sábado, 28 de fevereiro de 2009

Últimos filmes que assisti

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Aproveitei os últimos dias para me atualizar dos filmes novos que tem saído e rever outros que tanto gosto. Assim, pude assistir "A Troca", com Angelina Jolie. O filme é dirigido por Clint Eastwood e é baseado numa história que aconteceu na década de 30. Uma mãe tem o seu filho sequestrado e a polícia de Los Angeles fica meses a procura do garoto. Mas entrega para mãe outra criança. Ela se recusa a aceitar a criança e insiste no erro que os policiais cometeram e exige que continuem procurando o seu filho. Por conta disso, vai presa num sanatório. A interpretação de Jolie é muito boa e faz o espectador lembrar que ela é realmente uma boa atriz (vide filmes como Gia, Garota Interrompida e o Preço da Coragem), além de ser arrebatadora (Sr e Sra Smith, Procurado, Tomb Rider).


Outro filme que assisti foi "O Curioso Caso de Benjamin Button", estrelado pelo marido de Jolie. O filme recebeu 13 indicações no último Oscar. Foi, aliás, depois de ter assistido esse filme que eu percebi que ele não iria "bombar" no Oscar. Gosto muito de Brad Pitt (Entrevista com o Vampiro, Seven, Clube da Luta), mas ele deixou a desejar em sua interpretação. Ele atua muito bem, sim, e mereceu a indicação ao Oscar de Melhor Ator, mas falta alguma coisa, falta mais emoção. O seu personagem no filme nasce com 80 (um bebê, com problemas característicos de idade avançada). E vai rejuvenescendo com o passar dos anos. O que me incomodou no filme foi que não houve um desenvolvimento psicológico e emocional do personagem principal. O espectador fica sem "conhecer" o personagem, como ele pensa, o que ele sente, como ele vê a si próprio. Mas o que me encantou foi a interpretação de Cate Blanchet, essa atriz mais do que maravilhosa e que tanto merecia o Oscar de Melhor Atriz por Elizabeth (em 1998), mas foi "roubada" por Gwyneth Paltrow por sua "interpretação" em Shakespeare Apaixonado num daqueles momentos de "não-dá-para-engolir-essa-injustiça". Outra atriz que brilha em "Curioso Caso" é Tilda Swinton. O filme é baseado num conto de F. Scott Fitzgerald e é uma fantasia que nos leva a questionar essa louca aventura que é a vida, de onde ninguém sai vivo no final. Nem Benjamin Button.

O Casamento de Rachel foi outra produção que chamou a minha atenção. Apesar de ser dirigido por Jonathan Demme (o mesmo de Filadélfia), o que me motivou a assistir a produção foi Anne Hathaway, que é uma atriz linda (brilhou tanto quanto Meryl Streep em O Diabo Veste Prada) e que vem se destacando cada vez mais. Não é um filme convencional, pois possui uma ar de documentário, o que dá ao espectador uma ideia não de estar vendo um filme, mas testemunhando a história de uma família. Anne é Kim, uma moça que sai de um longo período numa clínica de reabilitação para participar do casamento de sua irmã, Rachel. A história se passa antes e durante o casamento da personagem-título e os conflitos que se desenrolam durante a história são, digamos, muito reais. Daqueles que acontecem no lar de cada um de nós. Outra coisa que contribui para o tom realista do filme é que o diretor optou por não usar de trilha sonora, a não ser aquela diagética, ou seja, que ocorre dentro da atmosfera da família através de sons ambientais. Realmente adorei o Casamento de Rachel e a indicação que Anne Hathaway recebeu para Melhor Atriz foi merecida. Só não digo que deveria ganhar porque eu fiquei muito feliz que a Kate Winslet finalmente levou o seu merecido prêmio.
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Aliás, falando na Kate Winslet, no último final de semana aproveitei para assistir dois filmes dela que eu adoro: Titanic e O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. Este último é também estrelado pelo fantástico Jim Carrey, um ator que gosto muito. Não perco um filme que seja estrelado por qualquer um dos dois.
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Vejamos: outro filme que assisti nessa semana foi "Queime Depois de Ler", que é dirigido pelos Irmãos Coen(que ganharam o Oscar do ano passado com Onde os Fracos Não Tem Vez). Queime Depois de Ler tem uma baita elenco, que inclui George Clooney, Brad Pitt, Frances McDormand e Tilda Swinton. O filme retoma aquele estilo de humor negro que os irmãos Coen são mestres. Conta uma louca história envolvendo um ex-agente da CIA, que é chantageado por dois funcionários de uma academia de subúrbio que encontram um CD que sua esposa esqueceu e que contém informações valiosas. Para resolver o caso, entra em cena o personagem de George Clooney que tem um caso com a mulher do ex-agente e também mantém uma relação com Linda, que trabalha na Academia e que sonha em fazer diversas cirurgias plásticas. Todos os atores estão muito bem à vontade em seus papéis, mas Brad Pitt está incrível, demonstrando ter se divertido muito no papel de um personal trainning metrossexual.

Cafezinho com ISO 9001

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Na manhã de ontem, sexta-feira, estive participando do programa Santiago Atualidade, do amigo Paulo Pinheiro. O que eu fui fazer lá? Nem eu sei. O Pinheiro me convidou, via MSN. "Vem no programa amanhã". E eu ia falar sobre o quê, questionei. "Vem aí para a gente bater um papo e tomar um café". E, assim, fui. Adoro café. E gosto dos amigos da Rádio Santiago, em especial o Jones Diniz, meu amigo de muitos anos. Logo que cheguei no programa, o Pinheiro não me ofereceu um cafezinho e, sim, um cafezão. Há três lugares em Santiago que serve um cafézinho que merece conquistar o ISO 9001: o Hospital de Caridade, a Prefeitura Municipal e a Rádio Santiago.
Ali na Câmara também tem um café bom, só que nos últimos tempos o presidente Bianchini, de tão munheca, anda economizando até no açúcar (brincadeira, Bianchini). É sempre uma satisfação ir na Rádio Santiago, tão importante emissora de nossa região. O Pinheiro e eu trocamos algumas ideias, debatemos alguns assuntos sobre literatura, cultura, rua dos poetas, Caio Fernando Abreu, blogs etc. Não vou aqui relatar tudo o que falamos, mas foi divertido. Quero agradecer o honroso convite do amigo Pinheiro em participar desse importante espaço radiofônico que ele apresenta, o qual sou fã. O Santiago Atualidade é transmitido todos os dias, a partir das 10h, na Rádio Santiago. E se o cafezinho da Rádio merece o ISO 9001, a companhia de amigos tão agradáveis certamente tem uma certificação maior ainda...

Professora Rosane Vontobel Rodrigues vai receber o troféu Ana Terra

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Uma maravilhosa notícia para Santiago e região. No próximo dia 09 de março, a partir das 15h, em Porto Alegre, a querida professora Rosane Vontobel Rodrigues estará recebendo o prestigioso troféu Ana Terra, tendo ela sido indicada de forma unânime por todos os integrantes do Corede Vale do Jaguari. A entrega do prêmio vai ocorrer no Theatro São Pedro e a professora Rosane Vontobel recebeu também a missão, confiada pela Coordenadoria Estadual da Mulher e pelo gabinete da Governadora Yeda Crusius, para fazer uso da palavra e discursar em nome de todas as outras mulheres homenageadas. Um recohecimento mais do que merecido para a profe Rosane, esta mestra tão inesquecível e estima na vida de tantos alunos e pessoa respeitadíssima em nossa comunidade. Uma amiga rara e preciosa, que está à frente do Curso de Letras da URI e do projeto literário Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem são?, que é sem dúvida o maior projeto cultural já criado em nossa região e, certamente, um dos maiores do Estado. Tanto é que já foi alvo de diversas reportagens dos jornais Zero Hora e da RBS TV. Como amigo e seguidor da Rosane, sinto-me muito feliz com essa boa notícia que muito honra a nossa cidade. A professora Rosane é casada com o seu Ery Rodrigues e é mãe do meu amigão Rodrigo Vontobel Rodrigues.

