituições que atuam com a preparação e com o estabelecimento de condições para que a Cultura se instale, se dissemine e se mantenha, vindo a fazer parte da vida da população, da vida de uma comunidade, e assim, dos indivíduos.


Cito como exemplo, o Sistema Estadual de Bibliotecas, o Sistema Estadual de Museus, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico, e o Sistema LIC.

Podemos trabalhar o interesse e a motivação pela pesquisa e pelo hábito da leitura na população no momento em que trabalhamos para a criação de novas bibliotecas municipais, pela assessoria técnica para aquelas já existentes, para que se qualifiquem e se atualizem constantemente, podendo agir pelo atendimento correto feito por bibliotecários capacitados, na recuperação de livros, na distribuição de livros,fazendo este meio tão importante que é o livro chegar cada vez mais próximo do público.

E felizmente, como podem ver no quadro o Rio Grande do Sul possui apenas onze municípios sem bibliotecas, o que nos faz ser otimistas de que este trabalho de base atua de forma intensa na formação do povo gaúcho.

O Estado se destaca pelos seus museus e temos um número muito expressivo de instituições – quase quatrocentas. Assim, o Sistema Estadual de Museus oferece atividades de capacitação e de qualificação, estimula a criação de programas educativos que coloquem os museus em maior contato com a comunidade onde estão inseridos, presta assessoria para implantação e também readequação de museus quanto à guarda e conservação de seus acervos.


Quanto mais os museus atuarem na valorização da identidade local, mais estarão cumprindo sua função social no desenvolvimento e na inclusão daquela sociedade.

Através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico, o IPHAE, realizamos convênios e parcerias junto aos municípios, com a intenção de mapear os bens edificados de valor cultural, atendendo, dessa forma, a todos os municípios do Estado, auxiliando para a implementação de legislações municipais de tombamento e desenvolvendo ações de proteção do patrimônio cultural em parceria com os municípios. Em 2009, temos destinados R$1.700.000,00 para restauração de patrimônio cultural.

A Lei Estadual de Incentivo à Cultura, a LIC, prevê a compensação de recursos destinados ao pagamento do ICMS, por parte de empresas que apostam no financiamento de projetos culturais. Podem ser beneficiados pela lei, projetos culturais nas em diferentes áreas da cultura. Através da LIC a Secretaria da Cultura e o Governo do Estado são parceiros de importantes realizações culturais gaúchas.

Uma das minhas maiores causas como Secretária da Cultura foi o resgate da credibilidade da LIC, e a busca de medidas para a viabilização correta de projetos, e sempre com a preocupação que me acompanha como política e como cidadã, do bom uso do dinheiro público, isso passando pela parte técnica, pelos produtores culturais e pelas empresas.


E por fim, complementando, informações sobre a ida da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, a OSPA,aos municípios do interior do Estado. Esse projeto da OSPA vem como meio de ampliar o contato da população com a música erudita, que por vezes parece tão inacessível, e que a Orquestra executa com tanto conhecimento e comprometimento.

E com muita alegria informo a todos que Santiago receberá um concerto da Orquestra em 29 de setembro. Temos,então, na implantação e aplicação de práticas e diretrizes através desses segmentos que citei, uma grande contribuição para a manutenção da nossa identificação como Estado de bom nível educacional e cultural. Através deles, a SEDAC chega aos municípios gaúchos a fim de conhecer as realidades e expandir, junto com a comunidade e dirigentes locais, os aparelhos e projetos culturais.


E todas essas ações oferecidas pela Secretaria estão voltadas para a descentralização, para a interiorização da Cultura e para a promoção da inclusão social, pois somos um Estado de muitos municípios e de muitas histórias, formações, vocações e talentos, e precisamos trabalhar em atendimentos específicos, mas sem esquecer do todo, pensando sempre na unidade da nossa memória gaúcha.

