domingo, 22 de novembro de 2009

Tainã Steinmetz


Eu não pretendia me apaixonar pela Tainã. Mas foi assim que aconteceu. Quando a conheci, naquele de fevereiro de 2006, pensava ter encontrado uma boa amiga, apenas. Uma amiga com a qual tinha inúmeras afinidades, sabe-se lá por qual motivo. Só sei que a gente se entendia muito bem. Na verdade, eu a vi a primeira vez em fevereiro de 2006, mas já trocávamos ideias um mês e pouco antes. Começou que ela me enviou um e-mail falando sobre um texto lá do meu blog (e que tinha saído no jornal). Isso foi em dezembro de 2005. Aí, a gente começou a trocar uns e-mails quilométricos, conhecendo um ao outro por entre linhas e entrelinhas. Tudo na base da amizade, devo ressaltar. Na época, ela namorava e eu também. Pois bem. Eis que, certo dia, depois de tanto trocarmos e-mails, resolvemos que iríamos nos encontrar para tomar um refri e conversar de perto.

- Me encontra no Ricardo Lanches, às 19h16.

Escrevi no torpedo que a enviei. No dia marcado, lá estava eu no Ricardo Lanches. Ela entrou, com seus cabelos longuíssimos, quase até a cintura, vestindo roupas pretas. E durante algumas longas horas nós conversamos sobre inúmeros assuntos. Era incrível vê-la falando sobre qualquer assunto. Sabe uma pessoa que brilha? Sabe uma pessoa que irradia Vida? Sabe uma pessoa que fala sobre qualquer coisa e que carrega tantos valores, tanto respeito, tanta inteligência?

Adorei conhecê-la. E falei sobre ela para várias pessoas. Falei sobre uma boa amiga que eu tinha ganhado e que era tão cativante.

Não sabia eu, sequer imagina eu, que iria me apaixonar por ela. Mas juro: eu não pretendia me apaixonar pela Tainã. Mas foi assim que aconteceu.

Foi depois de algumas semanas que tínhamos nos conhecido, numa noite depois de conversarmos muito sobre o tudo e o nada, que rolou um beijo. Mas aquele beijo foi algo...estranho. Eu a acompanhei até a esquina de casa. E dei-lhe um abraço. Até aí, estava tudo normal. O problema foi que, no momento do abraço, senti um aperto no peito. Algo estranho realmente e não conseguia parar de abraçá-la. Ela, creio, estivesse sentindo algo parecido. E foi, sei lá como, a gente se beijou. Foi o beijo mais longo que já tinha dado em alguém. Foi um beijo que me fez perder a noção do tempo. Que eu não queria que acabasse, de tão bom que era e porque não sabia como encará-la ou o que dizer depois que o beijo terminasse. E assim, ele foi acontecendo. Às vezes, tenho a impressão que ainda estamos lá, naquela esquina, nos beijando...

Depois disso, tudo aconteceu muito rápido entre a gente. A gente acabou ficando junto, a Tainã e eu. Mas, nesse meio tempo, várias coisas aconteceram e brigamos. Ou melhor dizendo: eu briguei com ela. Acabamos nos afastando. Ela tomou um rumo e eu tomei outro. E seguimos nossas vidas.

Só voltei a falar com ela em dezembro de 2006. E só voltamos a ser amigos mesmo em 2007. Ela namorava com outra pessoa e eu também. Mesmo assim, nunca consegui esquecê-la. E passou 2007. E passou 2008. E estava passando 2009. E nesse tempo todo, a gente manteve contatos esporádicos como amigos. Às vezes saindo juntos, às vezes frequentando os mesmos lugares, às vezes mantendo distância, às vezes bravos um com o outro, às vezes com raiva, às vezes com saudade...

Porém, nesses anos todos, apesar de muitas vezes estarmos próximos fisicamente, estávamos distantes emocionalmente. Ela namorava e eu também. E nunca ultrapassamos essa linha. Até que um dia, eis que a gente acabou ficando juntos. E foi de uma forma tão mágica, como foi a primeira vez. Sabe aquelas coisas que acontecem e que você não vê explicação, simplesmente porque não foi nada premeditado, nada esperado, simplesmente aconteceu. Pois é, simplesmente aconteceu.

E eu não pretendia me apaixonar pela Tainã. Mas...

Sei lá. Não sei por qual motivo. Acho que gosto do nome dela: Tainã Steinmetz. Um nome forte. Talvez sejam os cabelos longos. Talvez o caráter dela, que é algo impressionante. A sinceridade. A forma como ela exige a verdade a qualquer custo. A delicadeza. O sorriso. O mistério. Acho também incrível a beleza que ela possui, que dispensa batom ou maquiagem (aquele rosto limpo é simplesmente lindo...). Os olhos, o sorriso. O espírito. Não tenho uma explicação. Só sei que, sei lá, ela ainda me faz sentir aquela aflição no peito que senti lá na primeira vez que a abracei e que aconteceu aquele beijo que não terminou até agora.

... Foi assim que aconteceu.

7 comentários:

Liciane disse...

Liiindo!!!!! Bravo!!!! \o/ \o/

Adorei!!!!! Espero que vcs fiquem juntos, tem tudo pra dar certo e o principal já tem, "afinidade".

Beijos e ótimo domingo

Micheli Pissollatto disse...

Que maravilha de história *_* daqui há um tempo, quero ser a madrinha. hoho

Tainã Steinmetz disse...

Eu nunca esquecerei como você deitou lá e me olhou...

Suzi disse...

.

ai...ai... emocionou!

Que amor lindo! Que texto lindo!

... e que seja pra sempre.

Tenho muito a agradecer a vocês e estarei aqui torcendo para que tudo esteja sempre bem com vcs.

Beijos

.
.

Anônimo disse...

Você é o tipo de homem entende de palavras de amor.

Que declaração maravilhosa! Parabéns.

Rita disse...

Sejam mto felizes, meus amigos!! AMOOOOO vcs!!! Bjus!!!

Jooh Ashanti disse...

Muito lindo!!!
Adoro vcs e desejo tudo melhor aos dois!
Grande beijo