(Na foto acima, tive o privilégio de posar para uma foto ao lado dessas duas pessoas que são tão importantes para mim, que são a Rosane e o Rodrigo)

O troféu Ana Terra faz referência a famosa personagem da saga O Tempo e o Vento, escrita por Érico Veríssimo, escritor cruzaltense. (Essa informação adicional é em homenagem ao meu amigão, irmão César Dors, de Cruz Alta, que é apaixonado por sua cidade e é leitor deste blog).

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Pensamento:

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“Que país mais chato este, em que os inteligentes brigam e os burros andam de mãos dadas!”. ...

WASHINGTON OLIVETTO, publicitário

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Meu amigo, meu inimigo

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O senhor Armando chegou em casa reinento. Antes de abrir a porta da frente, deu uma ralhada em seu cachorro que veio lhe receber todo faceiro, mas com as patas sujas, estragando sua calça fina.
- Já prá lá, jaguara!
Sua esposa lhe aguardava no quarto lendo um livro e só de ouvir o jeito com que ele jogou as chaves em cima da mesa, ela já deduziu o que tinha acontecido.

- Perdi no pôquer. Mas eu juro que aquele filho de um carcamano do senhor Francesco tava roubando. Eu não perco daquele jeito...

Mas nem era tanto com o dinheiro que Armando se importava. Ele não suportava era a forma debochada com que o outro se vangloriava de tê-lo tirado do jogo, após rapelar todas as suas fichas e o seu dinheiro.
- E blefando com um par de três. Quá, quá,quá!!

Ele não conseguia dormir lembrando daquele riso insuportável. Nunca tinha percebido o quanto Francesco podia ser irritante. Mas Armando precisava dormir. No outro dia, levantou cedo procurando esquecer do malfadado pôquer. Durante o café, sua esposa lia a metade do jornal que tinha as sociais e as fofocas dos artistas, enquanto seu Armando lia a parte da política e dos esportes.
- Olha aqui. Sairam as fotos do casamento da filha do Francesco. Eles pagaram duas páginas. E em cores.

E mostrou para o marido que se enxergou numa das fotos. Tinha saído vesgo e feio. E no jornal de sábado. Ele já se irritou cedo nesta manhã. Antes de sair de casa, deu uma ralhada com o cachorro que se aproximou para fazer festa e já levou um coice do dono.
- Já prá lá, jaguara!

E, assim, seu Armando chegou ao trabalho. Ele era dono de uma loja de roupas chiques, que ficava ao lado da padaria de seu Francesco. Geralmente, quando cruzava em frente da loja do amigo, costumava cumprimentá-lo com um aceno. Às vezes, até conversavam por um instante sobre o que tinham lido no jornal naquela manhã, durante o café. Mas não hoje. Seu Armando nem olhou para o lado, pois não queria enxergar a cara daquele descendente de italianos que vieram clandestinamente nos navios, iguais aos ratos. Logo que entrou na loja, uma cliente conversava com a sua funcionária.
- Olha, eu realmente achei bonito esse vestido, mas não vou levá-lo. Parece cheirar a fritura.

Seu Armando procurou intervir a conversa.
- Oh, não minha senhora. Sou o dono da loja e peço-lhe desculpas, mas é que existe uma padaria bem ao lado e o cheiro de frituras certamente é deles, não daqui.

Mas a mulher não quis saber, agradeceu e foi embora. Seu Armando ficou chateado com o ocorrido. Ainda mais depois de sua funcionária dizer que não era a primeira vez que aquilo acontecia.
- Toda manhã o cheiro de fritura invade a loja e temos esse problema. Isso quando não são as baratas. É cheio de baratas aqui nessa peça.

Seu Armando havia tomado uma decisão. Não ia mais deixar que o carcamano estragasse seus negócios e arruinasse com o seu humor. Assim, ele chamou seu advogado e perguntou o que poderia fazer nesse caso. Ele queria, a todo custo, que o carcamano viesse lhe pedir desculpas.
- Olha, seu Armando. Lhe aconselho o seguinte: vamos entrar logo com uma Ação de Indenização por Perdas e Danos. Afinal, o senhor está sendo prejudicado em seus negócios...
Enquanto esperava pela resposta de seu cliente, o advogado dava baforadas com a fumaça de seu charuto, instigando o cliente a não demonstrar fraqueza, pois além de ser prejudicado financeiramente, estava sendo humilhado pelo ex-amigo e parceiro de pôquer, que lhe rapelou na última partida.
- E blefando com um par de três. Quá, quá,quá!!
A imagem debochada do carcamano estava fresca em sua mente. Armando autorizou o advogado a ir adiante com o processo.
- É claro que, para isso, vou precisar que o senhor adiante um dinheiro...
Armando foi até o cofre, pegou o talão de cheques e passou ao advogado a quantia solicitada. Dias depois, Armando via entrar porta adentro em sua loja o seu algoz, espumando de raiva, com o processo em mãos.
- O que significa isso??
- Desculpe, mas só falarei através de meu advogado... -respondeu, displicente.
- Ah, é assim?? Então, me aguarde.

Passou alguns dias, Armando estava terminando de tomar o seu café, recebeu uma ligação de sua funcionária avisando que havia uma ordem de despejo para ser cumprida imediatamente para a loja. O locatário era o carcamano. Armando saiu rápido de casa, irritadíssimo, esquivando-se das patas do cachorro.
- Já prá lá, jaguara!
Chegou em sua loja, pegou a ordem de despejo e entrou espumando de raiva na padaria de Francesco.
- O que significa isso, seu carcamano? Alguma vez eu atrasei o pagamento da peça que tu me aluga?
- Nunca atrasou o pagamento, mas também nunca assinou contrato. Era no fio do bigode. E estou precisando aumentar o espaço aqui da padaria. Afinal, não quero que o cheiro dos pastéis prejudique ninguém...
- É assim?
- Por favor, agora estou ocupado. Qualquer coisa, fale com meu advogado...- respondeu Francesco, que até aceitaria um pedido de desculpas, mas tinha sido aconselhado por seu advogado a não afrouxar.

Armando chegou na loja, pegou o telefone e chamou o advogado imediatamente. Em seguida, pediu para a sua mulher trazer de casa o jornal em que sua foto tinha sido publicada no casamento da filha de Francesco.
- Quero que processe ele pelo uso de minha imagem sem autorização. Saí ridicularizado. Minha honra foi maculada. E isso aqui foi página paga.
E, assim, mais um processo e mais um cheque na mão do advogado de Armando. Francesco, por sua vez, colheu depoimentos com seus colegas de pôquer e reuniu provas de que Armando lhe chamava de "carcamano" pelas costas e emitia várias outras declarações discriminatórias à sua pessoa. E, assim, chamou seu advogado e entrou com um processo de Dano Moral contra o seu vizinho e ex-amigo.
Armando não sabia mais o que fazer, pois estava perdendo dinheiro com os processos, mas precisava restaurar a honra da família. Após meses de brigas e discussões e mau-humor, sua esposa anunciou que queria se separar.
- Tu anda obsessivo, ausente e não te amo mais. Meu advogado vai te procurar para acertar sobre a pensão e a minha parte na casa...

E, assim, era mais um processo e mais trabalho para o advogado de Armando. Nesse meio tempo, como a loja estava fechada à espera de outro local, ele também foi processado na Justiça do Trabalho por sua funcionária que exigia o pagamento de horas extras. Por sua vez, Francesco que tinha ampliado a sua padaria também estava enfrentando problemas. Estava sendo processado por vários clientes que alegavam que o local estava infestado de baratas. E, assim, foi obrigado a pagar as indenizações e uma multa da Vigilância Sanitária. Para piorar a situação, ele andou perdendo muito dinheiro no pôquer e estava sendo processado por calote. E, assim, um e outro estava prejudicado financeiramente. Em contrapartida, seus advogados tinham ganhado muito dinheiro à custa de suas desavenças.
Passados alguns meses, Armando não era mais dono de uma boutique. Ele tinha hoje um brechó de roupas usadas, onde ele próprio atendia. Já Francesco administrava um trailer de cachorro-quente. Certo dia, ambos estavam no supermercado. Armando comprava ração para o cachorro, (que fazia festa e lhe sujava as calças quando o via chegando em casa) e Francesco comprava pães e salsichas para seu trailer. Era um encontro inusitado e embaraçoso que deixava no ar um clima de não-sei-se-cumprimento-não-sei-se-ignoro. Até que Francesco fez qualquer comentário.
- O preço do pão tá uma vergonha...
- E a ração de cachorro, então?