Assim, fico muito feliz de ver Santiago buscando esse conhecimento nas diversas áreas, para uma melhor atuação de sua nova prefeitura e suas secretarias. E espero que o conhecimento técnico da Secretaria da Cultura chegue sempre à Santiago, para juntos contribuirmos nas ações que servirão para fortificar e nortear o município no que diz respeito à uma aplicação efetiva da cultura para sua população".

Mônica Leal, secretária de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul

Sou meu fã

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Hoje eu descobri que sou meu fã. Sim, é isso mesmo. Verdadeiro e ridículo. Mas foi assim que aconteceu: eu estava conversando com uma amiga e percebi a frase do MSN dela, que achei bonita e dizia assim "a gente passa a vida se despedindo de pessoas especiais, que partem de nossas vidas ou que partem nossas vidas assim que elas acenam sua ausência". Sinceramente, eu achei bonita a frase e falei para ela, que disse se tratar de um texto que ela gostava. Pois bem e qual foi a minha surpresa (juro, legítima), quando descobri que o texto em questão tinha sido escrito por mim mesmo? Então, por isso que eu digo. Hoje descobri que sou meu fã. Já estou me convencendo que sou um gênio. Daqui uns dias, estarei tomando chá com o Paulo Coelho na Academia Brasileira de Letras. (Nota do Blogueiro: estou me debochando, of course, porque às vezes eu escrevo umas besteiras por aqui e acham que é verdade)

Ocorre que há textos que escrevo com muita atenção. Já outros, são simplesmente desabafos de sentimentos momentâneos e, portanto, não chegam a me marcar. Como foi o caso desse e outros.

O texto em questão é esse:


E por falar em saudade...

A saudade move o mundo e faz parte da vida. Tudo se torna saudade. Um momento especial que se vive se torna saudade examente um minuto depois que ele passa. Quando, feliz, você diz "oi", para alguém, sabe que também irá dizer "adeus" ou "tchau". E a gente passa a vida se despedindo de pessoas especiais, que partem de nossas vidas ou que partem nossas vidas assim que elas acenam sua ausência.

Seja por acidente, seja por estar atrasada para um compromisso, ou para uma festa, ou para dormir. As pessoas chegam e partem. E dizem oi e dizem adeus. E nós, não chegamos nunca a conhecê-las por completo. Nem elas a nós. Mesmo assim, elas deixam a saudade. Assim como nós também fazemos a saudade bater na porta de alguém. Há também momentos que não parecem ser especiais.

São simplesmente corriqueiros, cotidianos. Mas, com o passar do tempo, são esses diminutos momentos é que ecoam por uma vida inteira. Às vezes, coisas tolas e imperceptíveis é que acabam gerando um universo de emoções para quem os viveu.

Você vive uma cena e ela reverbera por toda a existência, martelando em sua mente os detalhes, repassando os diálogos, os gestos, as cores, os sabores. A saudade também reiterpreta algumas cenas, reescreve diálogos. "E se eu tivesse dito isso ou feito assim?"

Desta forma, as lembranças surgem como são, intactas. Mas, as vezes, se apresentam com diferentes versões de como poderia ter sido. Sugerem uma nova direção, outra atuação e as lembranças são estendidas, reinterpretadas, diálogos novos aparecem, surgem outras situações, tudo muda. E tudo ganha um final feliz. Mas a lembrança em si não pode ser negada. Ela está lá no arquivo do coração e da mente.

É um beijo suave, uma viagem especial, uma fotografia perdida, uma canção desconhecida, um filme muito bom que você não lembra o nome e nenhuma locadora tem, é o sabor de uma comida preparada com carinho, é um brinquedo da infância, é um amor que se teve e que se perdeu, um sonho não realizado, um caminho não trilhado.

Há tantas coisas. A saudade faz com que um minuto vivido torne-se a lembrança de uma vida inteira. A gente passa a vida inteira tendo saudades e dizendo "oi" e dizendo "tchau". Como será a saudade que sente quando chega o momento de se despedir da própria saudade?

