terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Só sei que nada sei

Nos últimos dias, deixei o blog atirado às traças. Uma, porque tava ocupadíssimo com o trabalho no jornal. Outra, porque tava sem tesão para escrever. E também porque na semana passada me envolvi bastante com diversos outros afazeres. Entre alguns afazeres prazerosos, escrevi um texto, assim de última hora, para o Rodrigo Neres, do Departamento de Cultura da SMEC. É para o teatro Liberdade, grupo do amigo Jones Diniz, fazer uma encenação do Auto de Natal na pracinha de brinquedos. Também tive a grata satisfação de conhecer a Maira, que é acadêmica da Ulbra em Santiago e resolveu conversar comigo sobre literatura para um trabalho lá da Ulbra. Ela me convidou para participar agora, quarta-feira, de um evento cultural que a Ulbra está organizando. Na sexta-feira, fui no colégio Apolinário Porto Alegre, atendendo a convite da professora Marta Kinzel, para avaliar os vídeos que os alunos do Ensino Médio produziram. Os estudantes produziram telejornais, com direito a entrevistas, previsão do tempo, comentaristas e muito mais. Trabalho muito bacana coordenado também pela professora Rute Elis. Muito bacana.
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Mas voltando ao assunto da Maira. Achei graça que, inicialmente, ela conversou comigo cheia de dedos, me considerando "o" jornalista. Achando que eu era formado nisso e naquilo e naquilo outro. Mas eu esclareci: não sou formado em nada. Concluí o Ensino Médio fazendo Supletivo e não entendo nada de Gramática. Nada mesmo. Não sei o que é oxítona, paroxítona, proparoxítona, orações adverbiais, adjetivas ou subordinadas etc. Não sei MESMO. Não entendo de regras de Português. Apenas escrevo, porque li bastante. O que sei escrever é apenas por praticar, não por entender. Não sei nada disso. Ou melhor: só sei que nada sei.
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Mas como disse para ela, admiro quem estude e busque a sua formação universitária. Admiro muito quem busque evoluir dessa forma. Eu só não fiz isso porque não tive oportunidade. Em determinado momento da minha vida, por falta de pa(i)trocinador, tive que optar por estudar ou trabalhar, por não poder conciliar as duas coisas. E optei por trabalhar. E também comentei o seguinte com a Maira: logo que seja possível, talvez no ano que vem, eu quero estudar, sim. Mas o tempo novamente seria determinante para mim e não poderia, jamais, fazer uma faculdade presencial. Uma, porque não teria como conciliar com o trabalho. Outra, porque dormiria nas aulas. Então, vou optar por uma universidade virtual, talvez a Ulbra mesmo. Entre os cursos que gostaria de fazer: Filosofia ou Sociologia. De duas, uma. Ou, se possível, as duas.


2 comentários:

Tainã Steinmetz disse...

O 2º parágrafo só serviu pra ti colocar teu ego lá no céu. Putz...

Márcio Brasil disse...

Boa crítica. Não percebi. Às vezes a genialidade me cega, assim como a modéstia.

(brincadeira...)