Silêncio. Cada um estica o pescoço para o carrinho um do outro.
- E como vai a vida?
- Bem, bem, bem...
- Olha, eu tenho que te pedir desculpas...
- Que é isso? Eu é que peço teu perdão...

E ambos apertam as mãos e retomam a amizade ali mesmo, entre as prateleiras do mercado. E o pedido de desculpas de um e outro, que parecia tão difícil há meses atrás, saiu espontâneo e sincero nesse momento, agora que estavam pobres.

- Tá convidado para ir jantar lá em casa, Armando....
- Só se eu puder levar meu jaguara, Francesco...

Altivez

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Confesso não saber usar as palavras,

e é incrível a forma como procuro ser mais.
Talvez eu não conheça meus limites
ou quem sabe eles não existam.
Sou sempre menos do que posso ser.
Tola e indecisa me escondo
dentro do meu Eu.
Rastejando em meu chão fecundo
de onde nascem minhas angústias.
Deitada, beirando a loucura,
pergunto-me: por que meu mundo é tão deprimente?
Por que me apego a ele com tanto gosto?
Desperdiço minha felicidade em busca de mais dor.
Entretanto o que me mata é o que me faz forte,
meu orgulho.

TSE notifica Lula e Dilma por campanha antecipada

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O ministro Arnaldo Versiani, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a notificação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para que apresentem defesa na representação movida por partidos da oposição por suposta campanha eleitoral antecipada.

A defesa, segundo a assessoria do TSE, é opcional e deve ser apresentada em 48 horas após o recebimento da notificação, que será entregue nesta quinta-feira. O prazo para responder ao TSE termina ao final da segunda-feira.

DEM e PSDB acusam Lula de Dilma de promover campanha eleitoral antecipada ao utilizar recursos públicos para divulgar a ministra, que é cotada para disputar a sucessão presidencial em 2010. A representação ingressou no tribunal no dia 18 e a determinação do ministro foi tomada no dia seguinte.

A defesa faz parte da instrução do processo, que deve incluir parecer da Procuradoria Geral Eleitoral antes de seguir para o plenário. O tribunal não tem previsão de data para o julgamento.

A representação do DEM e do PSDB se centra na participação de Dilma em encontro que reuniu cerca de 4 mil prefeitos patrocinado pela Presidência da República entre os dias 10 e 11 de fevereiro. Lula e Dilma teriam usado o encontro, bancado por recursos públicos, para divulgar a provável candidatura da ministra, segundo a oposição.

Como punição, os partidos pedem multa de R$ 53 mil para cada um e envio do processo ao Ministério Público Eleitoral. O presidente e a ministra negaram em entrevistas uso eleitoreiro do encontro. (Fonte Terra)

Helio dos Passos

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Minha sugestão para a próxima feira...
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Em resposta ao Leonardo Rosado: Eu acho que a cultura do Carnaval é bonita, sim. Acho que os desfiles das escolas de samba são primorosos, a pesquisa histórica é louvável e o espírito de alegria verdadeira algo admirável. Nesse aspecto, considero o Carnaval, sim, um grande evento cultural, admirado por poucos que sabem respeitar as coisas dessa forma pacífica e ordeira. Uma minoria. Pois, paremos por aqui.

Porque, não venham me dizer que "cultura de carnaval" era aquela bagunça reinante que existia pelas ruas de Santiago, onde a bebedeira estava espalhada, onde a droga corria solta entre essa juventude e as ocorrências policiais se multiplicavam e o desrespeito era reinante. Todos sabem disso e é pura hipocrisia ficar falando essas coisas de "cultural de carnaval" para justificar a degeneração humana, como se fosse arte.

A "cultura de carnaval" que tínhamos era a prostituição que ocorria dentro dos blocos "carnavalescos". Eram os menores sendo corrompidos. Era o "movimento no comércio" resultante da venda de bebidas, ensejando o alcoolismo. Eram os crimes que ocorriam. Era a droga que era vendida. Eram os filhos que eram concebidos, aos olhos de todos. É esse tipo de cidade que querem? É esse tipo de cultura que se referem? Perguntem para a Marisa Minussi que era conselheira tutelar nos tempos em que existiam blocos de Carnaval em cada esquina da cidade. Perguntem para o promotor Luiz Antônio Barbará Dias quais os motivos que o levaram a tomar ações incisivas contra o que ocorria por aqui. Houve uma morte num bloco de Carnaval próximo a Gaúcha, eu não sei se vocês lembram disso!!

Vocês querem isso de volta para a cidade? É essa a cultura que tanto querem? Então, meus amigos, abracem até com as pernas. Cada um faz a sua escolha. Não escondo que gosto da tranquilidade que temos visto nos últimos anos. É a minha posição e, vamos falar a verdade, grande porcaria o que eu penso ou deixo de pensar.

Todos que acessam blogs em busca de fofocas disso ou daquilo são uns grande idiotas, que ficam se importando com bobagens, com uma linhazinha que é dita aqui ou ali. Sinceramente. Eu escrevo em blogs há muito tempo e faço isso para me divertir, para dizer um pouco do que eu penso, para praticar a escrita, para me desenvolver, para me comunicar. Só que os blogs aqui tem virado uma guerra imbecil e inútil, um joguinho bobo.

A esses que querem destruir, eu queria ver primeiro construir algo. Por mim, podem me chamar até de veado que não estou me importando. Eu tenho nojo é da falsidade reinante que existe por aí.

Sou contra o Carnaval? Não, não sou. Sou contra a degeneração moral e a violência?? Sempre e sempre e sempre. Todo mundo que sai para a estrada deve saber que, naquele dia, milhares, milhões também estão saindo para a estrada e alguém não vai voltar. Porque vai morrer esmagado ou carbonizado.

Portanto, assumir qualquer coisa, tomar qualquer rumo é correr riscos. Querem o Carnaval de volta? Ótimo. Trabalhem por isso, empenhem seus esforços. É bonito. É cultura. Mas tem outras coisas no pacote, não esqueçam disso. Depois, não venham com cinismos "culturais".

Imprima e cole na geladeira...

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Se

Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.

De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,

Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.

Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste

E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.

E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.

E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.

E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.

Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!

Rudyard Kipling
Tradução de Guilherme de Almeida

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Sugestão de trote para ser aplicado aos calouros nas universidades de todo o Brasil

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Os trotes universitários foram abordados pela blogueira Nívia Andres outro dia em seu blog, onde ela informou a respeito da aplicação de uma multa para quem praticar esse tipo de ato que, em alguns casos, fomenta violência e a humilhação. Hoje meu amigo Éverton Gerhard me perguntou se eu não iria na URI fazer fotos dos trotes com que os veteranos estariam aplicando nos calouros. Como estou em férias, eu disse para ele que não iria fazer isso não, mas que outro colega talvez fosse. Em seguida, comecei a refletir a respeito dessa coisa de trotes:

Por mais que em Santiago não aconteçam trotes violentos, a coisa fica mais naquela de jogar água, ovo, farinha etc ou alguma outra humilhação qualquer. É um divertimento que os veteranos não abrem mão de aplicar nos calouros e se tornou uma tradição. Mas, afinal, tradições existem para serem questionadas também: por que? Num pais onde o Ensino é algo tão difícil, numa universidade particular (ou federal que seja) é preciso tanto empenho tanta dedicação para chegar lá. Aí, no primeiro dia, como o calouro é recebido? Com uma chuva de ovos, farinha, erva-mate ou bexiguinhas. Que coisa mais...idiota!!!?!

Minha sugestão de trote: que acadêmicos dos mais diversos cursos formassem um corredor humano e cada novo acadêmico fosse recebido por colegas e professores com efusivos aplausos!!!

Sim, meus amigos: porque é dessa forma que eles deveriam ser recebidos: com aplausos. Com abraços. Com beijos. Com incentivo! Porque estudar hoje em dia não é fácil. Porque é uma luta tamanha e constante. Porque todos sabem que estudar na URI não é barato. Que estudar na UFSM depende de sacrifícios. Que o estudo, seja ele financiado pelo próprio aluno, por seus pais ou pelo Governo é algo muito digno e deveria ser tratato dessa forma com o devido respeito.