Escola Aurora Lubnon

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Ontem pela manhã, o João Lemes e eu fomos convidados a fazer uma palestra bate-papo com alunos da escola municipal Aurora Lubnon, que vivenciava a sua primeira semana literária. Ao chegarmos lá, fomos de cara bem recebidos por um grupo de aluninhas que estavam vestidas com fantasias da boneca Emília, personagem de Monteiro Lobato. O bate-papo com os alunos foi muito bom e a gente pôde interagir bastante e contar algumas histórias. Como estudei vários anos em escola municipal (a Sílvio Aquino), me senti bastante à vontade em conversar com os estudantes, conhecendo exatamente como é a realidade deles. Se quando eu estudava, o nosso ensino já era de muita qualidade, tenho certeza de que agora está ainda melhor, com toda a estrutura que é oferecida hoje em dia. Na foto acima, eu posando com professores e alunos da escola após a palestra.

Mônica Leal palestra hoje em Santiago

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Nesta quinta-feira, a secretária de Cultura do Estado, Mônica Leal, estará participando do Fórum Municipal Pró-Desenvolvimento de Santiago. Ela será uma das palestrantes do evento e estará falando sobre o tema Identidade Cultural. A palestra da secretária inicia a partir das 14h, no Clube União Santiaguense e merece ser prestigiada por todas as pessoas do meio cultural e educacional do município. Após, será feita a apresentação de projetos para a área, criação de grupos de estudo e apresentação dos relatórios. Só tenho um pedido a fazer para a Denise Cardoso e amigos da SMEC: que entre as prioridades a serem apoiadas esteja o projeto literário Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem São e ações intensivas no sentido de resgatar e fortalecer o nome de Caio Fernando Abreu como nosso ícone cultural. Feito o registro.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A incessante saga em busca do caldo de feijão perfeito

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Agora à tarde eu viajei em pensamentos olhando para uma vasilha com feijão de molho, com a qual a dona Hilda iria preparar uma panelada. E lembrei da minha primeira vez (aquela que a gente nunca esquece) em que cozinhei feijão. Lembro bem quando abri a tampa da panela de pressão, após os 30 minutos de chiadeira. Mas antes, de forma inteligente e evidente, esperei que se acalmasse de sair toda aquela fumaça assustadora, apressada e que tinha cheiro de feijão (evidente, eu tinha escrito).

Em seguida, revirei com uma colher de pau e avistei aqueles grãozinhos semi-cozidos mergulhados naquele caldo escuro e aguado, no qual eu sempre evitava de colocar óleo ou banha, preferindo preparar um feijão light.

Que diacho, pensei. O caldo daquele feijão não era igual ao da minha avó. Talvez porque não tivesse proporcionado aos grãos algumas horas de meditação na água, considerando coisa dos antigos. E depois percebi que nem o cheiro parecia igual, pois faltava no caldo aquelas ervas misteriosas que ela colhia pela horta e que eu nunca soube diferenciar muito bem entre um punhado de grama ou uma taturana que uma vez ferrou com minha mão.

Depois dessa panela de feijão vieram outras. Às vezes, o feijão até ficava molezinho. Noutras vezes, até mais queimadinho. Mas o caldo, ah, o caldo esse não tinha jeito de engrossar.
E olhe que eu tentei. Enfiava de tudo naquele feijão: salsa, cebola, manjerona, manjericão, orégano, sazón e o que achasse que podia fazer a diferença. Uma vez cheguei até a olhar de forma investigativa para uma caixa de maizena. Mas foi só o insight.

Com o objetivo de simular um caldo mais grosso também passei a esmagá-los, o que rendeu certo resultado. Porém, não aquele que, invejosamente, observava noutras panelas. Não que o feijão ficasse ruim, só não ficava com aquele gostinho especial, com um caldo especial (que eu tanto sonhava em saborear numa xícara ou até embeber pedaços de pão).