Portanto, fica a minha sugestão: que as universidades e os acadêmicos de todo o pais recebam os novos estudantes com aplausos e com dignidade. Será tão difícil? Porque é bem verdade que não se valoriza a educação só nos discursos bonitinhos. E me jogue ovo podre quem quiser...

Pedro Simon diz que o PMDB é de quem paga mais

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Foi o Ruy quem me deu a dica da notícia que tinha sido publicada na capa do jornal O Sul. Pedro Simon, o dono do PMDB, admitiu publicamente o que todo mundo já sabia: o partido vai para o lado que oferecer mais. Confira:


O senador Pedro Simon (RS) disse que "o PMDB está se oferecendo para ver quem paga mais e que ganha mais" na articulação para a eleição presidencial em 2010. Em entrevista publicada na segunda-feira pelo jornal mineiro O Tempo, Simon afirmou que o processo de escolha do partido se dará entre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ambos pré-candidatos ao Planalto. Simon é um dos líderes da ala favorável a que o PMDB lance um candidato próprio à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Simon criticou os "métodos de condução" do atual comando do PMDB. Disse que a direção "não está à altura do partido". Sugeriu "uma limpa" na legenda e disse que no governo do presidente Lula a maior parte dos correligionários peemedebistas utiliza como moeda de negociação com o governo federal a ocupação de espaço na máquina pública. "Passou a ser a política de quem paga mais. Eles ficam esperando para ver quem paga mais", insistiu o senador.


Simon lembrou que a mesma situação ocorreu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "O PMDB fez de tudo para agradar Fernando Henrique e conseguiu 'carguinhos'. Agora faz a mesma coisa com Lula." Peemedebista histórico, o senador gaúcho foi um dos poucos integrantes da legenda a se solidarizar com as críticas do senador Jarbas Vasconcelos (PE) ao partido. Em entrevista a VEJA, Jarbas disse que "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção" e que "a maioria de seus quadros se move por manipulação de licitações e contratações dirigidas". A entrevista de Jarbas Vasconcelos deu em nada - a direção peemedebista preferiu não responder, mas insinuou que o senador pernambucano só a atacou porque ele é candidato à vaga de vice numa eventual candidatura de Serra.

Atualizando:

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Conversei há pouco com o secretário Róger Régis Roos. Comentamos sobre o episódio do monumento ao poeta Aureliano que foi depedrado. Apesar de todo o "drama" e "sensacionalismo" que fiz em minha postagem anterior, fazendo uso de palavras chulas, devo dizer que é possível que não tenha ocorrido nenhum ato de vandalismo "consciente". Segundo informações, um homem meio tchuco vinha conduzindo sua bicicleta e grudou de frente com a estátua de Aureliano, que quebrou. O borracho sacudiu a poeira, pegou a bicicleta e saiu ziguezagueando pela Rua dos Poetas. Quando o monumento for recolocado, sugiro que instalem uma proteção em volta: contra vândalos, contra bêbados e contra blogueiros desbocados, como eu.

"...Vamos comemorar como idiotas a cada fevereiro e feriado..."

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perfeição

legião urbana

Composição: Renato Russo

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...

Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...

Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...

Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...

Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...

Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...

Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...

Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...

Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!.

Cultura de Carnaval?

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Depois de atrair todos os holofotes no desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel com um tapa-sexo de apenas 3 cm, a modelo Dani Sperle explica o segredo para manter tudo no lugar. Para não arriscar perder os pontos da escola, como aconteceu no ano passado, quando o acessório da modelo Viviane Castro caiu e tirou pontos da São Clemente, ela fez o seguinte:

“Tinha um tapa-sexo, mas por cima vinha um biquíni com cadeado. O tapa-sexo era exatamente para não aparecer nada se acontecesse alguma coisa com o biquíni. O da Vivi, pelo o que soube, era tinta sobre o tapa-sexo”, explica Dani, de 26 anos, há seis desfilando na Avenida.

Para ela, o balanço do desfile da Mocidade foi positivo. “Foi maravilhoso, todo mundo elogiou. Antes de entrar na Avenida dá uma ansiedade, mas é só entrar e sentir a emoção do público que o nervosismo vai embora”, diz ela.

Nesta segunda-feira (23), ela se prepara agora para voltar ao sambódromo, mas com um pouco mais de roupa. “Nem dormi e já estou me preparando para ir pra lá de novo. Mas hoje vou só assistir”, contou.

Comentário de um amigo meu :"depois qdo passa os caras narua e provocam uns camangão desses...elas vem pedir respeito... agora me explica, como é que vão respeitar uma criatura que me sai desse jeito, na frente de crianças e tudo..."

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnaval de Santiago

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Santiago vive o Carnaval dos meus sonhos. Nada de blocos fazendo bagunça pela madrugada. Nada de bebedeiras pela madrugada. Nada de playzinhos passeando de carro jogando garrafas de cerveja pela janela. Nada de lixeiras transformadas em churrasqueiras. Nada de menores se prostituindo aos olhos de todo mundo, desafiando a nossa inércia de não fazer nada. Nada de gente dormindo pelas calçadas. Nada de vômitos pelas calçadas. Nada de sangue pelas calçadas. A cidade está uma tranquilidade e tanto. Nem na Páscoa (período que os "antigos" tiravam para reflexões) tem tanta tranquilidade aí na cidade (até porque inventam as tais boates de Páscoa: eba, vamos celebrar a crucificação de Jesus). Vai aí, então, a minha sugestão para o Carnaval de Santiago: por favor, deixem tudo como está. O Carnaval está ótimo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Heath Ledger vence Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (e a lista dos demais vencedores)

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Encerrou há exatos dois minutos a cerimônia de entrega do Oscar, o prêmio mais importante da indústria cinematográfica. Confirmando as previsões, o ator Heath Leadger conquistou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel do vilão Coringa no filme Batman, o Cavaleiro das Trevas (que grande parte do público e da crítica apontam como injustiça o fato de não ter concorrido nas categorias de Melhor Filme e Melhor Diretor). A premiação de Heath foi o momento mais esperado e o mais emocionante da festa. O resto saiu dentro da cartilha de Hollywood, com excessão da vitória de Sean Penn, já que todo mundo apostava que o vencedor seria Mickey Rourke (por sua excepcional atuação em O Lutador). Devo dizer que, em minha lista de apostas, eu arrisquei o palpite em Penn e acabei acertando, mas confesso que não esperava realmente que isso fosse acontecer. Ocorre que o prêmio da Academia é baseado na indústria e, portanto, vence os que forem comercialmente e artísticamente mais interessantes muitas vezes, o que não era o caso de Rourke.
Ainda não conversei com meu amigo Chico (ele ficou com minha lista), mas acho que venci mais uma vez a nossa aposta anual (o placar a meu favor agora sobe para 7x 4). Também feliz pela Kate Winslet ter ganho o seu merecido prêmio, já que é uma de minhas atrizes preferidas. Confira os vencedores:

Melhor Filme
Quem quer ser um milionário?

Melhor Ator:
Sean Penn (por Milk, a Voz da Igualdade)

Melhor atriz:
- Kate Winslet – “O leitor” (vencedora)

Melhor diretor:
- Danny Boyle - “Quem quer ser um milionário?”

Melhor filme em língua estrangeira:
- "Departures", de Yojiro Takita (Japão)


Melhor canção original:
- “Jai Ho” de A.R. Rahman – “Quem quer ser um milionário?”


Melhor trilha sonora original:
- A.R. Rahman – “Quem quer ser um milionário?”


Melhor edição:

- “Quem quer ser um milionário?”


Melhor mixagem de som:

- “Quem quer ser um milionário?”


Melhor edição de som:
- “Batman – O cavaleiro das trevas”


Melhores efeitos especiais:
- “O curioso caso de Benjamin Button”


Melhor documentário de longa-metragem:
- “Man on wire”


Melhor ator coadjuvante:
- Heath Ledger - “Batman – O cavaleiro das trevas”


Melhor fotografia:
- “Quem quer ser um milionário?”


Melhor maquiagem:
- "O curioso caso de Benjamin Button"


Melhor figurino:
- “A duquesa”


Melhor direção de arte:
- “O curioso caso de Benjamin Button”



Melhor longa de animação:
- “Wall.E”


Melhor roteiro adaptado:
- “Quem quer ser um milionário?”