Tempos depois, racionei que se minha avó deixava o feijão de molho, talvez aquilo tivesse realmente um sentido de ser. E passei a fazer isso. Nunca quis perguntar para ninguém a respeito do modo mais fácil de se obter o resultado pretendido, pois julgava que seria capaz de descobrir sozinho, me considerando um cientista gastronômico autodidata. E outra que também não queria ninguém assuntando (ou duvidando) de meus dotes culinários. Literalmente, não queria ninguém fuçando nas minhas panelas. (Que cozinheiro gosta?)

Pois bem. Hoje, vendo aquele feijão de molho, eu comentei de leve e despretensioso da resposta que eu nunca tinha conseguido deixar grosso o caldo do que eu preparava. E a única coisa que a dona Hilda me perguntou, não foi nem sobre os temperos que eu usava ou se deixava de molho. Ela perguntou se eu colocava, uma meia "xicrinha" de óleo ou banha. E eu disse que não.

- Então, nunca vai engrossar o teu caldo.

E me arrependi de ter dialogado com a dona Hilda sobre o feijão. Maldita seja. Eu ia descobrir aquilo sozinho. No máximo, nos próximos cinco anos..

Vereador Haroldo de Souza é flagrado durante operação policial em bingo clandestino

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Hupper

Suzie chamou a atenção para essa notícia publicada hoje (13) noCorreio do Povo:

"A BM localizou na madrugada de ontem um bingo que funcionava sem autorização na Avenida Nonoai, na Capital. Pelo menos 38 pessoas jogavam no local no momento da ação, entre eles um vereador. A descoberta do bingo e das máquinas caça-níqueis ocorreu por acaso, já que os policiais foram chamados para atender um suposto assalto. O estabelecimento foi lacrado e o proprietário ficou como fiel depositário das máquinas."

O Correio do Povo não publicou o nome do vereador. É Haroldo de Souza (PMDB), narrador esportivo da rádio Guaíba, da Rede Record, que também é proprietária do jornal.

A concorrência não perdoou. Zero Hora também noticiou o caso, identificando o vereador flagrado na jogatina:

"Um bingo clandestino foi fechado na zona sul de Porto Alegre, na noite deste sábado. As máquinas foram recolhidas, e o dono do estabelecimento, localizado na Avenida Cavalhada, assinou termo circunstanciado e foi liberado em seguida. Os frequentadores do local foram identificados na hora e liberados também. Entre eles, o vereador Haroldo de Souza, do PMDB, que confirmou estar jogando no local.

– Eu estava jogando e não vejo nada de errado. Se tem jogo do bicho, por que não pode ter bingo? – questionou o vereador, que defende a legalização do jogo".

Marcas? Não me marcam

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O carinha olhou a minha camiseta e gostou. Empolgado, ele quis saber mais.
- Bah, que massa tua camiseta. Qual é a marca?
- Nem sei se tem marca. Mas acho que comprei ou na Renner, em Santa Maria ou na Pompéia, em Santiago. Custou uns 20 pilas.

Ao saber que minha camiseta não tinha griffe e nem pedigree, ele lançou um olhar mais atento. Talvez, tenha até enxergado defeitos que não havia percebido ao primeiro olhar, quando tinha achado "massa" a camiseta. Em seguida, assinalou.

- Ah, não. Eu só uso camiseta de marca. E calça. E tênis. E te digo: as gurias cuidam muito isso...

E aí, vou dizer o que para o sujeito? Que não dou a mínima para marca nenhuma? Que meu desdém por griffes nunca conseguiu ser vencida por moda alguma? Ou talvez eu devesse lhe contar que, quando era criança, as roupas mais legais que eu tinha eram as que ganhava e que tinham pertencido ao filho mais crescido de alguma vizinha? E que essas mesmas roupas depois seriam herdadas por outro amigo menor, como o Chico. Ou que muitas vezes ia para o colégio com o tênis furado? Então, hoje em dia poder comprar qualquer coisa vestível já é o bastante para mim. Com relação a roupa, compro a primeira coisa que eu goste e que se encaixe com o que eu tenha no bolso. Porque acho que, em verdade, a sociedade se preocupa tanto com marcas e conceitos que assume a personalidade daquilo que veste. E aí, vemos jovens assumindo uma estilo Forum, uma postura Levi's, um jeito de ser Iodice (*).

- Então, estou ferrado, né? Ninguém vai olhar para mim...
- Mas se olharem, só não conta o preço que custou tua camiseta.

Disse ele brincando comigo. Só que não era brincadeira.


(*) Agradeço a minha querida amiga Alessandra Souza por ter me informado o nome de algumas marcas de roupas masculinas para esse texto. Nem isso eu sabia...

Governadora Yeda Crusius: "Santiago precisa valorizar Caio Fernando Abreu"

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O amigo Fábio Monteiro gentilmente me enviou a foto em que ele aparece ao lado da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. E é com uma satisfação e tanto que contemplei essa imagem, de ver a maior autoridade de nosso Estado, avalizando os livros "João Goulart, Suas Memórias em Santiago" e "Inventário Histórico de Santiago", escritas por este jovem e talentoso santiaguense. Yeda reconheceu e incentivou o trabalho de Fábio, que a custa de um trabalho sincero e devotado tem galgado um importante espaço que só ele ocupa deste tenra idade. O reconhecimento da governadora ao trabalho de Fábio é um tapa de luva em alguns intelectualóides, metidos a ditadores culturais, que torcem o nariz para a produção do guri, muito mais interessados em apontar erros que acaso ele venha a cometer -até em função da pouca idade- do que reconhecer os seus méritos e incentivá-lo. E é, portanto, que faço esse registro reconhecendo esse jovem santiaguense que merece a nossa atenção, o nosso apoio e incentivo para que siga desenvolvendo esse trabalho.

Mas outro dia, conversando com o Fábio a respeito de sua visita para a governadora fiquei sabendo de algo que me deixou vibrando, simplesmente porque compartilho do mesmo pensamento que ela. Segundo Fábio, a governadora Yeda lamentou o fato de Santiago ter dado mais importância ao trabalho de Aureliano Pinto (que é natural de Tupanciretã), do que para Caio Fernando Abreu, legítimo filho de Santiago e que nunca teve o reconhecimento merecido por aqui. "Fui colega de faculdade do Caio. Ele foi um grande intelectual, um escritor maravilhoso. Santiago tem um nome forte na literatura e esse nome é o do Caio", enfatizou ela.

Enfim, eu sempre falei que a obra de Aureliano tem a sua importância, mas é preciso guardar as devidas proporções porque a literatura dele não sai dos portões de nossa querência. A verdade é essa e me apresentem argumentos de que Aureliano se equipare a Caio Abreu em qualquer círculo intelectual desse país.

Já o Caio é reconhecido em todo o Brasil e em outros países, como França, Inglaterra, Suécia, Espanha etc. Simplesmente não tem como comparar. E é por isso que, mais uma vez eu digo, Santiago precisa valorizar mais e mais e mais a obra de Caio Fernando Abreu e fazer justiça ao seu trabalho e dar o devido reconhecimento que ele não teve em vida. Da mesma forma, meus amigos, devemos prestar o devido reconhecimento para jovens talentos como Fábio Monteiro. Que mania que temos de só bater palmas para as pessoas que já morreram.

Vida: a grande mestra...

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Sabe aquela história de que "quem espera sempre alcança", que "nunca diga para Deus que você tem um grande problema e, sim, diga para o problema que você tem um grande Deus"? Também aquele lance de que não importa o quanto brade a tempestade, o sol sempre voltará a brilhar com intensidade? Ou, aquele outro dito popular que "no andar da carroça as melancias se ajeitam"? Isso tudo e muito mais, não é apenas filosofia de parachoque.