Melhor roteiro original:
- “Milk – A voz da liberdade”


Melhor atriz coadjuvante:
- Penélope Cruz - "Vicky Cristina Barcelona"

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Fotos da banda Anlis

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Os meus amigos da banda Anlis me pediram para eu fazer umas fotos da banda, que devem ser incluídas em seu próximo CD e também cartazes da banda, site e outros materiais de divulgação. Antes de partirmos em busca de um cenário, eu alertei o Marcus.


- Qualquer lugar, menos nos trilhos...

Afinal, tudo quando é banda de rock em Santiago, trata de ir tirar fotos nos trilhos, que já virou uma coisa clichê (sem contar os books que os fotógrafos daí costumam fazer). Mas o Marcus tinha pensado em ir numa pedreira fazer as fotos.

- Legal. Mas quero ir também num ferro-velho

Eu disse. E, assim, fizemos diversas fotos dessa excepcional banda que tem feito muitos shows no Estado e até fora do Rio Grande. Divido com os leitores duas imagens do pequeno ensaio fotográfico que fizemos. Hoje em dia sou um fotógrafo "aposentado", mas ainda gosto muito de clicar. A banda Anlis é formada por Marcus Vinícius, Luiz Paulo, Alan e Alberto Ritter. (clique para ampliar as imagens).

Secretários de Cultura participam da abertura do carnaval 2009 em Porto Alegre

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Secretários de Cultura participam da abertura do carnaval 2009 em Porto Alegre Na noite de sexta-feira, 20/02, a Secretária Estadual da Cultura, Mônica Leal, esteve no Complexo Cultural do Porto Seco, na zona norte da capital, representando a Govenadora Yeda Crusius na abertura do carnaval de rua de Porto Alegre.
Ao lado do Secretário Municipal de Cultura, Sergius Gonzaga, Mônica Leal acompanhou os desfiles das escolas Unidos do Capão, Estado Maior da Restinga, Embaixadores do Ritmo, Protegidos da Princesa Isabel, Imperadores do Samba, Acadêmicos de Niterói e Acadêmicos da Orgia, que marcaram a primeira noite do evento. "O carnaval é uma festa popular que proporciona um ambiente de magia e movimenta a economia, já que cerca de 10 mil empregos formais e informais são gerados nesta época do ano", afirma Mônica Leal. A Secretária ainda destacou o trabalho realizado durante o ano todo para garantir a festa no Sambódromo. "Os gaúchos estão de parabéns.


O esforço realizado gerou frutos na Avenida, onde pudemos observar muito profissionalismo e alegria em cada desfile", garante. A escola de samba Acadêmicos de Gravataí abre hoje, às 22h50, o segundo dia de apresentações do Grupo Especial no Complexo Cultural do Porto Seco, localizado na Avenida Plínio Kroeff. A Academia de Samba Praiana encerra o evento, já na manhã de domingo, 22/02.


Na foto: Secretário Municipal de Cultura, Sergius Gonzaga e a Secretária Estadual de Cultura, Mônica Leal

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

"Ditabranda"? Jornalista se revolta com artigo da Folha de São Paulo

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Recebi um artigo do jornalista Pablo Vilaça, especializado em cinema e editor do site Cinema em Cena (e meu amigo de Orkut), onde ele critica um artigo publicado nesta semana no jornal Folha de São Paulo, que desconsiderou as ações militares no Brasil durante o período da ditatura, simplesmente dizendo que se tratava de uma "ditrabranda". Confira o manifesto de Vilaça:


"Em editorial publicado na última terça-feira, dia 17, sobre os esforços de Hugo Chávez para se manter no poder na Venezuela, a Folha de São Paulo trouxe o seguinte absurdo:"Mas, se as chamadas "ditabrandas" -caso do Brasil entre 1964 e 1985- partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça-, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso. O líder eleito mina as instituições e os controles democráticos por dentro, paulatinamente.


"Não gosto de Chávez e lamento que tenha conseguido esta possibilidade de perpetuar-se no poder. Mas este post nada tem a ver com a Venezuela e sim com a classificação do período militar no Brasil como sendo uma "ditabranda"."Ditabranda".
"Ditabranda".
Filhos da puta. Suponho que, ao contrário de tantas outras famílias, os canalhas por trás deste editorial não perderam parentes para a "ditabranda". Nem tiveram parentes torturados pelos agentes desta "ditabranda".


Eu tive. Há, em minha família, pessoas que trazem nos corpos e nas mentes as seqüelas das torturas dos assassinos do DOPS e do governo militar. E estas pessoas que amo, por sua vez, perderam muitos amigos naquele período. Como a Folha se atreve, por qualquer motivo que seja, a usar o adjetivo "branda" em relação à sangrenta ditadura brasileira?


Tivesse o autor deste texto imbecil ficado pendurado num pau-de-arara por horas, tivesse ele levado choques nos genitais por dias, tivesse ele experimentado a agonia de um arame quente enfiado em sua uretra, tivesse ele sentido as unhas se despregando da carne, tivesse ele visto amigos morrendo sob pauladas, tivesse ele corrido o risco de ter o corpo descartado como lixo no mar de um helicóptero ou enterrado em cova rasa como um cachorro sem dono, tivesse ele sentido dezenas de cigarros sendo apagados em sua pele, tivesse ele experimentado o pavor do afogamento em um tonel repleto de água, tivesse ele ouvido as companheiras sendo violentadas por torturadores ou sodomizadas com cassetetes, tivesse ele um mínimo de respeito para com quem passou por tudo isso, não escreveria uma barbaridade dessas.


Ou, tendo escrito, se retrataria imediata e publicamente pelo absurdo cometido.No mesmo texto, o imbecil escreve:"Nesse contexto, e diante de uma oposição revigorada e ativa, é provável que o conforto de Hugo Chávez diminua bastante daqui para a frente, a despeito da vitória de domingo."Pois em nossa "ditabranda", caro editor da Folha, a oposição não podia se dar ao luxo de se sentir "revigorada" ou provocar o "desconforto" do governo, já que estava sob constante e sangrento ataque, sendo punida não com uma derrota política, mas com a perda da própria vida.


O que há de brando nisso?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Eliziane Mello elabora plano ambiental para Santiago

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A preocupação de Eliziane Mello com o meio ambiente é algo que toca a todos nós. Agora, com seu Mestrado, mais uma vez volta sua atenção para Santiago, sendo que pela primeira teremos como dissertação UM PLANO AMBIENTAL PARA SANTIAGO.
Esse é um exemplo típico de Mestrado cujo estudo reverterá indistintamente para o bem e uso da comunidade. Assim, ao longo de 02 anos, pelas mãos dessa jovem bióloga, teremos um importante e complexo estudo sobre nossa cidade, o qual ela estará aprimorando e defendendo em seu mestrado na URI de Erechim. A Eliziane é uma grande amiga, uma jovem que merece (e deve) ser valorizada em nossa cidade por essa busca contínua de evolução. Está sempre estudando, se aprimorando e sempre compartilhando de seu conhecimento. Além disso, é essa pessoa tão alegre, carismática e humana. Sem dúvida, uma jovem que merece o nosso respeito e valorização.

Caio Fernando Abreu de Santiago

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Ontem estive na prefeitura, onde pude conversar por uns instantes com a Ionara Salbego, que é gestora administrativa. Ela, como sempre, estava mergulhada no serviço. Mas numa pausa comentou que esteve assistindo ao programa da jornalista Marília Gabriela, no canal por assinatura GNT, onde ela entrevistava o ator gaúcho Carmo Dalla Vechia, que falava sobre sua carreira. Lá pelas tantas, o ator comentou que seu escritor preferido era Caio Fernando Abreu, que segundo Carmo, era natural da "região de Santa Maria". Maria Gabriela se empolgou e revelou que além de ser fã de Caio, tinha sido amiga do escritor. E contou que após concluir o primeiro livro que lera do escritor santiaguense, ela tratou de descobrir seu telefone e ligar para ele, se derretendo em elogios. Foi o princípio de uma amizade entre ambos.
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Quero enfatizar nas palavras de Carmo Dalla Vechia de que Caio era natural "da região de Santa Maria". Claro que ele não tinha a obrigação de dizer que o Caio era de Santiago, mas como a Ionara disse, por que ele não falou? Afinal, o próprio Carmo conhece a nossa cidade, pois já esteve aqui em 2001, onde ministrou um curso de interpretação. Tive a oportunidade de conversar com ele, inclusive. Comento sobre episódio para ilustrar a importância do Caio Fernando Abreu e da necessidade que nós, santiaguenses, temos em propagar a literatura desse maravilhoso escritor brasileiro, tão respeitado nos segmentos intelectualizados de nosso país. Aproveito para mandar um recado para a nossa secretária de Educação, a Denise Cardoso. É hora da SMEC, através de seu Departamento de Cultura, criar mecanismos para enaltecer e propagar a obra do Caio. De que forma? Vamos descobrir e sou parceiro nisso.
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Desde o final de 2007 eu venho insistindo numa possibilidade: transformar o prédio ao lado da Câmara de Vereadores, que está ocioso, num Auditório Multicultural que sirva para teatro, dança, exposições, palestras, reuniões etc e que seja batizado com o nome de Caio Fernando Abreu, onde possa ser criado também um espaço especial dedicado à obra do escritor.
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Tomemos o exemplo de Cruz Alta: o município se orgulha de ser a cidade do autor de O Tempo e o Vento. Tem avenida Érico Veríssimo. Museu Érico Veríssimo etc. Qualquer um na cidade é capaz de dizer quem ele foi e citar ao menos o nome de uma obra sua. Chegou a hora de fazermos o mesmo e transformar o Caio Fernando Abreu em nosso embaixador cultural.
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Alô, Carmo Dalla Vechia: o Caio Fernando Abreu é daqui, é nosso, é de Santiago.

No mundo da uva

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Me chamou a atenção o último espaço publicitário do Centro Empresarial, publicado no jornal Expresso Ilustrado. Em uma página inteira, no maior espaço, uma lista com as 115 empresas locais que estão participando da campanha Liquida RS Tchê, que está sendo desenvolvida em todo o Estado e que repercute também em Santiago incentivando as compras através da oferta de descontos bem atrativos por parte dos diferentes segmentos comerciais. Até aí, tudo bem. O que me chamou a atenção é que há várias semanas o atual presidente do CES, Ivori Guasso utiliza do espaço de "Palavra do Presidente" para falar de assuntos pessoais. Na última, ele relata que esteve em Jaguari na colheita da uva e que foi convidado para pisoteá-las numa tina, mas declinou do convite porque estava há horas usando a mesma meia. E não dedica nem uma linha de seu artigo para incentivar o próprio comércio que ele está representando ou mesmo a importância da campanha Liquida RS Tchê e, pior ainda, não incentiva nem mesmo os consumidores a comprarem neste período atrativo.
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Como já publiquei aqui mesmo neste blog, acho estranho que o Ivori, um empresário de Nova Esperança (que mora lá, inclusive) esteja presidindo uma entidade de Santiago. E outro detalhe interessante: na listagem das 115 empresas locais que aderiram a campanha, figuram quatro empresas de Nova Esperança, que são de propriedade do Ivori. Tudo bem que isso acontecesse, mas será que na cidade onde reside o presidente do CES somente as lojas dele estão participando da referida campanha? E o que elas tem a ver com o Centro Empresarial de Santiago?
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Refiro a esse assunto porque ouvi diversos comentários elogiosos endereçados aos funcionários do CES, em especial para a assessora de imprensa Tati Silveira, que estão trabalhando intensamente para divulgar a campanha e apoiar os associados e tendo os seus esforços reconhecidos e admirados. Aí, eis que o próprio presidente Ivori Guasso fica divagando sobre assuntos pessoais e blá, blá, blás. É um paradoxo interessante. Falo a respeito desse assunto porque percebi pessoas comentando a esse respeito. E não deixo de emitir minha opinião de que o Ivori é político e me parece que seus artigos pessoais no espaço "Palavra do Presidente" soam como uma oportunidade de fazer políticas de boa vizinhança.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Secretária de Cultura do Estado, Mônica Leal, esclarece sobre situação da LIC

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O blog recebeu e publica manifestação de nossa secretária de Cultura do Estado, Mônica Leal, onde ela fala a respeito da situação que ajudou a desvendar com relação aos grupos que fraldavam a Lei de Incentivo à Cultura. Sem dúvida, o trabalho de Mônica foi essencial para trazer luz e pôr fim a essa situação onde algumas produtoras e produtores culturais se especializaram em criar mecanismos para burlar a lei e lucrar com a cultura metendo a mão no dinheiro do povo gaúcho. Diante da eficácia do trabalho que tem sido apresentado e a transparência de todo este processo por parte da secretária Mônica, é que devemos analisar este assunto com a máxima atenção. Confira o que diz a secretária de Cultura:


"Desde que assumi como Secretária de Estado da Cultura, deparei-me com a falta de estrutura e isso pelo que sei não é de hoje, é histórico na cultura. A CAGE apontou esta deficiência de estrutura no seu relatório do ano passado. Isso ocorre porque o orçamento da Cultura é pequeno e não depende deste governo e sim de uma lei que é um percentual sobre a receita do Estado. Essa gestão encontrou um passivo de 1.100 projetos culturais aguardando análise da prestação de contas sendo que cada projeto tem em me dia de 2 a 5 mil. Com objetivo de zerar esse passivo, desde março de 2007, temos exaustivamente trabalhado para diminuí-lo. É só pegar a planilha de controle da Secretaria para ver que está gestão foi a que mais analisou prestação de contas desde que a LIC foi criada. Já foram analisadas as contas de 867 projetos incluindo o passivo e prestações entregues nesta administração. Se não tivéssemos que administrar o passivo encontrado não teríamos problemas na prestação de contas de projetos culturais.

Preocupada com esta situação é que a Governadora Yeda Crusius criou uma força-tarefa que foi instaurada em outubro de 2008 para acelerar a análise da prestação de contas. Atualmente o passivo está em 570 projetos e há 9 pessoas trabalhando no setor.

Nós aumentamos o número de funcionários. Quando eu assumi havia um coordenador e 3 funcionários. Hoje são 9 funcionários e 3 estagiários. Com a mudança da Cultura para o novo espaço vamos ter o sistema automatizado tendo uma estrutura mais ágil que possibilite coibir qualquer tipo de fraude.

Também buscamos aumento no orçamento da Cultura que hoje é de R$13.192.000,00, sendo que R$ 7.500.000,00 são para pagamento de pessoal e quase R$3.000.000,00 para manutenção das estruturas da Cultura e R$1.700.000,00 para o patrimônio cultural. Os projetos Estruturantes receberão R$1.500.000,00. Sobra R$ 130.000,00 para investimentos nos bens móveis a serem adquiridos nos projetos Estruturantes em ações da Cultura.

O relatório referido na reportagem não é da minha gestão, mas sim de gestões passadas. A Opus que foi apontada como uma das produtoras que recebeu os maiores valores agora nessa gestão, não recebe nenhuma verba pela LIC desde 2004. Justamente com base nesse apontamento do TCE feito em administrações passadas é que eu, tão logo assumir a Sedac, resolvi limitar esses percentuais para evitar a concentração na mão de poucos produtores e, então, criamos um teto de R$ 350 mil para projetos apresentados por pessoas físicas e 700 mil para pessoa jurídica. Sobre a Bienal, que está nesses projetos que concentram maiores valores, eu posso dizer que esta Fundação apresentou todos seus projetos anteriores a essa gestão. O último (6ª edição da Bienal) foi apresentado em meados de 2006, ou seja, quando não havia teto máximo. Com base nos apontamentos do TCE em seu Relatório de 2006 (referente aos exercícios de 2002 a 2005) reduzimos o valor do projeto ao encaminhá-lo ao CEC. Este, por sua vez, aprovou-o em R$ 890 mil, ou seja, bem próximo ao teto da nova Instrução Normativa que instituímos na minha gestão. Vale lembrar que o limite de R$ 700 mil ainda não valia para este projeto quando fora apresentado, porque a Instrução Normativa foi publicada posteriormente à apresentação do mesmo. Sendo assim, nessa gestão ficou dentro do limite legal. Este dispositivo limitador foi implementando, também, como forma da nossa política cultural em prol da democratização e pulverização dos recursos da Lei de Incentivo à Cultura. A título de exemplo, em 2008, o valor médio de aprovação dos projetos ficou em R$ 125 mil.