É tudo verdade. Você embarcou nesta vida? Legal. A viagem é longa e o barco nem sempre cruza por mares de rosa. No pacote, constam muitos desafios. Nem sempre o sol brilha, mas nem sempre ele se ausenta. Os problemas surgem para serem enfrentados, encarados, sim. A felicidade, para uns, é utopia. Para outros, um estado de espírito. Você se importa com críticas? Prepare-se. Quanto mais se importar, mais elas virão. Você se deixa abater pelas intempéries? Aguarde e compre um guarda-chuva.Você quer dar uma de sábio? Junte forças para aguentar as provas. A sabedoria só vem com a dor. Só vem com o ensinamento. E nada ensina mais do que a vida, a grande mestra. E, na vida, nada ensina mais do que a tristeza, do que a dor. Por quê? Eu, acho que para podermos compreender o que é ser feliz. Pois, felicidade não existe sem tristeza. Bem não existe sem o mal. Dualidade. Livre-arbítrio. Deus e diabo. Opção e consciência. Ora, mas quem sou eu para falar sobre a vida e filosofar sobre. Ninguém. Não sou nada. Sou poeira cósmica. Menos que um grão de areia, totalmente insignificante. Se não sirvo para construir que, pelo menos, não sirva para destruir. Se não sirvo para somar, pelo menos que não sirva para subtrair. Que eu seja zero. Nulo. Nem do lado de lá, nem no de cá. Fica mais fácil buscar o equilíbrio.

Inicia hoje o Fórum de Desenvolvimento

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Inicia nesta terça-feira, 14 a partir das 9h, o Fórum Municipal Pró Desenvolvimento de Santiago, que acontecerá até o próximo dia 17 no Clube União Santiaguense. A abertura será feita oficialmente pelo prefeito Júlio Ruivo. A primeira palestra será com o ex-prefeito de Gramado, Pedro Bortolucci, que falará sobre "Diretrizes Estratégicas para o Desenvolvimento Sustentável da Cidade Educadora."A partir das 14h, o evento terá prosseguimento com a participação de Maria Alice Lahorge, doutora em Ciências Econômicas, que tratará sobre Planjeamento Urbano. A partir das 19h, até as 22h30 desta terça-feira, o Fórum irá centrar discussões a respeito de saneamento básico, tendo a participação de José Homero Finamor Pinto, técnico da Corsan e Norine Paloski, bióloga ténica da Fundação de Meio Ambiente de Gravataí. O Fórum vai até o dia 17.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Hoje é dia do beijo. Qual foi o melhor da sua vida?

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Um beijo romântico, que mudou a sua vida para sempre.

Um beijo heróico e aventureiro.

Um beijo de conto-de-fadas.



Um beijo da mulher de sua vida.



Um beijo do homem de sua vida.

Um beijo amigo.

Novo site da Prefeitura de Santiago

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Já está no ar (e em manutenção pelas próximas horas) o novo site da Prefeitura Municipal de Santiago. O novo layout é mais dinâmico e atrativo e traz novidades como o TV Prefeitura, novo canal de comunicação, com entrevistas e notícias em vídeos. O primeiro programa traz uma entrevista com o prefeito Júlio Ruivo falando sobre suas expectativas em relação ao Fórum Municipal Pró Desenvolvimento de Santiago, que inicia amanhã, dia 14. Com relação ao site, o web designer Darlan Alves (Jimmy), da RDA Comunicações, diz que ele estará completo nas próximas horas. Confira, clicando acima, a entrevista do prefeito Ruivo. E, clicando abaixo, visite o novo site e salve em seus favoritos para saber as notícias de Santiago, através do novo portal.