É importante esclarecer que as medidas adotadas nessa gestão não afugentam as empresas, muito antes pelo contrário, oferecem a garantia necessária para a compensação do incentivo fiscal considerando-se que o processo tornou-se transparente e fiscalizado. Porque foi editada a nova normativa 01/2007 que estabelece limites e prazos, mais as medidas internas do controle rígido na tramitação dos projetos. A concentração de grandes percentuais dos recursos incentivados no passado não configura uma irregularidade, na medida em que a lei e as normativas da LIC permitiam isso, ou seja, não havia limites de valores para cada projeto naquela época. Diferente de agora quando estabelecemos incentivar projetos de até 700 mil para pessoa jurídica e 300 mil para pessoa física."

Verba da LIC ficava com grupo de produtores

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Reportagem do Jornal do Almoço da RBS TV, desta quarta-feira, 18 de fevereiro. Secretaria Mônica Leal empreendeu uma cruzada para moralizar a cultura no Estado. Sobe o prestígio político da secretária junto aos gaúchos.

Aconteceu em Santiago: arrombou o banco para roubar café

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Um ladrão conseguiu arrombar uma das portas da agência local do Banco do Brasil na madrugada desta quarta-feira, sem se preocupar com o sistema interno de vigilância. Mas o indivíduo, que teve suas imagens registradas pelas câmeras, nem tentou se aproximar do cofre ou dos caixas. O seu alvo foi mesmo o depósito de produtos de consumo interno, de onde ele furtou 32 quilos de café e 20 de açúcar. E conseguiu ir embora sem ser identificado.

Santiago é mesmo uma cidade maravilhosa: se fosse em Caxias, Bento Gonçalves ou Alvorada....

Sem dúvida, os nossos ladrões são melhores que os ladrões dos outros...

Falta de assunto se...

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...Faz frio:

- Mas tá frio hoje, hein?
- Pois é...
- Até quando que vai esse frio?
- Mas olha, nem sei.
- Será que é frente fria?
- Deve de ser. E deve ter vindo da Argentina...
- É. Sempre de lá que vem...
- E será que vai cair geada?
- Acho que não deve cair...
- Mas com esse frio, será que não cai?
- Não, não cai. Geada se forma..
- Ahh...


... Se chove:

- E essa chuva...
- Chovendo.
- Bota chover, hein?
- É. Geralmente isso que a chuva faz: chove. E geralmente, quando a chuva chove, acontece um outro fenômeno tão interessante quanto: a chuva molha.
- Mas, até quando vai essa chuva?
- Até ela parar, acho...

...Se não chove:

- E será que chove?
- ...
- Faz horas, né?
- Que o que?
- Que não chove...
- Hum.
- Mas e aí?
- Quequetem?
- Será que chove?
- Não.
- Não por que?
- Quer mesmo saber? Não chove porque a chuva é um fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de água sobre a superfície da Terra. A chuva forma-se nas nuvens. E se você olhar para cima verá que não há nenhuma nuvem no céu nesse momento, ou seja, isso denota a falta de umidade relativa do ar. É preciso que baixe um pouco a temperatura, para que o encontro de massas quente/fria ocasione a formação da chuva.
- O que é o estudo, hein?


...Se faz calor:

- Mas credo. Que calor hein?
- Tem razão. Que calor sente-se aqui...
- Faca!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Encontro (im) perfeito

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Ele não gostava de usar gravatas. Não se sentia confortável com aquele negócio apertando o seu pescoço. Só as tolerava quando tinha algum compromisso formal, como um casamento ou festa de formatura. Por isso, foi um tanto peculiar a sua decisão de usar gravatas nessa noite. Era apenas um jantar, mas ele estava usando gravatas. E não só: também um par de meias finas e um terno impecávelmente alinhado. Por um momento, questionava se não havia colocado perfume demais,pois ainda estava sentindo aquele cheiro adocicado passadas uma hora depois de ter colocado, a ponto de lhe dar uma certa dor de cabeça. Talvez tivesse mesmo exagerado. Mas, de que outra forma iria se apresentar perante aquele monumento que estava sentada diante dele? O nome do anjo? Gabriella. Até o nome era de um anjo. A mulher mais colossal que ele já havia conhecido. E que, incrívelmente, havia aceitado sair junto com ele. Talvez fosse uma forma dela fazer caridade, ele pensou. Bobagem. Ele estava arrasando. E o que é mais incrível: ela ria das mesmas piadas manjadas que ele contou a vida inteira para os amigos, que sequer esboçavam alguma reação. Eram uns ignorantes, mesmo.

Ela o compreendia. E ria, com seu sorriso formado por dentes perfeitos. E a boca mais desejosa que já viu diante dele, ornamentado por um batom brilhoso. Como é que elas chamam aquele negócio mesmo? Glóss. Bonito de ver. Ruim de beijar. Tudo bem, ele a perdoava por isso. E também por aquele vestido preto (matador), com alcinhas atrás de sua nuca, as quais prendiam aquele decote provocante. Ele se controlava para não olhar. Descontando a hora em que ela se virou para o lado e pediu Four de Graiss para o garçom. Aproveitou para mirar-se naquele decote. Mentalmente, o comparou a uma pequena comporta de uma imensa barragem, insuficiente para conter uma enxurrada. Era como se a qualquer momento aqueles seios fartos fossem saltar para fora. Seios. S-e-i-o-s. Seeeeeiosssss...
Sem dúvida que eram os mais belos seios que ele já tinha visto. Imaginava se todo o investimento que faria naquele restaurante caro lhe dariam a oportunidade de pôr a mãos naqueles peitos.
- O que deseja, senhor? – perguntou o garçom, trazendo-o de volta a realidade.
- Peitos...
- Perdão?
- Aham. Quero peito...de peru. E vinho.

O garçom trouxe o pedido de ambos. Pouparemos o leitor de uma detalhada narrativa a respeito destes momentos. E também sobre o valor despendido pelo jantar. A pergunta aqui é: eles transaram? Vamos pular direto para o apartamento dela. (aliás, foi decisão dela ir para lá, após a famosa pergunta: no seu AP ou no meu. Foram para o dela).

A noite estava apenas começando. Eles continuaram bebendo vinho. E dançavam ao som de Michael Bolton. Estava tudo perfeito: a lareira, o vinho, a dança, a música. Tudo muito civilizado e romântico. Até que ela o largou no meio “When I Fall In Love”. Deu uns três passos para trás, encarando-o de forma insinuante. Secou a taça de vinho e a jogou na lareira. Em seguida, levou aos mãos para trás da nuca e começou a desatar aquele lacinho. A comporta se abriu e veio aquela enxurrada que ele tanto aguardava. A partir daí, a civilizade foi por água abaixo e ele libertou o homem das cavernas dentro dele. A noite foi perfeita.

Já era de manhã quando ele acordou. Olhou para aquela deusa nua ao lado dele. Que bom. Não havia sido um sonho. E poderia contar para todos os seus amigos sobre a noitada. Eles o invejariam. Bocejou e lembrou do sonho que tivera: via-se nadando nu numa barragem. Ninguém estava olhando e ele sentira a vontade de fazer xixi dentro da água. Que sonho mais esquisito. Bem, era hora de levantar e ele inclinou-se com cuidado para retirar o seu braço debaixo da cabeça dela, sem acordá-la. Foi nesse momento que percebeu a tragédia: a cama estava molhada.

Voltou a deitar abruptamente. Não era possível. Isso não pode ter acontecido, não com ele, não naquele momento. O vinho, claro, tivera um efeito devastador durante as horas de sono. Lembrou da sua mãe e daquela vez em que ela colocou o seu colchão para secar ao sol bem na frente de casa, o que fez seus amiguinhos sacarem o que tinha acontecido e lhe importado durante meses:
- Mijão, mijão!
Não. Ele só podia estar dormindo. O seu “amiguinho” que tanto orgulho tivera lhe dado na noite anterior, não poderia lhe causar essa decepção depois de tantos anos. O que ele iria contar para os amigos? Sobre a noite em que ficou com Gabriella e.... Não. Eles jamais poderiam saber disso. Gabriella se mexeu na cama. Ele parou de respirar por um instante. E agora? Quando ela acordar? Se ele conseguisse trocar a roupa de cama...