O ponto R

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Para mim é oficial: não vou mais no Ponto X. Devo dizer que a lancheria é excelente, a comida é muito bem preparada, o ambiente é maravilhoso e até o guardanapo é de qualidade. O maior problema do Ponto X não é nem o Ponto X, é o meu bolso mesmo. Caracoles!! R$ 4,80 por uma Coca dois litros ou R$ 4,00 por uma de 1 litro? R$ 7,00 a porção de batatas? Ou R$ 4,20 para quem gosta de beber cerveja? Nossa senhora da querupita. Não é para o nosso bolso. Se bem que, como comentei com a Tainã, ao nosso redor era mais a burguesia (para os quais os garçons pareciam dar prioridade no atendimento).
Decidimos sair do Ponto X e ir para o Ponto R. Ou melhor, o bom e velho Ricardo Lanches. Lá, não tem 20 garçons. Mas o único que tem, o Marcos, vale por 20 porque nos atende faceiro, dando risada, fazendo piada, tirando uma com a nossa cara, mas sendo super-ágil e prestativo. E a comida não demora para vir. E o que é melhor: é mais barato. A mesma porção de fritas que pagamos R$ 7,00 no Ponto X, pagamos R$ 5,00 no Ricardo. Devo dizer que é oficial: não vou mais no Ponto X. O problema não é o Ponto X. É o meu bolso mesmo.

Pareça inteligente: cite grandes pensadores em seus textos

6 comentários

Você escreve, escreve e escreve e as pessoas não conseguem prestar atenção no que está dizendo? Então, seus problemas acabaram!!! O método "Escritor Intelijente Tabajara", aprovado pelo seu Creysson, propõe o seguinte: que, sempre que você for escrever qualquer coisa e queira se destacar, basta citar algum escritor que morreu, no mínimo, 100 anos antes de você ganhar a corrida dos espermas (quando mais antigo, melhor. Significa que você lê livros empoeirados, dá mais respeitabilidade). Então, em qualquer texto que você for escrever, deve citar uma frase de algum grande pensador, com o propósito de fortalecer uma ideia que você mesmo esteja defendendo e lhe falte argumentos.

Pedrinho precisava fazer uma redação para passar de ano. E ele sempre foi péssimo em redações. Depois de conhecer o método "Escritor Intelijente Tabajara", ele conseguiu passar de ano. Veja um trecho da redação de Pedrinho.

"Estou aprendendo a tocar violão, porque um dia quero ser artista para poder ser admirado e pegar as mulheres. Pois, como dizia Nietzsche, "sem a música a vida seria um erro"...

Adivinhe? Pedrinho tirou 10, só porque usou de uma frase de Nietzsche. Eis uma lista dos dez escritores mais citados por quem gosta de parecer inteligente:

Jean-Paul Sartre
Friedrich Nietzsche
Arthur Rimbaud
Charles Darwin
Arthur Schopenhauer
Nicolau Copérnico
Platão
Karl Marx
Oscar Wilde
Dostoiévski

É bem fácil. É só pegar um frase qualquer aí, digitando no Google e enxertá-la no seu texto. A isso, você também pode somar umas palavrinhas difíceis ou dar dicas de Português ou de livros, citando os mais balados ou obscuros da lista dos 10 mais da Veja. Não precisa ler o livro, é só ler a resenha ou copiar de algum crítico. Em seguida, baixe a lenha nos escritores novos e os classifique como qualquer coisa de medíocre, colocando-se na condição de crítico. Quem se coloca na condição de crítico, já está se posicionando acima de quem está criticando, isentando-se de provar a sua intelectualidade, atestada por um grande pensador que tenha sido citado. Desta forma, fica sempre aquela dúvida. "Será que esse loko leu esses caras aí"? Na dúvida, tá ganha a parada. E você sai vitorioso, parecendo inteligente e vai que até fatura algumas fãs. Não tem problema que tu esteja escrevendo um texto para falar bem da Coca-Cola e use alguma frase de Marx para avalizar o que você está dizendo e nem que cite autores cujas obras sejam antagônicas entre si. Quanto mais gente citar, mais inteligente vai parecer.
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Esqueça o que escrevi acima. É ironia e deboche. É que está cada vez mais na moda o hábito de se encomendar trabalhos universitários ou citar pensadores para fazer bonito. Na boa, meu conhecimento sobre os pensadores acima, limita-se a frases soltas aqui e ali, com exceção de Oscar Wilde, que li "O Retrato de Dorian Gray". E evito citar alguém, como forma de disfarçar minhas limitações. Desta forma, se cometo erros, procuro não levar ninguém comigo. Deixa os caras quietos...