Tentou novamente mover o braço, debaixo da cabeça dela, mas parou no meio do caminho. Ela poderia acordar e descobrir o ocorrido. O que ele iria dizer? Quem sabe, se usasse um secador de cabelo, um ferro de passar, algo assim. Mas, para usá-lo teria de dar uma pancada na cabeça dela, se certificar que não iria acordar com o barulho. Diacho. O que fazer numa hora dessas? Quem sabe o melhor fosse usar da sinceridade, conversar com Gabriella, contar o que aconteceu e pedir milhões de desculpas. Foi algo involuntário. Mas é claro que isso poderia pôr fim a uma bela história de amor. O pior acabou acontecendo: Gabriella acordou.
- Ei, tu já estás acordado...
- Pois é...
- É impressão minha ou a cama está molhada?
Ele parou de respirar pela segunda vez, ficou vermelho-roxo-azul. Antes que pudesse dar alguma explicação, ela o interrompeu.
- Olha, não quero que tu penses mal de mim...
- Me desculpe, Gabriella, eu sei o que tu vais dizer. Realmente, foi uma coisa involuntária e...
- Eu estou com incontinência urinária.
- Hein?
- É isso aí. E nós bebemos muito vinho, né?
- Quer dizer que tu é que fizeste xixi na cama?
Um tanto corada, ela admitiu. Mas a naturalidade com que ela fez isso o acalmou. Depois tomaram café juntos e conversaram um pouco mais. Antes de ir embora, ela lhe deu o seu telefone.
- Tu me ligas?
- Claro.
E ele foi embora, mas nunca ligou. Pudera. Aquela mijona...

Perondi: "O RS não merece essa campanha difamatória"

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Em pronunciamento no plenário da Câmara, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) fez um apelo ao Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul para que reveja sua posição e encerre a campanha difamatória e violenta contra a governadora Yeda Crucius. Segundo Perondi, o Estado, depois de muitos anos e vários governadores, sofreu enfim um choque de gestão, teve suas contas saneadas e voltou a investir. Só este ano, serão R$ 2 bilhões em investimentos. Perondi destacou também que os pagamentos a servidores e fornecedores, estão todos em dia e que a governadora não merece sofrer as pressões que vem sofrendo, tanto que a sociedade gaúcha já reagiu contra o movimento do sindicato.

Segue, abaixo, o pronunciamento na íntegra:

"Trago absoluta solidariedade à Governadora Yeda Crusius, que reformou e reorganizou o Estado. O Estado, este ano, está investindo mais de R$ 2 bilhões. No primeiro ano, investiu R$ 50 milhões; e no ano passado, R$ 200 milhões. Isso, porque S.Exa. precisou fazer a reforma do Estado. As precatórias estão pagas, a folha de funcionários está em dia, os fornecedores estão recebendo em dia, as prefeituras também. O repasse da educação e da saúde para os municípios, hospitais e escolas esta sendo feito em dia.

Enfim, S.Exa. fez um choque de gestão. Mas, infelizmente, mais uma vez, o Sindicato dos Professores do Rio Grande de Sul, milionário, iniciou, semana passada, uma campanha ofensiva e pessoal à Governadora. Felizmente o Ministério Público retirou-a. São mentiras. Uma violência que o Estado jamais tinha visto. Resultado: a sociedade gaúcha reagiu, a Justiça reagiu, os pais dos alunos não aceitaram. É uma pena.

Quero propor ao Sindicato dos Professores que usem o dinheiro milionário da arrecadação que os professores pagam todo mês, descontado da folha, para curso profissionalizante para os filhos dos professores, para planos de saúde dos professores, para treinamento dos professores, um plano de habitação dos professores, mas não façam essa campanha.

O Rio Grande do Sul não merece isso, os professores sindicalizados não merecem isso. Ainda está em tempo de o Sindicato dos Professores, o CPERS, e mais alguns pequenos sindicatos que se juntaram — outros não se juntaram a essa campanha difamatória — de recuar e trabalhar a convergência.

O Rio Grande do Sul está crescendo. O Rio Grande do Sul está avançando, inovando. Que os CPERs também o façam e em paz, convergindo para melhorar o Rio Grande do Sul."

Moacyr Scliar envia mensagem ao blogueiro

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Divido com os acompanhantes desse blog uma mensagem do escritor Moacyr Scliar, verdadeiro patrimônio vivo que temos em nosso Rio Grande. Fiquei muito feliz com essa manifestação deste grande escritor do qual sou fã absoluto. Eis a mensagem:

"Prezado Márcio.Li sua crônica Big Jesus Brother e gostei bastante. Você é bom no gênero! Desejo-lhe o maior sucesso. Abrs. Moacyr"

Scliar é escritor e colunista de Zero Hora, membro da Academia Brasileira de Letras, médico e autor de 67 livros de diversos gêneros como ficção, ensaio, crônica e literatura juvenil. Suas obras já foram publicados em mais de 20 países.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

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Está uma grande polêmica em todo o Estado a agressiva campanha que a governadora Yeda Crusius sofreu (e vem sofrendo) de vários sindicatos ligados ao CPERS. Na capital de todos os gaúchos e em várias outras cidades, mais de 300 outdoors foram espalhados com o rosto de Yeda ao lado de palavras como "Corrupção", "Mentira", "Autoritarismo", "Arrocho salarial", "violência" etc. A referida campanha está sendo considerada criminosa e politiqueira.

E acredito que é isso mesmo: criminosa e politiqueira. Todos devem ter garantida a sua liberdade de expressão e de crítica. Porém, está visível que essa campanha contra a governadora surge exatamente num ano em que os grandes partidos políticos do Estado estão definindo os seus candidatos para a eleição do próximo ano. E, sendo assim, é no mínimo curioso que entidades como o Cpers encampem um processo difamatório como esse e sem um propósito maior ou honrado. É simplesmente uma campanha para difamar a governadora e pronto. Onde existem partidos políticos manipulando ou agindo em comum acordo com tais líderes sindicais.

É apenas uma tentativa de desrespeitar a governadora e ridicularizá-la perante a opinião pública, numa falta de respeito mais do que evidente. Detesto essas práticas de Fora Lula ou Fora Yeda! Penso que se determinado governante está no poder é porque ele teve méritos para isso, tendo sido conduzido através do desejo de uma maioria que assim o quis. Portanto, é necessário reconhecer a legitimidade do posto que ela exerce. Dizer que o Yeda "desgoverna" o Estado ou que está tudo errado é sempre um argumento vazio, onde não está contribuindo para chegar a um bem maior e coletivo. É simplesmente dizer que ela não serve, porque o seu partido não serve, porque suas propostas não servem. E nada de apresentar soluções, já que para tais manifestantes a única solução é que Yeda venha a perder prestígio e ser execrada publicamente. Esse tipo de campanha merece repúdio popular pois é extremamente covarde e, por que não dizer, ridícula.

Querem criticar a governadora, muito bem. Que o façam através de outros meios em que não se apele para a baixaria, para a falta de respeito. Afinal, queiram ou não esses pseudo-líderes, é Yeda Crusius quem representa o nosso Estado.

Portanto, atacar a governadora de forma tão agressiva e estúpida resulta numa agressão contra a própria honra do povo gaúcho, que tanto se orgulha de ser hospitaleiro e respeitador.Até porque essa campanha dos outdoors criminosos não está atacando um Governo e, sim, a própria governadora. É um processo que não ataca ideias ou projetos e, sim, a honra de uma pessoa, um ser humano com sentimentos e sonhos.

É um ataque pessoal, que visa inserir uma mensagem subliminar na mente dos gaúchos a ser explorada mais tarde ou seja, no ano eleitoral. Trata-se de um ataque com consequências não só para o hoje, mas para o amanhã.

Não é dessa forma que devem agir professores ligados ao CPERS. Não é esse exemplo que devem manifestar em seu direito legítimo de manifestar suas posições. Não é esse tipo de mensagem que merece ser propagada, ensejando o ódio e incitando o desrespeito. Não é por isso que temos o orgulho de cantar o Hino Rio-Grandense em frente das nossas escolas. Espero que tais façanhas sirvam de reflexão a toda a nossa terra.